terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O começo de um desafio

Com a posse, hoje, de seu novo presidente, Marcelo Medeiros, o Inter prepara-se para o começo de um desafio. Afinal, pela primeira vez em sua história, o clube irá disputar o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Para um clube que se autoproclama como o "campeão de tudo", exaltava sua condição de de jamais ter caído, e que não se cansava de frisar que seu maior rival, o Grêmio, já tinha sido rebaixado duas vezes, a queda para a Segunda Divisão é um golpe difícil de ser assimilado. Para deixar seu torcedor ainda mais inseguro, o Inter, ainda que não vá ter perda de receita com a queda, está sinalizando para a formação de um time sem contratações de impacto. Seu novo técnico, Antônio Carlos Zago, é uma aposta. A única contratação confirmada, até agora, é a de um jogador modesto, Roberson, do Juventude. As demais cogitações de reforços também são de jogadores menos badalados, ou emergentes. O Inter não deverá ter maior dificuldade para voltar à Primeira Divisão. Com o time que irá montar, no entanto, dificilmente poderá sonhar com a conquista de competições de maior nível, como a Copa do Brasil, por exemplo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A volta do futebol

O futebol profissional só irá retornar das férias no dia 11, mas hoje à bola já voltará a rolar no país com o início da tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior. A competição está muito inchada, com 120 clubes divididos em 30 grupos, mas segue sendo uma referência na revelação de jogadores. A Copa São Paulo, por iniciar logo no segundo dia do ano e se encerrar quando os clubes ainda estão em pré-temporada, é sempre um bom aperitivo para o torcedor. O número elevado de participantes, recorde absoluto na história da competição, dificilmente resultará em surpresas no final. Os candidatos ao título são os clubes mais tradicionais e com maior número de conquistas na disputa, como Corinthians e Fluminense, por exemplo. Para os que não aguentavam mais a ausência de jogos nos gramados do país, é uma boa alternativa de aquecimento para as principais competições do ano.

domingo, 1 de janeiro de 2017

A posse dos prefeitos

Hoje foi o dia da posse dos prefeitos que foram eleitos em outubro de 2016. Não há nenhuma razão para entusiasmo com esse fato. Em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba os novos prefeitos representam o pior que a política brasileira produz. No Rio de Janeiro, quem assume é Marcelo Crivella, "bispo" da Igreja Universal do Reino de Deus. Nada pode ser pior que o obscurantismo dos evangélicos dirigindo a Cidade Maravilhosa. Em São Paulo, o prefeito que irá administrar pelos próximos quatro anos é João Doria Júnior, cujo discurso de campanha é de que ele não é um político. O novo prefeito de Porto Alegre, Nélson Marchezan Júnior, segue o receituário neoliberal de seu partido, o PSDB, que só gera mais crise e falta de perspectivas para a população. Rafael Greca, que irá administrar Curitiba, chegou a declarar que não gosta de cheiro de pobre. Com raras e honrosas exceções, o panorama nos diversos municípios do país não é muito melhor. A política no Brasil, atualmente, é marcada pelo desencanto. Os prefeitos que tomaram posse hoje não deverão colaborar em nada para que esse quadro se altere.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Último dia

Chegamos ao último dia de 2016. Não se tem notícia, pelo menos até o que permita a nossa memória, de um ano, como o atual, que fosse considerado quase unanimemente como muito ruim. Sendo assim, ainda nos seus primeiros meses já havia quem desejasse que 2016 e acabasse logo. Pois o dia chegou. Dentro de poucas horas, estaremos em 2017. A sensação geral é de alívio, pois um ano de muitos acontecimentos negativos está chegando ao fim. Porém, o calendário é uma convenção humana, é a simples entrada de um novo ano não é garantia de nada. Os fatores políticos que tanto transtorno trouxeram ao Rio Grande do Sul e ao Brasil no ano que se encerra não irão melhorar, e talvez se agravem. Dessa forma, convém conter o otimismo em relação ao novuo ano que está por chegar. Porém, como é preciso ter esperança em melhores dias para seguir adiante, que 2017 seja um grande ano para todos! 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Dinheiro curto

