sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Justificativa calhorda

A canalhice dos bolsonaristas não tem limite. Mentirosos compulsivos que são, estão, agora, apresentando a justificativa calhorda de que os autores dos atos bárbaros de domingo em Brasília eram "infiltrados", ou seja, pessoas não pertencentes ao grupo. Os terroristas, com revoltante desfaçatez, tentam se colocar na posição de vítimas. As atrizes Regina Duarte e Cássia Kiss, bolsonaristas notórias, abraçaram o argumento em postagens nas suas redes sociais. Depois de todos os horrores vistos no domingo, os vândalos ainda tentam se eximir de culpa, e transferir para outros as responsabilidades por seus crimes contra o estado democrático de direito. A Justiça brasileira não pode titubear. O momento que vive o país é gravíssimo. Sendo assim, é preciso cortar o mal pela raiz, prendendo o ex-presidente genocida Jair Bolsonaro. Tipificação jurídica para tanto não falta, dados os inúmeros crines praticados pelo ex-capitão. Agora que Bolsonaro não tem mais o recurso do foro privilegiado, deve ser processado e condenado com celeridade, pois representa uma ameaça à ordem institucional, a qual tenta, permanentemente, sabotar. Será um erro se, na tentativa de evitar a reação de seu "gado", Bolsonaro for poupado de severas condenações. Colocar Bolsonaro atrás das grades é imperativo, e impostergável.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Golpismo

Mesmo diante dos horrores vistos no domingo, em Brasília, os sabotadores da democracia não arrefecem. Para manter acesa a chama do golpismo, senadores bolsonaristas articulam a candidatura de Rogério Marinho (PL/RN) para presidente do Senado, na eleição que ocorrerá após o fim do recesso parlamentar. Caso consigam eleger Marinho, os bolsonaristas tentarão levar adiante o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Como se vê, a democracia continua extremamente ameaçada no país. Seus detratores não dão trégua. Pouco tempo após os atos bárbaros, o ex-presidente genocida Jair Bolsonaro postou um vídeo, apagado duas horas depois, em que reafirma que as eleições foram fraudadas e aponta o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral como responsáveis pela sua derrota. Dentro e fora do governo, Bolsonaro sempre tem a intenção de manter seus apoiadores radicais, mais conhecidos como "gado", mobilizados. Por terem total desprezo para com a democracia e as instituições, o ex-capitão e seus asseclas operam para manter o país em permanente ameaça de convulsão. São adeptos do quanto pior, melhor. Apostam na destruição dos pilares civilizatórios, e alimentam-se dos seus escombros.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Punições drásticas

Os atos bárbaros perpetrados por bolsonaristas radicais, no domingo, em Brasília, não podem ser tratados com brandura. A gravidade do que aconteceu exige que se apliquem punições drásticas aos envolvidos. Uma pesquisa do Instituto Datafolha revelou que 93% dos brasileiros reprovam os ataques de domingo, mas só 46% são favorâveis a que todos os participantes sejam presos. A postura é equivocada. A preservação do estado democrático de direito só será possível se as medidas tomadas contra os terroristas forem extremamente enérgicas. Na mesma pesquisa, 77% se mostram favoráveis a prisão dos financiadores dos ataques. A discrepância entre os dados não é aceitável. O rigor da punição deve ser o mesmo para quem fomentou os atos e para executores dos mesmos. Não há inocentes no que ocorreu domingo. Todos os envolvidos, sem nenhuma exceção devem ser punidos. Agir de modo contrário seria compactuar com fascistas que querem destruir a democracia e implantar um regime autoritário.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Comida ruim

