terça-feira, 17 de novembro de 2020

Vitória tranquila

Foi melhor do que se esperava. Num jogo que se projetava como difícil, a Seleção Brasileira venceu o Uruguai por 2 x 0, no Centenário, pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2022, no Catar,com gols marcados ainda no primeiro tempo. Sem fazer uma atuação brilhante, a Seleção teve uma vitória tranquila, e ganhou com naturalidade, sem sofrer maiores ameaças. A verdade é que, mesmo sem jogar um futebol brilhante, a Seleção sobra em relação aos seus adversários sul-americanos. Na edição anterior das Eliminatórias, para a Copa de 2018, a Seleção, depois de uma má campanha com o técnico Dunga, deslanchou após sua substituição por Tite. De lá para cá, segue se impondo sobre as demais seleções sul-americanas. O problema é o enfrentamento com seleções europeias, que, praticamente ficou inviabilizado pelo calendário do Velho Continente, desde a última Copa. A Seleção corre o risco de chegar no Catar sem parâmetro no enfrentamento com os europeus. Em 2018, isso já lhe custou caro.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

A boa notícia das eleições

Se apresentaram como fator negativo a vitória de candidatos "centristas" e velhos caciques da política, as eleições.municipais realizadas ontem também tiveram fatos positivos para serem destacados. A boa notícia das eleições que mais se sobressai é o fracasso rotundo do.presidente Jair Bolsonaro como cabo eleitoral. A maioria dos candidatos apoiados pelo ex-capitão foi rejeitada nas urnas. Ao saber disso, Bolsonaro tratou de apagar suas postagens de apoio aos candidatos fracassados. A força do bolsonarismo se esvaiu em apenas dois anos. Se a esquerda ainda encontra resistências de uma parte dos eleitores, a popularidade de Bolsonaro está derretendo. Há, portanto, um vácuo que, nesse momento, está, indesejavelmente, sendo ocupado por políticos do chamado "centrão", de tão triste práticas. O caminho para uma vitória da esquerda em 2022 é árduo, mas existe. O processo de conquista do eleitor tem de começar o quanto antes. Não há tempo a perder.

domingo, 15 de novembro de 2020

Voto insensato

O eleitorado brasileiro confirmou, mais uma vez, sua triste tendência para o conservadorismo. A lição sobre o desatino que foi a eleição do insano Jair Bolsonaro para presidente, pelo visto, não foi aprendida pelos eleitores nos pleitos municipais realizados hoje. Se é verdade que os candidatos apoiados por Bolsonaro, em geral, fracassaram, evidenciando a perda de popularidade do ex-capitão, a preferência dos eleitores, na maioria dos casos, foi por nomes de uma direita mais "suave" ou, até mesmo, de centro. A esquerda, no entanto, foi pouco votada. Foi o que se pode definir como um voto insensato. Num país de enorme crise econômica, vivendo a omissão do governo federal no enfrentamento à pandemia de coronavírus, com direitos trabalhistas sendo surrupiados, a Previdência Social sendo desmontada, o povo escolhe eleger seus algozes, e recusa a mudança que só os candidatos de esquerda poderiam promover. Como bem conceituou o célebre escritor Lima Barreto, o Brasil não tem povo, apenas público. Sem dúvida, pois um povo luta por seus direitos, enquanto o público assiste passivamente à destruição dos mesmos.

sábado, 14 de novembro de 2020

Ladeira abaixo

Desde a saída abrupta do técnico Eduardo Coudet, prenunciavam-se tempos difíceis para o Inter. O rendimento do Inter, mesmo com Coudet, já vinha caindo, tanto que, no último jogo do técnico, apenas empatou em 2 x 2 com o Coritiba, em pleno Beira-Rio. Três dias depois, novamente em casa, na estreia de seu novo técnico, Abel Braga, o Inter perdeu para o América Mineiro, pela Copa do Brasil, e se complicou na competição. Hoje, na Vila Belmiro, o Inter perdeu para o Santos por 2 x 0, pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma derrota constrangedora, pois o Santos estava desmontado pelo grande número de jogadores com coronavírus, tendo de escalar vários garotos. Nos minutos iniciais do segundo tempo, o Inter parecia ter se encontrado no jogo, e deu esperança de poder vencer a partida. Porém, esse bom momento não teve efeito prático, e ao sofrer um gol, o Inter não encontrou forças para reagir. Em queda técnica, e visivelmente abalado pela saída de Coudet, o Inter parece estar indo ladeira abaixo.

Decolou

O campeão voltou. Os torcedores do Grêmio certamente gritariam essa frase, hoje, na Arena, caso pudessem entrar no estádio. O Grêmio venceu o Ceará por 4 x 2, e jogou um futebol como nos melhores tempos sob orientação do técnico Renato. Como o próprio Renato vivia dizendo que aconteceria, o Grêmio "decolou". Conforme o técnico, as duas últimas atuações do Grêmio no Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, no Maracanã e, diante do Ceará, foram as melhores do ano. No jogo de hoje, a atuação do Grêmio só não foi irreparável devido aos erros defensivos que proporcionaram dois gols para o adversário. Afora isso, foi uma atuação brilhante. A maior posse de bola, os toques envolventes, tudo fez lembrar o Grêmio dos títulos da Copa do Brasil de 2016 e Libertadores de 2017. Agora, já são quatro vitórias consecutivas do Grêmio no Brasileirão, e uma perspectiva de poder disputar o título da competição. As promessas do técnico do Grêmio, pelo visto, não eram bravatas. A decolagem do Grêmio virou realidade.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Futebol burocrático

