segunda-feira, 8 de julho de 2019

Os cinco anos dos 7 x 1

Hoje, dia posterior a conquista da Copa América, a pior derrota da Seleção Brasileira faz mais um aniversário. Os cinco anos dos 7 x 1 para a Alemanha, pelas semifinais da Copa do Mundo de 2014, reavivam a dor e a estupefação de milhões de brasileiros diante de um resultado tão humilhante. Durante aquela Copa, a Seleção não vinha jogando bem, e ia avançando aos trancos e barrancos. Afora isso, Neymar sofreu uma grave lesão no jogo contra a Colômbia, e ficou fora do restante da competição. Porém, mesmo assim, ninguém poderia imaginar tamanho desastre. O técnico da Seleção na época, Felipão,  contribuiu decisivamente para a hecatombe, ao escalar Dante para suprir a ausência de Thiago Silva, e Bernard no lugar de Neymar. Muito inferiores aos titulares, eles tiveram desempenhos comprometedores. Essa marca negativa nunca se apagará, por mais que o tempo transcorra.  A Seleção mais vitoriosa do mundo também carrega consigo o maior vexame da história das Copas do Mundo. 

Previsão confirmada

A Seleção Brasileira é, novamente, campeã da Copa América, título que não ganhava desde 2007. A conquista veio com a vitória por 3 x 1 sobre o Peru, ontem, no Maracanã, o que foi uma previsão confirmada. Sim, porque ninguém cogitava outro resultado que não fosse a vitória da Seleção, diante de um adversário ao qual já havia goleado na competição. Com o Maracanã lotado, a Seleção abriu o placar cedo, sofreu o empate, de pênalti, no final do primeiro tempo, mas desempatou pouco depois. No segundo tempo, a Seleção caiu um pouco de rendimento, gerando uma certa apreensão, que aumentou com a expulsão de Gabriel Jesus. Um pênalti, no final do jogo, trouxe a garantia do título. Os grandes destaques da Seleção foram Everton, que marcou o primeiro gol e sofreu o pênalti decisivo, e Gabriel Jesus, cuja expulsão foi injusta. O título da Copa América foi, praticamente, o cumprimento de uma obrigação, mas ainda assim, deverá fortalecer o trabalho do técnico Tite. 

sábado, 6 de julho de 2019

João Gilberto

O Brasil perdeu, hoje, um ícone da sua música. João Gilberto está no panteão dos maiores talentos que a música brasileira teve, em todos os tempos. Seu estilo único de cantar, com uma voz sussurrante, foi um divisor de águas num país acostumado aos vozeirões. Foi um dos baluartes da Bossa Nova, e uma referência para outros grandes nomes da música brasileira que surgiram depois. Suas interpretações de músicas como "Chega de Saudade" e "Wave", são antológicas, definitivas. As novas gerações talvez saibam pouco sobre João Gilberto, culpa de um país que não reverencia devidamente os seus grandes valores. Exigente e perfeccionista na sua arte, João Gilberto era excêntrico e recluso na vida pessoal. Seu enorme talento e seu estilo singular lhe garantiram um espaço único no cenário musical brasileiro. Uma figura ímpar, que não terá sucessores.

O que era para ser frio ficou quente

As decisões de terceiro lugar não são bem vistas no futebol. Há quem defenda que elas deveriam acabar. Os que pensam assim argumentam que são jogos sem motivação e, portanto, desinteressantes. Não foi, no entanto, o que se viu na decisão do terceiro lugar da Copa América, entre Argentina e Chile, hoje, no Itaquerão. Argentina e Chile jogaram com os seus titulares, e a partida foi disputada com intensidade e lances ríspidos. O que era para ser frio ficou quente. A Argentina abriu o placar cedo, numa cobrança irregular de falta de Messi, que a fez com bola rolando, lançando-a para Aguero marcar. O fato irritou a equipe chilena, tornando o jogo ainda mais tenso. Pouco depois, a Argentina fez o seu segundo gol, mas nem isso fez o jogo ficar mais tranquilo. Uma confusão na linha de fundo entre Messi e Medel resultou na expulsão dos dois jogadores, acirrando ainda mais os ânimos. Porém, tecnicamente, a Argentina foi superior, e o Chile conseguiu, apenas, descontar o placar, no segundo tempo, mas sem impedir a derrota. O jogo superou as expectativas, e também teve um público muito bom. Para uma decisão de terceiro lugar, foi melhor que a encomenda.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

