domingo, 4 de setembro de 2016
Atuação vergonhosa
Uma atuação vergonhosa. Essa é a única definição cabível para o desempenho do Grêmio na derrota por 2 x 1 para o Botafogo, hoje, no Luso-Brasileiro. Desde o começo do jogo notava-se o contraste entre a disposição do Botafogo e a apatia do Grêmio. Para um time que precisava vencer para voltar para a zona de classificação da Libertadores, o comportamento do Grêmio em campo foi simplesmente incompreensível. Coletivamente, o Grêmio foi horroroso. No aspecto individual; todos foram muito mal. Alguns, como Marcelo Oliveira e Walace, foram desastrosos Mais uma vez, o Grêmio perdeu a chance de retornar para o G4 do Campeonato Brasileiro. A queda de rendimento do Grêmio em relação ao primeiro turno é visível, da mesma forma como aconteceu em 2015. O técnico Roger Machado parece ter atingido o seu limite. Ele não consegue acrescentar nada ao que já fez. Escala mal o time, insistindo com o comprometedor Marcelo Oliveira, por exemplo, e não sabe fazer a leitura do jogo, realizando substituições equivocadas. O rendimento do time fora de casa, onde só obteve duas vitórias até agora, é ridículo. As possibilidades de título tornaram-se meramente teóricas. A classificação para a Libertadores também está se tornando pouco provável. O Grêmio vive um marasmo que, no caso de um clube que não ganha um grande título há 15 anos, é extremamente angustiante para o seu torcedor.
sábado, 3 de setembro de 2016
Aposentadoria anunciada
Durante a semana, o piloto brasileiro Felipe Massa revelou que as oito corridas que restam do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2016, a começar pelo Grande Prêmio da Itália, amanhã, serão as suas últimas na mais importante categoria do automobilismo. A aposentadoria anunciada de Massa põe um ponto final a uma carreira digna, mas que poderia ter tido um êxito maior. Massa, a exemplo de Rubens Barrichello, venceu 11 corridas na Fórmula 1, um feito nada desprezivel, mas, da mesma forma que ele, não obteve o titulo. Em 2008, seu melhor ano, foi vice-campeão. Estava conquistando o título, vencendo o Grande Prêmio do Brasil, quando Lewis Hamilton, faltando uma curva para a linha de chegada, pulou do sexto para o quinto lugar, e tornou-se o campeão. Depois de ter vibrado ao receber a bandeirada, certo de que conquistara o título, Massa chorou no pódio ao ver o seu sonho frustrado. A partir daí, sua carreira nunca mais foi a mesma, e não venceu mais nenhuma corrida. Em 2009, sofreu um grave acidente durante um treino, ao ser atingido, na cabeça, por uma mola do carro de Barrichello, e chegou a correr risco de vida. Retornou às corridas, mas seu desempenho decaiu. Depois de muitos anos na Ferrari, correu, nos últimos três, pela Williams. Felipe Massa é um bom piloto e um grande ser humano, que cumpriu uma bonita trajetória na Fórmula 1. Faltou-lhe o título, mas isso não desmerece a sua capacidade. Ele honrou a tradição brasileira na Fórmula 1. Merece o reconhecimento dos brasileiros.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Acinte
A escolha do prefeito de Santa Maria, César Schirmer (PMDB) para ser o novo secretário de Segurança do Rio Grande do Sul é um acinte. Schirmer teve sua imagem irremediavelmente comprometida com o incêndio da Boate Kiss, uma tragédia que teve 242 mortos. Como prefeito, ele teve a sua parcela de responsabilidade na tragédia, embora, é claro, tenha saído impune do episódio. O governador José Ivo Sartori disse que Schirmer foi escolhido por que não pesa sobre ele qualquer condenação. Sartori, o governador do Rio Grande do Sul mais inepto e incapaz de todos os tempos, parece provocar a sociedade a cada nova atitude. Demonstra ter prazer em contrariar a opinião pública, e administra de costas para a sociedade. Parcela salários do funcionalismo, sucateia os setores essenciais de saúde, educação e segurança. Por todas as medidas desastrosas que já tomou, sobram motivos para que se encaminhasse um processo de impeachment contra Sartori. Porém, nesse caso, a grande imprensa não estimula a ideia. Pelo contrário, é justamente por saber que pode contar com a conivência da imprensa que Sartori faz o que bem entende. A nomeação de Schirmer é um exemplo disso. Até onde a população irá aguentar tanta desfaçatez? A sociedade organizada precisa reagir, pois Sartori ultrapassou todos os limites.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Ótima estreia
