sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A queda de Dunga

A derrota do Inter para o Vasco por 3 x 1, ontem, no Moacyrzão, em Macaé (RJ), pelo Campeonato Brasileiro, determinou uma consequência inevitável, a demissão do técnico Dunga. Foi a quarta derrota consecutiva do Inter. O clube, que se manteve durante várias rodadas em 5º lugar, a despeito de muitos tropeços, devido aos resultados paralelos, agora já despencou para o 10º lugar. Entre outras "façanhas" no Brasileirão, o Inter de Dunga, perdeu os dois jogos contra o Bahia, empatou um e perdeu outro para a Portuguesa, e foi goleado pelo Náutico, lanterna da competição. A saída de Dunga era inevitável. Ela já devia ter ocorrido após o jogo contra o Atlético Paranaense, no Estádio do Vale, pela Copa do Brasil, mas o gol de Otavinho, aos 43 minutos do segundo tempo, empatando a partida em 1 x 1, deu uma sobrevida ao técnico. Porém, a derrota de ontem, para um time que não vencia a sete jogos, e com direito a gritos de "olé" da torcida, tornou a permanência de Dunga insustentável. Especula-se, agora, quem será o novo técnico. O mais cotado é Abel Braga, mas Mano Menezes também é cogitado. A tarefa do novo técnico não será fácil. A distância para a zona de rebaixamento é de apenas sete pontos e ainda faltam 13 rodadas para o fim da competição. Não é, por enquanto, uma grande ameaça, mas, para um time que perdeu os últimos 12 pontos que disputou é uma hipótese que não pode ser ignorada. O time está desarrumado, envelhecido, e concentra qualidade do meio para a frente, mas tem severas limitações técnicas na defesa e nos volantes. O próximo jogo, que marcará a volta do Inter ao estádio Francisco Stédile, em Caxias do Sul, será contra o Fluminense, que faz uma campanha de recuperação e já está há oito jogos invicto. Nessa partida, o Inter será treinado pelo técnico dos juniores do clube, Clemer. Vencer esse jogo é uma necessidade imperiosa, para por fim a série de derrotas, mas não será uma tarefa fácil. A crise do Inter, por tudo que tem se visto, não será debelada tão facilmente.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Posição consolidada

A vitória do Grêmio por 1 x 0 sobre o Atlético Paranaense, ontem, na Arena, consolida o clube em 2º lugar no Campeonato Brasileiro. O Grêmio abriu dois pontos de vantagem sobre o Botafogo e quatro sobre o próprio Atlético, seus mais próximos perseguidores. Só o que não mudou foi a distância para o líder do Brasileirão, o Cruzeiro, que continua disparado, 11 pontos a frente. O sonho do título não pode ser abandonado, enquanto houver possibilidade matemática, mas a hipótese de que o Cruzeiro não venha a ser o campeão torna-se cada vez mais remota. O vice-campeonato, caso se confirme, não quebrará o jejum de títulos do Grêmio, mas lhe garantirá uma classificação direta para a fase de grupos da Libertadores, o que é importantíssimo para se fazer uma pré-temporada adequada. O próximo jogo do Grêmio, contra o Botafogo, sábado, no Maracanã, também é estratégico para as pretensões do clube. Se vencer, o Grêmio abrirá cinco pontos de vantagem sobre o clube carioca, tornando sua condição de segundo colocado ainda mais sólida. A competição começa a entrar numa fase de definição e o Grêmio parece bem equipado para atingir seus objetivos. Ontem, afora a disposição anímica e o empenho tático, já verificados em outras vitórias, o time jogou um bom futebol, principalmente no primeiro tempo. Riveros, o autor do gol, e Rhodolfo, tiveram grandes atuações. Souza e Ramiro, que formam o trio de volantes com Riveros, também se destacaram. O único senão foi a expulsão de Vargas, que poderia ter sido evitada se o jogador, que já tinha recebido um cartão amarelo, tivesse sido substituído, preventivamente, pelo técnico do Grêmio, Renato. Seja como for, o Grêmio vive seu melhor momento em 2013. Talvez, ele pudesse ser ainda melhor se o Grêmio tivesse contratado Renato assim que houve a paralisação do campeonato para a disputa da Copa das Confederações, lhe concedendo um bom período apenas para treinos. Ainda assim, depois de muito tempo, os ventos estão soprando a favor do Grêmio.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Pressão exitosa

