segunda-feira, 6 de junho de 2016
Overdose futebolística
Mesmo os mais apaixonados por futebol terão dificuldades para acompanhar o número de jogos que serão realizados, nos próximos dias, por diferentes competições. O Campeonato Brasileiro, há pouco iniciado, seguirá em paralelo com a Copa América Centenário, já em andamento, e com a Eurocopa, que está por começar. A princípio, tanta oferta de jogos pode parecer algo muito bom, mas não é bem assim. Afinal, se há grande quantidade de jogos, a qualidade não é correspondente. O Brasileirão apresenta um baixo nível técnico. A Copa América Centenário, afora ser uma competição extemporânea, pois é uma edição extra realizada um ano após a última regularmente prevista, não se caracteriza pelo alto nível do futebol praticado. Afora a presença de seleções de pouca expressão, como Bolívia, Panamá, Haiti e Jamaica, as equipes mais representativas, como a Seleção Brasileira e a Argentina, estão muito longe de mostrar a qualidade de outros tempos. A Eurocopa, pretensamente, seria a melhor dessas competições, mas também está longe de encantar, pois, não custa lembrar, os maiores destaques do futebol europeu são os jogadores estrangeiros. Embora muitos europeus digam que a Eurocopa é a Copa do Mundo sem Brasil e Argentina, as duas competições estão longe de serem equivalentes. As grandes potências do futebol europeu nem sempre mostram o seu melhor na Eurocopa, como prova a decisão da edição de 2004, entre Portugal e Grécia. Seria bom que essa enorme quantidade de jogos fosse acompanhada de uma grande qualidade, mas com uma Seleção Brasileira medíocre e sem a presença de seu único grande astro, Neymar, e uma Argentina onde Messi não consegue render tudo que dele se espera, por exemplo, esse parece um desejo irrealizável. Ainda assim, quem gosta de futebol que trate de se programar, pois o que não vai faltar serão jogos para assistir nessa overdose futebolística.
domingo, 5 de junho de 2016
Tropeço
A estatística do Inter nos jogos contra o Vitória, no Barradão, não é nada favorável. Hoje á tarde, essa tendência, mais uma vez, se confirmou. Com um gol sofrido logo aos três minutos do primeiro tempo, o Inter perdeu para o Vitória por 1 x 0, e teve quebrada a sua invencibilidade no Campeonato Brasileiro. O tropeço acarretou, também, a perda da liderança isolada. Agora, o Inter divide essa condição com Corinthians e Grêmio, e, pelos critérios de desempate, é o terceiro colocado. As limitações apresentadas pelo Inter, mesmo nas vitórias, dessa vez não foram superadas. O Inter não jogou bem e, mesmo que tenha tido chances claras de gol, poderia ter perdido por um placar maior. Uma questão, em particular, começa a se mostrar intrigante nos jogos do Inter. Em todas as partidas, sem exceção, o zagueiro Paulão comete faltas violentas e toca com a mão na bola dentro da área. Porém, os árbitros nunca o expulsam nem marcam pênaltis por causa desses lances. Hoje, não foi diferente. Paulão cometeu uma falta violentíssima sobre Marinho, do Vitória, mas recebeu apenas o cartão amarelo. No final do jogo, desviou com o braço, dentro da área, uma bola que poderia redundar no segundo gol do adversário. O pênalti, no entanto, não foi marcado. Porque Paulão tem tantos privilégios com a arbitragem? Essa é a pergunta que não quer calar.
Desafogo
Uma atuação pouco inspirada, chances desperdiçadas, torcida impaciente, o gol que não saía. Assim se desenrolou o jogo Grêmio x Ponte Preta, hoje á tarde, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O torcedor já se lamentava pelos dois pontos que seriam desperdiçados quando, aos 49 minutos do segundo tempo, Luan marcou um golaço. Foi o gol do desafogo, e com ele o Grêmio venceu a Ponte Preta por 1 x 0. O Grêmio, que estava caindo para o quarto lugar na classificação, retornou ao primeiro, dividindo a posição com Corinthians e Inter. Nos critérios de desempate, o Grêmio é o segundo colocado, atrás do Corinthians, por ter tido um jogador expulso. Detalhes á parte, o fato é que o gol de Luan trouxe alívio para uma torcida que já se via amargurada por um empate em casa na sequência de uma derrota. Foi um jogo que valeu, essencialmente, pelo resultado. Era imprescindível vencer, e o Grêmio conseguiu. A atuação esforçada, mas sem brilho, no entanto, diante de um adversário modesto, evidencia a necessidade do Grêmio aumentar o seu rendimento, se quiser brigar pelo título. Alguns desempenhos individuais estiveram muito abaixo do esperado, como Maicon, Giuliano, Douglas e, especialmente, Everton, que perdeu dois gols feitos. Porém, o que importa é que, mesmo de forma tão sofrida, o objetivo de vencer foi alcançado. Agora, serão dois jogos seguidos fora de casa, nos quais será preciso muita aplicação e qualidade para não perder posições.