Foi melhor do que a encomenda. Na estreia de Tite como técnico da equipe, a Seleção Brasileira goleou o Equador por 3 x 0 no Olímpico Atahualpa, pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Golear, fora de casa, um adversário que está melhor colocado na tabela é um fato relevante. Depois de um primeiro tempo pouco inspirado, a Seleção Brasileira tomou conta do jogo no segundo. A equipe teve um bom desempenho coletivo, e alguns destaques individuais como Neymar e Gabriel Jesus, este último o grande nome do jogo. Gabriel Jesus sofreu o pênalti que Neymar cobrou para fazer 1 x 0, e marcou os outros dois gols. Para quem tem apenas 19 anos, e fazia seu primeiro jogo pela Seleção principal, foi um grande desempenho. Tite tem o apoio e a confiança dos brasileiros, e o resultado de hoje deverá entusiasmar ainda mais os torcedores. Foi uma ótima estreia de Tite como técnico da Seleção. A fase de descrédito da Seleção Brasileira começa a dar sinais de que ficará para trás.
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Desafogo
Depois de quase três meses, o Inter voltou a vencer um jogo. Em sua estreia na Copa do Brasil, o Inter goleou o Fortaleza por 3 x 0, hoje, no Beira-Rio, e obteve um desafogo no período de crise que está vivendo. Foi um jogo fácil, contra um adversário descaracterizado. Nada garante que, no Campeonato Brasileiro, o Inter consiga a sua recuperação. O jogo de hoje não serve como parâmetro para as partidas bem mais duras que virão pela frente. Seja como for, o resultado serviu para pôr fim ao jejum de vitórias, e os dois gols marcados por Aylon, que andava esquecido, o credenciam como opção para o ataque. Nico López também marcou o seu gol. Como os atacantes que vinham sendo escalados não estavam marcando gols, a permanência de ambos no time é mais do que recomendável.
A consumação do golpe
Agora, é definitivo, Dilma Rousseff não é mais a presidente da República. Aconteceu a consumação do golpe. O impeachment foi determinado, no Senado, por 61 votos a favor e 20 contra. Numa outra tropelia ao que expressa o texto legal, fez-se uma outra votação, á parte, em que os direitos políticos de Dilma Rousseff foram mantidos. Se a lei fosse observada ao pé da letra, Dilma Rousseff, depois de efetivado o impeachment, deveria ficar inelegível por oito anos. O pior está por vir. Confirmado, definitivamente, como presidente, Michel Temer irá aplicar o seu saco de maldades. Direitos fundamentais dos trabalhadores serão pisoteados. A idade mínima para a aposentadoria será ampliada. O patrimônio público será entregue ao capital privado. Os programas sociais serão desativados. Os gastos com saúde; educação e segurança serão congelados. Em suma, o Brasil irá entrar num período de enorme retrocesso social. Resta saber quanto tempo levará até que os incautos que apoiaram o impeachment se dêem conta de que levaram o país a embarcar numa canoa furada.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Evasão
Amanhã se encerrará a janela europeia de contratações no futebol. Enquanto o prazo não se esgotar, a evasão de talentos do futebol brasileiro poderá prosseguir. Alguns dos jovens jogadores que se destacaram na Seleção Olímpica Brasileira ja tomaram o rumo da Europa. Gabriel Jesus foi negociado com o Manchester City, mas só irá se apresentar ao novo clube no próximo ano. Gabriel Barbosa, o Gabigol, já se despediu do Santos e foi para o Internazionale. Douglas Santos irá para o Hamburgo. Um jogador mais experiente, Elias, está prestes a voltar para a Europa, onde jogaria no Sporting. O futebol brasileiro virou um exportador de jogadores. O Brasil continua a revelar talentos no futebol numa proporção muito maior do que a de qualquer outro país, mas eles vão embora cada vez mais cedo. Para os brasileiros, lamentavelmente, os grandes jogadores só podem ser vistos pela televisão.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
