quarta-feira, 18 de março de 2020
A triste situação de Manga
Depois de anos residindo no Equador, o ex-goleiro Manga, de 82 anos, está de volta ao Brasil. Porém, Manga não vive um bom momento, e precisa de auxílio. Depois de uma carreira longa e vitoriosa, tendo conquistado títulos importantes e até disputado a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, Manga está sem dinheiro. A triste situação de Manga despertou a solidariedade de torcedores e dos clubes onde jogou. Manga deverá ir morar, junto com sua mulher, no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro. A instituição é presidida pelo ator Stepan Nercessian, torcedor do Botafogo, clube onde o ex-goleiro foi ídolo. A casa em que Manga e sua mulher irão morar, no entanto, precisará ser reformada, e também necessitará de móveis. Para essas finalidades, já há até uma conta bancária para arrecadar recursos de quem se disponha a ajudar. Manga é mais um entre tantos grandes nomes no futebol que são vitimados pela imprevidência. Ganhou muito dinheiro, mas desperdiçou. Seu gosto pelo jogo de cartas era por demais conhecido. Como todos que se entregam às suas paixões de modo irrefreável, Manga está pagando o preço justamente na fase da vida em que se é mais frágil e dependente de recursos.
terça-feira, 17 de março de 2020
Calamidade Pública
A situação da pandemia de coronavírus no Brasil é bem mais grave do que se supunha inicialmente. A prova disso é que o governo federal enviou, hoje, ao Congresso Nacional o pedido de reconhecimento do estado de calamidade pública. Uma vez estabelecido, o estado de calamidade pública permitirá que os limites de gastos que são impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal sejam alargados, o que é essencial num momento tão grave e excepcional como o que está sendo enfrentado agora. O curioso é que isso ocorre paralelamente às declarações absurdas do presidente Jair Bolsonaro de que o coronavírus não é um problema tão grave assim. Por sinal, por tudo que tem dito e feito num momento como esse, Bolsonaro deveria sofrer um processo de impeachment. Seu despreparo para o exercício do cargo, que já era evidente, tornou-,se escancarado. O país enfrenta um drama de saúde pública de grandes proporções. Ter de superar essa situação com um presidente incapaz e mentalmente perturbado torna tudo mais difícil.
segunda-feira, 16 de março de 2020
Tirando vantagem da pandemia
A pandemia de coronavírus é um problema de saúde pública mundial, e a única preocupação dos governantes deveria ser a de salvar vidas. Deveria, mas não é. Os capitalistas não admitem sofrer prejuízos e, quando isso ocorre, querem dinheiro e benefícios fiscais concedidos pelos governos para poderem se recuperar. No caso em questão, os tubarões do capitalismo estão tirando vantagem da pandemia. O execrável ministro da Economia, Paulo Guedes, vai injetar bilhões de reais para socorrer as empresas dos prejuízos que tiverem em função do coronavírus. Não bastasse isso, Guedes cobra do Congresso a privatização da Eletrobrás, ou seja, em vez de concentrar-se numa situação de natureza excepcional, Guedes quer fazer uso dela como cortina de fumaça para poder aprovar suas medidas neoliberais. Num momento como esse, todas as ações devem estar concentradas no combate à pandemia. Pautas políticas podem, e devem, ser postergadas. A hora é de preservar vidas, não de favorecer a agenda privatista de Guedes.
domingo, 15 de março de 2020
Goleada
Sem justificativa para que poupasse jogadores, o Inter escalou um time de reservas, com exceção de Edenilson, para a partida contra o São José, hoje, no Passo da Areia, pelo Campeonato Gaúcho. Ainda assim, o Inter teve imensa facilidade para ganhar o jogo, e goleou por 4 x 1. No início do jogo, o Inter parecia estranhar o gramado sintético, mas após abrir o placar, com um gol de falta de Edenilson, a goleada veio ao natural. Nonato, com dois gols marcados, foi o destaque do jogo. O São José, depois da saída do técnico Rafael Jacques, de muito bom trabalho no clube, ainda não se reencontrou.
