Fato e Crítica
Futebol, política, comportamento e outros assuntos.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Chegada apoteótica
Uma multidão nas ruas. A delegação da Espanha, campeã da Copa do Mundo, teve uma chegada apoteótica, hoje, em Madri. Calcula-se que 50 mil pessoas foram para as ruas recepcionar os campeões. Repetida ao longo do tempo por muitos brasileiros, a ideia de que a efusividade com que o futebol é tratado no país contrastaria com uma certa frieza por parte dos europeus é uma rematada mentira. O futebol é uma paixão no mundo inteiro. Achar que só os brasileiros festejam intensamente os títulos, e que outros povos o fazem por poucas horas, logo retornando à "normalidade", é pura demonstração de desinformação. Considerar que as rivalidades regionais da Espanha pudessem levar a uma menor vibração pelo título é outro equívoco. A paixão pelo futebol, e a grandiosidade da conquista de uma Copa do Mundo, só poderiam ter como efeito a ida de milhares de pessoas às ruas para saudar os campeões. Uma festa merecida, sem hora para acabar.
domingo, 19 de julho de 2026
Título mais do que justo
Poucas vezes o placar de uma decisão de Copa do Mundo foi tão contrastante com o que se viu dentro das quatro linhas. Com a vitória por 1 x 0 sobre a Argentina, hoje, no Estádio Nova York/Nova Jersey, a Espanha ganhou a competição pela segunda vez em sua história, um título mais do que justo. O placar não traduz o que foi o jogo. A Espanha envolveu completamente a Argentina, que não conseguiu jogar. Messi foi uma figura praticamentw nula no jogo. A equipe espanhola só não aplicou uma sonora goleada na Argentina porque lhe falta um grande artilheiro e,também, porque sua grande estrela, Lamine Yamal, teve uma atuação discreta. Ao longo do jogo, a Espanha teve 20 conclusões a gol, a Argentina apenas uma. A posse de bola da Espanha foi de 62%. As chances de gol eram criadas em grande número pela Espanha, mas as conclusões saiam defeituosas. O gol da Espanha só ocorreu a 1 minuto do segundo tempo da prorrogação, mas antes e depois dele, outros dois foram anulados. O jogo não poderia ter outro vencedor, ainda que o gol da vitória tenha demorado tanto. Pela segunda vez, a Espanha ganha o título da Copa, e ambas na prorrogação, afirmando um estilo que pode não agradar como espetáculo, mas é extremamente eficiente. Um estilo que consiste em se defender mantendo a posse de bola, sem cedê-la para o adversário, e com um controle emocional que lhe permite perseguir o gol até o final dos jogos, sem sentir a pressão do ambiente. Rodri foi escolhido o melhor jogador da Copa, uma escolha que, se não é consensual, devido as atuações de Mbappé e Messi, está longe de ser injusta. Com apenas um gol sofrido em 8 jogos, a Espanha foi campeã de forma meritória.
sábado, 18 de julho de 2026
O jogo mais divertido
Foi um acontecimento inusitado. A Inglaterra ganhou da França por 6 x 4, na decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo, hoje, no Estádio de Miami, no que foi o jogo mais divertido da competição. Com ambas as equipes começando o jogo com vários reservas, a França se mostrou totalmente desfocada no primeiro tempo e, aos 2 minutos, a Inglaterra já abria o placar. com um golaço de Rice. Aos 17, Konsah ampliou. Aos 36, Saka fez o terceiro. O mesmo Saka fez o quarto gol, aos 45. Na volta do intervalo, a França colocou titulares que estavam no banco, e a reação foi imediata. Aos 2 minutos, Mbappé, que nada conseguira fazer no primeiro tempo, descontou. Aos 8, Barcola fez o segundo. Aos 20, Mbappé fez mais um. Parecia que a França chegaria ao empate, mas, aos 41, Saka, de pênalti, fez o quinto gol da Inglaterra. Dembelê, aos 50, marcou o quarto da França. Bellingham fez um golaço para a Inglaterra, aos 52, e encerrou o placar. A atuação de Saka, que marcou três gols, tornou ainda mais incompreensível sua não utilização contra a Argentina. Mbappé, que jogou o tempo inteiro para ampliar seu número de gols na Copa, foi bem sucedido. Com os dois gols que marcou, chegou aos 10, dois a mais que Messi, e dificilmente deixará de ser o artilheiro da competição. Não foi um jogo de intensidade, é verdade, mas, como entretenimento, se mostrou muito agradável.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Tempo desperdiçado
