terça-feira, 4 de janeiro de 2022

A promessa de Lula

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva fez uma importante promessa, hoje, caso venha a ser eleito novamente para o cargo, em outubro. A promessa de Lula foi a de revogar a reforma teabalhista realizada no governo Temer. Lula fez essa declaração após elogiar o governo da Espanha por ter revogado a reforma trabalhista instituída naquele país em 2012, e que serviu de inspiração para a de Temer. Lá como aqui, a reforma só gerou precarização do trabalho. Na Espanha, a revogação surgiu de um acordo entre trabalhadores e empresários. O Brasil precisa seguir o mesmo caminho. Conquistas históricas dos trabalhadores foram dizimadas pir Temer. Há milhões de desempregados no país, e muitos brasileiros estào enfrentando a fome. Liquidar com direitos trabalhistas não traz nenhum ganho para a economia, pois derruba o poder aquisitivo das camadas mais pobres da população. Não apenas a reforma trabalhista, mas várias outras medidas demofóbicas dos governos Temer e Bolsonaro terão de ser revogadas. Depois do desastre que foram esses períodos, o Brasil terá de ser reconstruído, e só a esquerda poderá fazer isso.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

O pesadelo não acabou

Em março de 2020, a Organização Mundial de Saúde anunciou que a humanidade enfrentava uma pandemia de coronavírus. Durante aquele ano, foram milhares de mortes em todo o mundo, com lockdowns para evitar a disseminação da doença. Com a chegada das vacinas, ainda naquele ano, a situação começou a melhorar, e 2021 já foi melhor, com redução no número de infectados e mortos, mas com a recomendação expressa, por parte das autoridades sanitárias, da continuidade do uso de mâscaras e álcool gel, e de manter o distanciamento social. Cansadas do confinamento causado pela covid-19, muitas pessoas consideraram a epidemia encerrada, e deixaram de lado essas recomendações. Acontece que o pesadelo não acabou. O surgimento da variante ômicron, e casos de "flurona", uma infecção que combina covid-19 com influenza, mostram que a volta à normalidade está longe de ser alcançada. A maioria das prefeituras tornou a cancelar os festejos de Carnaval, do mesmo modo que ocorrera em 2021. Por mais duro e estressante que seja, é preciso admitir que a situação segue sendo grave, e ter paciência na espera de que se possa dar um fim á pandemia. Enquanto isso, há que se vacinar, para quem ainda não o fez, usar máscara, álcool gel e evitar aglomerações. A epidemia não acabará por mágica, e exigirá muita paciência de todos.

domingo, 2 de janeiro de 2022

A volta do futebol

Com exceção de 2021, em função da pandemia, o ano futebolístico no Brasil começa com a Copa São Paulo de Futebol Júnior. A volta do futebol no Brasil se deu, hoje, com a tradicional competição que, como de costume, terminará em 25 de janeiro, data do aniversário da cidade de São Paulo. São clubes de todas as regiões do país que participam da disputa, alimentando o sonho de jovens jogadores de rumarem para o estrelato. Poucos conseguem atingir esse objetivo, é claro, mas a famosa "copinha" já revelou grandes nomes para o futebol brasileiro. Na última edição, em 2020, a Copa São Paulo de Futebol Júnior foi decidida em um Gre-Nal, destacando o futebol do Rio Grande do Sul. O Inter obteve seu quinto título na história da competição, enquanto o Grêmio, que ainda não alcançou essa conquista, chegou ao vice-campeonato pela segunda vez. Embora o grande número de clubes participantes, a "copinha" costuma, salvo raras exceções, ser ganha pelos clubes mais tradicionais do país. Antes das competições profissionais começarem, após as férias dos jogadores, a Copa São Paulo, que teve sua primeira edição em 1969, é, sempre, um bom aperitivo para quem gosta de futebol.