O ritual de uma farsa
O pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, hoje, no Senado, seguido por uma sessão de perguntas dos parlamentares, foi um exemplo de dignidade. O que se está vendo no Senado é o ritual de uma farsa sendo cumprido metodicamente, para tentar dar ares de legitimidade a um golpe espúrio. Ao contrário do que disseram muitos dos seus algozes, a ida de Dilma Rousseff ao Senado não significa um reconhecimento da legitimidade do processo a que foi submetida. A presidente compareceu ao Senado para reafirmar sua inocência e, com altivez, olhar de frente para os seus detratores. O que se assistiu no Senado foi, de um lado, uma governante honrada, vítima de um golpe, e, de outro, vis opositores que deixaram evidente toda a sua deformidade ética. Poucas situações podem ser mais patéticas e constrangedoras, por exemplo, do que ver na tribuna a senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS) com uma vestimenta verde e amarela a tentar simbolizar o seu "patriotismo". Ana Amélia pertence ao PP, que nada mais é do que a Arena, partido de sustentação do regime militar, com outro nome. Ela é viúva de um senador biônico, ou seja, que não obteve um único voto nas urnas. Dilma Rousseff submeteu-se a ser confrontada por gente desse jaez. Sabia estar diante de um jogo de cartas marcadas. Seu comparecimento ao Senado não é uma aceitação do golpe, é a explicitação da manobra abjeta de que foi vítima. Ficou, mais uma vez, evidenciada a inconsistência dos motivos apresentados para justificar o impeachment da presidente. Numa frase antológica, Dilma Rousseff disse que a única morte que teme é a da democracia. Uma declaração que dá a medida da distância moral que a separa dos golpistas.
domingo, 28 de agosto de 2016
Longo drama
Parecia que o arrastado jejum de vitórias do Inter terminaria hoje, mas ainda não foi dessa vez. Os indícios eram todos favoráveis. O Sport abriu mão de jogar em seu próprio estádio, a Ilha do Retiro, e solicitou que a partida fosse realizada na Arena Pernambuco. O árbitro do jogo inventou um pênalti a favor do Inter aos seis minutos do primeiro tempo. O time do Sport mostrava muito esforço, mas um péssimo futebol. Nem com todos esses fatores lhe beneficiando o Inter conseguiu vencer. O 1 x 0 conseguido com o pênalti no início do jogo transformou-se num empate de 1 x 1 aos 44 minutos do segundo tempo. Com isso, o Inter já soma 14 jogos sem vencer, e o tão temido ingresso na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro acabou acontecendo. Um longo drama, que se agrava sem que se vislumbre o seu final.
Os erros de sempre
Um desempenho irritantemente repetitivo. Assim foi o Grêmio que se viu no empate em 1 x 1 com o Atlético Mineiro , hoje á tarde, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, o time criou várias chances de gol, e marcou apenas um. Novamente, seu técnico, Roger Machado, realizou uma substituição desastrosa, retirando Douglas, um jogador habilidoso que estava cansado, e colocando em seu lugar o intragável Ramiro, de futebol defensivo e tosco. Roger Machado pretendia, claramente, preservar o resultado parcial de 1 x 0 em favor do Grêmio. Acabou por entregar o empate ao Atlético Mineiro, e por pouco não sofreu a virada. Cometendo os erros de sempre, o Grêmio permaneceu em sexto lugar na classificação. Agora, em relação ao Palmeiras, líder do Brasileirão, o Grêmio tem sete pontos, três vitórias e nove gols de saldo a menos. O título virou uma miragem.
Assinar:
Postagens (Atom)