sábado, 17 de outubro de 2026

A falta de critério do VAR

Com os campeonatos brasileiros da primeira e segunda divisões se aproximando do final,um protagonista indevido poderá decidir campeões e rebaixados. A falta de critério do VAR está causando enormes prejuízos para determinados clubes, influindo diretamente no resultado das competições. No Gre-Nal do domingo passado, na Arena, um pênalti claríssimo em favor do Grêmio deixou de ser marcado, sem que o VAR chamasse o árbitro para verificar o lance. Dias depois, a CBF admitiu o erro, o que não tem nenhum efeito prático. A justificativa para o ocorrido seria a orientação de que o VAR busca ter o máximo de eficiência com o mínimo de interferência, o que, no caso em tela, é absurdo, dado o fato de que o pênalti foi incontestável. Como Grêmio e Inter estão na zona de rebaixamento, os pontos perdidos pela não marcação da penalidade máxima poderão ser decisivos paea a permanência ou nào na Primeira Divisão. A alegação fica ainda mais insustentável depois do que aconteceu, hoje, no jogo Ceará x Juventude, no Castelão, pela Série B. O Juventude vencia o jogo por 2 x 1, e o ârbitro, injustificadamente, deu 11 minutos de acréscimo. No último minuto do tempo acrescido, um chute de um jogador do Ceará toca no braço de um do Juventude, dentro da área. O árbitro, de frente para o lance, nada marca. Porém, o VAR o chama para verificar o lance no monitor. As imagens apresentadas são distantes e inconclusivas, mas o árbitro volta atrás em sua decisão, e marca o pênalti. O Ceará cobra e empata. Prejuízo enorme para o Juventude, que luta para subir à Primeira Divisão e perde dois pontos preciosos. O VAR, com suas omissões e intervenções equivocadas, pode estar a definir a sorte dos clubes nas competições, o que é inaceitável, pois não foi para isso que se criou esse instrumento.