sábado, 15 de outubro de 2022

Uma sucessão de atrocidades

O presidente genocida Jair Bolsonaro não consegue conter sua verdadeira natureza. Embora na sua propaganda eleitoral Bolsonaro exiba uma postura mansa e pasteurizada, como estratégia de campanha, em seus pronunciamentos expõe sua verdadeira face, numa sucessão de atrocidades. As mais recentes foram as declarações de que crianças não morrem de covid, e que numa de suas "motociatas", "pintou um clima" com meninas venezuelanas de 13 e 14 anos. Sim, Bolsonaro insiste em ser negacionista num país que tem o segundo maior índice do mundo de morte de crianças por covid. Como se não bastasse, revela ser pedófilo. O incrível é que um monstro como esse tenha obtido milhões de votos e vá disputar o segundo rurno da eleição presidencial. Também é absurdo que um presidente com tantos crimes devidamente tipificados não tenha a sua candidatura cassada pelo Poder Judiciário. O país vive, sob o governo Bolsonaro, um pesadelo. Porém, em 15 dias, esse martírio tem tudo para acabar. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá vencer a eleição. A partir daí, um árduo trabalho de reconstrução do país será iniciado. O Brasil não suportaria uma reeleição de Bolsonaro. A paz irá sobrepujar o ódio.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Virada

Foi divulgada, hoje, a primeira pesquisa do Ipec para o segundo turno da eleiçào para governador do Rio Grande do Sul. O levantamento aponta uma virada. No primeiro turno, Onyx Lorenzoni (PL), ficou em primeiro lugar, com 37,56% dos votos. Eduardo Leite (PSDB), foi o segundo colocado, com 26,81%. A pesquisa revelou que, para o segundo turno, Leite tem 50% das intenções de votos, e Onix 43%. Levando-se em conta, apenas, os votos válidos, Leite tem 54%, e Onyx está com 43%. O que explicaria essa alteração em tão poucos dias? Cabe lembrar que, nas pesquisas do primeiro turno, Leite liderava com folga sobre Onyx, que era o segundo. Abertas as urnas, Onyx ficou em primeiro, com quase 11% de vantagem sobre Leite, que foi para o segundo turno por uma diferença de 0,4% sobre Edegar Pretto (PT). Levando em conta todos esses dados, parece claro que muitos eleitores de Leite, convencidos pelas pesquisas de que seu candidato, certamente, estaria no segundo turno, votaram em Pretto, para que ele, e não Onyx, fosse o seu oponente. A lógica desse procedimento era a de que os eleitores de Leite julgavam Onyx um adversário mais difícil, por sua ligação com o presidente Jair Bolsonaro, que tem muitos apoiadores no Estado, do que Pretto, que carregava o peso do antipetismo. A "estratégia" dos eleitores quase deixou Leite fora do segundo turno. Porém, agora, as intenções de voto voltam aos índices verificados no primeiro turno, com Leite liderando. Sem o fator PT, as urnas tendem a confirmar, no segundo turno, o favoritismo que Leite sempre exerceu. A postura de Onyx na campanha de segundo turno, com ataques homofóbicos à Leite, e recusando-lhe um aperto de mão após um debate, hoje, na Rádio Gaúcha, não deverão lhe ajudar a obter uma reversão. Para o Rio Grande do Sul, dos males o menor. Leite já provou, em seu primeiro mandato, que está longe de ser o governador ideal, mas é preferível ao pesadelo que seria ter Onyx no cargo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

As promessas de Leite

O candidato a governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) comprometeu-se a não privatizar o Banrisul, caso seja eleito. Leite adotou essa postura pois necessita atrair votos da esquerda para poder vencer Onix Lorenzoni (PL), e essa era uma questão fundamental. Afora isso, Onix já javia manifestado sua disposição de não vender o banco. Logo após a declaração de Leite, o PDT oficializou o seu apoio ao candidato. O PT não deu o seu apoio oficial, mas grandes nomes do partido, como os ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra, já haviam aberto seu voto em favor de Leite. Para o PDT, Leite prometeu, também, implantar o turno integral, velha bandeira do partido, em pelo menos metade das escolas estaduais. O problema é que as promessas de Leite não significam muito. Na sua campanha para o mesmo cargo, em 2018, Leite prometeu que não iria privatizar Corsan e Banrisul. Foi eleito, privatizou a Corsan e derrubou a exigência de plebiscito para a aprovação da venda do Banrisul. Também havia prometido não concorrer à reeleição mas, depois de renunciar para uma tentativa frustrada de concorrer a presidente, candidatou-se, novamente, ao cargo. Seria muito bom para o Rio Grande do Sul que Leite pudesse impedir que o asqueroso bolsonarista Onix vença a eleição. Porém, não basta ser apenas o menos pior. Para fazer um bom governo, é essencial que Leite, dessa vez, cumpra suas promessas, e desista de privatizar um patrimônio precioso do povo do Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Empate com sabores diferentes

