terça-feira, 14 de junho de 2016

O fim do que não deveria ter começado

A CBF fez, hoje, o anúncio tão esperado de que Dunga não era mais o técnico da Seleção Brasileira. A demissão de Dunga corrige o erro da própria CBFde tê-lo contratado. Sua saída representa o fim do que não deveria ter começado. Não havia justificativa para o seu retorno logo após a Seleção ser humilhada por uma goleada de 7 x 1 para a Alemanha, na Copa do Mundo de 2014. Sua primeira passagem pela Seleção já fora um equívoco, pois jamais havia trabalhado como técnico, até então. Após sair da Seleção, Dunga ficou dois anos parado. Depois disso, trabalhou no Inter, onde foi demitido antes do término do contrato. Mesmo com um currículo tão escasso, voltou para a Seleção. Não podia dar certo. A Seleção desperdiçou quase dois anos de preparação, mas ainda há tempo para mudar. A saída de Dunga já é um alento, mas é preciso acertar na escolha do seu substituto. O mais cotado para o cargo é o técnico do Corinthians, Tite. No momento, é, mesmo, a opção mais indicada. Resta aguardar pela definição do nome do novo técnico da Seleção. Tomara que ele, seja quem for, restitua a imagem da Seleção, que anda tão desgastada.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Retrato de uma geração

Uma postagem de Neymar numa rede social, logo depois da vexatória eliminação da Seleção Brasileira na Copa América Centenário, mostra o que é o jogador brasileiro de hoje. Neymar,que não participou da competição, solidarizou-se com os seus companheiros de Seleção, afirmando que só eles sabem os sacrifícios que fazem para jogar por ela, o que fazem com amor. Acrescentou que muitos "babacas" vão falar "m....", e mandou-os "se f....". A declaração de Neymar é o retrato de uma geração. Os jovens jogadores de hoje são mimados, "marrentos", egocêntricos. Adoram ostentar carros e objetos caros que podem comprar com seus altos salários. O conteúdo da postagem de Neymar é lamentável em todos os aspectos. Pelos termos chulos, pela agressividade, pela falsidade evidente da afirmação de que os jogadores sacrificam-se para jogar pela Seleção e que o fazem com amor. Na verdade, é visível que os jogadores de hoje não tem o mesmo apreço pela Seleção do que os de épocas anteriores. Ao contrário da colocação de Neymar, eles desconhecem o que seja sacrifício, e jogam com indiferença, não com amor. A manifestação de Neymar, execrável em todos os níveis, é mais um fato que explica porque a Seleção Brasileira está num poço sem fundo.

domingo, 12 de junho de 2016

Num poço sem fundo

O que falta acontecer á Seleção Brasileira? Depois de ser eliminada nas quartas de final das duas últimas edições da Copa América, hoje a Seleção foi desclassificada da competição extra que está sendo realizada em comemoração ao centenário da disputa, na primeira fase, ao perder para o Peru, por 1 x 0.  A desclassificação se deu num grupo cujos demais integrantes eram Peru, Equador e Haiti! A Seleção só marcou gols contra o Haiti, ao qual goleou, por sinal, por 7 x 1, ensejando uma série de chacotas pela coincidência com o placar pelo qual foi derrotada pela Alemanha, na Copa do Mundo de 2014. Foi constrangedor ver a atônita figura do técnico da Seleção, Dunga, á beira do campo, enquanto o desastre se consumava. Muito pior, ainda, foi ouvi-lo dizer,  na entrevista após o jogo, que a derrota se deu pelo flagrante erro de arbitragem, que validou um gol feito com a mão. O técnico argumentou, também, que a Alemanha fez um longo trabalho de reestruturação no seu futebol até colher resultados, e que, no Brasil, já estão cobrando-os em apenas um ano e meio. No jogo de hoje, Dunga fez apenas uma substituição durante o jogo. Ao ser questionado sobre isso, disse que agiu assim porque a equipe estava encaixada. Num poço sem fundo, é como se encontra a Seleção Brasileira. A cada vez que se pensa que o pior já aconteceu, a Seleção cai ainda mais baixo. Só faltaria, agora, para culminar, a Seleção ficar fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez. No momento, a Seleção está em sexto lugar nas eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o que lhe deixaria fora,  até mesmo, da repescagem. A verdade é que o retorno de Dunga ao cargo de técnico da Seleção foi um desatino. Depois de mais um fracasso retumbante, só resta demiti-lo, e contratar um técnico que possa começar o trabalho de recuperação da imagem, a cada dia mais desgastada, da Seleção.