O movimento Bom Senso F.C., formado por jogadores que querem tornar mais racional o calendário do futebol brasileiro, já está colhendo os seus frutos. Os campeonatos dos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul terão turno único, e não mais a disputa de duas taças, como ocorria até agora. Com isso, haverá uma diminuição de quatro datas nas competições, que, assim, começarão no dia 19 de janeiro, e não mais no dia 12, como previsto anteriormente. Com jogadores importantes dos grandes clubes lhe dando sustentação, o movimento mostra que, no Brasil, as coisas só acontecem com muita pressão. A tendência, inclusive, é que, para os próximos anos, novas modificações sejam feitas nos campeonatos estaduais, principalmente com a redução do número de participantes. São medidas que vem com atraso, mas antes tarde do que nunca. Os campeonatos estaduais são anacrônicos e de nível técnico muito baixo. Se não forem extintos, que pelo menos tenham sua duração encurtada. O ideal seria que pudéssemos ter um Campeonato Brasileiro de nove meses de duração, em vez dos atuais sete. Talvez, um dia, isso seja possível. Os primeiros passos já estão sendo dados. Tomara que o Bom Senso F.C., que em tão pouco tempo já obteve resultados, continue a colher frutos, para o bem do futebol brasileiro.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Gangorra

O futebol do Rio Grande do Sul cultiva a imagem da gangorra, isto é, se um dos seus grandes clubes está em cima, o outro deverá ficar embaixo. São raros os momentos em que ambos se encontram em boa fase, embora algumas vezes os dois estivessem, simultaneamente, num período ruim. Agora, ao que parece, a gangorra se estabeleceu de novo. Com a vitória sobre o São Paulo por 1 x 0, no Morumbi, o Grêmio subiu do quarto lugar para o segundo, no Campeonato Brasileiro. O Inter, ao perder para o Cruzeiro, por 2 x 1, no Estádio do Vale, caiu do quinto para o sétimo lugar. A diferença entre os dois clubes já é de oito pontos. Se antes, os sucessivos empates, somados com os tropeços de outros clubes, mantinham o Inter em quinto lugar, as três derrotas consecutivas para Bahia, Portuguesa e Cruzeiro, o fizeram cair na tabela, e, caso venha a sofrer novos tropeços, poderá ser superado por vários concorrentes que estão no seu encalço. Enquanto, no Grêmio, o técnico Renato está, cada vez mais, fortalecido pelos bons resultados, a despeito do futebol modesto do time e de ter barrado estrelas como Elano e Zé Roberto, no Inter, Dunga está enfraquecido. Os resultados pioram, em vez de melhorar, o técnico não consegue definir um time, as atuações são pífias, a impaciência da torcida cresce. A diretoria continua declarando que Dunga está firme no cargo, mas ninguém se mantém nessa condição diante de uma sucessão de derrotas. Resta saber qual será o jogo limite para Dunga. Pode até ser o próximo, contra o Vasco, em Macaé (RJ). Como o Vasco está, há várias rodadas, na zona de rebaixamento, uma derrota do Inter, que seria a quarta consecutiva no Brasileirão, poderia determinar, enfim, a queda de Dunga. O fato é que, na rodada do fim de semana, quase tudo deu certo para o Grêmio, à exceção da vitória do Cruzeiro, que fez com que o clube mineiro abrisse uma vantagem de 11 pontos sobre ele. Para o Inter, afora a própria derrota, resultados paralelos o desfavoreceram. No futebol, tudo pode mudar rapidamente, mas, hoje, quase tudo beneficia o Grêmio. A volta do Inter aos jogos no estádio Francisco Stédile, em Caxias do Sul, não parece capaz de representar algum tipo de vantagem. O fim de ano, no Rio Grande do Sul, começa a ser pintado com as cores do Grêmio.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Salvo por um gol

