sábado, 7 de janeiro de 2017

Cortes

Realizar cortes de gastos parece ser a única preocupação dos políticos de direita. Em nome da propalada "austeridade", os administradores neoliberais negam a existência de recursos para as mais diversas finalidades. O novo prefeito de Porto Alegre, Nélson Marchezan Júnior, por exemplo, declarou que não há dinheiro para que seja repassada a verba da prefeitura para o Carnaval. Um anúncio desse tipo às vésperas da realização dos desfiles carnavalescos praticamente os inviabiliza. A parcela numerosa de imbecis que apoia esse tipo de atitude haverá de dizer que num país com sérios problemas em áreas essenciais como saúde e segurança não se pode gastar dinheiro público com Carnaval. Esse discurso é falso na sua essência, e extremamente hipócrita. Afinal, a "austeridade" nos gastos, sempre que aplicada, nunca trouxe melhorias nos serviços ofertados à sociedade, pelo contrário, apenas os precarizou. Depois do governador José Ivo Sartori iniciar o processo de destruição do Rio Grande do Sul, agora é Porto Alegre que viverá a mesma situação com Nélson Marchezan Júnior. Há um ditado que expressa que quem corre por gosto não cansa. Os eleitores do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre não irão esquecer disso por um longo tempo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Apelando para os veteranos

O futebol brasileiro segue exportando suas grandes revelações ainda em tenra idade, e apelando para os veteranos quando quer se reforçar. O Palmeiras é um exemplo claro disso. Vendeu Gabriel Jesus, uma revelação fulgurante, de apenas 19 anos, para o Manchester City, e contratou Felipe Melo e Michel Bastos, ambos de 33 anos. O clube já havia adquirido outro veterano, o meia Guerra, de 31 anos, venezuelano que jogava no Nacional de Medellín. No grupo de jogadores do clube paulista já estavam Ze Roberto, de 42 anos, Fernando Prass, de 37, e Alecsandro, de 35. Os demais clubes brasileiros seguem pelo mesmo caminho. O Cruzeiro trouxe Thiago Neves, de 31 anos. O Flamengo contratou Conca, de 33 anos. Todos os jogadores citados são de boa qualidade, e tiveram grandes momentos em suas carreiras, mas dificilmente poderão reproduzir o que já fizeram no mesmo nível, pois a idade cobra o seu preço. Porém, diante da crônica falta de recursos dos clubes brasileiros, essa política de contratações deverá prosseguir por um bom tempo, ainda. Para assistir às revelações, o torcedor brasileiro terá que continuar recorrendo ao aparelho de tevê.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Desacerto benéfico

A divulgação feita hoje pelo Grêmio de que desistiu da contratação do atacante Kayke é o que se pode chamar de um desacerto benéfico. Ele tem 28 anos e marcou poucos gols em sua carreira. Nada indica de que seria um bom reforço para o Grêmio. As divergências contratuais que levaram a não concretização do negócio constituem uma forma transversa de corrigir um equívoco. A lentidão do Grêmio na aquisição de reforços inquieta a sua torcida, mas não se pode contratar sem critério. O time do Grêmio precisa de reforços de qualidade para poder ambicionar a conquista de grandes títulos. Não será com jogadores do porte de Kayke que irá melhorar seu nível técnico.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A morte de uma pioneira

O falecimento da atriz Vida Alves, ocorrido ontem, representa a morte de uma pioneira. Seu nome não é muito conhecido pelas novas gerações, mas ela tem um lugar cativo na história da tevê brasileira. Vida Alves foi a atriz do primeiro beijo em uma novela. Seu par na cena foi Walter Forster, na novela "Sua Vida Me Pertence", da extinta TV Tupi, em 1951. Ela também daria o primeiro beijo em outra mulher, dividindo a a cena com Geórgia Gomide. Numa época marcada pelo conservadorismo e pelo falso moralismo, Vida Alves desafiou tabus. Foi uma das fundadoras da Associação dos Pioneiros e Incentivadores da Televisão Brasileira. Sua última novela foi em 1969. Em meados dos anos 70, aposentou-se, mas seguiu sempre ligada à preservação da memória da televisão brasileira. Merece ser lembrada por sua contribuição a uma das grandes paixões do país, a novela de tevê.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O começo de um desafio

Com a posse, hoje, de seu novo presidente, Marcelo Medeiros, o Inter prepara-se para o começo de um desafio. Afinal, pela primeira vez em sua história, o clube irá disputar o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Para um clube que se autoproclama como o "campeão de tudo", exaltava sua condição de de jamais ter caído, e que não se cansava de frisar que seu maior rival, o Grêmio, já tinha sido rebaixado duas vezes, a queda para a Segunda Divisão é um golpe difícil de ser assimilado. Para deixar seu torcedor ainda mais inseguro, o Inter, ainda que não vá ter perda de receita com a queda, está sinalizando para a formação de um time sem contratações de impacto. Seu novo técnico, Antônio Carlos Zago, é uma aposta. A única contratação confirmada, até agora, é a de um jogador modesto, Roberson, do Juventude. As demais cogitações de reforços também são de jogadores menos badalados, ou emergentes. O Inter não deverá ter maior dificuldade para voltar à Primeira Divisão. Com o time que irá montar, no entanto, dificilmente poderá sonhar com a conquista de competições de maior nível, como a Copa do Brasil, por exemplo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A volta do futebol