O Flamengo é o favorito na decisão da Copa do Brasil, contra o Corinthians, e o primeiro jogo confirmou essa tendência. Corinthians e Flamengo empataram em 0 x 0, hoje, no Itaquerão, num jogo de poucos lances de gol. Porém, foi um equilíbrio aparente. O Flamengo produziu mais do que o Corinthians e não perdeu na casa do adversário, o que faz do resultado um empate com sabores diferentes para cada um dos lados. O Corinthians não tirou proveito do fato de jogar em seu estádio para vencer a primeira partida e obter uma vantagem para a segunda. Por não ter perdido, o Flamengo deixou tudo para ser decidido no Maracanã, o que lhe é muito favorável. Hoje, o Flamengo foi pragmático. Não exerceu grande pressão sobre o Corinthians, mas conteve o adversário, que pouco conseguiu criar ofensivamente. No Maracanã, a postura do Flamengo deverá ser bem mais agressiva, e a tendência é que sua qualidade técnica, bem maior que a do Corinthians, se imponha, e o leve à conquista do título.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

A angústia da confirmação

Virtualmente classificado para a Primeira Divisão, o Grêmio não está, ainda, matematicamente garantido nessa condição. O péssimo desempenho nos jogos fora de casa faz com que o Grêmio ainda viva a angústia da confirmação de sua volta à Série A. Os dois últimos jogos como visitante foram particularmente revoltantes para o torcedor. Contra o Sampaio Corrêa, o Grêmio desmobilizou-se inteiramente. Sem quatro titulares que haviam forçado o terceiro cartão amarelo no jogo anterior, e igual número de poupados pelo técnico Renato, o Grêmio escalou oito reservas. Fez tudo para perder, e conseguiu, desperdiçando pontos valiosos para subir, e ajudando o adversário a se colocar entre os postulantes à Primeira Divisão. No jogo contra o Londrina, saiu na frente, teve chances de ampliar o placar, mas acabou cedendo terreno ao adversário, permitindo o empate aos 40 minutos do segundo tempo. Tantos tropeços cobraram o seu preço e, mesmo se vencer o Bahia, domingo, na Arena, o Grêmio não obterá a classificação antecipada. O Grêmio vai subir, mas o seu torcedor não merecia enfrentar tanto sofrimento.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Fraude

A crônica esportiva está sendo tomada por analistas de videogame, exaltadores de uma "modernidade" do futebol, e entusiastas de técnicos que consideram "revolucionários". Críticos contumazes da maioria dos técnicos brasileiros, que consideram limitados ou superados, elegeram como o seu modelo ideal Fernando Diniz, atualmente no Fluminense. Diniz entregou um Campeonato Brasileiro praticamente ganho, em 2020, quando treinou o São Paulo. Nem assim os seus defensores se deram por vencidos. Atualmente no Fluminense, Diniz sofreu derrotas nos três últimos jogos pelo Brasileirão, e está por deixar escapar uma classificação direta para a Libertadores que era quase certa. Sua ideia de futebol é, basicamente, sair jogando desde a defesa, com um toque de bola envolvente. Não raro, essa postura se revela um desastre defensivo, cedendo gols aos adversários com facilidade. Porém, seus fãs na imprensa sempre apresentam justificativas para os fracassos, que variam da incompetência dos dirigentes dos clubes em que trabalha à falta de um grupo de jogadores mais qualificado. Desculpas esfarrapadas. Na verdade, Diniz é uma fraude. Como técnico, nada tem de revolucionário, pelo contrário, pois não possui repertório, só uma única proposta de jogo. Há quem o cogite para ser o próximo técnico da Seleção Brasileira, o que é um disparate. Como técnico, Diniz é a eterna promessa que nunca se realiza, só os incautos ainda se deixam enganar por sua pretensa capacidade.

domingo, 9 de outubro de 2022

Resultado previsível

A chance de uma "zebra" era, praticamentw, nenhuma. O Inter venceu o Goiás por 4 x 2, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, confirmando que sua vitória era um resultado previsível. O Goiás esboçou uma resistência, empatando o jogo por duas vezes, mas não conseguiu evitar a derrota. Enquanto o Inter alcançou uma invencibilidade de dez jogos, o Goiás atingiu seis partidas sem vencer. A classificação direta do Inter para a Libertadores parece cada vez mais certa. O clube se mantém por várias rodadas em segundo lugar, e é improvável que perca a posição, pois o Fluminense está despencando, o Flamengo está ocupado com duas competições paralelaa, e o Corinthians com uma. Para quem começou o Brasileirão temendo pelo rebaixamento, está mais do que bom.