O Inter empatou em 1 x 1, ontem, com o Atlético Paranaense, no Estádio do Vale, pela Copa do Brasil. Aos cinco minutos do primeiro tempo, o Atlético já vencia por 1 x 0. Incrivelmente, o Inter só chegou ao campo de ataque aos sete minutos! Durante todo o primeiro tempo, houve ampla superioridade do Atlético, que perdeu um gol feito e poderia ter goleado. No segundo tempo, o técnico do Inter, Dunga, partiu para o tudo ou nada, retirando Josimar e colocando Otavinho. Substituiu, também, o ineficiente Leandro Damião por Scocco. As trocas deram maior poder ofensivo ao Inter, que partiu para o "abafa", conseguindo criar as chances de gol que não apareceram no primeiro tempo. Ainda assim foi muito mais uma pressão natural de quem está perdendo e precisa reagir do que uma produção resultante de uma boa estruturação tática. O Atlético, contudo, conseguia resistir ao ímpeto do Inter, e só sofreu o gol de empate, numa falha incrível do zagueiro Manoel, que até ali fazia grande partida, depois que já tivera um jogador expulso. Mais tarde, o árbitro expulsou mais um jogador do Atlético. O empate com gols foi excelente para o clube paranaense, que decidirá a classificação em casa, mas a vitória era o resultado mais justo e praticamente definiria o confronto. O gol de Otavinho, aos 43 minutos do segundo tempo, acabou salvando o emprego de Dunga. Afinal, se o Inter perdesse o terceiro jogo seguido, e estivesse virtualmente eliminado da Copa do Brasil, sua situação seria insustentável. O empate, nas circunstâncias em que foi obtido, lhe deu uma sobrevida. Resta saber por quanto tempo, pois, domingo, o Inter joga contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro, novamente no Estádio do Vale. O time do Inter estará desfalcado de D'Alessandro, Índio e Juan, e o Cruzeiro virá completo. Levando em conta o momento dos dois times, mesmo com o Inter jogando em casa, não se pode afastar a hipótese, até mesmo, de uma vitória do Cruzeiro por um placar elástico.O gol de ontem manteve o técnico do Inter no cargo, mas sem sair da corda bamba.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Resultado lógico

O Grêmio empatou com o Corinthians em 0 x 0, hoje, no Pacaembu, pela Copa do Brasil. Um resultado lógico, já que o Corinthians tem o segundo pior ataque do Campeonato Brasileiro, e a melhor defesa, e o Grêmio é um time que chuta pouco ao gol. Nesse aspecto, o do poder ofensivo, o técnico do Grêmio, Renato, até surpreendeu. Impossibilitado de escalar três zagueiros, como é da sua preferência, pois teria, para isso, de lançar o garoto Rafael Thiere, que ainda não jogou pelos profissionais, Renato colocou o Grêmio em campo no 4-3-3, com Vargas, Kléber e Barcos juntos no ataque. Isso, no entanto, pouco adiantou. Kléber é desarmado sucessivamente pela defesa adversária devido à sua crônica falta de velocidade, e Barcos continua muito mal, afastando-se em demasia da área e tendo dificuldade, até mesmo, para dominar a bola. O melhor dos três foi Vargas, que infernizou o lado direito da defesa do Corinthians, deu bons passes para seus companheiros, que foram desperdiçados, e foi o responsável pela maior chance de gol do Grêmio no jogo, batendo uma falta que exigiu uma grande defesa do goleiro Cássio. .A saída de Vargas, por sinal, aos 33 minutos do segundo tempo, substituído por Paulinho, foi totalmente incompreensível. A partir dela, o Grêmio perdeu a retenção de bola no ataque, e passou a ceder terreno, perigosamente para o Corinthians. Porém, o resultado, em si, não deixou de ser bom. Mesmo que o Grêmio seja obrigado a vencer o segundo jogo, pois um novo 0 x 0 levará a decisão da classificação para os tiros livres da marca do pênalti, e qualquer empate com gols beneficiará o Corinthians, o fato de não ter perdido e de a próxima partida ser na Arena, lhe dão um certo favoritismo. Pena que, por culpa de um calendário esdrúxulo, o segundo jogo seja só daqui a um mês. Até lá, o Grêmio tem de somar o maior número possível de pontos no Brasileirão para consolidar-se nas primeiras posições da competição.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Antes tarde do que nunca

