sábado, 16 de julho de 2022

Resultado coerente

Um jogo sem brilho, com ausência de gols. Na Arena da Baixada, hoje, Inter e Athletico Paranaense empataram em 0 x 0, pelo Campeonato Brasileiro, um resultado coerente com a postura de seus técnicos, Mano Menezes e Felipão, respectivamente, ao longo de suas carreiras, de apreço pelo defensivismo. O placar se mostrou fiel ao que foi produzido em campo. Em termos de classificação, o resultado não foi ruim, pois mantém os dois clubes entre os primeiros colocados. Nessa rodada, o Inter se manterá em terceiro lugar, mas, dependendo de resultados paralelos, poderá, já na próxima, chegar na liderança. Uma situação surpreendente para um clube que, antes do começo do Brasileirão, era tido como um dos candidatos ao rebaixamento.

Estabilidade

Depois da boa exibição contra o Náutico, o Grêmio voltou a jogar bem. Hoje, na Arena, o Grêmio goleou o Tombense por 3 x 0, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, e a repetição de uma boa atuação abre a perspectiva de que, finalmente, esteja alcançando uma estabilidade na sua produção. O placar do jogo foi definido no primeiro tempo. No segundo, o desempenho seguiu sendo bom, outras chances de gol surgiram, mas o resultado não se alterou. Embora os elogios que recebeu do técnico Róger Machado e do presidente Romildo Bolzan Júnior, Campaz, mais uma vez, esteve abaixo do rendimento dos demais jogadores. Geromel, Bitello, Gabriel Teixeira e Diego Souza foram os maiores destaques individuais do Grêmio. O Grêmio já abriu uma diferença de pontos confortável em relação ao quinto colocado, diminuiu sua diferença para os que estão na sua frente, e tende a subir para a Primeira Divisão sem maiores sustos. Há 12 jogos invicto, o o Grêmio encerrará o primeiro turno contra o Brusque, fora de casa, na terça-feira, e abrirá o segundo contra a Ponte Preta, no próximo sábado, na Arena, jogo que marcará a reestreia de Lucas Leiva, e deverá receber mais de 40 mil pessoas. Ao que parece, o Grêmio superou os seus momentos de maior turbulência.

sexta-feira, 15 de julho de 2022

A apologia do golpe

Faltam apenas três meses para as eleições presidenciais, e o país caminha para um pleito envolto por incertezas. O presidente genocida Jair Bolsonaro, que concorrerá à reeleição, continua a tentar desacreditar as urnas eletrônicas. Os militares, seus comparsas, seguem esse discurso e pretendem fazer uma apuração paralela dos votos. O ex-capitào e seus apoiadores ameaçam não aceitar o resultado das urnas se os votos não puderem ser "auditados". O que se vê, portanto, é a apologia do golpe sendo feita sem nenhum pudor. Como sabe que, numa eleição limpa, sua derrota é certa, Bolsonaro tenta, de todas as formas, desmoralizar o processo do pleito, e deixar no ar a probabilidade de que possa ser dado um golpe para se manter no poder. Fatos como os dos ataques com arremesso de fezes por drones em comícios do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, novamente candidato ao cargo, e o assassinato de um petista, que comemorava o seu aniversário, por um bolsonarista, cercam a eleição com um clima pesado, que pode ter terríveis desdobramentos. Como se pode ter segurança para votar? Pairam no ar ameaças sobre o pleito. Caso as eleições transcorram normalmente, como reagirão Bolsonaro e seu gado a uma derrota que é certa? Não se pode assistir passivamente a articulação de um golpe. Os brasileiros conscientes têm de responder aos ataques perpetrados pela direita contra a normalidade institucional. Se o gado sair às ruas para tumultuar as eleições, terá de ser recebido por brasileiros comprometidos com a democracia. O Brasil não pode ceder, mais uma vez, ao golpismo.

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Enxugando gastos

Pior do que errar é não fazer nada para corrigir. O Grêmio, finalmente, está enxugando gastos da sua folha de pagamentos, rescindindo contrato, ou negociando para outros clubes, com jogadores que não dão retorno técnico, apenas oneram o seu cofre. Com a saída de Benítez, que irá para o América Mineiro, o Grêmio não recuperará o que gastou com o empréstimo do jogador, esse valor já está perdido, mas se livrará do pagamento de um polpudo salário. Até o final do ano, essa economia deverá ser de R$ 2 milhões. A contratação de Benítez foi um grande equívoco, e partiu de uma iniciativa pessoal do vice-presidente de futebol Dênis Abrahão, que o considera um craque. Dênis, impressionado com a atuação de Benítez contra o Grêmio, jogando pelo São Paulo, no Campeonato Brasileiro de 2021, decidiu-se por sua contratação, sem levar em conta o seu histórico de carreira e sua conhecida falta de competitividade e, também, de regularidade, com suas frequentes lesões. Sem fazer, no Grêmio, nada que mereça ser lembrado, Benítez puxa a fila que deverá ter, em sequência, nomes como o de Thiago Santos, outro jogador de salário alto e mau desempenho. A diretoria do Grêmio errou em muitas contratações. Menos mal que está buscando reparar os erros cometidos, beneficiando, ao mesmo tempo, o desempenho do futebol e o saneamento financeiro.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