Não é só o cidadão comum que enfrenta dificuldades financeiras. Os grandes clubes do futebol brasileiro também estão com o dinheiro curto. Faltando menos de duas semanas para o retorno das férias, nenhum clube anunciou uma contratação de peso. As especulações são muitas, mas as tratativas não avançam. O nível técnico do futebol brasileiro vem caindo nos últimos anos, e nada indica que esse quadro vá mudar. O Palmeiras é tido como um clube com maior disponibilidade financeira, mas continua apostando mais na quantidade do que na qualidade ao realizar contratações. As torcidas brasileiras são numerosas e apaixonadas, o país conta com vários estádios novos e outros tantos reformados, mas a qualidade do futebol praticado nos gramados deixa muito a desejar. O Brasil tornou-se um exportador de jogadores, e não há perspectivas de que essa situação se altere. Enquanto isso, o torcedor brasileiro terá de se contentar com reforços de pouca expressão.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Um mês

O tempo passa rapidamente, é hoje completa-se um mês da queda do avião com a delegação da Chapecoense. Os primeiros dias após a tragédia foram de intensa comoção, no mundo inteiro. Foi o maior desastre aéreo envolvendo uma delegação de futebol em todos os tempos. Foram muitas as homenagens para a Chapecoense em diversos lugares do mundo
O estádio Atanásio Girardot lotado no dia em que se realizaria o primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana entre Nacional de Medellín e Chapecoense foi a mais comovente delas. Agora, no entanto, a realidade bate à porta. Não será fácil o trabalho de reconstrução de um grupo de jogadores que perdeu mais da metade de seus integrantes. A Chapecoense terá várias competições para disputar em 2017, sendo a Libertadores a principal delas, pois o belo gesto do Nacional de Medellín em solicitar que a Conmebol concedesse o título da Copa Sul-Americana para a Chapecoense deu ao clube brasileiro a classificação direta para a fase de grupos da principal competição das Américas. Numa atitude de grande altivez, a Chapecoense rejeitou a hipótese de jogar o próximo Campeonato Brasileiro sem correr o risco de rebaixamento. Os desafios que se apresentam para a Chapecoense são muito grandes, mas a administração séria e profissional do clube sinaliza que eles serão superados. A simpatia despertada em torno do clube fez com que o seu número de sócios se ampliasse significativamente. A dor das perdas de tantas vidas, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes e jornalistas, jamais se acabará de todo, mas o futuro aponta para um reerguimento exitoso da Chapecoense.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A modernidade no futebol

Uma grande parte da crônica esportiva brasileira, principalmente após a goleada de 7 x 1 sofrida pela Seleção Brasileira para a Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, passou a glorificar o futebol jogado na Europa, e a "modernidade" dos conceitos aplicados por seus técnicos. Nomes como Josep Guardiola e José Mourinho tornaram-se, para grande parte dos jornalistas, o exemplo do que os técnicos brasileiros deveriam ter como ideal, por serem estudiosos, atualizados, dedicados e em constante evolução. Os técnicos brasileiros mais renomados são tidos como ultrapassados. Agora, a discussão em torno do assunto começou a ganhar corpo, depois que o técnico do Grêmio, Renato, desdenhou dos treinadores "estudiosos", logo após conquistar o título de campeão da Copa do Brasil. Renato disse que conhece futebol e não precisa estudar. Renato, sabidamente, é irônico e provocativo, mas sua declaração foi apoiada por Zico e, hoje, por Leão. Zico disse que estudou matérias como Português e Matemática, mas não futebol. Leão ironizou os cursos que alguns técnicos brasileiros dizem ter feito no exterior. Se levarmos ao pé da letra as duas visões, ambas estão equivocadas, na medida em que representem um entendimento radical da questão. Estudar é importante, mas nem tudo se obtém pela via acadêmica, pois o futebol é, essencialmente, uma atividade prática. A prova disso ocorreu com o Grêmio. Roger Machado foi incensado pela imprensa durante o período em que treinou o Grêmio, mas não ganhou nenhum título em quase um ano e meio de trabalho. Ao pedir demissão, foi substituído por Renato que, em três meses, obteve a quebra do jejum de grandes títulos do clube e foi campeão da Copa do Brasil. Estudo e conhecimento prático não são fatores excludentes. Não há sentido em criar uma polarização entre eles. Os técnicos devem, é claro, buscar um aprimoramento de seu conhecimento. A imprensa esportiva brasileira, por outro lado, deve ser menos deslumbrada com o que vê lá fora.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Contratações modestas