O calendário do futebol brasileiro é uma excrecência. Os clubes não conseguem fazer uma pré-temporada adequada e jogam incessantemente duas vezes por semana, o que, praticamente, não permite a realização de treinos. Se, por algum motivo, um jogo é adiado, é ainda pior, pois será recuperado próximo a realização de outras partidas, numa maratona impossível de ser suportada. Recentemente, o Inter teve de jogar quatro partidas pelo Campeonato Brasileiro em apenas oito dias! Isso é um descalabro. A consequência é que, com tantas partidas, o nível técnico do espetáculo despenca, os jogadores são acometidos por lesões, o torcedor se afasta por não ter condição financeira de assistir tantos jogos. Agora, antes tarde do que nunca, apareceu quem se rebele contra essa situação. Os jogadores de futebol brasileiros manifestaram, por parte de alguns de seus nomes mais significativos, sua inconformidade com o calendário de 2014 anunciado pela CBF. Ele torna ainda pior o que já foi ruim em 2013, impedindo que os clubes cumpram com as férias regulares e possam fazer uma pré-temporada. Como principais interessados no assunto, afinal são eles que entram em campo, os jogadores querem se reunir com a CBF para discutir a questão. O problema do calendário do futebol brasileiro reside, fundamentalmente, na insistência da disputa dos campeonatos estaduais, um tipo de competição totalmente anacrônica e defasada. São campeonatos de baixíssimo nível técnico e com excessiva duração. Por causa deles, o Brasileirão, que, em si, é um excelente produto, é disputado em apenas sete meses. Seus congêneres europeus são disputados por nove meses, o que garante a reserva dos meios de semana, apenas, para outras competições. Imediatamente após a nota expedida pelos jogadores expondo sua contrariedade com o calendário, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, atacou a mesma e disse que não há hipótese da fórmula do Campeonato Gaúcho do ano que vem ser alterada. Não é de espantar. Noveletto é um dos grandes responsáveis por esse quadro caótico, pois são as federações, que votam para eleger o presidente da CBF, que dão sustentação a esse quadro lamentável. Noveletto sonha em ser o próximo presidente da CBF, e conta com o apoio explícito de alguns cronistas locais. Um deles chega a caracterizar o trabalho de Noveletto na FGF como excelente, ignorando o fracasso técnico e financeiro do Gauchão. O mesmo cronista, aliás, também era um fã entusiasmado de Carlos Simon, o árbitro dos "erros" mais absurdos e escandalosos da história do futebol brasileiro. Em comum, os três torcem pelo mesmo clube, do qual Noveletto, inclusive, é conselheiro. Menos mal que o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, manifestou apoio a posição dos jogadores. Está mais do que na hora de se fazer alguma coisa para que se tenha um calendário racional no futebol brasileiro. Os jogadores deram o primeiro passo. Tomara que sua iniciativa consiga resultados concretos.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Opiniões variáveis

A chamada "grande imprensa" é muito curiosa nas suas análises. Seus conceitos são muito flexíveis, variando conforme os personagens envolvidos. Vejamos o caso do continuísmo político. A imprensa conservadora vocifera quando governantes de esquerda cumprem sucessivos mandatos, ainda que isso resulte da decisão soberana dos eleitores. Para justificar sua contrariedade, tais veículos de comunicação denunciam que o êxito eleitoral, nesses casos, se dá pela perseguição à "imprensa independente" (eufemismo para o jornalismo de direita) e à oposição, uso da máquina do governo, adoção de medidas populistas, entre outros fatores. Se o continuísmo for de um político liberal, no entanto, a análise muda inteiramente de tom. Isso ficou comprovado, mais uma vez, com a conquista da primeira-ministra da Alemanha, Ângela Merkel, de um terceiro mandato sucessivo. Ângela Merkel é uma política de linha conservadora, e comanda a maior economia da Europa. Em todas as apreciações feitas sobre ela, antes e depois das eleições, foi brindada pela grande imprensa brasileira com fartos elogios à sua competência, firmeza nas decisões, defesa dos princípios liberais, seus estilo avesso ao populismo. A mesma imprensa também derramou-se em considerações elogiosas aos onze anos em que a execrável Margareth Thatcher foi primeira-ministra da Inglaterra, nada vendo de inconveniente em tão larga permanência no poder, período que ela utilizou para agredir os interesses da massa trabalhadora e favorecer as elites, sem contar sua explícita amizade com o ditador sanguinário do Chile, Augusto Pinochet. São os mesmos veículos de imprensa que não disfarçavam sua simpatia por boçais como os ex-presidentes dos Estados Unidos, Ronald Reagan e George Walker Bush. Os mesmos veículos, também, que nada viram demais quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comprou 200 parlamentares para aprovar, em benefício próprio, o instituto da reeleição, nunca adotado antes no país, obtendo, assim, um segundo mandato consecutivo, mas que denunciavam, histericamente, que Luís Inácio Lula da Silva faria o mesmo para ter um terceiro período seguido no cargo, o que acabou não se confirmando. Portanto, daqui por diante, o público deve ficar atento para essas diferenciações. Se um político de esquerda ficar por mais de um mandato no cargo, isso é "continuísmo", se for de direita é "estabilidade democrática". Pobre opinião pública brasileira, que tem de se servir de uma imprensa tão facciosa.

