terça-feira, 9 de novembro de 2021
Alívio temporário
A tarefa do Grêmio é hercúlea, para evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, pois precisa vencer seis de nove jogos. Hoje, na Arena, o Grêmio venceu o Fluminense por 1 x 0, e obteve a primeira das vitórias necessárias, conseguindo um alívio temporário na sua crise. Não foi uma grande atuação do Grêmio mas, nas atuais circunstâncias, isso é pouco relevante. O que importa é ganhar, e o Grèmio fez o suficiente para alcançar a vitória. Diego Souza marcou, com uma bela e certeira cabeçada, o único gol do jogo, mostrando sua eficiência, mesmo com idade avançada e acima do peso. Outros destaques positivos foram Geromel, Kannemann e Matheus Sarará. O destaque negativo foi Campaz, participativo mas sem acerto técnico. O Grêmio não tem tempo para parar e pensar, os jogos se sucedem em períodos de trés ou quatro dias. No sábado, já jogará contra o América Mineiro, fora de casa. Não há alternativa para o Grêmio, é preciso seguir ganhando, para manter a chance de escapar de um rebaixamento que parece quase certo. O sonho, por mais dura que seja a sua realização, por enquanto, continua de pé.
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
Patrulhas
As redes sociais são um fenômeno da atualidade, e com uma face assustadora. Elas liberaram pessoas anônimas para manifestarem suas opiniões com uma liberdade que jamais desfrutaram nos meios tradicionais de comunicação. O que poderia ser exaltado como uma forma democrática de expressão, revelou-se, com o tempo, um meio de disseminação de posições violentas e irrefletidas. Pessoas de menor condição instrucional e cultural viram nas redes sociais a chance de emitirem suas opiniões sem serem submetidas a qualquer filtro. O resultado disso foi uma explosão de colocações disparatadas, ataques virulentos e desmedidos a terceiros, entre outros desvios de conduta. As redes sociais, também, se constituíram em patrulhas do comportamento de outros, principalmente de famosos. Essa face odiosa de um instrumento que poderia ser tão melhor utilizado apareceu, mais uma vez, durante o velório da cantora e compositora Marília Mendonça. Fãs de Marília criticaram acidamente o comportamento de outros artistas durante o velorio, por suposta frieza, por não chorarem, por serem flagrados sorrindo ou, até mesmo, por não estarem vestidos de forma adequada. Não cabe a ninguém o papel de fiscal do comportamento alheio, nem de fazer o julgamento da sinceridade dos sentimentos de outros. Caberia a quem assim procede, cuidar da própria vida, antes de perturbar a paz seja de quem for. O que, talvez, explique esse tipo de conduta, é que, provavelmente, são vidas tão medíocres e sem brilho que só lhes reste transferir seu foco para os outros, despejando-lhes suas mágoas e frustrações.
sábado, 6 de novembro de 2021
Repetição
Mais uma vez, o Grêmio teve uma atuação de razoável para boa e, novamente, foi derrotado. O Grêmio perdeu para o Inter por 1 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, numa repetição de erros que o mantém afundado na zona de rebaixamento. O técnico do Grêmio, Vágner Mancini, optou por começar o jogo, novamente, com três volantes, embora, no jogo anterior, tenha desmanchado essa formação logo aos 33 minutos do primeiro tempo, quando trocou Villasanti por Campaz. Na ocasião, o Grêmio cresceu de produção, e Campaz marcou um gol. Ainda assim, Mancini optou por começar o Gre-Nal com Villasanti, e Campaz no banco. A consequência dessa escolha é que o Grêmio mantinha um desempenho seguro, mas não tinha agressividade e, em função disso, não conseguia criar chances de gol. Para um clube que precisa, urgentemente, ganhar jogos, é uma opção incompreensível. Campaz só entrou na metade do segundo tempo, e não repetiu sua boa atuação anterior. A vitória do Inter veio com um gol de Taison, numa falha de Rafinha. O Gre-Nal não foi um grande jogo, o empate traduziria melhor o que se viu na partida. Porém, a vitória do Inter foi justa. Num jogo de escassas chances de gol, o Inter soube aproveitar uma delas, e foi o suficiente para ganhar.
