terça-feira, 27 de outubro de 2026

O melhor

A Bola de Ouro, tradicional prêmio da revista France Football, teve sua cerimônia anual realizada, ontem, em Londres. O prêmio para o melhor jogador do mundo foi entregue, dessa vez, para o centroavante inglês Harry Kane, de 32 anos, do Bayern de Munique. A escolha está longe de ser injusta. Harry Kans é um exímio goleador, e também sabe articular jogadas com grande maestria. Porém, Mbappé, que ficou em segundo lugar, mereceria o prêmio tanto ou mais que o inglês. Na Copa do Mundo, ambos foram bem, mas Mbappé teve um desempenho mais destacado, tornando-se o jogador a fazer mais gols na história da competição, somando-se todas as edições de que participou. Na véspera da cerimônia, embora, obviamente, isso não contasse em termos de premiação, Mbappé foi o grande artífice da vitória do Real Madrid por 2 x 1 sobre o Barcelona, em pleno Nou Camp. Não há dúvida de que Harry Kane é um gande jogador, a altura da magnitude do prêmio, mas sua escolha está longe de representar uma unanimidade.

Fuga

Uma atitude tão esperada quanto covarde. O candidato a presidente derrotado no último domingo, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), empreendeu uma fuga do país, de forma clandestina, após ter determinada, pelo Supremo Tribunal Federal, a entrega de seu passaporte. Flávio não entregou o passaporte no prazo estabelecido, o que levou ao cancelamento do documento pela Justiça. O país escolhido para a fuga de Flávio foi, claro, os Estados Unidos, ao qual o senador pretende pedir asilo político. Ao fugir do país menos de 48 horas após a divulgação do resultafo da eleição, Flávio apenas confirma que seu único objetivo ao concorrer era anistiar seu pai, anulando sua condenação, e fazer a própria blindagem já que é acusado de vários crimes. Nunca houve, de sua parte, qualquer projeto de país, nada que fosse mais do que a defesa de seus interesses particulares e familiares. Ao pedir asilo nos Estados Unidos, Flávio, possivelmente, tentará liderar o bolsonarismo de fora do país, buscando sustentar a versão de que é um "perseguido político". Levando-se em conta a estupidez que caracteriza os bolsonaristas, não é de se duvidar que consiga.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O fim do jejum

A primeira vitória como visitante. O Grêmio venceu o Coritiba por 1 x 0, hoje, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro, no que foi o fim do jejum de vitórias fora de casa na competição. Embora tivesse merecido vencer durante o jogo inteiro, o Grêmio só marcou o seu gol aos 46 minutos do segundo tempo, com Braithwaite. O empate teria sido desastroso para o Grêmio na sua luta contra o rebaixamento. O gol premiou quem buscou ganhar durante o tempo inteiro e já havia tido duas grandes chances para marcar. Com o resultado, o Grêmio volta a brigar, com grande possibilidade de êxito, para permanecer na Primeira Divisão.

Uma mobilização como nunca se viu

Pela primeira vez, no Brasil, um candidato a presidente ganhou a eleição depois de ser derrotado no primeiro turno. Uma mobilização da militância como nunca se viu talvez seja a melhor explicação para a virada do presidente reeleito Luís Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro. Diante de um resultado desfavorável inesperado, no primeiro turno, lideranças de esquerda arregimentaram forças para conseguir a virada. Durante os 21 dias que separaram um turno de outro, manifestaçôes nas ruas, reuniões, concentrações, e abordagens a eleitores indecisos, fizeram parte do roteiro seguido para obter a reversão. Poŕem, um fator fundamental foi a ação na internet e redes sociais. Finalmente, a esquerda percebeu que, no plano digital, vinha levando uma enorme desvantagem em relação à direita. Nesse aspecto, o "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (REDE-MG), foi decisivo. Enfrentando a direita num terreno, o digital, onde o oponente sempre predominou, o "Exército do Lula" alcançou um índice de mobilização altíssimo. Não é por acaso que a candidatura de Flávio Bolsonaro tentou, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, retirá-lo do ar, sem sucesso. Nas 24 horas que antecederam a eleição, transmitiu uma live que ficou no ar de forma permanente, sem intervalo. Reconhecendo a importância de Janones para a virada, Lula, no discurso da vitória, o manteve ao seu lado, durante todo o tempo. O resultado de ontem foi a primeira demonstração de que, a partir de agora, o espaço digital não será mais um lugar preponderante da direita.