A Seleção Brasileira continua sem conseguir satisfazer o menos exigente dos torcedores. Hoje, no Morumbi, a Seleção venceu a Venezuela, pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, mas sua atuação deixou muito a desejar, apresentando um futebol burocrático. A equipe careceu de criatividade e ousadia. Diante de um adversário modesto, não fez gols no primeiro tempo. No segundo, marcou apenas um, o que foi suficiente para lhe dar a vitória, mas gera preocupação na projeção de suas possibilidades contra oponentes mais fortes. Na partida contra o Uruguai, fora de casa, na terça-feira, a Seleção terá de jogar muito mais para poder ganhar. A verdade é que, sob a orientação do técnico Tite, a Seleção não entusiasma ninguém. Dessa forma, a perda do encanto pelo que já foi um dos maiores orgulhos do país só se acentua.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Os excessos verbais de Bolsonaro

Depois de um período em que ficou, relativamente, contido, o presidente Jair Bolsonaro voltou a disparar a sua metralhadora de boçalidades. O ex-capitão, entre outras "perolas", saudou a suspensão do desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, e chamou de maricas os brasileiros que "exageram" as consequências da pandemia, pois todos vão morrer um dia. As declarações de Bolsonaro são, rotineiramente, grosseiras, vulgares, chulas, e desrespeitosas. Elas são o retrato fiel de quem as profere, um ser abjeto, truculento, estúpido, de baixa instrução e sem cultura. Muitos argumentam que as declarações disparatadas de Bolsonaro são uma tática diversionista para tirar o foco dos fracassos de seu governo, e das acusações que pesam contra seus filhos. Não importa. O país não pode aceitar passivamente os excessos verbais de Bolsonaro, nem tolerar o fato de ser governado por um tresloucado. Há fatos suficientes para embasar o seu impeachment, tanto que dezenas de pedidos nesse sentido estão sobre a mesa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ). Em vez de soltar notas de repúdio às declarações de Bolsonaro, Rodrigo Maia deveria dar andamento a pelo menos um de tantos pedidos. Notas de repúdio são mero exercício para marcar posição. O Brasil precisa de medidas práticas para se livrar de Bolsonaro.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Começo preocupante

O primeiro jogo do Inter na volta do técnico Abel Braga ao clube não foi nada bom. Hoje, no Beira-Rio, o Inter perdeu por 1 x 0 para o América Mineiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil,com uma péssima atuação. O gol do América aconteceu logo aos 12 minutos do primeiro tempo, e o Inter não conseguiu reagir. Chamou a atenção a apatia do Inter, que jogou a partida inteira sem vibração. Abel manteve a escalação que vinha sendo usada pelo técnico anterior, Eduardo Coudet, mas isso de nada valeu. As trocas feitas por Abel durante o jogo não melhoraram em nada a atuação do Inter. O resultado deixa a classificação do América para as semifinais como uma grande possibilidade. Para o Inter, o retorno de Abel teve um começo preocupante.

Classificação encaminhada

Em confrontos eliminatórios, vencer o primeiro jogo quando ele é fora de casa facilita muito. O Grêmio deixou sua classificação encaminhada para as semifinais da Copa do Brasil, hoje, ao vencer o Cuiabá por 2 x 1, na Arena Pantanal. O jogo começou com o Grêmio dominando totalmente o Cuiabá, e abrindo o placar logo aos oito minutos. O gol marcado cedo pareceu ter arrefecido o Grêmio, que diminuiu seu ritmo e permitiu o empate do adversário aos 19 minutos. Aos 43, de pênalti, o Grêmio fez seu segundo gol, determinando o resultado final. No segundo tempo, o Cuiabá pressionou fortemente o Grêmio, mas não conseguiu marcar gols. A atuação do Grêmio contra um adversário modesto e muito desfalcado esteve longe de entusiasmar, mas a vitória praticamente o classifica para as semifinais. Porém, se confirmar essa tendência, o Grêmio terá de jogar muito mais do que fez hoje, se quiser ter chances contra o vencedor do confronto Flamengo x São Paulo, seja ele quem for.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Apostas diferentes

Se as saídas dos técnicos Eduardo Coudet e Domenec Torrent, de Inter e Flamengo, respectivamente, obedeceu a roteiros diferentes, pois o primeiro pediu demissão e o segundo foi dispensado, seus substitutos também foram definidos de formas diversas. Os dois clubes fizeram apostas diferentes. A do Inter foi em um velho conhecido, Abel Braga, técnico que trabalhará no clube pela sétima vez. O Flamengo buscou um nome emergente, Rogério Ceni, talvez a maior promessa de um grande técnico entre os brasileiros. Ceni terá sua prova de fogo. Bem sucedido no Fortaleza, fracassou em dois gigantes do futebol brasileiro, São Paulo e Cruzeiro. Receberá um Flamengo que tem o melhor grupo de jogadores do país, e o favoritismo em todas as competições que disputa. No Inter, o Abel que chega fez seu último trabalho de destaque no próprio clube, em 2014, quando foi terceiro colocado no Campeonato Brasileiro. De lá para cá, somou vários trabalhos ruins, e estava desempregado desde março. Chega num Inter que é lider isolado do Brasileirão, e continua na Libertadores e Copa do Brasil. Terá uma enorme chance de provar que não é um técnico superado. Ceni e Abel são duas tentativas de solução diferentes. Em princípio, Ceni tem mais perspectivas de êxito. Porém, no futebol, não há verdades definitivas, e o espaço para o imponderável, quase inexistente em outros esportes, é muito grande.