domingo, 30 de agosto de 2026

Vitória fundamental

Ganhar era, mais do que necessário, obrigatório. o Grêmio venceu a Chapecoense por 3 x 1, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, uma vitória fundamental. Mais uma vez, a atuação do Grêmio não foi boa, tendo, inclusive, saído atrás no placar. A fragilidade defensiva se fez presente, como de costume, permitindo que a Chapecoense concluísse várias vezes ao gol. Porém, o que importa, em termos práticos, é que o Grêmio venceu. A posição na tabela permaneceu a mesma, mas o Grêmio, agora, obteve uma certa "gordura" e, com qualquer resultado, nào ingressará na zona de rebaixamento na próxima rodada. Caso venha a eliminar o Inter nas quartas de final da Copa do Brasil, na próxima quinta-feira, o Grêmio ganhará um grande alento para os enfrentamentos pelo Campeonato Brasileiro em busca de evitar o rebaixamento.

sábado, 29 de agosto de 2026

Cabeça de direita e coração de esquerda

A entrevista do candidato a presidente Augusto Cury (Avante) para a Rede Globo foi outra que deixou má impressão quanto ao conteúdo. Cury, que afirmou ter uma cabeça de direita e um coração de esquerda, enfatizou a necessidade de implantar a inteligência artificial e a robótica nas ações do governo. A exemplo do que já fizera Ronaldo Caiado, Cury revelou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública. Porém, ao mesmo tempo em que pretende criar uma nova pasta, Cury declarou que irá diminuir o número de ministérios, como forma de economia de recursos. Também da mesma forma que Caiado, Cury enfatizou que quer pacificar o país, acabando com a polarização. Em sua proposta mais disparatada, Cury disse ser necessário que as embaixadas brasileiras contratem influenciadores digitais para "vender" melhor o país no exterior. Cury mostrou ser mais um candidato sem viabilidade eleitoral, com ideias bizarras e inconsistentes.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Cinismo

A entrevista do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), hoje, para a Rede Globo, teve uma marca principal. O cinismo foi o elemento mais saliente da entrevista de um candidato desqualificado e despreparado. Perguntado sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master que cumpre pena de prisão, Flávio alegou se tratar apenas de um patrocinador da cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro, com o qual não mantinha relação pessoal. Argumentou, também, que o patrocínio era uma transação privada, sem envolvimento de dinheiro público. Cobrado sobre a transparência dos dados do contrato de patrocínio, tergiversou, dizendo que a própria imprensa os tem divulgado. Em várias ocasiões em que se viu acuado, Flávio tentou desviar o assunto fazendo acusações contra o presidente Luís Inácio da Silva. Em termos de conteúdo, sua entrevista foi rotalmente nula, e mostrou o quanto Flávio é inabilitado para o cargo que postula.

Realizações

A entrevista do presidente, e candidato a reeleição, Luís Inâcio Lula da Silva, ontem, para a Rede Globo, apresentou um claro contraste com as dos seus concorrentes. Enquanto seus adversários desfilavam bravatas ou proposições disparatadas, Lula apresentava um conjunto de realizações nos seus governos. Experiente, Lula saiu-se muito bem diante das perguntas capciosas da dupla de entrevistadores. Perguntado a respeito da investigação da Polícia Federal sobre seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, suspeito de envolvimento em tráfico de influência, Lula foi firme e sereno, garantindo que seu governo nada fará para protegê-lo, e que se tiver cometido erros, terá que pagar por eles. Aliás, chamou a atenção que o assunto, uma cortina de fumaça lançada pelos opositores de Lula para desviar a atenção de casos como o escândalo do financiamento do Banco Master à cinebiografia de Jair Bolsonaro, tenha sido o foco principsl da entrevista. Muito mais relevante como conteúdo, os tarifaços impostos ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos foram ignorados pelos formuladores das perguntas. Lula mostrou, ao longo da entrevista, que é o candidato mais preparado para governar o Brasil.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Melhor para o visitante