domingo, 25 de outubro de 2026

Virada histórica

Foi apoteótico. O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) se reelegeu com uma virada histórica, em que obteve uma diferença de 4,5 milhões de votos sobre seu adversário, o senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL). Com isso, Lula se elege presidente do Brasil pela quarta vez, uma façanha inédita. Mau perdedor, Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, e disse que irá pedir a anulação da eleição, tendo em vista o fato de que a votação foi prorrogada até as 19 h em locais onde houve insuficiência no sistema de transporte de eleitores e chuvas intensas. A alegação é incoerente, uma vez que ambas as candidaturas solicitaram a prorrogação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, reconheceu o resultado. A Ordem dos Advogados do Brasil defendeu que se respeite o resultado das urnas e se diplomem os eleitos. O advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Martin de Lucca, disse que é provável que o governo americano não reconheça a vitória de Lula no segundo turno, insinuando que seria fraudulenta como, supostamente, foi a de Nicolás Maduro, na Venezuela, em 2024. De Lucca destacou o fato de que o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, que determinou a prorrogação da votação, fou advogado de Lula. Um argumento que não para de pé, pois o número de urnas onde a eleição foi extendida era ínfimo para que pudesse explicar uma diferença pró-Lula de 4,5 milhões de votos. A postura americana irá tensionar o ambiente, sem dúvida, mas ninguém irá cassar a decisão soberana do povo brasileiro.

sábado, 24 de outubro de 2026

Alívio temporário

Uma oportunidade para respirar. O Inter goleou o Botafogo por 3 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, e obteve um alívio temporário na sua luta contra o rebaixamento. Com o resultado, o Inter, beneficiado pela derrota do Corinrhians para o Vasco, saiu, temporariamente, da zona de rebaixamento. Porém, nada está garantido. Faltando seis jogos para o final da competição, o Inter ainda precisa ganhar mais três. Se vencer os jogos que lhe restam em casa, contra Coritiba, Vitória e Red Bull Bragantino, não precisará, teoricamente, marcar nenhum ponto nas partidas que lhe restam como visitante. No entanto, nada garante que o Inter vá obter essas vitórias. A goleada de hoje diz mais sobre o derrotado do que em relação ao vencedor. O Botafogo não se encontrou durante o ano inteiro, e o trabalho do técnico Tite, até agora, é um fiasco. Desde que voltou a ser técnico em clubes, após sair da Seleção Brasileira, Tite não fez um único bom trabalho. Tudo está a indicar que deveria se aposentar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Debate final

Um confronto entre o cinismo e a autenticidade. O debate final da elwição presidencial, levado ao ar, hoje, pela Rede Globo, deixou clara a diferença entre os candidatos Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Lula se mostrou autêntico, espontâneo, com sua habitual forma natural e direta de se dirigir ao eleitor. Flávio Bolsonaro apresentou uma postura exaustivamente ensaiada, para transmitir uma imagem de segurança e conhecimento sobre os dados que referia. Era visível que suas falas se baseavam em decoreba. Como sempre, Flávio apresentou uma série de mentiras e distorções. Seu momento mais baixo no debate foi quando sw referiu aos nove dedos de Lula. O presidente reagiu e exigiu um pedido de desculpas, que foi feito por Flávio. O candidato da extrema direita abusou de promessas dizendo que vai fazer isso ou aquilo, na tentativa de impressionar o eleitorado e afastar a imagem de candidato do "tesouraço". No final do debate, quando os candidatos faziam perguntas de temática livre um para o outro, Lula foi ainda mais mais direto e incisivo, enquanto Flávio não saiu do roteiro traçado. Agora, a decisão é do eleitor.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Vexame histórico