A desfaçatez dos radicais bolsonaristas não tem limites. Os que estão detidos pela Polícia Federal, em Brasília, reclamaram da comida ruim que lhes teria sido servida. As refeições servidas aos arruaceiros foram as mesmas dos restaurantes comunitários da capital federal, simples mas perfeitamente consumíveis. Também não faltaram fake news nas redes sociais alegando maus tratos e condutas desumanas para com os detidos. O curioso é serem reclamações que partem de quem detesta os direitos humanos. Depois de toda a bárbarie que perpetraram no domingo, ainda se acham em condições de reclamarem da qualidade da comida! O tratamento que está sendo dispensado aos terroristas nada tem de cruel. Podem usar o próprio celular e recebem atendimento médico e psicológico. Não há nada que lhes caracterize como vítimas. Pelo contrário, são traidores da pátria, algozes da democracia. Devem ser julgados e condenados, com rigor.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

A vitória da democracia

Os escombros dos atos terroristas de ontem, em Brasília, ainda são visíveis, mas as sedes dos poderes da República voltaram a receber os seus legítimos ocupantes. O presidente Luíz Inácio Lula da Silva reuniu os governadores no Palácio do Planalto, e recebeu o apoio de todos, até mesmo dos bolsonaristas Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Celina Leão (PP), do Distrito Fedetal, um ato que representa a vitória da democracia. Aliás, Lula destacou que o exercício da democracia não é fácil, pois ela exige a convivência tolerante com quem pensa diferente de nós. Porém, afirmou Lula, só a democracia permite que se possa chegar ao poder por meio do voto. Lula disse que respeita os resultados de eleições quando não lhe são favoráveis, e que, por isso, espera a reciprocidade. Os atos de vandalismo percorreram o mundo, e ganharam manchetes de capa em vários jornais do exterior. Governantes de diferentes países condenaram veementemente os atos de barbárie, e se solidarizaram com Lula. O golpe tão esperado pelos radicais bolsonaristaa não aconteceu. A baderna de ontem serviu, mesmo, foi para tornar Lula ainda maior. Seu gesto de, acompanhado dos governadores, ir até o prédio do Supremo Tribunal Federal, manifestando sua solidariedade à instituição, que teve seu plenário atacado pelos vândalos, foi muito representativo. Para desespero dos fascistas, Lula é como massa de pão sovado, quanto mais se bate nela, maior fica.

domingo, 8 de janeiro de 2023

Vandalismo

A barbárie que ocorreu, hoje, em Brasília, não pode ter pego ninguém de surpresa. Os radicais bolsonaristas há tempos pretendiam praticar atos de vandalismo contra os três poderes, na tentativa tresloucada de derrubar o governo recém empossado do presidente Luíz Inácio Lula da Silva. Com a absurda complacência das forças policiais, os terroristas invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Danificaram instalações, quebraram vidraças. Em sua marcha rumo à Praça do Três Poderes, portavam faixas com dizeres golpistas. Tudo poderia ter sido evitado, não fosse a conivência das polícias, que permitiu o avanço dos criminosos. Diante dos fatos estarrecedores de hoje, que repercutiram no mundo inteiro, o presidente Lula decretou intervenção na segurança pública de Brasília até o dia 31 de janeiro. Outras medidas enérgicas, sob a liderança do ninistro da Justiça, Flávio Dino, estão sendo tomadas para restituir a ordem. Não há mais espaço para tolerância com os bolsonaristas. Prisões estão sendo realizadas, e o governo prometeu que irá descobrir quem são os financiadores dos atos golpistas. A hora é grave e, por isso mesmo, as punições têm de ser duras e exemplares. Os terroristas não terão êxito nas suas ações. Pelo contrário, pagarão caro por seus ataques à democracia.

Roberto Dinamite

A notícia, lamentavelmente, já era esperada. Roberto Dinamite, o maior ídolo da história do Vasco, faleceu, hoje, aos 68 anos. O ex-centroavante tratava um câncer no intestino desde 2021. Sua fragilidade física evidenciava que as perspectivas de cura não eram boas. Roberto Dinamite acumulou recordes. Com 190 gols, é o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro. Também é o maior goleador do Campeonato do Estado do Rio de Janeiro, do Maracanã, e dos clássicos cariocas. Esteve em duas Copas do Mundo, 1978 e 1982. Foi, ainda, presidente do Vasco, numa administração com altos e baixos em que o clube foi rebaixado duas vezes para a Segunda Divisão brasileira, mas, também, conquistou o seu último título importante, a Copa do Brasil de 2011. Uma trajetória riquíssima de um homem que foi grandioso dentro e fora das quatro linhas. Tinha um temperamento afável, e era tratado com carinho pelos companheiros de profissão. Com a morte de Roberto Dinamite, o Brasil perde outro grande vulto do seu futebol, evocando a saudade de tempos bons que não voltam mais.