sábado, 11 de junho de 2016

Arbitragem calamitosa

Mais uma vez, como é constante ao longo da sua história, o Grêmio se deparou com uma arbitragem calamitosa no empate em 0 x 0 com o Fluminense, hoje, no Raulino de Oliveira, pelo Campeonato Brasileiro. O árbitro André Luís Freitas de Castro (GO) começou por não marcar um pênalti claríssimo de Henrique, que desviou a bola, intencionalmente, com o braço. Antes de a bola chegar em Henrique, seu companheiro de time, Douglas, também havia cometido toque de mão. Um duplo erro do árbitro, portanto. Não contente com isso, o árbitro deu cartão vermelho direto para Ramiro, por reclamação!. Mesmo com todas essas ações da arbitragem contra si, o Grêmio saiu na frente no placar, aos 40 minutos do primeiro tempo, num belo gol de Marcelo Hermes. No segundo tempo, o Grêmio recuou demasiadamente, dando campo para a pressão do Fluminense. A saída de Bobô para a entrada de Jailson deixou o Grêmio sem uma jogada de referência na frente, chamando ainda mais o Fluminense para dentro do seu campo, o que acabaria sendo fatal, redundando no gol de empate, marcado por Marcos Júnior, num lance duvidoso. A verdade é que, mesmo com os erros de arbitragem, o Grêmio poderia ter saído vencedor. Afinal, fizera 1 x 0 depois de já ter Um jogador a menos. A arbitragem foi, mesmo calamitosa, repita-se, mas o técnico do Grêmio, Roger Machado, errou ao recuar demais o time no segundo tempo, e fez substituições equivocadas. O Grêmio poderia ter vencido o Fluminense, mas não o fez. Pontos desperdiçados dessa forma poderão fazer muita falta mais adiante.

Facilidade

Pouco há para dizer de um jogo tão óbvio como Inter x América Mineiro. Previa-se um jogo fácil para o Inter, e isso se confirmou. O resultado final foi Inter 3 x 1 América Mineiro, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Foi tão fácil a partida que aos 2 minutos do primeiro tempo o Inter já vencia por 1 x 0. Poucos minutos depois, veio o segundo gol do Inter. Eram apenas 18 minutos do primeiro tempo quando o América Mineiro descontou, mas isso não representou uma reação. No segundo tempo, o Inter marcou mais um gol e venceu sem problemas. Ainda no primeiro tempo, Ernando, do Inter, cometeu um pênalti que, mais uma vez, não foi marcado.  Os zagueiros do Inter, Paulão e Ernando, cometem pênaltis, invariavelmente, em todos os jogos, mas, por um mistério insondável, eles nunca são marcados. Caso fossem, como deveriam ser, consignados, a posição do Inter na tabela poderia ser bem inferior ao primeiro lugar que, provisoriamente, ocupa.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Estreia vitoriosa

Começou, hoje, a Eurocopa, a competição entre seleções da Europa. Na atual edição, a disputa está inchada em número de participantes, com 24 seleções, um evidente exagero. A França é o país sede e, por isso, coube-lhe fazer o jogo de abertura, contra a Roménia. Foi uma estreia vitoriosa, fundamental para uma seleção que é uma das grandes favoritas para conquistar o título. A França não chegou a brilhar, longe disso, mas venceu,  e isso é o mais importante no início de uma caminhada. Curiosamente, por força da edição extra da Copa América em 2016, as duas competições continentais estão ocorrendo paralelamente, o que não costuma acontecer. Porém, a Eurocopa será mais longa que a Copa América Centenário. Sua duração será de um mês, o mesmo que uma Copa do Mundo. Mesmo que muitos europeus afirmem que a Eurocopa é a Copa do Mundo sem o Brasil e a Argentina, essa extensão da disputa se configura excessiva.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Gre-Nal às 11 horas

O próximo Gre-Nal, que será realizado no dia 03/07, no Beira-Rio, válido pelo Campeonato Brasileiro, terá um horário pouco usual. O grande clássico do Rio Grande do Sul será realizado às 11 horas. Esse horário para jogos foi instituído no Brasileirão de 2015, e teve êxito de público, embora receba críticas de muitos,  especialmente dos técnicos. Seja como for, o fato é que um Gre-Nal, pela magnitude que envolve esse clássico, não deveria ser disputado num horário alternativo. O Gre-Nal já é tido por muitos como o maior dos clássicos brasileiros. No entanto, a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da competição, reserva os grenais para os seus canais de pay per view, em horários não tradicionais. O tradicional horário das 16 horas, em canal aberto,  é reservado, quase sempre, para jogos de Flamengo e Corinthians, os dois clubes de maior torcida do país. Como a maioria da população não tem acesso aos canais fechados, ela fica impossibilitada de assistir um clássico de grande expressão e tem de se contentar, muitas vezes, com jogos de Flamengo e Corinthians contra adversários de menor nível. Afora isso, a contínua exposição,  na tevê aberta, dos dois clubes mais populares do pais ajuda a reforçar essa condição. Grêmio e Inter não deveriam aceitar jogar um clássico tão grandioso num horário pouco nobre. Como são dependentes da verba de tevê, a tudo se submetem, sem protesto. O que é uma pena, pois o Gre-Nal deveria receber um tratamento mais digno.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Um treino valendo pontos

