terça-feira, 1 de julho de 2014

Emoção até o fim

Os jogos de hoje, pela Copa do Mundo, foram marcados pela emoção até o fim das partidas. Argentina 1 x 0 Suiça e Bélgica 2 x 1 Estados Unidos foram jogos que só ficaram definidos no apito final do árbitro. Em ambos, empates em 0 x 0 levaram a decisão para a prorrogação. No jogo do Itaquerão, tudo já se encaminhava para a disputa dos tiros livres da marca do pênalti, quando Lichtisteiner perdeu uma bola no meio de campo e permitiu um contra-ataque em que um passe genial de Messi para Di Maria resultou no gol da Argentina, aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. Nem mesmo aí, o jogo diminuiu em intensidade. A Suiça ainda colocou uma bola na trave, e teve uma falta frontal ao gol a seu favor no último minuto dos acréscimos da prorrogação. Emoção em altíssimo grau. Não foi diferente na Arena Fonte Nova. A Bélgica, no tempo normal, acumulou chances para marcar, enquanto os Estados Unidos defendiam-se de maneira obstinada. A partida foi para a prorrogação e, logo no início, a Bélgica fez 1 x 0, ampliando o placar, mais tarde. A impressão é de que tudo, então, estava decidido, mas um gol dos Estados Unidos pôs fogo no jogo, que seguiu indefinido e empolgante até o fim. A Copa do Mundo de 2014 é, mesmo, um sucesso. Grandes jogos, muitos gols, estádios lotados e muita emoção. Os que apostaram no fracasso da competição quebraram a cara.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Dificuldades

Os favoritos dos jogos de hoje pela Copa do Mundo enfrentaram dificuldades, mas acabaram confirmando suas classificações para as quartas de final. No primeiro jogo do dia, a França venceu a Nigéria, por 2 x 0, no Mané Garrincha. A Nigéria opôs grande resistência, e o primeiro tempo terminou em 0 x 0. Porém, no segundo tempo, a melhor qualidade da França acabou por se impor. As seleções favoritas tem encontrado forte resistência de seus adversários menos conceituados, mas tem conseguido ir adiante na Copa, o que garante muita emoção para as fases mais decisivas, com grandes confrontos entre gigantes da história da competição. Uma dessas seleções gigantes, a Alemanha, foi a ganhadora do segundo jogo do dia. A Alemanha venceu a Argélia por 2 x 1, no Beira-Rio, mas o resultado só foi estabelecido na prorrogação. No tempo normal, houve empate em 0 x 0, e se uma vencedora houvesse, por merecimento, deveria ser a Argélia. Explorando as fragilidades defensivas da Alemanha, a Argélia perdeu várias chances de gol. Logo início da prorrogação vei o castigo, com a Alemanha abrindo o placar. No final, com as duas equipes pregadas em campo, a Alemanha fez seu segundo gol e, quando ninguém esperava mais nada, a não ser o final da partida, a Argélia descontou. Não houve tempo para uma reação que levasse a decisão para os tiros livres da marca do pênalti. Com os resultados de hoje, duas candidatas ao título terão de medir forças já nas quartas de final. França e Alemanha se enfrentarão na sexta-feira, num jogo que tem tudo para ser memorável. O futebol apresentado pela França, até aqui, foi mais consistente, mas a Alemanha, com sua obstinação característica, não pode ser menosprezada.

domingo, 29 de junho de 2014

Classificação épica

A Costa Rica continua cometendo façanhas na Copa do Mundo. Ao empatar em 1 x 1 com a Grécia no tempo normal, hoje, na Arena Pernambuco, enfrentou uma prorrogação com um jogador a menos e a equipe fisicamente esgotada, mas conseguiu vencer por 5 x 3 nos tiros livres da marca do pênalti. Com isso, obteve uma histórica e inédita classificação para as quartas de final da Copa do Mundo. Obviamente, a favorita para o jogo é a Holanda, mas, para quem ficou em primeiro lugar no "grupo da morte" e ainda está invicta na competição, nada é impossível. Seja como for, a Costa Rica, apontada, antes da Copa, como uma "turista", já marcou sua presença de forma gloriosa na competição. No jogo de hoje, talvez não precisasse passar por tanto sofrimento, não fosse o excessivo rigor da arbitragem, que expulsou Duarte aos 20 minutos do segundo tempo. Tendo ficado com um homem a menos, a Costa Rica foi fortemente pressionada pela Grécia, tentou resistir, mas levou um gol no final do jogo. Ainda assim não se abateu, e obteve uma classificação épica. A Costa Rica é, sem dúvida, a mais simpática surpresa da Copa.