sábado, 7 de janeiro de 2023

Decisão sensata

Douglas Costa não retornará para o Grêmio. A notícia traz alívio para a maioria da torcida, e é uma decisão sensata da nova diretoria do clube. A hipótese de Douglas Costa voltar a jogar pelo Grêmio vinha sendo aventada pela imprensa. Dizia-se que o Grêmio aceitaria essa possibilidade, desde que o jogador concordasse em reduzir a dívida que tem com o clube. Porém, após longa reuniäo entre Douglas Costa e o presidente do Grêmio, Alberto Guerra, a proposição não foi adiante. Melhor assim. Seria um escárnio com a torcida do Grêmio trazer de volta um jogador que tanto a afrontou. Douglas Costa tem dinheiro a receber do Grêmio, em parcelas mensais, até dezembro de 2026. Elas têm de ser pagas,corretamente, até o final. Abater parte da dívida como condição para ter o jogador de volta não é uma boa alternativa. Acordos devem ser cumpridos. O Grêmio que trate de honrar os pagamentos, e seguir sua vida sem Douglas Costa.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

A cartilha

Há fatos no futebol brasileiro que são ciclícos, e sem efeito. Um deles é a "cartilha" de comportamento dos jogadores. Vez por outra um clube anuncia que estabeleceu uma cartilha com proibições de certas condutas, de modo a manter a disciplina. Adotado várias vezes por muitos clubes, ao longo do tempo, esse recurso logo acaba derrotado pela realidade de jogadores pouco profissionais e mimados, sempre prontos a exercer privilégios e ter uma atitude descomprometida com a seriedade exigida no trabalho. O clube da vez a adotar a cartilha é o Grêmio. Entre as exigências da cartilha estão a proibição de telefones na concentração, e a manutenção do peso corporal por parte de cada jogador. Tudo muito justo, mas, na prâtica, pouco será obtido. Os jogadores brasileiros, como consequência de décadas de postura frouxa dos dirigentes, acostumaram-se a uma conduta profissional de pouco comprometimento, e plena de facilidades. Não se muda um quadro assim por decreto.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

A amplitude das alianças

O presidente Luíz Inácio Lula da Silva formou um arco de alianças para dar uma face mais pluralista ao seu governo. Nenhuma novidade, pois já havia feito isso em seus mandatos anteriores. A começar pelo vice, sempre um nome de centro-direita, para acalmar o "mercado". Porém, Lula e seu partido, o PT, são de esquerda, e é óbvio que, em caso de conflitos ou impasses de natureza programática, essa é a orientação que irá prevalecer. A imprensa brasileira, sempre fiel aos interesses das oligarquias, reclama do governo uma maior "pluralidade". Na verdade, querem que Lula ceda aos interesses neoliberais. Ao nomear Simone Tebet para o ministério do Planejamento, por exemplo, Lula disse que sabia das divergências de visào econômica dela e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad e, quando houvesse um impasse, seria dele a decisão. A imprensa denuncia que numa situação como essa prevaleceria a vontade de Lula, que decidiria em favor de Hadadd. Como ministra do Planejamento, Simone Tebet, sabe que sua pasta será submetida à preponderância da orientação da Fazenda. Assim será, também, em outras áreas. A amplitude das alianças é significativa, mas pluralidade não significa submissão. Na essência, o governo Lula dá ênfase na área social, bandeira permanente da esquerda. Os aliados terão o seu espaço, mas não serão prevalentes, até porque, suas propostas foram derrotadas na eleição.