sábado, 4 de junho de 2016
Mediocridade
A Seleção Brasileira está mergulhada na mediocridade. Basta ver sua escalação para verificar que não há um único jogador diferenciado, é uma reunião de nomes medianos. Essa é uma contingência da entressafra de valores que vive o futebol brasileiro. Porém, essa situação se agrava porque a Seleção não tem um bom técnico. A volta de Dunga ao cargo foi um absurdo, que está se prolongando de maneira inaceitável. Dunga não consegue dar nenhuma contribuição á Seleção. Hoje, a Seleção estreou na Copa América Centenário empatando em 0 x 0 com o Peru, no Rose Bowl. Mais uma vez, a Seleção produziu muito pouco. O pior é que a derrota só não aconteceu por um erro de arbitragem, pois um gol legítimo do Equador foi anulado, num frango constrangedor de Alisson. A arbitragem entendeu que a bola, ao ser chutada, já tinha saído pela linha de fundo, o que não aconteceu. A verdade é que, mesmo com um material humano mediano, a Seleção poderia render mais. Não irá conseguir isso, no entanto, enquanto Dunga for o técnico.
Muhammad Ali
O boxe, como esporte, nunca foi uma unanimidade. Apreciado por muitos, é rejeitado por outros tantos, devido a sua violência. Porém, polêmicas á parte, como todo o esporte, gerou seus mitos, e não foram poucos. Nenhum, no entanto, foi maior que Cassius Clay, ou Muhammad Ali, o nome que adotou depois de se converter ao islamismo. Mesmo para os que não se encantam pelo boxe, Ali era uma referência. Seu estilo de luta, com o movimento constante das pernas, marcou época. Suas lutas com outros grandes nomes do boxe, como George Foreman e Joe Frazier, entraram para a história. Ali não se limitou ao ringue. Foi um exemplo de postura como cidadão. Recusou-se a lutar na Guerra do Vietnã. Ao ser discriminado por sua cor, desfez-se de sua medalha de ouro olímpica. As pancadas sofridas nos ringues, todavia, cobraram o seu preço, e Ali, que faleceu, hoje, aos 73 anos, vinha sofrendo há mais de três décadas com o Mal de Parkinson. Muhammad Ali não vive mais, mas seu nome está inscrito para sempre entre os maiores nomes do esporte, como Pelé, Michael Jordan, entre outros. Sai de cena o homem, permanece o mito.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Competição extemporânea
Começou, hoje, nos Estados Unidos, a Copa América Centenário. O jogo de abertura, isolado, foi Estados Unidos 0 x 2 Colômbia. Essa é uma edição extra da Copa América, devido ao fato de a competição, em 2016, completar 100 anos de sua primeira realização. Mesmo com essa justificativa histórica, é uma competição extemporânea. Afinal, em 2015, houve uma edição regular da Copa América. Como se não bastasse isso, os clubes brasileiros são extremamente prejudicados ao terem jogadores convocados por seleções participantes da competição, já que, absurdamente, o Campeonato Brasileiro não é paralisado durante a disputa, ao contrário do que acontece nos demais países. Dessa forma, clubes como Grêmio e Santos, por exemplo, foram muito prejudicados por terem jogadores convocados, desfalcando e fragilizando seus times. Afora isso, no caso específico da Seleção Brasileira, sua ligação com a torcida vive um enorme desgaste, e Dunga é um técnico que todos desejam que saia do cargo. A Copa América Centenário, nesse momento, é totalmente inconveniente. Para o público brasileiro, particularmente, ela não representa um atrativo. Não faltará quem, até mesmo, torça contra a Seleção, para que ela seja eliminada logo e, assim, os jogadores de seus clubes retornem o quanto antes.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Erros fatais