Como muitos conjecturavam, não foi um grande jogo. Grêmio e Inter empataram em 0 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelas quartas de final da Copa do Brasil, um placar previsto por grande parte da crônica esportiva, dada a limitação técnica dos dois, mas cujo resultado foi melhor para o visitante. O empate fez com que a definição da classificação para as semifinais fique para o segundo jogo, na Arena, na próxima quinta-feira, o que favorece o Grêmio. No primero tempo, o Grêmio foi melhor, e apenas lhe faltou uma maior ousadia para ser mais agressivo e tentar a vitória. Krovinovic, em seu segundo jogo, fez muito boa partida. Diego Caito e Wallace estão, definitivamente, afirmados como titulares. Kannemann, sobre o qual recaiam muitos temores, jogou muito bem. As atuações destoantes estiveram no ataque. Pavón esteve abaixo de suas últimas atuações. Carlos Vinícius segue em sua seca de gols e abusando das reclamações, Jovane Cabral foi o pior de todos. Com o empate, o Grêmio respira mais aliviado para os próximos jogos, enquanto seu maiir rival deverá enfrentar dias turbulentos pela frente. No Inter, os salários estão atrasados, e o resultado de hoje nãi foi bom, o que deverá aumentar a tensão no clube. A queda de rendimento do Grêmio no segundo tempo se deveu, claramente, a uma perda de condição física, o que merece uma maior atenção por parte da diretoria em relação ao trabalho desenvolvido na área. Para o Inter, a prioridade será colocar as contas em dia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Entre o patético e o ridículo

A entrevista do candidato a presidente pelo Missão, Renan Santos, hoje, para a Rede Globo, foi mais um fato constrangedor do atual período eleitoral. Renan oscilou entre o patético e o ridículo durante toda a entrevista. A exemplo do que ocorreu com Romeu Zema (Novo), também candidato de direita, Renan não conseguiu responder convincentemente sobre a defesa que faz das práticas do presidente de extrema direita de El Salvador, Nayib Bukele, um notório transgressor dos direitos humanos. Defendendo que o Brasil, por sua dimrnsão territorial e riquezas naturais, têm de se tornar uma potência, Renan entende que, para isso, é indispensável que o país produza a bomba atômica. Embora se diga um defensor do estado democrático de direito, Renan, em seu plano de governo, contempla medidas de exceção para o combate ao narcotráfico e às facções. Afirmando que, ao contrário de outros candidatos, não iria fazer um estelionato eleitoral, declarou que realizará uma nova reforma da previdência. Enfim, Renan foi mais um candidato que, ao ser entrevistado, mostrou o quão desqualificados são os candidatos de oposição ao atual governo.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Vacuidade

A entrevista do candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD), hoje, para a Rede Globo, foi rasa de conteúdo. Sua marca principal foi a vacuidade. Caiado admitiu que, caso seja eleito, anistiará todos os condensdos pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, alegando que é preciso "pacificar" o país, pois considera que ninguém mais aguenta a polarização. O ex-governador de Goiás, inclusive, destacou que o Brasil tem uma tradição de conceder anistias em situações de conflito. Num argumento descabido, Caiado disse que o Supremo Tribunal Federal, ao anular a condenação, pela Operação Lava-Jato, do presidente Luís Inácio Lula da Silva, o havia anistiado, o que é totalmente falso. A anistia só pode ser concedida pelo Congresso. O que o STF fez foi a anulação da condenação de Lula, já que o presidente não poderia ter sido julgado em Curitiba. Tentando firmsr a imagem de um candidato forte e decidido, Caiado afirmou que será um presidente com "autoridade moral" para governar. Como é comum no discurso dos direitistas, prometeu um rigoroso ajuste fiscal, mas não explicitou como o faria. Na questão da previdência social e das sposentadorias, se esquivou de falar qualquer medida objetiva sobre o assunto, e apenas tergiversou. Em resumo, Caiado, afora bravatas e auto-louvações, pouco mostrou de relevante em sua entrevista.