As primeiras contratações anunciadas pela dupla Gre-Nal visando o ano de 2017 estão longe de entusiasmar seus torcedores. Na verdade, são contratações modestas. O Grêmio anunciou a vinda do volante Michel, do Atlético Goianiense. Michel recebeu boas referências ao seu futebol, e foi campeão brasileiro da Segunda Divisão pelo Atlético Goianiense. Porém, já está com 26 anos, e não jogou, até hoje, por grandes clubes. A contratação anunciada pelo Inter foi a de Roberson, meia do Juventude, de 27 anos. Roberson foi revelado pelo Grêmio, mas não teve maiores chances no clube. Depois do Grêmio, não jogou por grandes clubes. O fator preponderante para a sua aquisição, por certo, foi a indicação do técnico Antônio Carlos Zago, que o treinou no Juventude. No entanto, Roberson vem para uma posição onde o Inter conta com jogadores mais jovens e qualificados, como Valdivia e Eduardo Sasha. Michel também vem para uma posição onde o Grêmio possui Walace e Kaio, entre outros. Os dois deverão ser opções de grupo, mas o que Grêmio e Inter necessitam é de jogadores que venham para ser titulares. Os torcedores ainda esperam por nomes de maior impacto.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Boa providência

Os esperados reforços estão demorando a chegar, mas pelo menos o Grêmio já adotou uma boa providência, e dispensou jogadores que não deram resposta e nada tem a acrescentar ao grupo. O lateral direito Wallace Oliveira, o meia Negueba, e o centroavante Henrique Almeida foram autorizados a procurarem clubes para dar prosseguimento às suas carreiras. Os três tem em comum o fato de terem recebido muitas oportunidades, sem corresponder. Na verdade, a simples observação da trajetória anterior dos três jogadores desaconselhava a que fossem contratados. Os dirigentes de clubes, no entanto, costumam desafiar o bom senso e fazer apostas fadadas ao fracasso. A correção do erro em questão é uma notícia auspiciosa nesse final de ano. Para a construção de um grupo de jogadores qualificado é preciso não só contratar, mas realizar a dispensa dos que tiveram insuficiência de desempenho. Outros jogadores poderiam se somar aos três citados, limpando o grupo dos seus excedentes. O Grêmio está acertando nas dispensas. Resta esperar que tenha o mesmo acerto nas novas aquisições que vier a concretizar.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Morte prematura

A morte do cantor George Michael, hoje, aos 53 anos, pegou a todos de surpresa. Ainda não se sabe com precisão qual foi a causa do seu falecimento, mas é uma morte prematura, que tira de cena um artista pop de grande êxito comercial, com milhões de cópias vendidas de seus discos. George Michael era uma figura polêmica. Homossexual assumido, era um ativista da causa gay. Fora dos palcos, cometeu excessos em sua vida pessoal. Seja como for, o meio artístico perde um dos seus nomes de maior sucesso nas últimas décadas, e que ainda poderia, pela idade, ter muitos anos de carreira produtiva pela frente.