terça-feira, 30 de julho de 2013
Decisão absurda
A decisão da Brigada Militar de que o Gre-Nal do próximo domingo, na Arena, tenha torcida única do mandante, o Grêmio, é absurda. O Gre-Nal, hoje reconhecido, até fora do Rio Grande do Sul, como o clássico de maior rivalidade do futebol brasileiro, vem, infelizmente, sofrendo um processo de esvaziamento, e, o que é pior, com a participação dos próprios clubes. Tudo começou, há alguns anos, quando, sob a alegação de preservar os interesses de seus associados, cada vez em maior número, Grêmio e Inter passaram a fornecer para o visitante apenas 2 mil ingressos nos Gre-Nais. Agora, tendo como argumento a impossibilidade de garantir a chegada da torcida do Inter em segurança ao estádio, a Brigada Militar determina que o Gre-Nal tenha a presença, apenas, da torcida do clube mandante. Isso é uma confissão de incompetência! Como pode uma corporação cuja finalidade é zelar pela segurança pública declarar-se incapaz de proporcioná-la? O maior espetáculo esportivo do Rio Grande do Sul é descaracterizado no seu brilho porque quem deveria garantir a segurança de sua realização se declara incapaz de fazê-lo? O pior é que o Ministério Público acatou a determinação da Brigada Militar. Frequento estádios desde 1971. Assisti ao meu primeiro Gre-Nal em 1972. Sempre com estádios cheios e com cerca de 40% do espaço reservado para o visitante. Era um espetáculo belíssimo e de um notável colorido. Um lado em azul, preto e branco, outro em vermelho e branco. Tudo isso está virando uma doce lembrança. Estão acabando com o Gre-Nal. A Brigada Militar não pode assumir tamanho protagonismo. A corporação existe para servir à sociedade, não para submetê-la aos seus caprichos e à sua autodeclarada incompetência. Espero que, até o final da semana, essa absurda decisão venha a ser modificada, se preciso for, até mesmo, com a intervenção do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Abuso
O conflito ocorrido ontem entre torcedores da Geral do Grêmio e soldados da Brigada Militar, na Arena, antes do início do jogo entre Grêmio e Fluminense, foi de culpa exclusiva dos integrantes da corporação policial. A reação dos torcedores se deu após a covarde agressão ao torcedor conhecido como "Gaúcho da Geral". O torcedor foi estupidamente agredido por que portava uma muleta que adaptara como mastro para a bandeira do Rio Grande do Sul que sempre carrega consigo. "Gaúcho da Geral" é um frequentador assíduo dos estádios, e não se sabe de nenhuma conduta indevida de sua parte. A alegação de que ele não poderia estar de muletas naquele setor do estádio, e de que a mesma poderia se converter numa arma, varia entre o patético e o ridículo. Não faltam, é claro, dentro e fora da imprensa, os "paladinos da moral" defendendo a ideia de que a Brigada Militar tem mais é de "baixar o cacete" mesmo. Outros aproveitam para pedir que o Grêmio acabe com a torcida Geral de uma vez por todas. A apresentadora Renata Fan, da Rede Bandeirantes, fanática torcedora do Inter, diz que a culpa do incidente é do Grêmio, por insistir em manter um setor do estádio sem assentos, contrariando o que acontece em todas as arenas modernas. Afora a facciosidade, Renata Fan demonstra desinformação. O estádio do Borussia Dortmund, por exemplo, reserva 25 mil lugares, de uma capacidade total de pouco mais de 70 mil, para uma área sem assentos, de ingressos de custo mais baixo e que concentra os torcedores mais entusiasmados. A verdade é que, desde o início, a Brigada Militar está exorbitando em relação a Arena. Subitamente, no Brasil, em função do tal "padrão Fifa" resolveu-se, na base do "canetaço", mudar a forma de se torcer no futebol. Não se quer mais permitir torcedores portando bandeiras com mastro, tirando a camisa, entre outras imposições absurdas só concebíveis por quem nunca entrou num estádio. O Grêmio já sofreu um enorme prejuízo ao ter de instalar gradis na área da Geral que reduziram a capacidade do setor, e, agora, poderá perder o mando de campo em alguns jogos em função de um fato que só ocorreu devido ao despreparo e truculência da Brigada Militar. Está mais do que na hora do Grêmio dispensar os serviços da Brigada Militar e contratar seguranças privados para os dias de jogos. Isso trará mais tranquilidade e segurança para os frequentadores da Arena. O que se viu ontem foi uma clara demonstração de abuso policial injustificável contra um torcedor indefeso. As reações de outros torcedores, ainda que violentas, foram mera consequência.
