sexta-feira, 24 de abril de 2026
A tragédia da Argentina
O roteiro era previsível, o que não impediu que os eleitores caminhassem para o abismo com as próprias pernas. A tragédia da Argentina, com a economia em frangalhos, é o resultado do desatino do eleitorado, ao eleger Javier Milei para presidente do país. Trêfego e desequilibrado, Milei adotou a defesa da cartilha da extrema direita na economia. O discurso é o de sempre, ou seja, a necessidade de "ajuste" das contas públicas, o que resulta num arrocho fiscal que sufoca a atividade económica. Para chegar ao poder, substituindo uma administração de esquerda, o argumento também é surrado, o de que os governantes são "ladrões", e que enriquecem às custas do dinheiro público. Os argentinos se deixaram levar por essa arenga, e estão pagando caro por isso, com fome e desemprego. Centenas de lojas fecharam as portas, e o governo, com absurdo cinismo, estimula o consumo de carne de burro. Para piorar a situação, Milei ainda tem mais um ano e oito meses de mandato pela frente. Há um ditado que expressa que quem corre por gosto não cansa. Os argentinos são a prova disso. Resta esperar que os eleitores brasileiros aprendam com o exemplo do país vizinho, e não cometam o mesmo erro na eleição presidencial de outubro próximo.
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