A diferença

Campeão da Copa do Brasil em 2021, o Atlético Mineiro foi eliminado, hoje, nas oitavas de final, da atual edição da competição. Também ganhador do Campeonato Brasileiro no ano anterior, o Atlético está em quarto lugar, até agora, na edição desse ano da competição. Se o grupo de jogadores segue sendo muito bom, e até foi reforçado, o que explica a queda de rendimento? A diferença, tudo aponta para isso, está no técnico. Cuca, o técnico vitorioso de 2021, dono de um currículo invejável, deixou o clube, por questões pessoais. Seu substituto, o argentino Antônio Mohamed, de trajetória profissional bem mais modesta, não está se mostrando suficiente para o tamanho da tarefa que lhe foi atribuída. Depois de vencer o primeiro jogo por 2 x 1, no Mineirão, o Atlético perdeu por 2 x 0 para o Flamengo, hoje, no Maracanã, e foi desclassificado da Copa do Brasil. Não faltou raça ao Atlético em momento algum, mas sua atuação foi fraca, fato reconhecido pelo próprio Mohamed. Muito defensivo, o Atlético ofereceu espaço ao Flamengo. Hulk, de grande atuação no primeiro jogo, esteve muito apagado, pois a bola não chegava nele. Tido como candidato aos títulos de todas as competições de que participa nesse ano, o Atlético já caiu fora da Copa do Brasil, e não repete, no Brasileirão, o mesmo desempenho da edição anterior. Para não terminar o ano apenas com o título de campeão mineiro, o Atlético deveria pensar na possibilidade de buscar um técnico de capacidade mais comprovada.

terça-feira, 12 de julho de 2022

Lei tardia

A Nova Lei Geral do Esporte, que irá à votaçào no Senado, tem aspectos positivos e negativos, conta com apoio dos grandes clubes brasileiros, mas deveria ter sido proposta antes da aprovação das execráveis SAF's. Num aspecto, essencialmente, a lei tardia poderá corrigir uma monstruosidade criada pela nefanda "Lei Pelé", que prejudicou terrivelmente os clubes. Pelo atual dispositivo legal, os clubes, caso queiram rescindir o contrato de um jogador, precisam pagar todo o valor previsto, até o final do mesmo. Ocorre que, com o fim da "Lei do Passe", os jogadores podem assinar um pré-contrato com outro clube quando faltarem seis meses para o fim do compromisso vigente. Dessa forma, ao fim do contrato, o jogador pode ir para um novo clube, sem que o anterior nada receba. Para evitar isso, os clubes se viram forçados a firmar contratos longos, estipulando altas multas rescisórias. Uma armadilha para os clubes, pois jogadores de altos salários e contratos longos, se tivessem seu compromisso rescindido, receberiam todo o valor anteriormente acordado. Essa medida privilegiava os interesses dos jogadores, mas favorecia a que os clubes sofressem enormes rombos financeiros. Com a Nova Lei do Esporte, os clubes poderão firmar outras fórmulas de indenização. Afora isso, caso o jogador se transfira para outro clube por um salário maior do que vinha recebendo, seu empregador anterior fica desobrigado de lhe fazer qualquer pagamento adicional. Se o valor do salário for menor, o clube anterior terá de pagar, apenas, a diferença entre as duas quantias. Essas medidas estão sendo repudiadas pelos jogadores, que estão protestando antes das partidas. O protesto é apenas a defesa da manutenção de um privilégio extremamente danoso aos clubes. A lei, é claro, tem muitos outros itens, entre eles um absurdo adicional noturno para os jogadores, mas o de maior repercussão, sem dúvida, é o que rege as rescisões de contrato, que já deveria ter sido aplicado há muito tempo.

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Sempre beneficiado

Um fato cansativamente rotineiro. Hoje, no Beira-Rio, o Inter venceu o América Mineiro por 1 x 0, pelo Campeonato Brasileiro, com um gol irregular aos 49 minutos do segundo tempo. Nenhuma novidade. O Inter é sempre beneficiado por "erros" de arbitragem. No lance em questão, que foi revisado pelo VAR, Moisés fez o gol depois de Rodrigo Moledo ter raspado na bola. Conforme o comentarista de arbitragem do Sportv, Paulo César Oliveira, se fosse comprovado que Moledo tocou na bola antes dela chegar em Moisés, o gol teria de ser anulado. O VAR verificou o lance por vários minutos, e concluiu que o gol foi legal. Um escândalo! Pelas imagens de tevê, mesmo antes da análise do VAR, ficou evidente que o zagueiro do Inter havia tocado na bola. De que adianta ter um instrumento valioso como o VAR se um "erro" tão grotesco é praticado? Seguidamente, torcedores, e cronistas identificados com o Inter, reclamam de supostos prejuízos da arbitragem contra o clube. Uma atitude cínica. No balanço de benefícios e prejuízos da arbitragem em relação ao Inter, os primeiros sempre tiveram uma esmagadora vantagem.

