quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Imortalidade
O torcedor do Grêmio gosta de afirmar que o seu clube é imortal, já que identifica a bravura, a garra, a obstinação e a inconformidade com o fracasso como características que lhe são intrínsecas. A classificação do Grêmio para a fase de grupos da Libertadores, após uma escassa vitória por 1 x 0 contra a LDU no tempo normal, e a decisão nos tiros livres da marca do pênalti, reforça essa ideia. O Grêmio não chegou a jogar bem, mais uma vez teve muita dificuldade em atacar, esteve muito desfalcado, mas, ainda assim, obteve a sua classificação, e do jeito que o seu torcedor gosta, com heroísmo e sacrifício. Falta muito ao Grêmio para estar em condições de almejar o título da Libertadores. As laterais ainda não estão bem preenchidas, falta uma maior quantidade de zagueiros, e o ataque segue sendo ineficiente. Porém, o que importa é que o Grêmio ganhou e, com isso, a Arena já começa com a fama de "pé quente". O gramado ainda não apresenta as melhores condições, mas isto se resolve com o tempo. O Grêmio está na fase de grupos da Libertadores e, com isso, grandes perspectivas técnicas e financeiras se abrem no seu horizonte. Cabe ao Grêmio qualificar adequadamente o seu time para poder usufruir dos ganhos que grandes campanhas e títulos de expressão poderão lhe proporcionar. Há muito a fazer, mas o Grêmio entrou no páreo, e nunca se deve desprezar um imortal, por mais discutível que pareça a qualidade do seu time. O sufoco da Pré-Libertadores foi superado. Agora, sim, o ano do Grêmio vai começar, e só depende dele construir um final feliz.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
O jogo que decide um ano
Pode parecer exagero, mas não é. O Grêmio está, hoje, na véspera de um jogo em que toda a sua perspectiva para 2013 será decidida. Se obtiver, contra a LDU, a classificação para a fase de grupos da Libertadores, um caminho risonho se abrirá para o clube, com grandes jogos e boas cotas por partida. Se for eliminado, uma crise certamente ocorrerá, e até o técnico Vanderlei Luxemburgo, que renovou contrato por dois anos, poderá perder o cargo. O Grêmio corre muitos riscos no jogo de amanhã à noite. Como perdeu o primeiro jogo, em Quito, é obrigado a vencer. Porém, não basta vencer, é preciso pelo menos dois gols de diferença, devido ao saldo qualificado. Se ganhar por 1 x 0, mesmo placar pelo qual foi derrotado, decidirá tudo na loteria dos tiros livres da marca do pênalti. O time ainda possui carências evidentes nas laterais, e talvez jogue desfalcado de Cris, o que seria desastroso, pois o único zagueiro disponível para substituí-lo é o precaríssimo Douglas Grolli. O gramado da Arena ainda não apresenta as condições ideais, o que é outro fator complicador. A torcida enfrenta dificuldades para a aquisição de ingressos, o que lhe causa irritação e não permite a devida mobilização para o jogo. São muitas os riscos envolvendo a partida, mas o Grêmio terá de superar todos eles. Caso contrário, para o clube, o ano poderá se encerrar pouco depois de ter se iniciado.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Desdobramentos
Um acontecimento tão brutal como o incêndio na boate "Kiss", em Santa Maria (RS), é algo cujos efeitos não se esgotam em poucas horas. Sua assimilação só se dá com o correr dos dias, permitindo que a análise lúcida dos fatos se sobreponha à comoção por eles causada. Porém, não é possível que se deixe prosperar a ideia de que o ocorrido foi uma fatalidade. Não foi. Fatalidades são acontecimentos que se abatem sobre as pessoas sem que alguém tenha agido para a sua ocorrência. Não é o caso. Os proprietários de uma casa noturna cujo alvará de funcionamento está vencido, em que os extintores de incêndio não funcionam, com apenas uma porta de saída num ambiente que pode receber até 1,5 mil pessoas, em que o revestimento do isolamento acústico é altamente inflamável, concorrem para a possibilidade de que uma tragédia venha a se consumar. Um grupo musical que realiza um espetáculo pirotécnico num ambiente fechado, também age de forma inconsequente e irresponsável. Os diversos órgãos fiscalizadores que não cumpriram com o seu papel para coibir tais absurdos, igualmente tem parcela de responsabilidade pelo trágico acontecimento. A dor de quem perdeu pessoas queridas no incêndio não irá acabar, mas muito pior será se não se fizer justiça, punindo todos aqueles que, por ação ou omissão, permitiram que algo tão calamitoso acontecesse. Os que sofrem com a perda irreparável de seus filhos, irmãos, primos ou amigos, só terão um mínimo de conforto se os responsáveis pelo quadro dantesco verificado na boate "Kiss" receberem a devida punição. Não foi um acontecimento casual. Doloso ou culposo, o que ocorreu foi um crime. Um crime sempre tem autores, e estes tem de pagar por ele.