sábado, 1 de janeiro de 2022

Favoritismo injustificado

A Seleção Brasileira está sendo apontada por sites de apostas como favorita para ganhar a próxima Copa do Mundo, que será realizada no Catar, em novembro. Entre outras razões apontadaa para justificar esse favoritismo estão a classificação para a Copa obtida com várias rodadas de antecipação nas Eliminatórias, e a ampla vantagem de pontos sobre a segunda colocada, a Argentina. Essa apreciação é equivocada e, portanto, resulta num favoritismo injustificado. O futebol brasileiro tem sido hegemônico na América do Sul, como bem comprova o fato de as duas últimas decisões de Libertadores terem se dado entre clubes do país. Nem mesmo a recente conquista da Copa América pela Argentina, derrotando a Seleção Brasileira que jogava a competição como mandante, serviu para alterar esse quadro. Porém, a Seleção não tem enfrentado adversários europeus, o que faŕá com que chegue na Copa sem o devido parâmetro sobre sua capacidade de enfrentamento com esses oponentes. Afora isso, após sua eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a Seleção permaneceu com o técnico Tite, que não mostrou evolução em seu trabalho, continuando a prestigiar jogadores que não deram boa resposta. A Seleção até poderá vir a ser campeã da Copa, mas, no momento, nada há que justifique seu propalado favoritismo.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

O grande desejo para 2022

Todo novo ano traz consigo a esperança de dias melhores. Porém, o grande desejo para 2022, que o difere de tantos outros anos, é que as eleições presidenciais, que ocorrerão em outubro, possam trazer perspectivas de reconstrução de um país destruído por um presidente genocida. Não haverá nenhum futuro para o Brasil com a reeleição de Jair Bolsonaro. A chamada "terceira via" também nada fará que possibilite ao país enfrentar seus dramas, a desigualdade social, a pobreza crescente, entre tantos outros. Só um governo comprometido com a cidadania, agindo para dar oportunidades a todos, defensor das minorias, criador de emprego e renda, pode mudar o triste quadro atual do país. A sensatez dos eleitores é o maior presente que 2022 poderá trazer para todos os brasileiros.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

A confissão de Moro

O ex-juiz Sérgio Moro admitiu, ontem, que a Operação Lava-Jato agiu politicamente contra o PT. A confissão de Moro se constitui, sem dúvida, num escândalo, e confirma tudo aquilo que o Supremo Tribunal Federal já havia conceituado ao anular as suas sentenças contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ou seja, que agiu de modo parcial, sem observar o devido processo legal. O mais aterrador é que Moro é pré-candidato a presidente, um dos tantos da chamada "terceira via". Despreparado, inculto, desonesto e sectário, Moro tem o apoio de setores da elite brasileira, que tentam vender a sua imagem como a de um "herói". Na verdade, Moro não é herói de nada, está a serviço dos piores interesses de grupos econónomicos de direita. Como ex-juiz, Moro não goza mais da imunidade dada aos magistrados. Deveria ser processado e julgado por seus crimes, em vez de concorrer a presidente. O lugar de Moro é na cadeia, não num palácio governamental.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

A falsa solução do Cruzeiro

O Cruzeiro foi o primeiro clube do futebol brasileiro a aderir ao modelo da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Na SAF, o clube continua existindo como instituição, mas cede o gerenciamento do seu departamento de futebol para investidores privados, como forma de realizar o seu saneamento financeiro. No caso específico do Cruzeiro, o clube vive uma enorme crise financeira, e a SAF seria a grande saída. Bastaram poucos dias desde a adesão ao novo método de administraçào para que se perceba que ele não trará um melhor rendimento esportivo para o Cruzeiro, que vai disputar o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão pelo terceiro ano seguido, o que jamais havia acontecido com um grande clube brasileiro. A falsa solução do Cruzeiro vai enxugar uma folha salarial que já era baixa para um clube do seu porte. Com isso, a chance de formar um grupo qualificado e competitivo é, praticamente, inexistente, podendo levar o clube a ter de ficar mais tempo na Segunda Divisão, o que seria devastador para a autoestima do torcedor. Um clube não deve ser administrado como uma empresa. A razão de ser para um clube é conquistar vitórias, não obter superávits, nem se tornar um fornecedor.de jogadores para o mercado. Não será necessário muito tempo para que a SAF frustre os seus apoiadores. No Brasil, o complexo de vira-lata da imprensa esportiva, sempre entusiasta de fórmulas mágicas vindas do exterior, leva a que se comemorem esses embarques em canoas furadas. O tempo deixará claro o equívoco desse modelo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