sábado, 8 de outubro de 2022

Empate amargo

Um jogo tranquilo, dominado, num estádio com pouco público, o panorama para o Grêmio não poderia ser mais favorável. O Grêmio empatou em 1 x 1 com o Londrina, hoje, no Estádio do Café, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, deixando escapar uma vitória que estava praticamente garantida. Depois de ser superior durante o primeiro tempo, o Grêmio abriu o placar aos 43 minutos. O segundo tempo seguia no mesmo tom, até que o Grêmio, por queda no rendimento físico e más substituições, começou a ceder terreno para o Londrina. Ainda assim, a vitória parecia certa até ser marcado um pênalti contra o Grêmio. Aos 41 minutoa do segundo tempo, o Grêmio sofria um empate amargo, deixando escapar o resultado favorável entre os dedos. Não há como assimilar tamanho desperdício de pontos. O Grêmio vai subir para a Primeira Divisão, porque seus adversários são muito ruins, mas sua campanha está longe de ser satisfatória. Foi o décino empate do Grêmio, fora de casa, na Série B. Como visitante, o Grêmio só ganhou dois jogos. O alegado cansaço dos jogadores que foram substituídos soa incompreensível, já que o Grêmio só participa de uma competição, com partidas bem espaçadas. Afora isso, ao colocar Thiago Santos no lugar de Bitello, o técnico do Grêmio, Renato, retirou a capacidade de articulação do meio de campo, dando margem ao crescimento do adversário. Com o tropeço num jogo que estava sob seu controle, o Grêmio desperdiçou pontos, e não poderá garantir a volta para a Primeira Divisão contra o Bahia, no próximo domingo, na Arena. Um resultado difícil de ser digerido.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

A falsa moderação de Bolsonaro

Os marqueteiros e estrategistas de campanha são capazes de tudo na busca do sucesso eleitoral de seus candidatos. Preocupados com a truculência habitual do presidente genocida Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, fizeram com que o ex-capitão amenizasse o tom de suas falas. Bolsonaro já javia esboçado essa nova fase ao se pronunciar logo após a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições. Chamaram a atenção, na ocasião, o tom sereno e a fala pausada de Bolsonaro. A linha adotada prosseguiu nos programas gravados para o horário eleitoral, que recomeçou hoje. Porém, ninguém foge da sua verdadeira natureza. Em um pronunciamento, Bolsonaro elevou o tom de voz, voltou a atacar ferozmente o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, e chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "pinguço". A falsa moderação de Bolsonaro não tinha como se sustentar, era um recurso para enganar incautos. Os seus eleitores nunca ligaram para suas grosserias, pelo contrário, esse é um dos fatores que fazem com que o idolatrem. Os eleitores indecisos mais sensíveis terão de escolher uma outra justificativa caso decidam votar em Bolsonaro. Não poderão argüir que Bolsonaro se tornou mais "controlado". Só há um Bolsonaro, que é machista, misógino, racista, homofóbico, desumano, inculto, violento, destemperado, truculento, desequilibrado. Versões mais amenas são pura armação marqueteira, sem nenhuma conexão com a realidade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Apoios surpreendentes

O pavor diante da possibilidade de reeleição do presidente genocida Jair Bolsonaro está vencendo barreiras ideológicas. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputará o segundo turno da eleição presidencial contra Bolsonaro, está recebendo apoios surpreendentes. Neoliberais como Pedro Malan, Armínio Fraga, Edmar Bacha e Pérsio Arida, manifestaram seu apoio a Lula, em nome da manutenção das bases democráticas. Arida disse que o atual governo está causando o afastamento dos investidores, assustados com a instabilidade política do país. Ao que parece, a ficha caiu para muitos que ainda resistiam a apoiar Lula e o PT. Conscientes de que a reeleição de Bolsonaro seria caótica para o Brasil, nomes como os já citados, e outros como Fernando Henrique Cardoso e Marco Antônio Villa, notórios opositores de Lula e do PT, cerram fileiras em torno do ex-presidente. Demonstram, assim, lucidez para perceber que o momento terrível vivido pelo país exige despreendimento. Nada pode ser pior que a hipótese de continuidade do atual governo. Antes de qualquer outra consideração, é preciso impedir que isso aconteça. Alcançado esse objetivo, será a hora de buscar aproximações e aparar arestas. A política, entre outros aspectos, é a arte da negociação.