As iniquidades de Bolsonaro

O presidente energúmeno Jair Bolsonaro age permanentemente para reforçar essa condição. A cada vez que se pronuncia, Bolsonaro choca qualquer pessoa minimamente civilizada. Suas declarações espantam pela falta de racionalidade do que diz. Bolsonaro oscila entre os terrenos da burrice extrema e da crueldade absoluta. A incapacidade instrucional e cultural de Bolsonaro é espantosa, pois não consegue estruturar frases minimamente articuladas. Seu raciocínio é tortuoso. As iniquidades de Bolsonaro parecem não ter fim. Sua mais recente declaração abominável foi em defesa do trabalho infantil. Segundo Bolsonaro, o trabalho dignifica o homem e a mulher, independentemente da idade. O ex-capitão disse ter trabalhado em uma plantação de milho aos oito ou nove anos de idade, o que, argumentou, não lhe trouxe nenhum prejuízo. Acrescentou, no entanto, que não irá enviar nenhum projeto de descriminalização do trabalho infantil, porque, se o fizesse, seria massacrado. Afora os fanatizados que aceitam tudo o que Bolsonaro diz, e os canalhas que o defendem na imprensa, ninguém pode concordar com suas falas repulsivas.  A cada dia, torna-se mais espantoso que tantos eleitores tenham escolhido para presidente uma pessoa tão desprezível.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

A possível saída de Tite

Uma especulação sacudiu o Brasil, hoje. O técnico da Seleção Brasileira, Tite, poderia deixar o cargo, mesmo se ganhar a Copa América. Tite teria recebido uma grande proposta do futebol chinês, o que poderia fazer com que pedisse demissão. No caso de uma derrota  da Seleção, Tite, provavelmente seria demitido. A possível saída de Tite abriria uma outra questão, que seria a definição de seu substituto. Não há, hoje, no país, um candidato natural ao cargo. Renato, técnico do Grêmio, parece ter a preferência dos torcedores, mas não é um nome tão afirmado quanto o próprio Tite quando foi contratado. O Brasil não dispõe, atualmente, de um conjunto de grandes técnicos que surjam como candidatos naturais para treinar a Seleção. Por esse motivo, muitos defendem que a Seleção tenha um técnico estrangeiro. Porém, essa não é uma possibilidade levada em conta pelos dirigentes da CBF. Particularmente, acho que a Seleção deve ser treinada por técnicos brasileiros.  A Seleção Brasileira é a maior de todas, a única que disputou todas as Copas do Mundo, e a que mais vezes ganhou a competição. Construiu essa trajetória com técnicos brasileiros. Não há porque alterar essa conduta.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Peru surpreendeu de novo

O Peru não se limitou a eliminar o Uruguai da Copa América, nas quartas de final. Hoje, pelas semifinais, na Arena, goleou o Chile por 3 x 0, e se classificou para a decisão da competição, contra a Seleção Brasileira, domingo, no Maracanã. Ninguém esperava que o Peru pudesse chegar na decisão depois de ter sido goleado pela Seleção por 5 x 0, com a equipe brasileira ainda tendo desperdiçado um pênalti que poderia resultar no sexto gol. Dessa forma, o Peru surpreendeu de novo, e vai como franco atirador para uma decisão em que toda a responsabilidade pesa sobre os ombros da Seleção. Hoje, o Peru fez uma partida irrepreensível, envolvendo o Chile, que era o grande favorito por ser o atual bicampeão da Copa América e possuir jogadores como Arturo Vidal, Vargas, Alexi Sanches e Aranguiz. O favoritismo da Seleção é amplo, no jogo de domingo, mas a decisão não está ganha antecipadamente, pois o Peru já demonstrou que se sai muito bem no papel de azarão.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Vitória merecida

