terça-feira, 2 de julho de 2024
Atuação assustadora
Foi muito pior do que se poderia imaginar. A Seleção Brasileira empatou em 1 x 1 com a Colômbia, no Levi's Stadium, em Santa Clara (EUA), pela Copa América, e teve uma atuação assustadora. A Seleção abriu o placar aos 12 minutos, com um belo gol de Raphinha cobrando falta, e poderia ter ampliado, se um pênalti claro sobre Vinícius Júnior fosse marcado, aos 42 minutos. Aos 46 minutos, numa falha defensiva da Seleção, a Colômbia empatou. O resultado era suficiente para a Colômbia garantir o primeiro lugar do grupo. A atuação da Seleção, que não era boa nem durante o período em que vencia parcialmente o jogo, tornou-se pavorosa após o gol da Colómbia. Coletivamente, a equipe ainda deixa muito a desejar, e há desempenhos individuais muito abaixo do esperado. O goleiro Alisson, por exemplo, não vem fazendo uma boa Copa América. Nos dois gols sofridos pela Seleção na competição, até agora, cometeu falhas. Rodrygo é outro cujo desempenho não justifica sua permanência na equipe. Tornou-se um jogador invisível. A ausência de um meia de criação, figura tão abundante em outras épocas no futebol brasileiro, é outro grave problema da Seleção. O técnico da Seleção, Dorival Júnior, também dá uma contribuição negativa ao insistir com uma formação de ataque sem um centroavante de referência. Endrick só entra no final dos jogos, com pouco tempo para dar uma contribuição mais efetiva, e Evanílson, ao que parece, foi fazer turismo nos EUA, pois Dorival Júnior nunca lança mão dele. Ainda que esteja há pouco tempo no cargo, o técnico já deveria ter dado um mínimo de consistência à Seleção. Não é o que está se vendo, o que gera muita apeeensão quanto às perspectivas da Seleção sob a sua orientação. Caso vencesse, a Seleção teria ficado em primeiro lugar no grupo, e enfrentaria o Panamá nas quartas de final. Como empatou, terá de jogar contra o Uruguai.
Pelo estágio atual dos dois oponentes, as chances da Seleção conseguir a classificação para as semifinais são pequenas.
segunda-feira, 1 de julho de 2024
A punição do bom futebol
O futebol dito "moderno" tem critérios muito estranhos. O mais absurdo deles é a punição do bom futebol. Dribles, "lambretas", e outras jogadas de grande categoria que levavam torcedores ao êxtase são vistas, agora, como atitudes desrespeitosas ao adversário. Nos jogos pela Seleção Brasileira e Real Madrrid, Vinícius Júnior desperta a ira dos adversários quando realiza lances de grande requinte técnico. Hoje, no clássico Palmeiras x Corinthians, no Alianz Parque, o jovem Estevão, do clube alviverde, passou vârias vezes o pé sobre a bola diante de um marcador, e logo foi cobrado por Garro em tom ríspido. Raphael Veiga, companheiro de clube de Estevão, tomou suas dores, e atropelou Garro, sendo, justificadamente, expulso. Porém, a atitude destemperada de Raphael Veiga näo tira o foco do principal, que é o fato de jogadas de grande brilho individual serem vistas como provocativas no futebol atual. O pior é que os árbitros advertem, e até punem os jogadores que criam lances requintados. O bom futebol deve ser exaltado, e nào punido. Os jogadores de melhor técnica deveriam ser protegidos da sanha de adversários pouco habilidosos que apelam para a violência. Ao contrário, os "brucutus" é que são protegidos da exposição das suas limitações. Uma total inversão de valores.
domingo, 30 de junho de 2024
Repetiçào
Um roteiro sem variaçòes. O Inter empatou em 1 x 1 com o Criciúma, hoje, no Heriberto Húlse, pelo Campeonato Brasileiro, com uma atuação que foi uma repetição da de outros jogos. Mais uma vez, o Inter saiu na frente, mas nào conseguiu garantir o resultado até o final. Após sofrer o empate, só não perdeu porque Fabrício fez grandes defesas. No seu jogo anterior, o Inter saiu atrás, empatou e cedeu a derrota no último lance do jogo. O grande desperdício de pontos já faz o técnico do Inter, Eduardo Coudet, cogitar de priorizar as copas em detrimento do Brasileirão. Resta saber o que diria o presidente do Inter, Alessandro Barcellos, que estabeleceu a competição como prioritâria, dizendo que seus jogos seriam 38 decisões.