Erro fatal

O México teve a chance de igualar as suas duas melhores campanhas em Copas do Mundo, chegando às quartas de final, o que só conseguiu nas duas vezes em que sediou a competição. Foi derrotado por 2 x 1 pela Holanda, de virada, hoje, no Castelão, num jogo em que vencia quando a partida já se aproximava do final. Porém, o México não pode se considerar um azarado. O resultado não expressa uma injustiça, e sim um erro fatal cometido por seu técnico, Miguel Herrera. Ele sacou, já aos 15 minutos do segundo tempo, o autor do gol que dava a vitória parcial para a sua equipe, Giovani dos Santos, optando por uma postura defensiva, visando manter o placar. Não se faz isso, impunemente, com uma equipe do nível da Holanda. Caso o jogo fosse para a prorrogação, é provável que o México tivesse vantagem, pois o calor causticante de Fortaleza castiga muito mais os europeus. No entanto, nem isso foi possível. Ao sofrer o gol de empate, ficou que evidente que o México não resistiria a pressão final da Holanda, o que acabou se confirmando. Afora a sua frustração, o México também influiu decisivamente no desenrolar da Copa. Se eliminasse a Holanda, tiraria do caminho uma das grandes candidatas ao título e disputaria com a Costa Rica um lugar nas semifinais. Agora, com a Holanda tendo se classificado, é difícil imaginar que ela não seja uma das semifinalistas, ou seja, o México tornou mais dura a vida dos demais postulantes ao título. O erro cometido por Miguel Herrera é recorrente entre os técnicos, que insistem em querer sustentar uma vantagem mínima, atraindo o adversário para o seu campo, quase sempre com terríveis consequências. Mesmo que seja uma atitude reiteradamente fracassada, eles insistem em praticá-la.

sábado, 28 de junho de 2014

Confirmação

A vitória da Colômbia sobre o Uruguai, por 2 x 0, hoje, no Maracanã, apenas confirmou as expectativas que se tinha em relação ao resultado do jogo. A Colômbia é uma equipe melhor e mais jovem que a do Uruguai. Afora isso, a punição de Luiz Suarez privou o Uruguai de seu melhor jogador, e abalou psicologicamente a equipe. A campanha da Colômbia na Copa do Mundo, até aqui, é excelente. Ganhou as quatro partidas que jogou, e tem o goleador da competição, até o momento, James Rodriguez, com cinco gols. Por sinal, ele foi eleito pela Fifa o melhor jogador da primeira fase da Copa. O Uruguai, por sua vez, despediu-se da Copa do Mundo com duas vitórias e igual número de derrotas. Enquanto na Colômbia brilham nomes como os de James Rodriguez e Cuadrado, no Uruguai estrelas como Cavani e Diego Forlán nada mostraram. Cavani, inexplicavelmente, não foi nem sombra do que é no Nápoli, e Diego Forlán, melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, perdeu a batalha para a idade avançada. Por tudo que vem mostrando, a Colômbia será uma adversária duríssima para a Seleção Brasileira, nas quartas de final. Diante de uma equipe tão qualificada, a Seleção terá de melhorar muito o seu futebol. A Seleção tem um retrospecto histórico infinitamente superior ao da Colômbia, mas isso não ganha jogo. Se não melhorar substancialmente o seu desempenho, a Seleção verá acontecer, contra a Colômbia, o que quase ocorreu contra o Chile: a eliminação prematura da Copa do Mundo.