sexta-feira, 5 de novembro de 2021
Tragédia
A cantora e compositora Márília Mendonça faleceu, hoje, aos 26 anos, num acidente aéreo, e a notícia abalou o país. Maŕília era representante do gênero sertanejo, e tinha milhões de fãs. Embora a pouca idade, e o tempo relativamente curto de carreira, era, até o momento, o nome de maior sucesso comercial no sertanejo, um gênero de grande aceitação no país e com muitos artistas de enorme popularidade. O termo adequado para uma morte nessas circunstâncias é tragédia, pois foi consequência da queda de um avião, em que todos os demais ocupantes também perderam a vida. A brutalidade de uma morte como a de Marília se expressa no fato de que ela deixa avó, a mãe, de apenas 53 anos, e um filho de um ano. Portanto, a lógica da vida foi alterada, com uma jovem morrendo antes da avó e da mãe, e sem poder criar o seu filho, que ainda é um bebê. Marília tinha a infidelidade como fonte básica de suas composições, o que levou seu estilo a ser chamado de "sofrência". Particularmente, não gosto do gênero sertanejo, mas não há como deixar de reconhecer que Marília era um nome de sucesso superlativo no cenário musical brasileiro. Sua morte é um rude golpe em familiares e amigos, e também para sua legião de fãs. A morte aos 26 anos, no auge de uma carreira, é cruel e injusta, e sua aceitação pelos que ficam é muito mais difícil.
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
A possível repetição de uma fórmula
São muitas as especulações sobre candidaturas e composições de chapa para as eleições presidenciais de 2022. Faltando onze meses para o pleito, ainda levará muito tempo até que ocorram definições, mas a possível repetição de uma fórmula já chama a atenção. Aventa-se a hipótese de que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seja o candidato a vice numa chapa encabeçada pelo ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva. Para isso, Alckmin ingressaria no PSB. Por enquanto, tudo o que há são conjecturas, mas o assunto estimula que se façam considerações a respeito. As intenções por trás dessa proposta parecem claras. Uma delas é que a presença de Alckmin na chapa faria Lula parecer mais palatável a setores da sociedade e, especialmente, do empresariado. A mesma fórmula foi adotada quando Lula escolheu o empresário José de Alencar para vice em seus dois mandatos presidenciais. Outro fator levado em conta nessa proposta é a busca da governabilidade, com um vice que agrade aos setores conservadores do Congresso, recurso utilizado por Dilma Rousseff, que teve Michel Temer como vice nas duas eleições que venceu. Porém, dificilmente os eleitores de cada lado do espectro político se deixariam seduzir por uma combinação como essa. Os eleitores de esquerda, em geral, e de Lula, em particular, esperam uma postura mais confrontante do ex-presidente para com a direita. Para os que se deixaram contaminar pelo antipetismo, nenhuma composição de chapa servirá para que cogitem votar em Lula. A chapa especulada remete para um "Lulinha paz e amor, parte 2", mas os tempos são outros, e as circunstâncias, também. Em tempos de polarização exacerbada, um discurso conciliatório corre o risco de desagradar gregos e troianos. A hora é de marcar posições, não de tentar juntar tendências antagônicas. A puxada de tapete que Dilma sofreu de Temer já deveria ser exemplo suficiente para desestimular propostas semelhantes.
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
Um árbitro no caminho do Grêmio
A situação aflitiva do Grêmio, afundado na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, resulta dos erros do próprio clube. Porém, o Gŕêmio está sofrendo prejuízos de arbitragem constantes, com gols erradamente anulados e pênaltis a favor de seus adversários. Hoje, o Grêmio perdeu por 2 x 1 para o Atlético Mineiro, no Mineirão, e o mesmo roteiro se repetiu, dessa vez com um velho conhecido. Há um bom tempo, Luís Flávio de Oliveira (SP) coloca-se como um árbitro no caminho do Grêmio, sempre prejudicando o clube. Em 2018, também pelo Brasileirão, marcou um pênalti inexistente aos 48 minutos do segundo tempo, que causou a derrota do Grêmio para o Bahia por 1 x 0, na Arena Fonte Nova. Pela mesma competição, em 2020, não assinalou um pênalti escandaloso sobre Ferreira, no Gre-Nal do segundo turno, no Beira-Rio. Após isso, aos 50 minutos do segundo tempo, marcou outro pênalti inexistente, que resultou na vitória do Inter por 2 x 1, de virada. Hoje, no Mineirão, Luís Flávio de Oliveira anulou um gol legítimo do Grêmio, marcou uma falta, que não ocorreu, e dela resultou um pênalti, sendo que o lance deveria ter sido anulado e cobrado tiro livre indireto, pois um jogador do Atlético Mineiro nào respeitou a distância mínima estipulada em relaçào a barreira. O Grêmio jogou uma bela partida, e não merecia perder. No entanto, mais uma vez, sofreu nas mãos do mesmo árbitro que o prejudica há anos. O clube precisa agir, também, nos bastidores, para proteger seus interesses.