A desfaçatez de Bolsonaro

A capacidade de cometer as mais variadas canalhices, por parte do presidente genocida Jair Bolsonaro, parece inesgotável. Depois de aproveitar o feriadão de Natal em Guarujá (SP), Bolsonaro se encontra em Santa Catarina para mais um período de folga, até o Ano Novo. O ex-capitão se mostra indiferente a tragédia causada pelas chuvas na Bahia, que já ceifou mais de 20 vidas. Não há previsão legal de férias para presidentes, embora seja comum que eles gozem folgas em finais de ano. Ocorre que, diante do que está acontecendo na Bahia, espera-se que o ocupante do principal cargo político do país esteja empenhado em buscar soluções para a aflitiva situação, não em desfrutar momentos de lazer. Como se isso já não bastasse, Bolsonaro prossegue no seu negacionismo em relação à pandemia de coronavírus, e afirmou que sua filha não irá tomar a vacina. A desfaçatez de Bolsonaro no trato desses e de outros assuntos é revoltante, mas isso só faz com que se sinta mais estimulado a continuar se comportando dessa forma. Sádico, Bolsonaro se alimenta do sofrimento alheio. O país precisa se livrar desse verme.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Uma escolha sem convicção

Depois de muitas idas e vindas, o Inter anunciou, hoje, o seu novo técnico, o uruguaio Alexander "Cacique" Medina. O problema é que parece ser uma escolha sem convicção. Medina era parte de uma lista com outros nomes, e quando parecia que tinha se tornado o preferencial, o Inter direcionou o seu foco para o português Paulo Sousa, técnico da seleção da Polônia. O Flamengo também mostrou interesse por Sousa, e o Inter, sem poder competir com o clube carioca, voltou a procurar Medina. Com um bom trabalho no Talleres de Córdoba (ARG), Medina não tem, no entanto, títulos, nem um currículo extenso. Constitui mais uma aposta, como outras que o clube tem feito recentemente. Num clube com um grupo que necessita acrescentar muita qualidade, mas não dispõe de recursos financeiros, as perspectivas para Medina não parecem das mais animadoras.

domingo, 26 de dezembro de 2021

Modismo

Muitos dos grandes clubes do futebol brasileiro seguem priorizando a contratação de técnicos estrangeiros. O grande êxito do português Jorge Jesus no Flamengo, em 2019, fez com que a busca por técnicos de fora virasse uma tendência. Com os títulos conquistados pelo também português Abel Ferreira no Palmeiras, essa preferéncia se intensificou. Porém, nem todos os técnicos estrangeiros foram bem sucedidos no Brasil. Trata-se de um modismo. O argentino fanfarrão Jorge Sampaoli não ganhou nem um título em seus trabalhos no Santos e Atlético Mineiro, chamando mais a atenção por seu histrionismo na área técnica. O português Jesualdo Ferreira e o argentino Ariel Holan tiveram trajetória meteórica no Santos, que só encontrou o seu rumo com Cuca, brasileiro que o levou ao vice-campeonato da Libertadores em 2020. O mesmo Cuca foi campeão brasileiro e da Copa do Brasil pelo Atlético Mineiro, em 2021, dando ao clube os títulos que Sampaoli não obteve. O Flamengo está por fechar a contratação do técnico da seleção da Polônia, o português Paulo Sousa, que também interessou ao Inter. Sem condições de disputar o técnico com o Flamengo, o Inter deverá trazer o uruguaio Alexander "Cacique" Medina, de bom trabalho no Talleres de Córdoba (ARG). Não há nenhuma garantia de que Sousa e Medina possam ter sucesso. O uruguaio, aliás, será o quarto técnico estrangeiro do Inter em pouco mais de dois anos. Antes dele, o argentino Eduardo Coudet, o espanhol Miguel Angel Ramirez, e o também uruguaio Diego Aguirre, trabalharam no clube. Nenhum deixou saudade. Foi o brasileiro Abel Braga, que esteve no Inter depois de Coudet e antes de Ramirez que conseguiu o melhor desempenho, sendo vice-campeão brasileiro em 2020. No Flamengo, se Jorge Jesus teve muito sucesso, o espanhol Domenéc Torrent ficou apenas três meses, por força de um mau trabalho. Nào é a nacionalidade dos técnicos que fará a diferença em termos de resultados. Ainda que óbvia, essa realidade segue sem ser percebida pelos clubes brasileiros.