Alívio
Após mais de dois meses, o Grêmio voltou a ganhar um jogo no Campeonato Brasileiro. Hoje, no Francisco Stédile, o Grêmio venceu o Fluminense por 1 x 0, pelo Campeonato Brasileiro, e obteve o alívio que precisava depois de uma série de tropeços. O técnico do Grêmio, Renato, finalmente, se rendeu ao óbvio, e fez uma escalação sem a figura do centroavante. O Grêmio não teve uma grande produção ofensiva, mas fez o suficiente para ganhar. Superior durante todo o jogo, o Grêmio não foi pressiobado, defensivamente, pelo Fluminense. A única chance de gol do Fluminense foi numa cobrança de falta, mas Marchesin fez uma grande defesa. O maior destaque do Grêmio foi, mais uma vez, Dôdi, que estará fora do próximo jogo, por suspensão pelo cartão amarelo. Com quatro pontos ganhos nos últimos seis disputados, o Grêmio, mesmo sem mostrar um bom futebol, vai recuperando a sua confiança. Se vencer seu próximo jogo, e for beneficiado por resultados paralelos, o Grêmio poderá sair da zona de rebaixamento na rodada do meio de semana. Nada mau para um clube cujas perspectivas não pareciam nada animadoras até uma semana atrás.
sábado, 29 de junho de 2024
A debilidade de Joe Biden
Um desempenho desastroso no primeiro debate da eleição presidencial dos Estados Unidos, na quinta-feira, escancarou o que já era perceptível há muito tempo. A debilidade de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos e candidato a reeleição, assustou o público e a imprensa, fazendo com que já se cogite que outro nome concorra pelo Partido Democrata na eleição de novembro próximo. As limitações físicas e mentais de Biden são evidentes, e nada recentes. Biden já está com 82 anos, e caso seja reeleito, governaria até os 86. Ao ser eleito, em 2020, o mais sensato seria já ter afastado a hipótese de tentar um segundo mandato. Após o debate, importantes jornais americanos defenderam a ideis de trocar o candidato do Partido Democrata na eleição. Não e uma medida simples, nunca foi tomada antes, e precisa da anuência do candidato. Porém, deveria ser o caminho escolhido pelo partido. No caso da substituição de Biden, o nome natural seria o da vice-presidente Kamala Harris. Por já ser a vice de Biden, e ainda agregar as condições de mulher, negra e filha de imigrantes, Kamala seria uma excelente opção. O certo é que, se Biden mantiver sua candidatura, Donald Trump ganhará a eleição, o que seria desastroso, não só para os americanos, mas para o mundo inteiro. Urge que o Partido Democrata contemple a ideia da substituição do candidato, e busque convencer Biden a aceitar a medida.
sexta-feira, 28 de junho de 2024
Desafogo
Depois de um empate sem abertura de placar, uma chuva de gols. A Seleção Brasileira goleou o Paraguai por 4 x 1, hoje no Allegiant Stadium, em Las Vegas, pela Copa América, e obteve o seu desafogo, após o tropeço na primeira rodada. O primeiro gol custou a sair, marcado por Vinícius Júnior aos 35 minutos, mas Lucas Paquetá já havia desperdiçado um pênalti, cobrando para fora. Depois de aberto o placar, os outros gols surgiram naturalmente. Savinho fez o segundo aos 43 minutos, e Vinícius Júnior voltou a marcar aos 50. Aos 3 minutos do segundo tempo, Alderete descontou para o Paraguai, num chute forte de longa distância. Um novo pênalti foi, mais uma vez, cobrado por Lucas Paquetá, aos 20 minutos, com êxito, fechando o placar. O grande nome do jogo foi Vinícius Júnior, autor de dois gols e muitos dribles. Foi uma boa atuação da Seleção, tanto coletiva quanto individualmente. Afora Vinícius Júnior, Bruno Guimarães foi outro jogador que se destacou. A Seleção encaminhou sua classificação para a próxima fase, e decidirá o primeiro lugar do grupo contra a Colómbia, com o empate servindo para o adversário. A goleada de hoje deverá dar confiança para uma equipe que estava desacreditada.
quinta-feira, 27 de junho de 2024
Glória e fracasso em tempo recorde
Poucas vezes se viu uma trajetória tão oscilante num curto espaço de tempo. Demitido pelo Fluminense na segunda-feira, o técnico Fernando Diniz experimentou glória e fracasso em tempo recorde. Em novembro de 2023, conquistou o título da Libertadores, um sonho do Fluminense adiado por 15 anos, desde a derrota para a LDU em 2008. Ao ganhar a Libertadores, Diniz, um técnico, até então, visto por muitos como revolucionário mas contestado por outros tantos, atingiu sua afirmação na carreira. O sucesso foi tanto que Diniz chegou a acumular seu trabalho no clube com o de técnico interino da Seleção Brasileira, até que, conforme a CBF, o italiano Carlo Ancelotti viesse treinar a equipe. Deu tudo errado. Diniz teve um péssimo desempenho na Seleção e foi demitido depois de apenas seis jogos, e a vinda de Ancelotti se mostrou uma propaganda enganosa do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. No Fluminense, Diniz ainda conquistou, já em 2024, o título da Recopa Sul-Americana, mas, a partir daí, nada foi como antes. O clube, que era bicampeão estadual, não conseguiu manter a hegemonia. Fez uma boa campanha na fase de grupos da Libertadores, mas se alojou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro desde o início da competição, o que fez com que, após 11 rodadas, Diniz fosse demitido. Em poucos meses, Diniz, que tinha dois empregos, tornou-se disponível no mercado. Claro que não lhe faltarão convites, mas o prestígio que alcançou após o título da Libertadores já sofreu um forte desgaste.
