sábado, 6 de janeiro de 2024
Projeto engavetado
Os militares seguem sendo uma casta privilegiada no Brasil. Um projeto "engavetado" pelo governo federal comprova isso. O projeto, de origem popular, encaminhado pelo Senado ao governo em julho último, propunha a extinção das pensões de filhos dos militares. Por entender que o assunto é "sensível", e para não azedar o relacionamento com os militares após os acontecimentos de 08 de janeiro de 2023, o presidente Luís Inácio Lula da Silva não analisou o projeto, e nem deverá fazê-lo. Historicamente, todos se submetem ao poder coercitivo dos militares. Golpistas contumazes, os militares brasileiros procuram exercer uma tutela sobre o país. Dispondo de vantagens que os civis não possuem, não pretendem abrir mão delas. Nem mesmo um governo de esquerda, como o de Lula, tem coragem de mexer em assuntos sensíveis para os militares. Lamentável, pois está mais do que na hora de acabar com os seus privilégios. A farda não os torna cidadãos acima dos demais.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2024
Zagallo
O Brasil perdeu, hoje, um dos maiores nomes do seu futebol e da Seleção Brasileira. Zagallo, que faleceu aos 92 anos, é o único ganhador de quatro Copas do Mundo, todas pela Seleção. Foram duas como jogador (1958/1962), uma como técnico, (1970), e outra como coordenador (1994). Como técnico, ainda treinou a Seleção nas Copas do Mundo de 1974 (quarto lugar), e 1998 (vice-campeão). Uma trajetória gloriosa, sem dúvida. Como jogador, Zagallo não era um craque, mas ganhou a condição de titular da Seleção por sua aplicação. Era um ponteiro esquerdo que voltava para marcar, uma atitude incomum para a época. Seus feitos com a Seleção foram muito maiores do que os que obteve em clubes, seja como técnico ou jogador. Uma trajetória tão expressiva que o tornou uma lenda do futebol.
Demitido
No segundo dia após seu retorno, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, tomou uma medida de impacto. O técnico interino da Seleção Brasileira, Fernando Diniz, cujo contrato ia até junho, foi demitido por Ednaldo. A alegação de Ednaldo foi de que havia prometido ao presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, que não tiraria Fernando Diniz em definitivo do clube. Afora isso, Ednaldo argumentou que, como o italiano Carlo Ancelotti não virá mais, precisa encontrar uma solução definitiva para técnico da Seleção. Fernando Diniz treinou a Seleção em apenas seis jogos, com duas vitórias, um empate e três derrotas. Uma má campanha, portanto. Sai, no entanto, sem ter podido aprofundar o seu trabalho. O mais cotado para assumir o cargo é Dorival Júnior, atual técnico do São Paulo.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2024
A recondução de Ednaldo
Uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, devolveu a Ednaldo Rodrigues o cargo de presidente da CBF. A recondução de Ednaldo foi resultado do julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade impetrada pelo PC do B, alegando que o Brasil poderia ficar de fora da Olimpíada, já que amanhã termina o prazo para inscrição no torneio Pré-Olímpico, e a Fifa não permite que ela seja feita por interventores. No seu retorno, Ednaldo disse que a primeira meta é escolher o técnico definitivo da Seleção Brasileira. Dois nomes estariam sendo cogitados, Dorival Júnior, técnico do São Paulo, e Filipe Luís, que acabou de encerrar sua carreira como jogador e já possui cursos ministrados pela CBF. O técnico interino da Seleção, Fernando Diniz, tem contrato até junho, trabalha concomitantemente no Fluminense, e o clube já manifestou que não quer perdê-lo em definitivo. A indefinição sobre quem será o novo técnico da Seleção se deu após a renovação de contrato do italiano Carlo Ancelotti com o Real Madrid. Até então, Ednaldo afirmava que Ancelotti assumiria em junho, para a disputa da Copa América, nos Estados Unidos. Como Ednaldo retornou ao cargo por força de uma liminar, convém não tomar suas decisões como definitivas. Reviravoltas ainda poderão vir a ocorrer.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
Tragédias
O início de 2024 está sendo assustador. As tragédias tomam conta do noticiário. Uma explosão no Irã deixou 103 mortos. Ônibus foi sequestrado no Rio de Janeiro, e os bandidos chegaram a atirar dentro do veículo. Um helicóptero, com quatro pessoas, que ia para o litoral do Estado de São Paulo, desapareceu. Em Santa Catarina, quatro jovens morreram dentro de um carro, por uma suposta intoxicação por monóxido de carbono. O ano não começa nada leve, a comprovar que a simples troca de uma folha do calendário não tem o poder de afastar o que é ruim. Claro, como todos os outros anos, 2004 terá boas e más notícias. Porém, seus primeiros dias têm sido inquietantes. Depois de tantas celebrações no Ano Novo, com numerosos votos de paz e realizações, a enxurrada de notícias ruins causa um choque. No entanto, como expressa o ditado, a esperança é a última que morre e, sendo assim, resta apostar que, transcorridos os seus primeiros dias, o novo ano possa ingressar numa nova fase, mais tranquila.
