sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Assédio eleitoral
Mesmo com a eleição encerrada, e a vitória de Luís Inácio Lula da Silva, o país segue dividido. Se, após a derrota de 2022, a direita tentou um golpe, agora, diante de novo fracasso nas urnas, a bola da vez é o assédio eleitoral. Empregadores decidem não contratar pessoas de esquerda, profissionais liberais recusam clientes com esse perfil, numa inacreditável escalada fascista movida pelo ressentimento. A única eleição presidencial que o bolsonarismo venceu foi a que Lula não participou, em 2018. Ainda assim, o candidato de esquerda, Fernando Haddad, chegou ao segundo turno, disputando com Jair Bolsonaro. Em 2022, Lula umpediu a reeleição do genocida Jair Bolsonaro, e, no pleito do último domingo, derrotou seu filho, Flávio Bolsonaro. Porém, os obscurantistas não se dão por vencidos, e despejam toda a sua mágoa em pessoas que identificam como "eleitores do outro lado". Essas atitudes não podem ser naturalizadas. A punição a quem age dessa forma tem de ser exemplar. Assédio eleitoral é crime, e deve ser punido. Cabe aos orgãos competentes agir de forma rápida e resoluta para brecar essas ações e penalizar quem as pratica.
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