domingo, 10 de julho de 2022

A desfaçatez de Bolsonaro

O país ainda está sob o impacto do assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda pelo agente penitenciário Jorge Guaranho, ocorrido ontem em Foz do Iguaçu (PR). Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos, e teve sua festa invadida por Guaranho. A festa era temática, com decorações alusivas ao PT e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Guaranho entrou na festa sem ser convidado, fez provocações contra Arruda, que o expulsou e jogou pedras contra o seu carro. O agente penitenciário disse que voltaria, o que, efetivamente, aconteceu. Gritando "aqui é Bolsonaro", Guaranho disparou contra Arruda, que acabou morrendo. Também alvejado, Guaranho sobreviveu, e está internado em um hospital de Foz do Iguaçu, sob custódia policial. O fato teve ampla repercussão, recebendo o repúdio de muitos políticos, dos mais variados partidos. Porém, o inspirador do fato violento tentou tirar o corpo fora. O presidente genocida Jair Bolsonaro, em manifestação pelas redes sociais, não se solidarizou nem enviou condolências à família de Arruda. O ex-capitão declarou que dispensa o apoio de quem pratica violência contra opositores. Acrescentou que quem pratica a violència é a esquerda, e pediu que a polícia investigue o caso e também os que ficam 24 horas por dia inventando calúnias contra a sua pessoa. Rechaçou a ideía de que suas manifestações incitem a violência. Afirmou que os atos violentos da esquerda pesam muito mais que qualquer declaração distorcida ou tirada de contexto. A desfaçatez de Bolsonaro é repugnante. Canalha, é do tipo que mata e vai chorar no enterro. O Brasil precisa se livrar desse monstro. Os atos intimidatórios contra a oposiçào vem se acumulando e, agora, já resultaram num assassinato. A esquerda nào pode ficar prostrada diante desse quadro. Tem de ir às ruas e garantir a realização das eleições para varrer do poder Bolsonaro e sua corja.

sábado, 9 de julho de 2022

O delírio eleitoral de Moro

O ex-juiz Sérgio Moro é uma das maiores fraudes de que se tem notícia na história do país. Falso paladino anticorrupção, Moro foi o responsável pela condenação à prisào, do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, por suposto recebimento, nunca provado, de propinas de empreiteiras. Depois de cumprir a tarefa que lhe fora delegada pelos golpistas de extrema-direita que queriam tomar o poder no país, impedindo Lula de concorrer, Moro renunciou à magistratura, e aceitou ser ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, de olho numa indicação para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Porém, o entendimento de Moro e Bolsonaro durou pouco tempo. Com pouco mais de um ano no cargo, Moro pediu demissão. A partir daí, empenhou-se em levar adiante seus sonhos eleitorais. Primeiramente, Moro tentou ser a "terceira via" na eleição presidencial, o candidato de quem não quer votar em Lula, nem em Bolsonaro. A pretensão se mostrou inviável, logo na largada. Moro, então, começou a cogitar concorrer a senador por São Paulo, mas a transferência de seu domicílio eleitoral foi considerada irregular. O ex-juiz, então, permaneceu com seu domicílio eleitoral no Paraná, e cogita concorrer a governador ou senador. No entanto, as pesquisas de intenção de voto, para ambos os cargos, não são animadoras para Moro. Na verdade, o delírio eleitoral de Moro é evidente. Sua imagem desgastou-se, e deverá remeter-lhe ao ostracismo. Com seus julgamentos contra Lula anulados, e o fim da Operação Lava-Jato, Moro tornou-se um personagem da cena política que, muito rapidamente, será esquecido.

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Vitória convincente

Demorou, mas, enfim, o Grêmio jogou uma boa partida no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Hoje, na Arena, o Grêmio venceu o Náutico por 2 x 0, e obteve uma vitória convincente, em que o placar poderia ser ainda mais amplo, e sem ter sido ameaçado pelo adversário. O Grêmio mostrou ímpeto ofensivo, ainda que continue chutando pouco ao gol. Com exceçâo de Campaz, os demais jogadores estiveram bem. Geromel e Ferreira foram os maiores destaques. Gabriel Teixeira fez seu melhor jogo pelo Grêmio. Bruno Alves voltou a mostrar seu lado de zagueiro goleador. Nícolas, mais uma vez, serviu seus companheiros para os gols. A distância para o quinto colocado começa a aumentar, o que diminui a tensão do grupo. Os resultados paralelos dos outros integrantes do G4 também têm ajudado. O Bahia empatou em 1 x 1 com o Vila Nova,e sua vantagem sobre o Grêmio caiu para, somente, um ponto. Aos poucos, o Grêmio parece se encaminhar para um melhor desempenho, e a volta para a Primeira Divisão poderá ocorrer sem tantos sobressaltos.