Virada
Sem que houvesse razão para isso, o Grêmio escalou um time misto para o jogo contra o São Luiz, hoje, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho. Apenas quato titulares foram escalados, Vanderlei, Kannemann, Matheus Henrique e Everton. Não havia motivo para poupar jogadores, pois os jogos pela Libertadores no meio da próxima semana já tinham sido cancelados em função da pandemia de coronavírus. O Grêmio venceu o São Luiz, lanterna do Campeonato Gaúcho, por 3 x 2, de virada, mas sua atuação foi preocupante. Com 32 segundos de jogo, o São Luiz abriu o placar, e aos 18 minutos ampliou. A atuação do Grêmio era muito ruim, e seu técnico, Renato, fez uma substituição logo aos 20 minutos do primeiro tempo, retirou Orejuela e colocou Jean Pyerre. O futebol do Grêmio, subitamente, melhorou. Porém, o Grêmio só conseguiu descontar nos acréscimos. No segundo tempo, o Grêmio tomou conta do jogo, e chegou à virada, mas o que se viu na partida deixa muitos motivos para preocupação. Os quatro titulares escalados não jogaram bem. O meio de campo segue frágil na contenção, o que deixa a defesa exposta, e o ataque só melhorou com a entrada de Diego Souza. A verdade é que o Grêmio ainda não engrenou em 2020, e precisa fazer isso o quanto antes, pois material humano para formar um grande time não lhe falta.
sábado, 14 de março de 2020
Dois anos de um crime não solucionado
Hoje, completam-se dois anos do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes. Crime de clara motivação política, o duplo homicídio segue sem elucidação. A grande questão ainda não respondida é a de quem mandou matar Marielle e Anderson. Por seus posicionamentos políticos em defesa dos setores mais frágeis da sociedade, e sua condição de lésbica assumida, Marielle era um alvo óbvio da extrema direita que assumiu o poder no país por meio de um golpe contra uma presidente legitimamente eleita. Decorridos dois anos de um crime não solucionado é evidente que isso se dá porque seu esclarecimento atingiria figuras encasteladas no poder. Os setores conscientes e sadios da sociedade brasileira seguem cobrando a revelação de quem mandou matar Marielle, e não vão se calar antes que ela seja feita. O assassinato de Marielle não é apenas mais um crime como tantos, absurda argumentação de alienados ou simpatizantes enrustidos do bolsonarismo. Contrapor que é preciso esclarecer mortes suspeitas ligadas ao PT é um típico recurso canalha de quem defende, embora muitas vezes não tenha coragem de o fazer abertamente, o governo de bandidos que se instalou no país. Esclarecer o assassinato de Marielle é fundamental, inarredável, indispensável, obrigatório. Só assim se poderá impedir a morte da democracia no Brasil.
sexta-feira, 13 de março de 2020
Coronavírus abala o esporte
A pandemia de coronavírus, como não poderia deixar de ser, está impactando todas as atividades humanas. O esporte não teria como ser exceção. Todas as modalidades esportivas estão sofrendo os efeitos das medidas de contenção da doença. Competições são adiadas ou, até mesmo, canceladas. No futebol, às medidas variam conforme o lugar. Há países que mantém a realização dos jogos dos seus campeonatos, mas com portões fechados. A maioria, no entanto, optou por paralisar, temporariamente, as disputas. No Brasil, as resoluções também variam conforme os estados. Na Fórmula-1, o GP da Austrália, que abriria o campeonato de 2020, foi cancelado, e mais duas corridas, a do Bahrein e a do Vietnam, tiveram sua realização adiada. A Maratona de Boston, uma das mais tradicionais do mundo, foi suspensa. A NBA parou. A maioria dos esportes olímpicos teve interrompidas as competições que definiriam às classificações para as Olimpíadas. O coronavírus abala o esporte, causando transtornos aos torcedores, mas a saúde das pessoas é um valor maior a ser observado. Resta esperar que a propagação da doença diminua rapidamente, e que todas as atividades, não só o esporte, retornem à sua rotina o mais brevemente possível.