Um grande jogo, com muitos gols, duas viradas no placar, tensão e emoção. Assim foi a partida Palmeiras 4 x 3 Grêmio, hoje, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Com um minuto e meio de jogo, o Palmeiras já fazia 1 x 0, num lance em que, no seu nascedouro, houve uma falta sobre Maicon. No último minuto dos acréscimos do primeiro tempo o Grêmio empatou, numa jogada em que Bressan estava impedido. Naquele momento, o Grêmio já fazia por merecer o empate. O Grêmio começou melhor no segundo tempo, e aos nove minutos conseguiu a virada. Porém, não soube segurar o escore, e sofreu o empate dois minutos depois. A partir daí, o Palmeiras exerceu uma forte pressão, e uma nova virada era iminente. Não deu outra. O Palmeiras desempatou e, depois, ampliou o placar. No final, quando o resultado já parecia definido, o Grêmio ainda fez mais um gol. Para o Grêmio, afora a derrota em si, preocupa o fato de não ter sofrido gols nos primeiros jogos do Brasileirão e, hoje, ter levado quatro numa única partida. As falhas nas bolas aéreas voltaram a aparecer. Foram erros fatais, responsáveis pelo terceiro e quarto gols do Palmeiras. A atuação do time, no entanto, foi de bom nível, e mostra que o Grêmio pode ter pretensões grandes na disputa.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Filme repetido
Os jogos do Inter tem apresentado um conteúdo repetitivo. São vitórias por placar escasso e, quase sempre, com falhas decisivas da arbitragem. Hoje, o quadro não foi diferente. O Inter venceu o Atlético Paranaense por 1 x 0, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a terceira vez consecutiva que o Inter venceu pelo escore mínimo. O gol do jogo foi irregular, pois antes de a bola chegar em Vitinho, que a colocou nas redes, Paulão fez falta sobre Cleberson, e ainda cometeu um toque. Mesmo assim, o gol foi validado. Dessa forma, o Inter dormiu como líder isolado, e permanecerá nessa condição se o Grêmio não vencer o Palmeiras, hoje, no Pacaembu. Em 2015, o Inter venceu sete jogos por 1 x 0 na mesma competição. Estamos assistindo, portanto, a um filme repetido.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Caos político
O Brasil vive um caos político. Um golpe foi praticado contra uma presidente legitimamente eleita. Em seu lugar, assumiu o cargo um homem sem legitimidade, nem credibilidade. Seu governo interino não está sendo reconhecido por uma série de países. Com apenas 19 dias no poder, dois de seus ministros já foram afastados em função de gravações comprometedoras. Na verdade, os escândalos do governo interino de Michel Temer vão se acumulando a cada dia. Esse quadro torna inviável a continuidade do governo. Se Michel Temer deixar a condição de interino para tornar-se presidente efetivo, o país irá mergulhar num poço sem fundo. Temer e seus auxiliares não tem idoneidade moral para conduzir o país. As gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com pessoas do meio politico, deixaram claro que o impeachment foi um golpe com o intuito de esvaziar a Operação Lava-Jato, e salvar o pescoço dos que nela estavam implicados. O Senado não pode lançar o país no abismo que seria a continuidade desse governo. Na votação definitiva do impeachment, o Senado há de restituir a presidente Dilma Rousseff ao cargo. O que virá a partir daí é uma incógnita. Dilma proporia um governo de pacificação do país, ou convocaria novas eleições? Seja como for, a única certeza que o noticiário nos leva a ter é a de que o governo Temer não tem como prosseguir, é insustentável.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Desgaste
A Seleção Brasileira, outrora um dos grandes orgulhos do país, está com um desgaste cada vez maior na sua imagem. Com uma sequência de maus resultados, um técnico que não inspira confiança, e uma safra de jogadores de escassa qualidade, a Seleção desperta pouco interesse do público, atualmente, um quadro que só tende a se agravar. O amistoso de ontem, contra o Panamá, em Denver (EUA), contribuiu ainda mais para isso. Contra um adversário que, em quatro jogos anteriores, havia sempre goleado, a Seleção venceu por apenas 2 x 0, com um gol no início e outro no final do jogo. A atuação da Seleção foi fraca e desinteressada. Foi um jogo que pouco ou nada serviu para a preparação da Seleção para a Copa América Centenário e a sequência das Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Recuperar a imagem da Seleção Brasileira será um trabalho duro. Para isso, no entanto, é indispensável uma mudança de rumos, começando pela troca do técnico.
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