O que se desconfiava, foi confirmado. O Grêmio perdeu por 2 x 1 para o Mirassol, hoje, no Maião, pelo Campeonato Brasileiro, e comprovou que o período de treinos durante a parada para a Copa do Mundo foi um tempo desperdiçado. Não se viu nada de melhora no Grêmio. A atuação foi horrorosa, da mesma forma das que antecederam a parada. A alegação do técnico do Grêmio, o português Luís Castro, de que precisava de tempo para treinar e melhorar o rendimento, caiu por terra. Não houve qualquer sinal de progresso técnico ou tático do Grêmio. O apoio da diretoria ao técnico prossegue, por enquanto. Não há convicção que resista a maus resultados em série. 0 clube deveria ter demitido Castro antes da parada. Assim, o novo técnico teria tempo para tentar implantar o seu trabalho. Não o fez e, agora, só tentará adiar uma troca de técnico que, cedo ou tarde, terá que acontecer.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Vitórias indiretas
O Campeonato Brasileiro foi retomado, hoje, ainda antes do final da Copa do Mundo. O Grêmio, que só jogará amanhã, contra o Mirassol, teve o que se pode chamar de "vitórias indiretas". Com as derrotas de Santos e Vasco para Botafogo e Vitória, por 2 x 1 e 1 x 0, respectivamente, o Grêmio, mesmo antes de jogar, ficou livre de entrar na zona de rebaixamento nessa rodada. Pelos critérios, Grêmio e Santos inverteram suas posições na classificação. Ambos estão com 21 pontos, mas o Grêmio subiu para o décimo-quinto lugar, enquanto o Santos desceu para décimo-sexto. O Vasco permaneceu na zona de rebaixamento, com 20 pontos. Dessa forma, com qualquer resultado amanhã, o Grêmio nào ficará entre os quatro últimos colocados, o que deve fazer com que os jogadores se sintam menos pressionados.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
A decisão menos esperada
Um desfecho inesperado para a Copa do Mundo, depois de 34 dias e 102 jogos A decisão menos esperada, após a definição dos quatro semifinalistas, acontecerá domingo, entre Espanha e Argentina, no Estádio Nova York/Nova Jersey, as 16h, e apontará a equipe campeã da competição. Hoje, no Estádio de Atlanta, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 x 1, de virada, dessa vez sem o auxílio da arbitragem. Depois de um primsiro tempo equilibrado e com poucas chances de gol, a Inglaterra abriu o placar aos 10 minutos do segundo e, inexplicavelmente, recolheu-se na defesa, aceitando a pressão da Argentina. A consequência não poderia ser outra. Com gols aos 38 e 46 minutos, a Argentina virou o jogo e classificou-se para a decisão. As substituições equivocadas do técnico da Inglaterra, o alemão Thomas Tuchel, colocando jogadores de defesa para sustentar o resultado, cobraram um alto preço. A reversão de uma vitória que parecia certa com dois gols no final do jogo é particularmente dolorida, e reforça a imagem da Inglaterra de ser uma seleção que "amarela" nas horas decisivas. Tuchel é o grande vilão da eliminação. Na convocação final para a Copa, deixou de fora, inexplicavelmente, Alexander Arnold, Palmer e Phil Foden, grandes jogadores que poderiam ser muito úteis numa partida como a de hoje. Se é verdade que as grandes estrelas Bellingham e Harry Kane jogaram abaixo do esperado contra a Argentina, foram as decisões equivocadas do técnico a grande causa do revés.
terça-feira, 14 de julho de 2026
A queda da favorita
Um anticlímax. A queda da favorita da Copa do Mundo, a França, derrotada por 2 x 0 pela Espanha, hoje, no Estádio de Dallas, surpreendeu a todos. Mais do que a eliminação, o que espantou foi a forma como se deu. A França começou o jogo tentando dar as cartas, com infiltrações rápidas no ataque, mas a Espanha logo equilibrou as ações. Aos 21 minutos do primeiro tempo, Digne cometeu pênalti sobre Lamine Yamal. Oyarzabal cobrou e abriu o placar para a Espanha. A partir daí, a França não se encontrou mais no jogo. A excelente consistência defensiva da Espanha fez com que a França não tivesse nenhuma chance concreta de gol durante todo jogo. A França, simplesmente, não conseguiu encaixar o seu jogo. O segundo gol da Espanha, de Pedro Porro, logo aos 12 minutos do segundo tempo, foi a pá de cal, acabando com qualquer chance de reação da França. No final do jogo, a torcida da Espanha chegou a gritar "olé". Com a Espanha ficando com a bola na maior parte do tempo, a França não conseguiu imprimir o seu modelo de jogo. A vitória da Espanha foi ao natural, inequívoca. Os principais valores da França, como Mbappé, Dembelê, Olise e Barcola, foram neutralizados pela Espanha. Cherki, que começou no banco e entrou durante o jogo, disse que a França perdeu para ela mesma. A declaração pode soar soberba, mas diante da campanha da equipe até chegar nas quartas de final, não deixa de ter seu fundamento. Porém, o resultado ocorreu mais por competência da Espanha que por deficiências da França. Foi uma vitória indiscutível, que faz da Espanha, agora, a maior favorita ao título, independentemente de quem vier a ser sua adversária na decisão, que será definida, amanhã, no jogo Inglaterra x Argentina.
