domingo, 25 de outubro de 2026

Virada histórica

Foi apoteótico. O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) se reelegeu com uma virada histórica, em que obteve uma diferença de 4,5 milhões de votos sobre seu adversário, o senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL). Com isso, Lula se elege presidente do Brasil pela quarta vez, uma façanha inédita. Mau perdedor, Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, e disse que irá pedir a anulação da eleição, tendo em vista o fato de que a votação foi prorrogada até as 19 h em locais onde houve insuficiência no sistema de transporte de eleitores e chuvas intensas. A alegação é incoerente, uma vez que ambas as candidaturas solicitaram a prorrogação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, reconheceu o resultado. A Ordem dos Advogados do Brasil defendeu que se respeite o resultado das urnas e se diplomem os eleitos. O advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Martin de Lucca, disse que é provável que o governo americano não reconheça a vitória de Lula no segundo turno, insinuando que seria fraudulenta como, supostamente, foi a de Nicolás Maduro, na Venezuela, em 2024. De Lucca destacou o fato de que o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, que determinou a prorrogação da votação, fou advogado de Lula. Um argumento que não para de pé, pois o número de urnas onde a eleição foi extendida era ínfimo para que pudesse explicar uma diferença pró-Lula de 4,5 milhões de votos. A postura americana irá tensionar o ambiente, sem dúvida, mas ninguém irá cassar a decisão soberana do povo brasileiro.