Um filme de terror

A expressão que serve de título a esse texto está longe de ser original, mas define bem o que foi o jogo Seleção Brasileira 1 x 1 Chile, vencido pela equipe da casa por 3 x 2 nos tiros livres da marca do pênalti, hoje, no Mineirão. Foi, mesmo, um filme de terror. A Seleção saiu na frente com um gol contra que foi atribuído a David Luiz, mas, pouco depois, numa falha de seu sistema defensivo, sofreu o empate e, a partir daí, desandou. O futebol da equipe brasileira piora a cada jogo. O meio de campo inexiste, obrigando a defesa a fazer a ligação direta com o ataque, dando chutões. Alguns jogadores estão em péssima fase. O exemplo mais gritante é Daniel Alves, cuja permanência como titular é incompreensível. Oscar é um fantasma em campo, simplesmente não é percebido. Marcelo, jogador de técnica exuberante, em nada lembra as excelentes atuações de outros tempos. Fred continua pouco participativo. O Chile confirmou ter uma boa equipe, talvez a melhor com que já disputou uma Copa do Mundo. Até por isso, dessa vez não perdeu para a Seleção como nas três ocasiões anteriores em que se enfrentaram em Copas. Para tornar o filme de terror dos brasileiros ainda mais assustador, o Chile chutou uma bola no travessão quando faltavam dois minutos para o fim da prorrogação. Nos tiros livres da marca do pênalti, a aflição continuou. pois das cinco cobranças de cada equipe, a Seleção errou duas, e o Chile, três. No final, alívio generalizado entre os brasileiros, mas uma insegurança muio grande em relação ao que vem pela frente. Com o futebol que está jogando, a Seleção não dá confiança de que possa ser campeã. Parece, apenas, estar postergando uma eliminação.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sem espaço para tropeços

Hoje, foi o primeiro dia sem jogos da Copa do Mundo. Em exatos 14 dias foram realizados 48 jogos. Um delicioso banquete de jogos em que, nas duas primeiras rodadas, era possível assistir três partidas por dia na televisão. A fase classificatória se foi, e com ela 16 das 32 seleções que iniciaram a Copa deixaram a competição. Depois de um dia de descanso, amanhã tudo recomeça e, dessa vez, sem espaço para tropeços. Cada um dos jogos pelas oitavas de final, a serem realizados nos próximos quatro dias, determinará a eliminação de mais oito seleções. Para mexer ainda mais como os corações de todo o país, a Seleção Brasileira fará o primeiro desses jogos decisivos, amanhã, contra o Chile, às 13 horas. Por sua grandeza, e pelo histórico do confronto entre as duas seleções em Copas do Mundo, afora o fato de jogar em casa, a Seleção é favorita, mas qualquer descuido, numa partida que decide a continuidade na Copa, pode ser fatal. Será um jogo tenso, e todos os demais, daqui para a frente, o serão. Até aqui, a Copa teve um excelente futebol e uma alta média de gols. Agora, no entanto, o nervosismo próprio de jogos tão decisivos deverá fazer com que a competitividade se sobreponha ao futebol mais plástico. Seja como for, o que já era bom tende a ficar ainda mais empolgante. A Copa é um espetáculo ímpar, e só ocorre a cada quatro anos. Vê-la realizada em nosso país, depois de longos 64 anos, é um imenso privilégio. Aproveitemos, portanto. Daqui a pouco, a Copa acaba e, por certo, deixará uma enorme saudade.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Punição justa

A punição imposta pela Fifa ao jogador Luís Suarez, da seleção do Uruguai, foi justa. Morder um adversário é um ato antiesportivo intolerável, e, no caso de Suarez, ele já o praticou por três vezes. Dessa forma, as várias sanções impostas, suspensão de nove jogos oficiais da Fifa mais quatro meses afastado de qualquer atividade relacionada ao futebol, sem sequer poder frequentar estádios, e uma multa equivalente a R$ 250 mil, estão longe de serem demasiadas. Para quem tem, repetidamente, um comportamento tão reprovável, que inclui, também, ofensas racistas a um adversário negro, até o banimento definitivo do esporte não seria um exagero. Claro, não faltam aqueles que acham que a Fifa foi drástica demais, que o Uruguai foi injustiçado por ficar sem seu melhor jogador, que mais uma vez um país pequeno e pouco influente foi vitimado pela ação dos poderosos. Nada disso. Suarez é um grande jogador, mas apresenta um evidente desequilíbrio psicológico. Relevar sua atitude em nome dos interesses do espetáculo seria uma atitude inominável. A punição priva a Copa do Mundo de um dos seus grandes destaques, e deixa o Uruguai sem seu principal jogador, mas era indispensável. Uma medida ruim para o Uruguai, mas benéfica para o futebol.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O privilégio de ver Messi ao vivo