O futebol profissional só irá retornar das férias no dia 11, mas hoje à bola já voltará a rolar no país com o início da tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior. A competição está muito inchada, com 120 clubes divididos em 30 grupos, mas segue sendo uma referência na revelação de jogadores. A Copa São Paulo, por iniciar logo no segundo dia do ano e se encerrar quando os clubes ainda estão em pré-temporada, é sempre um bom aperitivo para o torcedor. O número elevado de participantes, recorde absoluto na história da competição, dificilmente resultará em surpresas no final. Os candidatos ao título são os clubes mais tradicionais e com maior número de conquistas na disputa, como Corinthians e Fluminense, por exemplo. Para os que não aguentavam mais a ausência de jogos nos gramados do país, é uma boa alternativa de aquecimento para as principais competições do ano.

domingo, 1 de janeiro de 2017

A posse dos prefeitos

Hoje foi o dia da posse dos prefeitos que foram eleitos em outubro de 2016. Não há nenhuma razão para entusiasmo com esse fato. Em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba os novos prefeitos representam o pior que a política brasileira produz. No Rio de Janeiro, quem assume é Marcelo Crivella, "bispo" da Igreja Universal do Reino de Deus. Nada pode ser pior que o obscurantismo dos evangélicos dirigindo a Cidade Maravilhosa. Em São Paulo, o prefeito que irá administrar pelos próximos quatro anos é João Doria Júnior, cujo discurso de campanha é de que ele não é um político. O novo prefeito de Porto Alegre, Nélson Marchezan Júnior, segue o receituário neoliberal de seu partido, o PSDB, que só gera mais crise e falta de perspectivas para a população. Rafael Greca, que irá administrar Curitiba, chegou a declarar que não gosta de cheiro de pobre. Com raras e honrosas exceções, o panorama nos diversos municípios do país não é muito melhor. A política no Brasil, atualmente, é marcada pelo desencanto. Os prefeitos que tomaram posse hoje não deverão colaborar em nada para que esse quadro se altere.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Último dia

Chegamos ao último dia de 2016. Não se tem notícia, pelo menos até o que permita a nossa memória, de um ano, como o atual, que fosse considerado quase unanimemente como muito ruim. Sendo assim, ainda nos seus primeiros meses já havia quem desejasse que 2016 e acabasse logo. Pois o dia chegou. Dentro de poucas horas, estaremos em 2017. A sensação geral é de alívio, pois um ano de muitos acontecimentos negativos está chegando ao fim. Porém, o calendário é uma convenção humana, é a simples entrada de um novo ano não é garantia de nada. Os fatores políticos que tanto transtorno trouxeram ao Rio Grande do Sul e ao Brasil no ano que se encerra não irão melhorar, e talvez se agravem. Dessa forma, convém conter o otimismo em relação ao novuo ano que está por chegar. Porém, como é preciso ter esperança em melhores dias para seguir adiante, que 2017 seja um grande ano para todos! 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Dinheiro curto

Não é só o cidadão comum que enfrenta dificuldades financeiras. Os grandes clubes do futebol brasileiro também estão com o dinheiro curto. Faltando menos de duas semanas para o retorno das férias, nenhum clube anunciou uma contratação de peso. As especulações são muitas, mas as tratativas não avançam. O nível técnico do futebol brasileiro vem caindo nos últimos anos, e nada indica que esse quadro vá mudar. O Palmeiras é tido como um clube com maior disponibilidade financeira, mas continua apostando mais na quantidade do que na qualidade ao realizar contratações. As torcidas brasileiras são numerosas e apaixonadas, o país conta com vários estádios novos e outros tantos reformados, mas a qualidade do futebol praticado nos gramados deixa muito a desejar. O Brasil tornou-se um exportador de jogadores, e não há perspectivas de que essa situação se altere. Enquanto isso, o torcedor brasileiro terá de se contentar com reforços de pouca expressão.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Um mês

O tempo passa rapidamente, é hoje completa-se um mês da queda do avião com a delegação da Chapecoense. Os primeiros dias após a tragédia foram de intensa comoção, no mundo inteiro. Foi o maior desastre aéreo envolvendo uma delegação de futebol em todos os tempos. Foram muitas as homenagens para a Chapecoense em diversos lugares do mundo
O estádio Atanásio Girardot lotado no dia em que se realizaria o primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana entre Nacional de Medellín e Chapecoense foi a mais comovente delas. Agora, no entanto, a realidade bate à porta. Não será fácil o trabalho de reconstrução de um grupo de jogadores que perdeu mais da metade de seus integrantes. A Chapecoense terá várias competições para disputar em 2017, sendo a Libertadores a principal delas, pois o belo gesto do Nacional de Medellín em solicitar que a Conmebol concedesse o título da Copa Sul-Americana para a Chapecoense deu ao clube brasileiro a classificação direta para a fase de grupos da principal competição das Américas. Numa atitude de grande altivez, a Chapecoense rejeitou a hipótese de jogar o próximo Campeonato Brasileiro sem correr o risco de rebaixamento. Os desafios que se apresentam para a Chapecoense são muito grandes, mas a administração séria e profissional do clube sinaliza que eles serão superados. A simpatia despertada em torno do clube fez com que o seu número de sócios se ampliasse significativamente. A dor das perdas de tantas vidas, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes e jornalistas, jamais se acabará de todo, mas o futuro aponta para um reerguimento exitoso da Chapecoense.