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Nova ampliação
Uma proposta da Fifa está agitando o futebol mundial. Depois de ter aumentado o número de participantes na Copa do Mundo de 32 para 48 seleções, na edição atual, a Fifa estuda uma nova ampliação para 2030. O número pretendido pela Fifa é de 64 seleções. As razões apontadas pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, são, alegadamente, esportivas. Infantino argumenta que o futebol está se desenvolvendo em todo o mundo, e que sem vislumbrarem a possibilidade de disputar uma Copa os países não terão estímulo para continuar esse processo. Na verdade, as motivações do presidente da Fifa são econômicas e políticas. Económicas pelas possibilidades de ganhos crescentes com o produto Copa, e políticas porque quanto mais países e confederações forem contemplados com novas vagas, mais votos serão obtidos nas eleições para presidente da Fifa. Em termos esportivos, a ampliação não é, necessariamente, ruim. O problema é que o número de jogos da competição será aumentado para 128, o que forçaria a uma extensão da duração da competição, ou a realização de jogos simultâneos. A primeira medida esbarraria num calendário que já é apertadíssimo e afetaria, cada vez mais, o período de férias dos jogadores que atuam na Europa. A segunda quebraria o princípio de permitir que quem vê a Copa pela tevê possa assistir a todos os jogos. Provavelmente, a alteração será aprovada. Resta saber como a Fifa conseguirá viabilizar a mudança, tendo em vista as questões citadas.
domingo, 12 de julho de 2026
Uma ponta de esperança
Era apenas um amistoso, mas trouxe boas notícias. O Grêmio venceu o Cruzeiro por 3 x 1, hoje, no Mané Garrincha, e acendeu uma ponta de esperança no seu torcedor. Num jogo que foi bom e disputado, sem parecer um amistoso, o Grêmio venceu com autoridade. Aos 19 minutos do primeiro tempo, Carlos Vinícius comprovou, mais uma vez, sua condição de goleador, e abriu o placar. A vantagem durou pouco, pois, aos 25, Sinisterra empatou para o Cruzeiro. Com 35 minutos, Nardoni colocou o Grêmio na frente, de novo, e o resultado se manteve até o intervalo. No segundo tempo, aos 25 minutos, o Cruzeiro teve um pênalti a seu favor, mas Gabriel Grando defendeu a cobrança de Kaio Jorge. Aos 41, outro pênalti, dessa vez inexistente, mas Gabriel Grando defendeu a batida de Gabriel Pec. Nos acréscimos, pênalti para o Grêmio. Matheus Nascimento cobrou e fez seu primeiro gol pelo Grêmio já na estreia. O futebol mostrado pelo Grêmio, hoje, ainda não tinha sido visto em 2026. Foi a primeira vitória do Grêmio, fora de casa, no ano, contra um clube da Primeira Divisão brasileira. Tomara que não tenha sido uma exceção. Se repetir esse desempenho daqui por diante, o Grêmio terá um segundo semestre sem maiores percalços.
sábado, 11 de julho de 2026
A ajuda que não falha
Desfaçatez, descaramento. Mais um jogo vencido pela Argentina na Copa do Mundo com a ajuda que não falha, a da arbitragem. Com um sorteio que lhe foi extremamente benéfico, fazendo com que não tivesse de enfrentar nenhuma seleção de grande porte até as quartas de final, a Argentina foi, também, extremamente beneficiada pelas arbitragens, tanto dentro das quatro linhas como pelo VAR. Hoje, na vitoria por 3 x 1 contra a Suiça, no estádio de Kansas City, não foi diferente. No segundo tempo, aos 21 minutos, cinco depois de Ndoye, da Suiça, ter empatado o jogo em 1 x 1, Embolo foi expulso por "simulação" num lance corriqueiro de falta. Como já tinha um cartão amarelo, Embolo recebeu um segundo, e foi expulso. A Suiça estava em seu melhor momento no jogo, e poderia virar o placar, não fosse o prestimoso auxílio do VAR, que chamou o árbitro para rever o lance, induzindo-o para que expulsasse Embolo. Mesmo com um jogsdor a menos, a Suiça resistiu à pressão da Argentina, e levou o jogo para a prorrogação. Os outros dois gols da Argentina só saíram no segundo tempo da prorrogação. Um desfecho previsível, pois jogar um grande período com um homem a menos torna quase inviável reverter um resultado negativo. Até aqui, a Argentina foi sendo empurrada pelas arbitragens. Agora, pelas semifinais, a Argentina enfrentará a sua primeira grande adversária na Copa, a Inglaterra. Resta saber se o apito amigo atuará, novamente, em favor da Argertina.
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