domingo, 23 de setembro de 2018
Sócio do apito amigo
Não há jogo em que o Inter não receba um benefício da arbitragem. Os erros de arbitragem em seu favor se sucedem. Contra o Cruzeiro, um gol legítimo do adversário foi anulado. No jogo com a Chapecoense, o pênalti desperdiçado por Leandro Damião não existiu. Hoje, no empate em 1 x 1 com o Corinthians, no Itaquerão, o gol do Inter foi marcado em flagrante impedimento. O Inter é sócio do apito amigo, nenhum outro clube é tão beneficiado por equívocos de arbitragem. Porém, mesmo com tanto auxílio, o Inter já caiu para o terceiro lugar na classificação. Na reta final da competição, o Inter parece ter chegado ao seu limite técnico.
Na rota do título
Para alguns, a derrota do Grêmio no Gre-Nal o havia retirado da disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Para o desconsolo desses analistas, o Grêmio obteve duas vitórias consecutivas após o Gre-Nal, e já está apenas quatro pontos atrás do líder, que é o São Paulo. Portanto, o Grêmio continua na rota do título do Brasileirão. Embora esteja em quinto lugar na classificação, o Grêmio está embolado com os quatro primeiros colocados. Hoje, na Arena, o Grêmio venceu o Ceará por 3 x 2, num jogo emocionante em que esteve duas vezes atrás no placar. A ausência de Everton no jogo contra o Palmeiras, no Allianz Parque, poderá ser decisiva e comprometedora para os interesses do Grêmio, mas o fato é que o título é possível, e não há porque jogar a toalha. No jogo de hoje, o Grêmio, mesmo apresentando defeitos que lhe fizeram sofrer dois gols, mostrou capacidade de reação e soube vencer a partida. O Grêmio é obstinado, não desiste facilmente.
sábado, 22 de setembro de 2018
Duas faces de uma mesma moeda
Se os dados da última pesquisa do Ibope para a eleição de governador do Rio Grande do Sul estiverem corretos, uma situação inédita está por acontecer. Pela primeira vez, desde que foi instituído o segundo turno nas eleições, ele seria disputado por dois candidatos do mesmo campo ideológico, no caso, o da direita. A pesquisa aponta, em primeiro lugar, o governador José Ivo Sartori (MDB), candidato à reeleição, e, em segundo, Eduardo Leite (PSDB). Ambos são duas faces de uma mesma moeda. Defendem a diminuição do tamanho do Estado, a venda de patrimônio público por meio de privatizações, que o governo não "atrapalhe" quem quer "empreender". Seguem a mesma cartilha com ideias que só geram mais desemprego, aumentando o já intolerável fosso social. No que tange à liderança de Sartori, trata-se de algo incompreensível. Sartori é, sem nenhuma dúvida, o pior governador do Rio Grande do Sul em todos os tempos. Atrasou o salário do funcionalismo durante todo o seu governo, extinguiu fundações de grande importância para o Estado, administrou para os poderosos e virou as costas para os mais necessitados. A possibilidade de que seja reeleito só pode ser explicada por um surto de insanidade coletiva. O segundo colocado na pesquisa, Eduardo Leite, é o típico caso de tentar levar o eleitor a comprar gato por lebre. Leite é jovem e tem cara de bom moço, o que impressiona eleitores mais desavisados. Por trás de sua aparência confiável, no entanto, está a mesma sanha neoliberal carregada de demofobia seguida por Sartori. Dois candidatos de direita no segundo turno seria uma tragédia para o futuro do Rio Grande do Sul. Ainda dá tempo para o eleitor cair em si, e evitar esse desfecho desastroso.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
A inexplicável convocação de Everton
O técnico da Seleção Brasileira, Tite, anunciou hoje mãos uma convocação, dessa vez para amistosos contra Arábia Saudita e Argentina. A lista apresenta a manutenção de jogadores da chamada anterior, a volta de alguns que haviam ficado de fora, e algumas novidades incompreensíveis, mas nada foi pior do que a inexplicável convocação de Everton, do Grêmio. Melhor jogador em atividade no Brasil, Everton ficará de fora do jogo contra o Palmeiras, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro, em que o clube paulista e o Grêmio poderão estar disputando as primeiras posições da competição. Tite já havia causado um enorme prejuízo ao Grêmio quando convocou Everton para dois amistosos inexpressivas da Seleção, contra Estados Unidos e El Salvador. Everton jogou poucos minutos nas duas partidas, e desfalcou o Grêmio contra o Santos, na Vila Belmiro, e o Inter, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. Privado de Everton, o Grêmio só conquistou um ponto nesses dois jogos. A convocação de Everton fica ainda mais injustificável por ter sido ele o único jogador de um clube brasileiro a ser chamado, Dessa vez. Gaúcho que é, Tite conhece muito bem a realidade local. Sendo assim, é inexplicável que retire do Grêmio o seu melhor jogador num Gre-Nal para que ele participe de amistosos irrelevantes, e o faça, novamente, agora. Vários cronistas do centro do país condenaram a convocação de Everton, pelos motivos já expostos aqui. O bom mocismo de Tite dessa vez foi deixado de lado, em detrimento do clube que o lançou para a fama.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
