sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Na contramão

O governo do presidente da Argentina, Javier Milei, não se cansa de produzir medidas cruéis contra o povo. A mais nova delas é uma reforma trabalhista absurda, a qual restringe direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora, e que está na contramão do que vem sendo proposto em outros países, como Brasil e México, por exemplo. Enquanto brasileiros e mexicanos propõem redução do número de horas trabalhadas, a lei aprovada no Senado argentino, e que ainda poderá ser modificada pela Câmara, prevê a possibilidade de ampliação das oito horas regulamentares diárias de trabalho para até doze. A lei também cria banco de horas, permitindo a compensação de horas extras com folgas, em vez de pagamento adicional obrigatório. Outro aspecto da leí é a exclusão de itens como décimo-terceiro saĺário, férias e bônus da base de cálculo das indenizações por demissão sem justa causa. A lei também amplia o número de atividades essenciais, que precisam se manter em funcionamento, e restringe o direito de greve. Em resumo, uma lei medieval, retrógrada, obscurantista e fascistóide, proposta pelo governo de um desequilibrado, lacaio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que conduz a Argentina para o caos.