quarta-feira, 10 de junho de 2026
Tirando o corpo fora
Seria melhor se ficasse calado. Em entrevista coletiva concedida, hoje, na Cidade do México, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, fez a emenda ficar pior que o soneto, tirando o corpo fora nas perguntas mais espinhosas. Infantino queria que a imprensa focasse nos temas diretamente ligados ao futebol, mas, obviamente, foi perguntado sobre os problemas de concessão de vistos para torcedores iranianos e o veto a participação de um árbitro somali na Copa. A sujeição da Fifa diante dessas medidas é aviltante, mas Infantino alegou que a instituição que dirige não pode tudo, como interferir em decisões da polícia, por exemplo. Conversa fiada. A Fifa puniu a Rússia com a exclusão de competições internacionais, devido a guerra contra a Ucrãnia, mas vai realizar uma Copa do Mundo nos Estados Unidos, país que está envolvido em conflitos bélicos. O presidente da Fifa chegou ao desplante de entregar um prêmio da paz para o presidente americano Donald Trump, cujo governo se sustenta em ações de guerra. Uma série de argumentos foram desfiados por Infantino sobre os mais diversos temas, sempre de forma inconvincente. Suas explicações sobre os preços abusivos dos ingressos, por exemplo, foram insatisfatórias. Na administração de Infantino, o que interessa é dinheiro e aproximação com governos. O futebol, está em segundo plano.
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