quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Um projeto que não decola
A eliminação do Bahia na primeira fase da Pré-Libertadores deveria ensejar uma reflexão por parte dos defensores de SAF's e outras propostas semelhantes para um clube obter recursos e "crescer" no futebol. O Bahia vendeu seu departamento de futebol para o Grupo City em 2023 e, decorrido esse tempo, já se pode dizer que é um projeto que não decola. Há vários aspectos questionáveis e, até, condenáveis, nesse tipo de formulação. Pertencer a um grupo que também controla outros clubes em vários países implica numa perda de autonomia. Afora isso, o "cabeça" do grupo é o Manchester City, que sempre terá precedência sobre os demais. Em termos práticos, o Bahia pouco ou nada avançou desde que aderiu ao projeto. Se é verdade que, em 2025, voltou a disputar uma Libertadores após 36 anos de ausência, também é real que ficou na lanterna do seu grupo na competição. Se, no mesmo ano, ganhou o título estadual, no anterior o havia perdido para o Vitória, seu maior rival, um clube com um orçamento muito menor. A suposta maior capacidade de investimento, até hoje, não se refletiu na formação do grupo de jogadores. O Bahia possui uma única estrela, o meia Éverton Ribeiro que, aos 36 anos, não exibe mais o auge de sua de sua forma e se encaminha para a aposentadoria. Os demais jogadores dividem-se entre medianos rodados, promessas ainda não confirmadas, e outros de qualidade muito duvidosa. O trabalho do técnico Rogério Ceni, o único do clube nesse período, é muito fraco. Ao ser eliminado da Pré-Libertadores, ontem, em plena Arena Fonte Nova, pelo modestíssimo O'Higgins, do Chile, o Bahia escancarou a propaganda enganosa que constitui o projeto ao qual aderiu. O argumento de que o projeto é de longo prazo, para um período de dez anos, só pode convencer aos incautos. Até agora, de concreto, nada conseguiu, e deve servir de alerta para outros clubes que pretendam entrar em aventuras análogas.
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