domingo, 28 de julho de 2013
Fiasco
O Inter foi goleado pelo Náutico por 3 x 0, hoje à tarde, na Arena Pernambuco, pelo Campeonato Brasileiro. Não há outra classificação para esse fato que não seja a de fiasco. Ainda que seja verdade que os dois últimos gols tenham ocorrido no final do jogo, quando o Inter lançou-se ao ataque na busca do empate, a derrota é injustificável e, tendo sido por goleada, torna-se ainda mais constrangedora. Afinal, o jogo começou com os dois clubes em posições extremas na tabela. Na liderança, o Inter, na lanterna, o Náutico. Deve-se destacar, contudo, que, mesmo nas quatro vitórias consecutivas que obteve antes da partida de hoje, o Inter não chegou a jogar bem. Em todas elas, também, a presença de D'Alessandro foi, quase sempre, preponderante. Hoje, sem seu principal jogador, o Inter, mais uma vez, não encontrou soluções. O resultado é uma ducha de água fria na semana que antecede o primeiro Gre-Nal da Arena. A única vantagem do Inter é que o Grêmio terá um jogo dificílimo contra o Corinthians, na quarta-feira, fora de casa. Se o Grêmio tiver um mau resultado, somado ao desgaste do jogo em si, enquanto seu maior rival passará a semana apenas treinando, é possível que o Inter venha a ganhar confiança para o Gre-Nal. Até lá, no entanto, o caldeirão colorado irá ferver. Uma derrota como a de hoje não se assimila tão facilmente.
Sem brilho
O Grêmio venceu o Fluminense por 2 x 0, hoje à tarde, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Era uma vitória que, pelas circunstâncias, era praticamente obrigatória. Afinal, o Grêmio vinha de uma derrota para o modesto Criciúma, jogava em casa, e seu adversário tinha perdido as quatro partidas anteriores. No entanto, embora tenha obtido a vitória de que precisava, o Grêmio, mais uma vez, exibiu um futebol sem brilho. No primeiro tempo, que terminou empatado em 0 x 0, o Grêmio mostrou pouca produtividade, com exceção de uma forte pressão exercida nos últimos minutos. Ainda assim, o Grêmio foi prejudicado pela não marcação de um pênalti claríssimo de Leandro Euzébio sobre Barcos. No segundo tempo, o Grêmio marcou um gol cedo, com Riveros, e depois ampliou, com Kléber, mas não fez muito mais do que isso em termos ofensivos. Algumas atuações individuais deixaram bastante a desejar. Foi o caso de Elano, apagadíssimo durante todo o tempo que esteve em campo, e de Zé Roberto, que, novamente, abusou de toques laterais improdutivos. Por outro lado, três jogadores se destacaram. Alex Telles voltou a jogar muito bem, Kléber fez sua melhor partida pelo Grêmio em 2013, e Riveros, que fazia sua estreia, marcou um gol e foi o melhor em campo. A vitória foi muito importante, mas o Grêmio não terá tempo para respirar. Na quarta-feira, jogará contra o Corinthians, fora de casa, e, no próximo domingo, terá o primeiro Gre-Nal da história da Arena. Grandes desafios para um time que ainda tem muito o que melhorar, mas que, com a vitória de hoje, serão enfrentados com mais confiança.
sábado, 27 de julho de 2013
O legado da jornada
Amanhã terminará a Jornada Mundial da Juventude, e o Papa Francisco retornará ao Vaticano. Durante toda a semana, o Brasil voltou seus olhos para o Rio de Janeiro. Francisco, inegavelmente um papa simpático e carismático, mobilizou multidões. Hoje, em Copacabana, 3 milhões de pessoas estiveram presentes a mais um contato com o pontífice. Um número verdadeiramente impressionante, pois representa o dobro da população de Porto Alegre concentrada nos poucos quilômetros de Copacabana. O sucesso de público de Francisco, portanto, é inegável. A cobertura midiática de sua estada no Brasil foi ampla. No entanto, aproximando-se o momento do final da Jornada e do retorno do papa ao Vaticano, impõe-se o questionamento sobre o que ficará como legado para a Igreja e a sociedade dessa semana tão intensa. A escolha de Francisco como papa não se deu por acaso. Seu despojamento, sua opção pelos pobres, sua fala objetiva e sem rodeios, sua acessibilidade, são essenciais para tentar dar uma nova imagem a uma Igreja marcada por escândalos e pelo distanciamento de seus fiéis. O fato de ser um sul-americano também não é aleatório, pois a América do Sul é o lugar do mundo onde, mesmo perdendo adeptos como em todas as outras regiões do globo, a Igreja ainda é largamente preponderante. Porém, o que de prático a passagem de Francisco pelo Brasil irá mudar na relação da Igreja com seus fiéis e no encolhimento do número de adeptos? Muito pouco. Mesmo encantadas com a simpatia de Francisco, as pessoas não irão aceitar as imposições e os dogmas da Igreja. Mesmo entre os que se declaram católicos, a maioria aprova o uso da camisinha e da pílula anticoncepcional, práticas condenadas pela Igreja. Pouquíssimas pessoas nos dias de hoje, mesmo entre os fiéis, estão dispostas a manterem a castidade antes do casamento, outra preceito defendido pela Igreja. Até mesmo a homossexualidade, ainda rejeitada pela maioria da população, não recuará no seu avanço rumo a aceitação pela sociedade. O papa foi muito bem recebido no Brasil, que viveu uma semana de festa em torno de sua figura, mas nem mesmo o seu carisma será capaz de reverter a perda de fiéis para outras religiões nem o constante aumento do ateísmo. Se não revisar suas posturas e alterar significativamente o seu discurso, a Igreja terá sua crise agravada. Nada indica, contudo, que isso venha a acontecer.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Os 70 anos de Mick Jagger
