terça-feira, 8 de setembro de 2026

Caos político

Com a aproximação das eleições, a extrema-direita está usando todos os recursos para tentar influir no resultado do pleito. Relativamente contido desde sua indicação pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, André Mendonça, o ministro "terrivelmente evangélico" do Supremo Tribunal Federal, resolveu instalar o caos político no país, a fim de colher benefícios eleitorais para a extrema-direita. Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida, injustificada, gerou reações imediatas, com 11 diretores da Polícia Federal pedindo demissão em solidariedade a Rodrigues. As atitudes de Mendonça têm sido eivadas de irregularidades do ponto de vista jurídico, mas até isso é calculado. O que Mendonça pretende é colocar o país numa guerra de contestações judiciais que tumultuem as eleições e possam levar o candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro, a vencer o pleito. Caso Flávio vencesse, os golpistas de 8 de janeiro de 2023 seriam libertados e o seu pai, o ex-presidente genocida, seria indultado e liberado da prisào. A vitória de Flávio também é o único meio de Mendonça permanecer no STF. Casso isso não aconteça, Mendonça deverá sofrer impeachnent, tantas são as barbaridades jurídicas que têm cometido. Nos próximos dias, o país será tomado por uma guerra de liminares e ações jurídicas de todos os tipos, criando um clima de instabilidade que gere reflexos eleitorais faviráveis a Flávio Bolsonaro. Como sempre, a extrema-direita aposta no caos como trunfo eleitoral.