terça-feira, 4 de agosto de 2026

Eliminação dolorosa

O futebol, por vezes, pode ser muito cruel. A derrota do Juventude por 1 x 0 para o Atlético Mineiro, hoje, no Alfredo Jaconi, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, é uma prova disso, e resultou numa eliminação dolorosa. Depois de um empate em 0 x 0 no primeiro jogo, na Arena MRV, Juventude e Atlético Mineiro repetiam o resultado, o que levaria a decisão para os tiros livres da marca do pênalti, quando ocorreu o inesperado. O árbitro Flávio Rodrigues de Souza (SP) havia assinalado 4 minutos de acréscimos. A bola estava na altura do meio de campo quando o árbitro consultou o crônometro e, verificando que já haviam se passado poucos segundos a mais que o tempo determinado, preparou-se para encerrar o jogo, levando o apito a boca e começando a erguer o braço quando, na sequência do lance, a bola chegou na área do Juventude. Flávio Rodrigues de Souza, surpreendido, esperou, então, pelo desfecho do lance, que resultou no gol da vitória do clube mineiro. Pela forma como aconteceu, a eliminação do Juventude ganha ares de injustiça. Pela paridade demonstrada nos dois jogos, a disputa em tiros livres da marca do pênalti seria mais fiel ao equilíbrio do confronto. Porém, enquanto não for apitado o final do jogo, nada está definido, e o Juventude constatou isso, hoje, da forma mais dura possível.

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