Hoje, Mick Jagger completa 70 anos. Para quem, como eu, gosta de rock, é uma data que não pode passar em branco. Mick Jagger é um dos mais talentosos e controvertidos astros do rock, e a principal figura dos Rolling Stones, grupo que, na história desse gênero musical, só perde em importância para os Beatles. Jagger tem uma excepcional performance nos palcos, e uma agitada vida pessoal, o que faz com que atraia os holofotes para si. Contra todas as expectativas, dado o seu perfil polêmico, tornou-se "sir". Como líder dos Rolling Stones, gravou com o grupo discos que venderam milhões de cópias. Em parceria com o guitarrista Keith Richards, outro integrante dos Stones, criou alguns dos clássicos eternos do rock. Não há como não se impressionar com seu desempenho no palco. Em 2006, assisti ao show dos Stones na praia de Copacabana. Mesmo já estando com 63 anos na ocasião, Mick Jagger teve uma performance digna de um atleta no palco, movimentado-se o tempo todo, sem parar. Na vida pessoal, Mick Jagger é um homem de várias mulheres e muitos filhos. Está longe de ter um temperamento dócil, mas, até por isso, é uma celebridade na acepção da palavra. Porém, acima de tudo, Mick Jagger é um grande artista, de extraordinário talento. Parabéns, Sir Mick Jagger!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Hegemonia
Houve um tempo em que a Libertadores era uma competição dominada por clubes da Argentina e do Uruguai. Os brasileiros, os únicos a não falarem espanhol na América do Sul, eram como um corpo estranho na competição, sofrendo com adversários que, por vezes, abusavam da violência, e arbitragens suspeitas, para dizer o mínimo. O extraordinário Santos, de Pelé e Pepe, foi bicampeão da competição, em 1962 e 1963, mas depois dele, só em 1976 um clube brasileiro obteria o título da Libertadores, o Cruzeiro, de Nelinho e Palhinha. O terceiro título só viria em 1981, com o Flamengo, de Zico e Tita. Em 1983, novo título, com o Grêmio, de Renato e De León. Só a partir dos anos 90, no entanto, o Brasil passou a ser um vencedor constante na competição. Naquela década, São Paulo, Grêmio, Vasco e Palmeiras foram campeões. Aos poucos, os clubes brasileiros foram tomando conta da Libertadores, a ponto de em dois anos seguidos, 2005 e 2006, ela ser decidida em confrontos entre eles, o que motivou a Confederação Sul-Americana de Futebol a modificar o regulamento da competição, impedindo que isso se repita. Nas últimas quatro edições da Libertadores, o campeão foi um clube brasileiro. O Brasil já tem 17 títulos no total, apenas cinco a menos do que a Argentina, que ainda é a recordista de conquistas. Agora, com o título ganho, ontem, pelo Atlético Mineiro contra o Olímpia, do Paraguai, dos 12 grandes clubes brasileiros, só dois ainda não venceram a competição. São eles o Botafogo e o Fluminense. Este último chegou a decidir a Libertadores em 2008, deixando o título escapar, em favor da LDU, do Equador, nos tiros livres da marca do pênalti. O futebol brasileiro se tornou hegemônico no continente, como nunca foi antes. Uma agradável realidade para nossos clubes e seus torcedores.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Conquista sofrida
Foi uma decisão dramática, como já havia sido nas duas fases anteriores, mas o Atlético Mineiro venceu o Olímpia, hoje à noite, no Mineirão por 2 x 0 no tempo normal, resultado que se manteve na prorrogação, e por 4 x 2 nos tiros livres da marca do pênalti, e é o novo campeão da Taça Libertadores da América. Depois de uma fase inicial em que foi o primeiro colocado na classificação geral, com uma campanha brilhante, o Atlético viveu momentos terríveis nos mata-matas, o que resultou numa conquista sofrida. Valeu a pena. O clube, que teve a honra de ter sido o primeiro ganhador do Campeonato Brasileiro, em 1971, ressentia-se da falta de grandes títulos, ao contrário de seu maior rival, o Cruzeiro, que já vencera duas Libertadores e quatro Copas do Brasil, por exemplo. A partir de agora, um novo horizonte se descortina para o Atlético Mineiro. O clube muda de patamar, passa a ser um dos campeões continentais. Deixará de fazer sentido a pecha de ser "um cavalo paraguaio", que faz grandes campanhas e "morre na praia" na hora decisiva. O mesmo acontecerá com seu técnico, Cuca, reconhecido em sua competência, mas que tinha a fama de azarado, por lhe faltarem grandes títulos. Agora, o título de expressão não falta mais ao Atlético nem a Cuca. Em dezembro, se, pela lógica, ultrapassar as semifinais do Mundial de Clubes, o Atlético Mineiro irá decidir a competição contra o Bayern de Munique, treinado por Josep Guardiola, e com jogadores como Robben, Ribéry, Schwasnteiger, Thomas Müller. Depois de tantas décadas de sofrimento, o sonho, para os torcedores do Atlético Mineiro, está apenas começando.