A mentira como método

As "fake news" são um recurso sistemático dos políticos de direita. Eles usam a mentira como método, apostando na ingenuidade ou despreparo do eleitor médio. O candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema é um exemplo disso. Em entrevista para a Rede Globo, ontem, Zema apresentou uma série de informações falsas para embasar seus argumentos. Zema disse que foi o único candidato a presidente a visitar El Salvador, país que é a nova "sensação" da direita brasileira pelos métodos radicais de combate ao crime. Não é verdade. Depois dele, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, também visitou aquele país. Outra afirmação falsa de Zema é de que o índice de feminicídios em Minas Gerais é menor do que o verificado no país. Dados de 2025 demonstram que a taxa de feminicídios no Brasil era de 1,4 por 100 mil habitantes, enquanto em Minas Gerais era de 1,6. Com baixos números de intenções de votos, Zema não será o próximo presidente, para o bem do país. Suas falas sobre o que faria se fosse eleito, são assustadoras. O ex-governador de Minas Gerais, por exemplo, é adepto fervoroso da privatização de estatais, ou seja, da venda de patrimônio público para mãos particulares. Promete um forte "ajuste fiscal" que permitiria reduzir a taxa de juros para 6% ao ano, mas não disse como tornaria isso possível. Seu programa de governo, como o de qualquer candidato de direita, é um atentado contra o Brasil e os seus cidadãos.

domingo, 23 de agosto de 2026

Derrota dolorosa

Foi mais uma atuação frustrante do Grêmio mas, dessa vez, com um desfecho particularmente cruel. O Grêmio perdeu por 1 x 0 para o Red Bull Bragantino, hoje, no Cícero de Melo Marques, pelo Campeonato Brasileiro, uma derrota dolorosa, pois o gol que definiu o jogo foi marcado aos 49 minutos do segundo tempo. Como de hábito, o técnico do Grêmio, Luiz Castro, primou pela insensatez. Sem poder contar com Gustavo Martins, que está lesionado, Castro deslocou Wallace para o lado direito da zaga, e colocou Wágner Leonardo, sempre uma temeridade, na esquerda. O técnico poderia ter mantido Wallace no lado esquerdo e escolhido entre Noriega, Luiz Eduardo ou Balbuena para ser o seu companheiro de zaga. Preferiu a opção menos indicada. Em função dos grenais, Castro começou o jogo poupando Pavón e Carlos Vinícius, que ficaram no banco, e escalou Tetê e Braithwaite em seus lugares. Tetê teve uma atuação horrorosa, e Braithwaite, um desempenho opaco. Na volta do intervalo, Pavón substituiu Tetê, o que já gerou uma leve melhora no Grêmio. Porém, Carlos Vinícius só entrou aos 41 minutos, em lugar de Krovinovic, uma troca absurda de Castro. Em vez de, simplesmente, colocar Carlos Vinícius no lugar de Braithwaite, Castro retirou o croata, e fez o dinamarquês recuar para o seu lugar, enquanto o artilheiro do Grêmio no ano passou a ser o centroavante. Com a saída de Krovinovic, que fazia boa partida, e o recuo de Braitwhaite, o Grêmio ficou desequilibrado no meio de campo,ce sofreu uma pressão final do Red Bull Bragantino que acabou ocasionando a derrota. Para a disputa dos dois grenais pela Copa do Brasil, o Grêmio vai totalmente desacreditado e sem confiança. O gerente executivo do Grêmio, Paulo Pelaipe, deixou claro que Castro está diante de um ultimato. Se não obtiver bons resultados contra o Inter e a Chapecoense, contra quem jogará entre os dois grenais, o técnico deverá perder o emprego.

sábado, 22 de agosto de 2026

Sem sair do lugar

Ao que parece, o Inter atingiu o seu teto. O Inter empatou em O x 0 com o Atlético Mineiro, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, e segue sem sair do lugar, estacionado na ďécima-sexta posição na classificação. Contra um adversário que jogou com uma escalação mista, o Inter não conseguiu exercer superioridade, e nem teve nenhuma grande chance de gol ao longo do jogo. Foi do Atlético a maior chance de gol do jogo, num chute de Minda que Braian Aguirre salvou sobre a linha. Com o resultado, o Inter permanece apenas uma posição acima da zona de rebaixamento. Seus dois últimos jogos foram no Beira-Rio, mas o Inter não conseguiu tirar proveito do fator local. O fato é que, restando-lhe apenas 14 jogos, o Inter terá muita dificuldade para obter os pontos necessários para evitar um pissívek rebaixamento. Em meio aos dois grenais pelas quartas de final da Copa do Brasil, o Intee terá de jogar com o Bahia, na Arena Fonte Nova e, dada a sua delicadíssima situaçãd no Campeonato Brasileiro, não poderá se dar ao luxo de "rifar" a partida. Uma situação muito difícil, que não sinaliza para um final satisfatório.