Como era esperado, a Seleção Brasileira goleou o Haiti, hoje, em Orlando, pela Copa América Centenário. O placar, curiosamente, foi 7 x 1, o mesmo da humilhante derrota para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. A coincidência, é claro, não deixou de ser destacada pela imprensa, no país e no exterior, ensejando uma série de ironias e chacotas. Brincadeiras á parte, a verdade é que, sobre o jogo em si, há muito pouco para se analisar, pois, na prática, foi um treino valendo pontos. O Haiti é uma equipe muito fraca, que não opôs resistência á Seleção Brasileira. O destaque,  ainda assim, foi o meia Philippe Coutinho, que fez três gols. A Seleção Brasileira foi beneficiada, também, pelo resultado do outro jogo do grupo. Peru e Equador empataram em 2 x 2. O Peru chegou a estar vencendo por 2 x 0. Caso o Peru tivesse vencido, seria o líder isolado do grupo, com dois pontos a mais que a Seleção. Como empatou, ficou com o mesmo número de pontos que a Seleção, mas em segundo lugar no grupo, por ter menor saldo de gols. Dessa forma, na última rodada, Seleção Brasileira, Peru e Equador irão lutar pela definição dos dois classificados do grupo. A grande vantagem que obteve no saldo de gols faz com que a Seleção seja a favorita para ficar com o primeiro lugar do grupo. Seja como for, a goleada sobre o Haiti em nada melhora a situação de descrédito que a Seleção vive atualmente. Sem um novo técnico e outros métodos de trabalho, nada irá mudar, significativamente, na Seleção Brasileira.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Contratações polêmicas

Grêmio e Inter anunciaram contratações que estão se mostrando polêmicas, pois foram recebidas com descrédito por muitos. São dois atacantes, Negueba, pelo Grêmio, e Ariel, para o Inter. As circunstâncias dessas contratações, no entanto, são diferentes. Negueba é um atacante de lado, que vem em definitivo, trocado com o Coritiba pelo volante Edinho. Ariel é um centroavante típico, de posicionamento, que vem emprestado até o final do ano pelo Portland Timbers, dos Estados Unidos, que acaba de adquiri-lo do Pachuca, do México. Revelado pelo Flamengo, Negueba, de 24 anos, surgiu como uma grande promessa, que não chegou a se confirmar. Uma grave lesão, quando esteve emprestado ao São Paulo, prejudicou sua afirmação. No Coritiba, onde estava desde 2015, Negueba teve altos e baixos. Porém, sua contratação não me parece ruim. Negueba é jovem, e foi trocado por um jogador de 33 anos. Afora isso, possui um futebol de grande velocidade e boa técnica, que pode ser útil ao Grêmio. O argentino Ariel representa uma situação diferente. Ele jogou no Coritiba, onde não se destacou, e já tem 28 anos. Também é estranho que o Inter sirva de barriga de aluguel para um clube dos Estados Unidos, trazendo o jogador por um período curto e, depois devolvendo-o ao seu adquirente. Em termos técnicos, ambas as contratações foram recebidas com ceticismo, mas a chance de dar certo tende a ser maior para Negueba.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Overdose futebolística

Mesmo os mais apaixonados por futebol terão dificuldades para acompanhar o número de jogos que serão realizados, nos próximos dias, por diferentes competições. O Campeonato Brasileiro, há pouco iniciado, seguirá em paralelo com a Copa América Centenário, já em andamento, e com a Eurocopa, que está por começar. A princípio, tanta oferta de jogos pode parecer algo muito bom, mas não é bem assim. Afinal, se há grande quantidade de jogos, a qualidade não é correspondente. O Brasileirão apresenta um baixo nível técnico. A Copa América Centenário, afora ser uma competição extemporânea, pois é uma edição extra realizada um ano após a última regularmente prevista, não se caracteriza pelo alto nível do futebol praticado. Afora a presença de seleções de pouca expressão, como Bolívia, Panamá, Haiti e Jamaica, as equipes mais representativas, como a Seleção Brasileira e a Argentina, estão muito longe de mostrar a qualidade de outros tempos. A Eurocopa, pretensamente, seria a melhor dessas competições, mas também está longe de encantar, pois, não custa lembrar, os maiores destaques do futebol europeu são os jogadores estrangeiros. Embora muitos europeus digam que a Eurocopa é a Copa do Mundo sem Brasil e Argentina, as duas competições estão longe de serem equivalentes. As grandes potências do futebol europeu nem sempre mostram o seu melhor na Eurocopa, como prova a decisão da edição de 2004, entre Portugal e Grécia. Seria bom que essa enorme quantidade de jogos fosse acompanhada de uma grande qualidade, mas com uma Seleção Brasileira medíocre e sem a presença de seu único grande astro, Neymar, e uma Argentina onde Messi não consegue render tudo que dele se espera, por exemplo, esse parece um desejo irrealizável. Ainda assim, quem gosta de futebol que trate de se programar, pois o que não vai faltar serão jogos para assistir nessa overdose futebolística.