A carta de FHC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem a pretensão, alimentada pela imprensa amiga, de ser um "pai da pátria", uma venerável figura que, do alto dos seus 87 anos, seria um farol para os brasileiros, com seus conselhos e orientações. Dentro dessa linha, lançou uma carta aberta pedindo que haja uma reunião das candidaturas de centro para evitar a polarização dos extremistas na eleição presidencial. A carta de FHC é mais uma tentativa patética do ex-presidente de se atribuir uma importância que não tem no cenário político. Só para recordar, FHC foi o presidente brasileiro que vendeu patrimônio público em troca de moedas podres, criou o instituto da reeleição em proveito próprio, comprando 200 parlamentares, e terminou seu segundo mandato com índices baixíssimos de popularidade. Portanto, o ex-presidente carece de legitimidade para exercer esse papel de grande sábio. Na verdade, a carta é mais um dos artifícios tentados pelas forças conservadoras para evitar a vitória do candidato do PT, Fernando Haddad. Os já referidos baixos índices de popularidade de FHC ao final de seu período como presidente provam que o povo brasileiro já decidiu, há muito tempo, que o seu lugar na história do país deve ser o do mais absoluto esquecimento.
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Vergonha
A atual edição da Libertadores está irremediavelmente manchada. Fatos escandalosos mostram sue a competição está sofrendo influências que afetam a sua lisura. O Santos foi punido por ter utilizado o meiocampista uruguaio Carlos Sanchez em condição irregular, o que foi denunciado pelo Independiente, seu adversário nas oitavas de final. Porém, Pisculicci, do River Plate, e Abila, do Boca Juniors, também jogaram em situação irregular, e nada aconteceu com seus clubes. A alegação da Conmebol é de que ninguém protestou contra a utilização de Pisculicci e Abila no prazo regimental de 24 horas, o que foi feito pelo Independiente em relação a Carlos Sanchez. Esse argumento suscita perguntas fundamentais. Então, quer dizer que uma flagrante irregularidade não será punida se ninguém protestar contra ela? Sabedora da irregularidade, não caberia à própria Conmebol punir os clubes infratores, independentemente de qualquer denúncia? Como foi que o Independiente teve acesso à informação de que o jogador do Santos estava irregular? Como se não bastassem esses acontecimentos altamente suspeitos fora de campo, hoje o escândalo se deu dentro dele. O jogo Boca Juniors 2 x 0 Cruzeiro, válido pelas quartas de final, na Bombonera, teve a influência direta da arbitragem no seu andamento. O Boca Juniors vencia por 1 x 0, mas sofrendo forte pressão do Cruzeiro em busca do empate, quando o árbitro expulsou injustamente o zagueiro Dedé, e, o que é pior, tendo recorrido ao auxílio de vídeo. A expulsão de Dedé foi tão absurda que até a imprensa argentina a repudiou. Uma vergonha. Com um jogador a menos, o Cruzeiro sofreu mais um gol, o que torna a tarefa de buscar uma reversão no segundo jogo, no Mineirão, extremamente difícil. O poder dos clubes argentinos nos bastidores do futebol sul-americano não é uma novidade. Porém, imaginava-se que os fatores extracampo já não se fizessem tão presentes, comparativamente com outros tempos. Ledo engano. O futebol, na América do Sul, continua uma atividade pouco confiável fora dos gramados.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Grande vitória
Foi ainda melhor do que a expectativa. O Grêmio venceu o Atlético Tucumán por 2 x 0, hoje, no Monumental José Fierro, e encaminhou sua classificação para as semifinais da Libertadores. Foi uma grande vitória, com imposição. Depois de um início de jogo preocupante, em que se submeteu à pressão do Tucumán, o Grêmio foi se assentando. Alisson, o melhor jogador em campo, marcou o primeiro gol, e cruzou para Everton fazer o segundo. Os gols foram um em cada tempo, mas o Grêmio teve várias outras chances de ampliar o placar. Como na Libertadores ainda existe o saldo qualificado, a vantagem do Grêmio por ter marcado dois gols fora de casa é muito grande. A classificação para as semifinais está praticamente garantida. Caso seja confirmada, o Grêmio irá enfrentar o vencedor do confronto entre River Plate e Independiente. Não será fácil jogar contra qualquer um dos dois, mas o Grêmio não se assusta com nenhum adversário. O quarto título da Libertadores é uma possibilidade concreta para o Grêmio .