Derrota no último lance
Foi cruel. O Inter perdeu por 2 x 1 para o Atlético Mineiro, ontem, no Heriberto Hülse, pelo Campeonato Brasileiro, uma derrota no último lance do jogo. Cadu abriu o placar para o Atĺetico aos 8 minutos do segundo tempo, mas Alan Patrick, de pênalti, empatou aos 18. No final do jogo, o Atlético Mineiro foi para cima do Inter, tentando vencer a partida. Conseguiu, marcando um gol, literalmente, no último lance do jogo, aos 52 minutos do segundo tempo. Para o Inter, pela forma como ocorreu, a derrota será dura de assmilar. Mais uma vez, o Inter perde pontos depois de uma vitória no jogo anterior, e não consegue encostar nos primeiros colocados do Brasileirão, competição que é prioritária para o clube, mas na qual uma classificação intermediária, ao final da disputa, parece ser a projeção mais realista a se fazer.
quarta-feira, 26 de junho de 2024
Um ponto
Não dá para comemorar. O Grêmio empatou em 1 x 1 com o Atlético Goianiense, hoje, no Antônio Acioly Filho, pelo Campeonato Brasileiro, obtendo um ponto depois de seis derrotas consecutivas. O resultado quebrou a sequência de derrotas, mas está longe de ser alentador. O técnico do Grêmio, Renato, errou na escalação, deixando de fora os garotos Nathan Fernandes e Gustavo Nunes. No entanro, aos 30 minutos do primeiro tempo, colocou-os, retirando Pavón e Éverton Galdino. A entrada dos garotos não acrescentou o tanto que se esperava. Com uma atuação fraca no primeiro tempo, o Grêmio não mereceu mais que o empate. No segundo tempo, o Grêmio melhorou de produção, mas não criou chances claras de gol, e acabou sofrendo um, aos 26 minutos. A oitava derrota do Grêmio no Brasileirão estava se desenhando mas, aos 36 minutos, um chute forte de Reinaldo que desviou na defesa deu o empate ao Grêmio. Embora não tenha perdido, o Grêmio não alcançou uma recuperação. Seu futebol, mais uma vez, foi pobre, e nada sinaliza que os próximia jogos serão melhores. A esperança recai no fato de que, finalmente, o Grêmio vai voltar para o Rio Grande do Sul, e fará cinco jogos em Caxias do Sul. Com o calor do seu torcedor, o Grêmio espera sair do seu período negativo, e escapar da zona de rebaixamento.
terça-feira, 25 de junho de 2024
Pautas polêmicas
O Brasil vive uma intensa polarização política há mais de dez anos. Com um governo progressista, mas um Congresso de maioria direitista, o confronto permanece, e se reflete nas chamadas pautas polêmicas. Num Congresso com grande presença de evangélicos, senpre dispostos a aprovar projetos retrógrados e ultraconservadores. No momento, duas proposições desse tipo estão causando mais um enfrentamento entre os poderes Legislativo e Judiciário. O primeiro round foi vencido pelo campo progressista. O projeto que foi aprovado em toque de caixa e puniria a mulher que interrompesse uma gravidez resultante de estupro com uma pena maior que a prevista para os praticantes desse tipo de crime gerou uma enorme reação na sociedade, o que fez com que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), sustasse a sua aplicação e postergasse a questão para o segundo semestre, após uma ampla discussão no parlamento. Ressalte-se que o Supremo Tribunal Federal havia suspendido a aplicação da medida, gerando atrito com o Legislativo. Agora, outra questão está causando ebulição no meio político. O STF aprovou uma resolução que descriminaliza o porte de maconha para consumo pessoal, transformando-o de crime para ilícito penal, com uma pena menor. Arthur Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), reagiram imediatamente, afirmando que a questão é de competência do Legislativo, e não do Judiciário. A tensão entre os dois poderes ganhou contornos muito fortes nos anos mais recentes, motivados pelo ímpeto obscurantista da extrema direita no parlamento em contraponto a um Judiciário que, em sua maioria, tem se mostrado um defensor das liberdades democráticas.
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