domingo, 7 de dezembro de 2025

O fim de uma hegemonia

Depois de quatro anos, a Fórmula-1 tem um novo campeão. O inglês Lando Norris, da Mc Laren, de 26 anos, ganhou o título, chegando em terceiro lugar, hoje, no Grande Prêmio de Abu Dhabi, fazendo uma corrida tática, sem correr riscos desnecessários, já que essa colocação era suficiente para obter a conquista, e determinando o fim de uma hegemonia. Norris conquistou o título com apenas dois pontos de vantagem sobre o holandês Max Verstappen, que lutava pelo pentacampeonato e foi o vencedor da corrida de hoje. O piloto inglês, ou mesmo seu companheiro de equipe, o australiano Oscar Piastri, poderia ter obtido o título já em 2024, pois a Mc Laren foi campeã de construtores na ocasião. Porém, Verstappen conseguiu se sobrepor as deficiências da sua equipe, a Red Bull, e conquistou o tetracampeonato. Dessa vez, não foi possível, mas, ainda assim, Verstappen chegou na última corrida do ano com chances de título, e ficou apenas dois pontos atrás do campeão. A decepção do campeonato foi a Ferrari, que em nenhum momento deu a seus pilotos, Lewis Hamilton e Charles Leclerc, a chance de lutar pelo título. A boa novidade foi que o Brasil voltou a ter um piloto na categoria, Gabriel Bortoleto, da Kick Sauber, que teve um ano de estreia satisfatório, sinalizando para um futuro promissor.

Encerramento digno

O jogo valia, apenas, para terminar a competição deixando uma boa impressão. O Grêmio goleou o Sport por 4 x 0, hoje, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Brasileiro, e teve um encerramento digno na disputa. Não se poderia esperar do Grêmio outro resultado que não fosse uma vitória, diante de um adversário tão fraco. Ainda que se desconte a fragilidade do Sport, há que se destacar o desempenho do centroavante Carlos Vinícius, que atingiu a marca de 13 gols em 14 jogos, uma média nunca atingida antes em sua carreira. Agora, com um presidente, Odorico Roman, que será empossado amanhã, um novo horizonte se abre para o Grêmio, com dificuldades, em função da escassez de recursos financeiros, mas com muita esperança de retornar ao patamar que lhe cabe, do qual esteve distante nos dois últimos anos.

Com mais sorte do que juízo

Aconteceu o que parecia quase impossível. O Inter goleou o Red Bull Bragantino por 3 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, e, com mais sorte do que juízo, escapou do rebaixamento, beneficiado por resultados paralelos. Antes da rodada de hoje, Ceará e Fortaleza estavam fora da zona de rebaixamento, Vitória e Inter se encontravam dentro. Nos jogos de hoje, Vitória e Inter venceram, e os dois clubes cearenses perderam. Com isso, a situação se inverteu. Ainda que seja compreensível o alívio da torcida do Inter, nada há a ser comemorado. O Inter fez tudo para cair, o que só não ocorreu pela incompetência de seus concorrentes. Ceará e Fortaleza dependiam só das próprias forças. Vitória e Inter precisavam vencer e torcer por resultados paralelos. Fizeram a sua parte, e receberam de bandeja as derrotas dos clubes cearenses. Chama a atenção, também, o nivelamento por baixo da competição. A partir do oitavo colocado, São Paulo, até o vigésimo, Sport, todos os clubes tiveram saldo de gols negativo. A força das camisas faz com que o campeonato tenha emoção e atraia grandes públicos, mas o nível técnico, como é possível constatar, é muito fraco.