quinta-feira, 12 de março de 2020
Gre-Nal intenso
O primeiro Gre-Nal da história da Libertadores foi disputadíssimo. O jogo terminou empatado em 0 x 0, mas não faltaram chances de gol para ambos os lados. Logo aos três minutos, Geromel, de cabeça, quase abriu o placar para o Grêmio. Ainda no primeiro tempo, Boschillia perdeu uma boa chance para o Inter. No segundo tempo, as oportunidades apareceram em maior número. Boschillia e Edenilson, do Inter, chutaram bolas na trave. Jean Pierre e Pepê obrigaram o goleiro do Inter, Marcelo Lomba, a fazer duas grandes defesas, e Luciano perdeu o gol mais feito do jogo. Aos 40 minutos do segundo tempo, uma briga generalizada fez com que quatro jogadores de cada lado, incluindo dois do banco, fossem expulsos. Depois de o jogo ter reiniciado, Geromel, num chute forte, de fora da área, fez Marcelo Lomba realizar uma grande defesa. Lucas Silva também chutou uma bola que foi espalmada por Marcelo Lomba e ainda bateu no travessão. O Grêmio teve maior número de oportunidades e deu muito trabalho para Marcelo Lomba. O Inter teve boas chances de marcar, mas o goleiro do Grêmio, Vanderlei, não foi tão exigido. Ainda assim, o empate não foi injusto, pois o que se viu no jogo foi um Gre-Nal intenso, com ambos os lados buscando a vitória. Destaque para o público de mais de 53 mil pessoas, o sexto maior da Arena até hoje.
quarta-feira, 11 de março de 2020
Pandemia
A Organização Mundial de Saúde classificou, hoje, a infestação pelo coronavírus como pandemia. A onda que se espalha pelo mundo já está interferindo, por exemplo, em grandes competições esportivas. A Champions League está realizando alguns jogos com portões fechados. A mesma medida já foi adotada em alguns campeonatos de países da Europa. No Campeonato Italiano, a resolução foi mais radical, e a competição está, temporariamente suspensa. As duas primeiras rodadas das Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2022 não irão ocorrer nas datas marcadas, e ainda não há definição de quando serão realizadas. O coronavírus também afetou outros esportes. A Fórmula E teve o seu campeonato suspenso, e o mesmo ocorreu com a NBA. Porém, mesmo com tais atitudes, e a classificação como pandemia, não há motivo para pânico. A letalidade do novo vírus é baixa. O que está acontecendo na Itália, com grande número de mortes, é uma exceção. Os efeitos da pandemia deverão ser intensos na economia, com quedas nas bolsas de valores e baixo crescimento. No entanto, também esse efeito deverá ser temporário. Se tratada adequadamente, a doença é facilmente curável. Há que se ter prudência diante da pandemia, mas sem entrar em pânico.
terça-feira, 10 de março de 2020
A morte de um jornal
Recebi, com grande tristeza, a notícia de que o jornal "Agora", de minha terra natal, Rio Grande (RS), circulou, hoje, pela última vez. A morte de um jornal deve sempre ser lamentada. Entre os principais meios de comunicação, o jornal impresso é o mais antigo. Surgiu muito antes que os avanços tecnológicos permitissem o aparecimento do rádio e da televisão. No Brasil, por exemplo, o rádio ainda não completou o seu centenário , e a televisão, em 2020, atingirá os 70 anos. Os jornais impressos, no entanto, já existiam, ainda que de forma precária, com baixas tiragens, e num país onde as taxas de analfabetismo eram altíssimas. Com o tempo, os jornais se modernizaram, a sociedade ampliou seus horizontes, e a imprensa escrita consolidou o seu papel. Em relação ao jornal "Agora", testemunhei, quando adolescente, a sua fundação. Lembro que, em seus primeiros números, trazia informações sobre os planos ambiciosos do Sport Club Rio Grande, o mais antigo do Brasil. O clube havia vendido o seu estádio e adquirido um terreno onde pretendia erguer um novo e bem maior, cercado de outras obras e comodidades. Com o tempo, infelizmente, tais planos ficaram apenas na intenção e, atualmente, o Rio Grande vive uma realidade modesta, disputando a Terceira Divisão estadual. O "Agora", ao contrário, foi consolidando-se na comunidade riograndina, aumentando sua qualidade de impressão e apresentação, incluindo a versão on line. Seu futuro parecia garantido, até por já estar com 45 anos de existência. Porém, as condições estruturais e econômicas do país acabam por causar mais uma vítima. Uma cidade como Rio Grande, de enorme expressão histórica e relevância econômica, não pode prescindir da existência de um jornal impresso. O desaparecimento do jornal "Agora", de tão marcante trajetória, deixa uma lacuna imensa na sociedade riograndina e na imprensa estadual.
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