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Derrota
O tabu foi mantido. O Inter continua sem ganhar da Chapecoense na Arena Condá, pelo. Campeonato Brasileiro. Hoje, o Inter perdeu para a Chapecoense por 2 x 1, de virada. O gol marcado pelo Inter foi o único, até agora, contra a Chapecoense, como visitante. Em quatro jogos fora de casa nessa condição, o Inter perdeu todos, sofreu nove gols e fez aoenas um. A derrota de hoje custou ao Inter a liderança do Brasileirão. O líder voltou a ser o São Paulo, com um ponto a mais que o Inter. O temor dos torcedores de que o Inter perdesse pontos para clubes menores depois de ter enfrentado bem os candidatos diretos ao título se mostrou justificado. Confirmando uma tendência firmada ao longo dos anos, o Inter desperdiça pontos preciosos contra os clubes pequenos e médios, o que se reflete no fato de que não é campeão brasileiro há quase quarenta anos. A possibilidade do Inter ganhar o título permanece, mas o mau resultado diante de um adversário da parte de baixo da tabela pode abalar a confiança do grupo.
sábado, 15 de setembro de 2018
115 anos de glórias
São poucas as instituições ou empresas que atingem os 100 anos de existência. Menor, ainda, é o número das que superam largamente essa marca. Hoje, o Grêmio completa 115 anos de fundação. São 115 anos de glórias, com muitos títulos conquistados. O Grêmio possui um título mundial, três da Libertadores, dois do Campeonato Brasileiro, cinco da Copa do Brasil, e 37 do Campeonato Gaúcho. No dia do seu aniversário, o Grêmio venceu o Paraná por 2 x 0, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Depois de um primeiro tempo pouco inspirado, em que não soube superar a retranca do Paraná, o Grêmio se impôs no segundo, e poderia ter vencido por um maior número de gols. Mesmo com o Grêmio jogando com um time inteiramente reserva contra o lanterna da competição, mais de 20 mil pessoas estiveram na Arena, numa prova de que o seu torcedor continua muito mobilizado. Ganhar era questão de tempo, e a vitória veio, ao natural. Foi um presente, ainda que modesto, para a torcida. O Grêmio segue entre os primeiros colocados do Brasileirão, mesmo jogando várias partidas com o time reserva. Na terça-feira, será a vez de jogar pelas quartas de final da Libertadores, contra o Atlético Tucumán (ARG), fora de casa. Outras glórias poderão ser alcançadas pelo Grêmio ainda em 2018, ampliando o seu rol de conquistas. Um clube como o Grêmio não tem limites no seu horizonte.
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Entrevista vergonhosa
Poucas vezes se viu o jornalismo ser tão brutalmente aviltado e descaracterizado como aconteceu, hoje, no Jornal Nacional, da Rede Globo. William Bonner e Renata Vasconcelos realizaram uma entrevista vergonhosa com o candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad. Desde o início, Bonner e Renata adotaram um tom agressivo e inquisitorial contra Haddad, que não se deixou intimidar e enfrentou os carrascos travestidos de jornalistas. O ponto alto da entrevista foi quando Renata interrompeu Haddad grosseira e abruptamente dizendo: "O Bonner já está satisfeito com a sua resposta, candidato", e ouviu dele: "Mas eu não estou". Bonner e Renata, fiéis servidores de seus patrões, tentaram desestabilizar Haddad durante toda a entrevista. Não conseguiram. Fernando Haddad mostrou-se seguro e convincente em suas colocações, mesmo com as constantes interrupções que sofria. A postura de Bonner e Renata foi incompatível com o bom jornalismo. Eles estavam a serviço de interesses pouco nobres, não da democracia.
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