domingo, 22 de setembro de 2013

Crise agravada

O Inter perdeu por 1 x 0 para a Portuguesa, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Brasileiro. Nos dois últimos jogos do Inter, foram duas derrotas. Ambas para adversários que lutam, apenas, para não serem rebaixados. O que espanta no Inter é a sua falta de reação anímica. O time foi indolente contra o Bahia no primeiro tempo, cresceu de produção no segundo, mas acabou derrotado. Incrivelmente, hoje, quando jogava em casa, precisando urgentemente marcar pontos para se aproximar da zona de classificação para a Libertadores, o Inter voltou a ser um time sem vibração, que permitiu que o jogo fosse se arrastando num 0 x 0 que só interessava ao seu adversário, e acabou perdendo a partida, depois de ter ficado com um homem a menos, após a expulsão de Índio. O próximo jogo do Inter é contra o Cruzeiro, líder absoluto do Brasileirão, novamente no Estádio do Vale, o que não quer dizer muita coisa, pois não tem colhido bons resultados no local. Para tornar o quadro ainda pior, o Inter não contará, afora Índio, com Aírton, Juan e D'Alessandro, sua principal estrela, que receberam o terceiro cartão amarelo. O técnico do Inter, Dunga, parece perdido. Não consegue definir um time e altera a escalação titular de um jogo para o outro. A diretoria nega, com declarações patéticas e alienadas, que o Inter esteja em crise, e diz que o técnico está garantido em seu cargo. Na verdade, o Inter já estava em crise, e a derrota para a Portuguesa agravou-a ainda mais. Em relação a Dunga, sabe-se que os técnicos dependem de resultados, e com ele não será diferente. Novidades impactantes poderão ocorrer no Inter, muito em breve.

sábado, 21 de setembro de 2013

Erro imperdoável

O Grêmio empatou em 0 x 0 com o Vitória, hoje, no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro.Muito poderia ser dito sobre o jogo, mas um fato se sobrepõe a qualquer outro: o absurdo impedimento marcado aos 36 minutos do primeiro tempo, anulando um gol legítimo do Grêmio. Tem razão o gerente de futebol do Grêmio, Rui Costa, quando disse que, dessa vez, não iria analisar qualquer fator técnico ou tático ocorrido no jogo, mas iria tratar, apenas, da arbitragem. O "erro" de arbitragem foi imperdoável, inaceitável, intolerável, indesculpável. Ele prejudicou de modo decisivo o Grêmio num momento em que o Brasileirão caminha para a definição. Como bem lembrou Rui Costa, pode não ser coincidência que, depois da enorme gritaria no centro do país pela marcação de um pênalti em favor do Grêmio contra a Portuguesa, tenha acontecido o fato de hoje. Sim, eu poderia analisar vários aspectos técnicos e táticos do jogo, principalmente o incrível total de 101 passes errados na partida. Porém, sempre tive a convicção de que o resultado de um jogo só pode ser considerado injusto quando ele for determinado diretamente pela ação da arbitragem. Foi o que aconteceu em Grêmio x Vitória. O "erro" de arbitragem se põe acima de qualquer outro fator. Em linguagem bem direta, o Grêmio foi roubado no Barradão.