O jogo Nigéria 2 x 3 Argentina, hoje, no Beira-Rio, proporcionou um raro privilégio para os gaúchos:assistir Messi ao vivo. Messi não é o atual detentor do título de melhor jogador do mundo, e sim Cristiano Ronaldo, mas ganhou o prêmio nas quatro edições anteriores. Só não venceu da última vez por força de lesões que atrapalharam o seu rendimento. Mesmo assim , não resta dúvida de que é melhor que o astro português, embora ele também seja um jogador excepcional. Nem bem o jogo havia começado, aos dois minutos do primeiro tempo, e Messi já brindava o público com um belo gol. A Nigéria empataria um minuto depois, mas Messi, pouco antes do intervalo, fez um golaço de falta e colocou a Argentina, novamente, na frente do placar. Houve um novo empate da Nigéria, a Argentina fez o terceiro gol e, então, com a vitória garantida, Messi foi poupado, saindo aos 20 minutos do segundo tempo. Enquanto esteve em campo, mostrou porque é considerado, independentemente de um ano eventualmente ruim como 2013, o melhor jogador em atividade no mundo. Mais uma vez, a exemplo dos outros dois jogos da Argentina, até aqui, na competição, Messi foi decisivo. Com seus quatro gols, divide a artilharia da Copa do Mundo com Neymar, outro jogador que está desequilibrando as partidas em favor de sua equipe. As pessoas que foram ao Beira-Rio para ver Messi não tiveram nenhuma frustração. Suas expectativas foram plenamente correspondidas. Há quem diga que foi sua melhor partida com a camisa da Argentina. Bom para mim e todos os demais que estiveram no estádio, que puderam se deleitar com seu futebol magnífico.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Uma festa das Américas

A Copa do Mundo está se transformando numa festa das Américas. Entre os classificados para as oitavas de final estão sete seleções da Américas do Sul, Central e do Norte, podendo chegar a nove. Por outro lado, várias equipes europeias já deram adeus à competição, entre elas três campeãs mundiais, Itália, Espanha e Inglaterra. Com isso, comprova-se a força do fator local no resultado das Copas. Nas Copas realizadas, até hoje, na Europa, só uma vez uma equipe de fora do continente foi campeã: a Seleção Brasileira, em 1958, na Suécia. Porém, nas Copas realizadas nas Américas do Sul e do Norte, as seleções campeãs sempre foram americanas, sem exceção. Não se sabe, ainda, é claro, quem será a campeã da Copa do Mundo de 2014, e Holanda e França aparecem como grandes candidatas, com a Bélgica podendo surpreender, mas é inegável que a Seleção Brasileira, por jogar em casa e ter Neymar fazendo a diferença, a Argentina, que conta com Messi, o Uruguai com sua proverbial garra e a Colômbia com um futebol de alto nível, aparecem como sérias postulantes ao título. O clima quente e úmido da maioria das sedes da Copa pode estar tendo sua influência, mas, na verdade, o que está fazendo a diferença em prol dos americanos é o bom futebol praticado dentro de campo. Ao contrário da decadente Espanha, da limitada Itália e da sempre decepcionante Inglaterra, as seleções das Américas contam com nomes como os já referidos Neymar e Messi, James Rodriguez, da Colômbia, Luis Suárez, do Uruguai, e Campbell, da Costa Rica. Eles tem sido o fator de desequilíbrio em favor de suas equipes. Resta aos não menos brilhantes Robben e Van Persie, da Holanda, e Benzema, da França, tentarem estragar essa celebração americana.