quinta-feira, 16 de abril de 2026

A teimosia de Luís Castro

Há limites para se manter uma convicção, e o técnico do Grêmio, Luís Castro, deveria saber disso. A teimosia de Luís Castro está custando caro ao Grêmio e, caso persista, poderá inviabilizar a continuidade do seu trabalho. A tendência é que Castro escale o Grêmio, novamente, com três volantes e dois extremss abertos contra o Cruzeiro, sábado, no Mineirão. Coerente com o esquema de jogo preferencial de Castro, essa proposição, como já foi provado exaustivamente, está fadada ao fracasso. A utilização de três volantes, sem a presença de um meia de articulação, deixa o meio de campo sem criatividade e incapaz de abastecer o ataque, o que se reflete na baixa produção ofensiva do Grêmio. Está mais do que evidente que o Grêmio precisa de armador, e de abrir mão de um dos atacantes de lado para colocar mais um meia, que faça um movimento de recomposição. No momento, com a boa fase de Amuzu oela esquerda, o atacante pela direita é que teria de dar lugar ao meia adicional. Com o que o Grêmio dispõe, hoje, no seu grupo, Gabriel Mec deveria ser o articulador, e Róger poderia ser o homem da recomposição. Por mais que um técnico tenha uma proposição de jogo, ela não pode ser pétrea, ignorando o que se vê dentro das quatro linhas. Se Castro não revissr seus conceitos, os resultados continuarão a ser ruins, e encaminharão o seu trabalho para um fim precoce.