A Seleção Brasileira não jogou uma grande partida, mas ganhou da Argentina. Venceu por 2 x 0, hoje, no Mineirão, uma vitória merecida, que teve em Daniel Alves e Gabriel Jesus os seus grandes expoentes. Provavelmente, ambos fizeram os seus melhores jogos com a camisa da Seleção. Porém, nem todos na Seleção jogaram bem. Philippe Coutinho, mais uma vez, não justificou o porquê de sua titularidade absoluta. Arthur ainda não reproduziu na Seleção o futebol que apresenta nos clubes. Roberto Firmino fez apenas o segundo gol, em que só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes depois de uma jogada excepcional de Gabriel Jesus. Everton esteve muito apagado. Ainda que a Argentina tenha chutado duas bolas na trave, a vitória da Seleção Brasileira nunca esteve ameaçada. Afora empenho e combatividade, a Argentina pouco mostrou. Messi, novamente, teve uma atuação discreta. Depois de vencer a sua maior rival, a Seleção classificou-se para a decisão da Copa América como a grande favorita, seja quem for o adversário, que será definido, amanhã, no jogo entre Chile e Peru, na Arena.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Lobo em pele de cordeiro

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) aplicou um estelionato eleitoral nos que nele votaram. Leite prometeu não vender o Banrisul, mas, sob a alegação de que o governo do Estado continuará com o controle acionário, tem negociado fatias da instituição. Outra promessa de Leite foi a de não atrasar o pagamento do funcionalismo, como fazia o governador anterior, José Ivo Sartori (MDB), mas já a descumpriu. Portanto, Leite é um lobo em pele de cordeiro. A juventude de Leite e sua postura afável seduziram o eleitorado, e o levaram à vitória. Bastaram seis meses no cargo, no entanto, para que Leite mostrasse que não difere em nada de Sartori, que fez um péssimo governo, sacrificando o funcionalismo. Outra medida que demonstra a verdadeira face de Leite, foi a derrubada da exigência de plebiscito para a venda das estatais de energia, o que evidencia seu desprezo pela vontade da população e sua sanha privatista. O eleitor do Rio Grande do Sul se deixa enredar por estratégias de marketing enganosas, que ressaltam falsos atributos de candidatos que estão comprometidos com os interesses dos grandes empresários. O preço pago por isso acaba sendo socialmente desastroso.

domingo, 30 de junho de 2019

A juventude abre caminho na Fórmula 1

Muitos brasileiros deixaram de acompanhar a Fórmula 1 pela ausência de pilotos do país no grid. Porém, ela continua a ser a mais importante categoria do automobilismo mundial. Ocasionalmente, alguns prevêem tempos sombrios para a Fórmula 1, pelo predomínio absoluto de um piloto ou equipe. A categoria, no entanto, sempre se reinventa. Em apenas uma semana, a ideia de que a Fórmula 1 caminhava para o marasmo caiu por terra. Depois da vitória tranquila de Lewis Hamilton no Grande Prêmio da França, o público viu, hoje, uma corrida como nos velhos tempos, com emoção e ultrapassagens arrojadas. A juventude abre caminho na Fórmula 1, garantindo o futuro da categoria. Max Verstappen e Charles Leclerc, jovens e talentosos, brilharam no Grande Prêmio da Áustria, resgatando a emoção na Fórmula 1. Leclerc largou na pole position. Verstappen estava em segundo lugar no grid, mas fez uma largada ruim e caiu para sétimo. Piloto conhecido por sua ousadia, Verstappen fez uma corrida de recuperação, foi ganhando posições. Faltando duas voltas para o final, Verstappen ultrapassou Leclerc, após uma disputa emocionante, e venceu a prova. Verstappen e Leclerc são o futuro da Fórmula 1. Um futuro de disputas acirradas. Sem marasmo.