Uma desclassificação que ninguém esperava. O Flamengo, ao empatar em 0 x 0 com o Estudiantes de La Plata, e perder por 3 x 2 nos tiros livres da marca do pênalti, hoje, no Maracanã, foi eliminado da Libertadores, num vexame histórico. O resultado no tempo normal repetiu o do primeiro jogo, no Jorge Luís Hirsch, e o futebol sonolento do Flamengo também foi o mesmo. Porém, dessa vez, com agravantes. O Flamengo jogou no Maracanã lotado de torcedores rubro-negros, e o Estudiantes ficou com um jogador a menos desde os 4 minutos do segundo tempo, quando Baltasar Rodriguez foi expulso. Nem com um homem a mais o Flamengo se impôs sobre o Estudiantes. Seu jogo continuou lento, sem imaginação nem intensidade, acumulando bolas cruzadas sobre a área que eram facilmente neutralizadas pela defesa adversária. Para um clube que tem uma folha de pagamento altíssima, e que gastou 42 milhões de euros num único jogador, Lucas Paquetá, a desclassificação diante de um adversário aplicado, mas modesto, é inexplicável. O grande vilão desse tombo inesperado, sem dúvida, é o técnico Leonardo Jardim. Com um grupo cheio de estrelas, não conseguiu formar um bom conjunto. Nos dois jogos contra o Estudiantes, foi excessivamente cauteloso, favorecendo o adversário. Pela segunda vez no ano, o Flamengo é desclassificado de uma competição eliminatória, a outra foi na Copa do Brasil, por um oponente de qualidade inferior. Pela qualidade de seus jogadores, e pelo nível de investimento do clube, tais resultados são inaceitáveis.

Jorge Veras

O futebol está repleto de histórias improváveis. Jorge Veras, ex-atacante do Grêmio que faleceu, hoje, aos 67 anos, é um exemplo disso. Com um currículo modesto, chegou ao Grêmio, único clube grande pelo qual jogou en sua carreira, em 1987, já com 27 anos. Ficou no clube até 1989. Seu período no Grêmio foi tão curto quanto exitoso. Tornou-se um "homem Gre-Nal". Sua estreia se deu, justamente, num clássico, no Olímpico, com vitória do Grêmio por 2 x 1, tendo marcado os dois gols. A partir daí, destacou-se sempre nos grenais, sem brilhar, na mesma medida, em outros jogos. Foi um verdadeiro tormento para o então lateral direito do Inter, Luiz Carlos Winck, sobre o qual levava grande vantagem nos grenais. Também ficou célebre o gol que marcou em um Gre-Nal vencido pelo Grêmio por 1 x 0, no Beira-Rio, pelo segundo turno turno do Campeonato Brasileiro de 1987, considerado o maior "frango" da carreira do goleiro Taffarel. Com tantas façanhas, em tão pouco tempo, Jorge Veras marcou de forma indelével a sua trajetoria no Grêmio, e viverá para sempre na memória do torcedor.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Classificação aleatória

Não foi como se esperava. Depois de vencer o primeiro jogo, em pleno Maracanã, por 2 x 1, o Palmeiras perdeu para o Fluminense por 1 x 0, hoje, no Nubank Parque, e obteve uma classificação aleatória para a decisão da Libertadores, ao vencer por 5 x 3 nos tiros livres da marca do pênalti. Um resultado surpreendente para quem imaginava um jogo protocolar, em que o Palmeiras apenas confirmaria a vantagem alcançada na primeira partida. Sem se arriscar, o Palmeiras parecia satisfeito com o 0 x 0 que lhe garantia a classificação. Porém, aos 36 minutos do segundo tempo, o Fluminense marcou o gol que lhe deu a vitória, e levou a decisão para a cobrança de tiros livres. Todos estavam acertando as batidas, até que Nonato errou a quarta cobrança para o Fluminense. Esse talvez tenha sido o grande erro do técnico do Fluminense, Marcão, que acabou causando a eliminação. Nonato não tem a expressão técnica, nem o perfil psicológico, para um momento tão decisivo. Sua escolha para bater um dos tiros livres foi um equívoco que acabou custando caro ao Fluminense. O Palmeiras espera, agora, a definição de seu adversário na decisão da Libertadores, que sairá do jogo Flamengo x Esrudiantes de La Plata, amanhã, no Maracanã. No primeiro jogo, no Jorge Luís Hirsch, houve empate em 0 x 0.