terça-feira, 2 de janeiro de 2024
A volta do futebol brasileiro
Os jogadores profissionais vivem seus últimos dias de férias, mas a volta do futebol brasileiro ocorreu hoje, com uma tradicional competição de jovens. Com o início da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o futebol começa no país já no segundo dia do ano. A competição é disputada desde 1969 e, atualmente, é disputada por 128 clubes, divididos em grupos de quatro na fase classificatória. Após, há a disputa de fases eliminatórias, até se chegar à decisão, no dia 25 de janeiro, data de fundação de São Paulo, capital. O alto número de participantes inclui clubes de todo o Brasil, das mais diversas condições de estrutura. Muitos deles, vindos de regiões distantes e com precárias condições financeiras, fazem grandes sacrifícios para conseguir disputar a competição. A Copa São Paulo é o aperitivo que abre o ano do futebol no país, com muitas jovens promessas. Há quem confirme as expectativas, e atinja o sucesso. Outros, ficam pelo caminho. A mais importante competição de jovens do futebol brasileiro acrescenta mais um capítulo em sua respeitável trajetória.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
Recomeço
Mais um ano se inicia. O calendário é uma criação humana para facilitar a contagem do tempo, mas funciona como um meio de manter a esperança de dias melhores a cada recomeço. A cada ano que se encerra, e um novo que chega, reforça-se a ideia de que os momentos ruins ficaram para trás, e os bons estão por chegar. Não fosse essa ilusão de um eterno recomeço, o fardo da existência se tornaria pesado demais. Sem gastar nada, apenas virando o calendário, surge um alento para enfrentar as dificuldades da existência. Seja como for, 2024 está aí. Será mais um ano como todos os outros, cheio de momentos bons e ruins, êxitos e tragédias. Até que 2025 chegue e traga consigo esperanças renovadas. O importante é seguir em frente, sem se dobrar às vicissitudes do caminho.
domingo, 31 de dezembro de 2023
Melhorou
Com o ano se encerrando, é necessário fazer uma avaliação do Brasil no primeiro ano do novo governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Sem dúvida, o Brasil melhorou. Claro, problemas sempre existirão, mas os fatos positivos foram muitos. O país vive uma maior paz social. O clima de animosidade estimulado pelo governo anterior, de negacionismo diante da pandemia de covid-19, a perseguiçãp às minorias, a política econômica excludente, ficaram para trás. O atual governo recriou os programas sociais, adotou um discurso de pacificação, voltou a orientar a economia para a busca de enfrentar a desigualdade, criou ministérios para a defesa dos direitos humanos e das minorias. A cotação da Bolsa de Valores tem tido altas constantes. A do dólar, caiu substancialmente em relação ao governo que saiu. Foi só o primeiro ano, mas a amostragem é de que as perspectivas até o fim do mandato são muito boas. A costura política, uma característica marcante de Lula, tem sido feita com grande habilidade, cedendo em determinados pontos à oposição, sem abrir mão do do que é essencial. Mais do que tudo, há um governo que, verdadeiramente, administra o país, em vez de alimentar a produção de notícias falsas.
sábado, 30 de dezembro de 2023
Renato renovou
A espera chegou ao fim. Renato renovou com o Grêmio e continuará a ser o técnico do clube. Assim, ficará mais fácil agilizar as contratações para 2024. A demora já vinha causando estranheza. Na verdade, nunca houve um técnico alternativo, o chamado "plano B", por parte do Grêmio. A única dúvida que fica é se o Grêmio garantiu a Renato que investirá forte para disputar a Libertadores com chances de ganhar o título. O técnico dizia que essa era uma condição para que permanecesse no Grêmio. A permanência de Renato tem prós e contras. Os prós são o conhecimento do clube e do grupo, sua capacidade reconhecida de lidar com os jogadores, seu forte apelo junto aos torcedores. Os contras são sua tendència a acumular funções, agindo como se fora um dirigente, e a dificuldade em reconhecer quando erra. Em seus vários períodos no Grêmio, Renato fez muitas escolhas equivocadas para reforços, e demorou para lançar jovens. O grande mérito de Renato é ter classificado o Grêmio para a Libertadores todas as vezes em que ocupou o cargo, o que, sem dúvida, não é pouco. Assim, mesmo com todos os senões, a permanência de Renato dá boas perspectivas ao Grêmio para as competições do próximo ano.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
Carlo Ancelotti não vem mais
Um fato que está longe de surpreender. O técnico italiano Carlo Ancelotti não vem mais treinar a Seleção Brasileira. Ancelotti renovou seu contrato com o Real Madrid até 2026. Muitos eram os entusiastas, na imprensa esportiva, da vinda de Ancelotti, mas, em momento algum, sua contratação pareceu estar, verdadeiramente, encaminhada. O único que garantia que Ancelotti treinaria a Seleção era o presidente afastado da CBF, Ednaldo Rodrigues. O técnico jamais foi assertivo nesse sentido, e a justificativa de Ednaldo é que Ancelotti agia assim por ter um contrato em vigor com o Real Madrid, mas que assumiria a Seleção em junho de 2024. Aliás, o afastamento de Ednaldo deve ter pesado na decisão de Ancelotti, já que foi quem o contatara para uma possível vinda. Afastada a contratação de Ancelotti, resta saber o que a futura administração da CBF, a ser eleita em janeiro, vai fazer. Tentará outro técnico estrangeiro ou brasileiro, ou efetivará o interino Fernando Diniz, de má campanha até aqui? Resta esperar para ver.
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