terça-feira, 2 de novembro de 2021
O dia da saudade
Nada é mais doloroso do que a morte de nossos afetos. A ausência definitiva de pessoas que amamos abre uma lacuna em nossas vidas que jamais será preenchida. A lembrança é permanente, mas há uma data reservada para a homenagem aos que já se foram, o 2 de Novembro, Dia de Finados. Poderia, também, ser chamado de Dia da Saudade, pois esse é o sentimento que melhor o define. A saudade não mais nos abandona a partir da perda de uma pessoa querida. Com o transcorrer do tempo, essas perdas se tornam crescentes. Nas visitas aos cemitérios, então, nos deparamos com um roteiro de homenagens a muitos afetos que fizeram parte de nossa trajetória. Uns, terão nos deixado recentemente, outros num tempo já distante. Todos, no entanto, terão um lugar permanente em nossa memória. Única certeza da vida, a morte, no entanto, sempre nos colhe de surpresa, pois não nos preparamos para lidar com essa evidência. Uma vez por ano, a agitação da vida diária dá lugar para o recolhimento e a rememoração de bons momentos vividos juntos aos que já se foram. A data de hoje é um dia para lágrimas e recordações.
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
Um país em agonia
O Brasil vive uma situação caótica, social e economicamente, causada pelo presidente genocida Jair Bolsonaro. O que há é um país em agonia resultado de um governo sem projeto nem rumo. Sobram motivos para determinar o impeachment de Bolsonaro, mas, por circunstãncias políticas, nada é feito, e seu desgoverno prossegue. Com isso, Bolsonaro continua apto a concorrer à reeleição, e a possibilidade de obtenha um segundo mandato é um filme de terror, pois determinaria a destruição do futuro do país. Antes de pensar em terceira via, ou qualquer proposta do gênero, as forças motoras da sociedade deveriam se unir pela queda de Bolsonaro. Sem a presença de Bolsonaro na eleição, o ambiente já ficaria mais leve, e o Brasil teria a certeza de dias melhores, qualquer que fosse o vencedor do pleito. Porque nada poďe ser pior que o governo Bolsonaro. O conluio que permitiu a chegada de Bolsonaro ao poder, segue blindando-o, e fazendo o país sangrar, com inflação descontrolada, alta taxa de desemprego, aumentos constantes da gasolina, desmatamento crescente na Amazônia, vexames do ex-capitão nas grandes cúpulas internacionais. Um Poder Legislativo controlado pelo fisiologismo do Centrão, e um Judiciário pusilânime, estão permitindo que Bolsonaro siga destruindo o país. Dar-lhe a chance de concorrer novamente, é um crime lesa-pátria. O impeachment de Bolsonaro é a única saída no sentido de que se possa obter uma perspectiva de futuro para o Brasil.
domingo, 31 de outubro de 2021
Turista
Depois da surpreendente goleada sobre o Flamengo, o Inter melhorou seu desempenho no Campeonato Brasileiro, e subiu na classificaçào. Porém, os limites de qualidade do grupo não permitiram uma campanha mais consistente, e o Inter não engrena no Brasileirão. Toda vez que avista a possibilidade de chegar mais próximo de uma classificação direta para a Libertadores, o Inter tropeça. Hoje, o Inter perdeu por 1 x 0 para o São Paulo, no Morumbi, com um gol sofrido logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O São Paulo não chegou a ter um grande desempenho, mas o Inter também nào ofereceu grande resistência. Pelo seu comportamento ao longo do campeonato, o Inter pode ser definido como um turista na competição.
Pesadelo
O sofrimento do torcedor gremista parece nào ter fim. Hoje, o Grêmio perdeu por 3 x 1, de virada, para o Palmeiras, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, e tornou sua fuga do rebaixamento cada vez mais difícil, um pesadelo. Dessa vez, a história prometia ser diferente. O Grêmio começou bem, e abriu o placar em grande jogada de Douglas Costa, concluída por Diego Souza. O domínio seguia sendo do Grêmio até o final do primeiro tempo, quando Thiago Santos fez um pênalti infantil sobre Marcos Rocha, o que resultou no empate do Palmeiras. Pouco depois, o Palmeiras virou o jogo. No segundo tempo, pressionado pelo resultado, o Grêmio partiu para o ataque, mas não conseguia criar chances claras de gol. Aos 40 minutos, Elias marcou um gol que poderia mudar o rumo do jogo, mas ele foi anulado por um impedimento milimétrico. Sem a validação do seu gol, e com o jogo caminhando para o final, o Grêmio ainda sofreu mais um. A situação do Grêmio tornou-se dramática, em termos de rebaixamento. Adversários diretos venceram na rodada, distanciando-se do Grémio. A queda para a Segunda Divisão parece cada vez mais próxima.
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