Maré favorável
O Inter ganhou do São Paulo por 1 x 0, hoje à noite, no Morumbi, em jogo antecipado da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol, feito por Leandro Damião no primeiro tempo teve a participação decisiva do goleiro Rogério Ceni, numa falha que soma-se a outras tantas que demonstram que, aos 40 anos, o grande ídolo do São Paulo deveria aposentar-se. Pensei que, diante de um segundo jogo consecutivo em casa contra de um clube de tradição, o São Paulo pudesse encontrar forças para uma reação. Isso não aconteceu. A crise do São Paulo é mesmo profunda, o que pode fazer com que o clube mais vitorioso do futebol brasileiro, o único a conquistar três títulos mundiais, corra risco de rebaixamento. Como não tem nada a ver com isso, o Inter aproveitou a oportunidade e segue em sua maré favorável. Com uma campanha que já lhe coloca em primeiro lugar na tabela, ainda que com um jogo a mais, e tendo reforços por estrear, o Inter já se vê envolvido por uma onda de otimismo. Resta saber se o time manterá a regularidade no Brasileirão, ou se a boa fase é apenas episódica.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Grandes perdas
O Brasil perdeu, hoje, duas grandes figuras. As mortes de Djalma Santos e Dominguinhos deixam o panorama humano brasileiro bem mais pobre. Djalma Santos foi bicampeão mundial como lateral direito da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962. Na Copa de 58 era reserva de De Sordi, e só jogou na decisão, devido a uma lesão do titular. Mesmo assim, foi eleito o melhor jogador da posição na competição. Em 62, foi titular absoluto. Divide, até hoje, com Carlos Alberto, lateral direito e capitão da equipe campeã da Copa do Mundo de 1970, a condição de melhor jogador da posição na história da Seleção Brasileira. Teve uma carreira longeva, que só foi encerrada, aos 42 anos, no Atlético Paranaense. Afora ser um grande jogador era um homem simples e de caráter extraordinário. Depois de parar de jogar levou uma existência digna e humilde e, há 30 anos, residia em Uberaba, no interior de Minas Gerais. Djalma Santos era um símbolo de tempos que, infelizmente, não voltam mais. Tempos de um futebol brilhante, praticado por jogadores de técnica refinada, e de um amor à camiseta que ficou no passado. Um tempo de jogadores que, mesmo exibindo uma categoria inigualável, não faziam fortuna, e tinham de trabalhar após "pendurarem as chuteiras". Com Djalma Santos, o grupo dos campeões mundiais pela Seleção falecidos ganha mais um integrante. Ele se junta a Orlando, Mauro, Zózimo, Didi, Garrincha, Vavá, Castilho, Oreco, Dida, Everaldo, Fontana. Uma grande perda para o futebol brasileiro. Por outro lado, no meio artístico, também perdeu-se um grande nome. Dominguinhos, com sua sanfona, foi um digno sucessor da linhagem de Luiz Gonzaga o Rei do Baião. Era um típico representante do homem nordestino, em sua origem humilde e sofrida. Compositor inspirado, criou músicas que encantam pelo romantismo e simplicidade, como "Só Quero Um Xodó", em parceria com Anastácia, grande sucesso na voz de Gilberto Gil, e "De Volta Pro Aconchego", que estourou gravada por Elba Ramalho. A exemplo de Djalma Santos, Dominguinhos não era apenas brilhante no exercício de sua atividade, era um ser humano admirável. O Brasil termina o dia de hoje bem mais pobre de talento, e muito triste.
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