domingo, 27 de janeiro de 2013
A tragédia de Santa Maria
Meu assunto, hoje, não poderia ser outro. A tragédia de Santa Maria (RS), o segundo maior incêndio, em número de vítimas fatais, da história do Brasil. Como definir um quadro em que um local de lazer, uma boate, acabe se transformando na área onde morram 232 pessoas, todas jovens, que, no momento em que irrompeu o incêndio, assistiam a um show musical? Pela informações que vão chegando com o transcorrer das horas, uma série de atos irresponsáveis culminou no trágico acontecimento. Começa pelo alvará de funcionamento da boate "Kiss", onde ocorreu o fato, que estaria vencido desde agosto. Prossegue com o lançamento, por parte de um dos integrantes do grupo "Gurizada Fandangueira", que se apresentava naquele momento, de um sinalizador dentro de um ambiente fechado. Culmina com a atitude dos seguranças da casa noturna, que teriam bloqueado as portas de saída, quando do início do tumulto, pensando se tratar de uma briga, e tentando evitar que pessoas saíssem sem pagar. Um fato traumatizante, de repercussão internacional, mas que não pode ficar só na comoção. As vítimas não terão sua vida de volta, e suas famílias estarão para sempre abaladas, mas, até para que outros não venham a passar pelo mesma situação, urge que se tomem medidas para evitar a repetição de fatos como este. Uma casa noturna sem alvará não pode funcionar. As saídas de emergência tem de ser numerosas e não podem, sob alegação alguma, sofrer qualquer tipo de bloqueio. Mais uma vez, a sede de lucro ou o temor de possíveis prejuízos leva a atitudes injustificáveis, que redundam em perda de vidas. Uma tragédia com tamanho número de vítimas tem de servir, ao menos, para que se deixe de lado o "jeitinho" e se procedam as fiscalizações e vistorias necessárias para o funcionamento desse tipo de estabelecimento. No calor dos fatos, todos se propõem a fazer de tudo para que tais fatos não se repitam. Depois, tudo tende a cair no esquecimento, Tomara que, desta vez, seja diferente, apurando e punindo os possíveis responsáveis pelo ocorrido, e intensificando medidas preventivas e fiscalizatórias que garantam a segurança dos frequentadores de locais de diversão.
sábado, 26 de janeiro de 2013
O encontro com o inescapável
Vários dos concorrentes na categoria de melhor filme da próxima edição do Oscar, que acontecerá no dia 24 de fevereiro, estão em cartaz nos cinemas brasileiros. Entre eles está "Amor", que concorre, também, aos prêmios de filme estrangeiro, diretor, com o austríaco Michael Haneke, atriz, com a francesa Emmanuelle Riva, e roteiro original. Sucesso de crítica, "Amor" nem sempre é bem recebido pelo público. Percebi, ao assisti-lo, que muitas pessoas deixavam o cinema antes do seu final. Porém, não acho que o fizessem por considerarem o filme ruim e, sim, por se sentirem perturbadas pelo que ele aborda. "Amor" trata, basicamente, da doença e da morte, temas que são sempre espinhosos, e dos quais tentamos nos evadir. Muitos se queixam que o filme é arrastado, mas isto se deve mais ao vício do público em considerar que o ritmo correto de um filme é o frenético, típico das produções americanas. "Amor" é uma co-produção franco -germânico-austríaca, com elenco francês. Sua temática intimista não poderia ser enfocada de maneira acelerada. O filme é denso e impactante, mexe com as emoções do espectador, convidando-o a encarar situações dolorosas, mas inescapáveis. A atuação dos protagonistas e notável, e fica difícil entender porque o grande Jean-Louis Trintignant também não foi indicado para o prêmio de melhor ator. Sua interpretação, como o marido que se vê diante da doença e da decadência física da mulher com quem viveu toda uma existência, é soberba. Ele procura manter o controle e o sangue frio diante da situação, até desabar num gesto extremado. A doença é algo que atinge a quase todos, e a morte não poupa ninguém. Talvez por isto, "Amor" se mostre tão perturbador para algumas pessoas. Não é um filme fácil ou agradável, mas é uma grande obra, merecedora do destaque que alcançou.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
O barateamento da energia elétrica
Numa medida incomum em se tratando de governos, a presidente Dilma Rousseff anunciou, em rede nacional de rádio e televisão, na quarta-feira, a redução das tarifas de energia elétrica. O fato deveria ser saudado por todos, pois beneficia diretamente o bolso dos cidadãos, e por contrariar a tendência de onerar a população com cobranças e taxas de toda a ordem. Porém, a mesquinharia política falou mais alto. A oposição já está acusando Dilma de ter feito "uso eleitoral" da rede nacional de rádio e tevê. O nefando deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), vice-líder do DEM na Câmara dos Deputados, quer que seja analisada a viabilidade de Dilma ser obrigada a pagar pelos oito minutos de tempo utilizados em seu pronunciamento. Trata-se de uma demonstração de desespero de uma oposição sem propostas e sem discurso, diante de mais um ato de grande alcance social do governo. Por essas e por outras é que Luís Inácio Lula da Silva ficou oito anos no poder e Dilma vai pelo mesmo caminho. Seus governos apresentam muitos defeitos, mas tem uma inegável preocupação social. Como costuma acontecer com todos aqueles que defendem, unicamente, os interesses das elites, os opositores do atual governo tacham tais decisões de populistas. Para eles, governar implica em tomar medidas duras e impopulares "pelo bem do país", tirando de quem quase nada tem para encher ainda mais os cofres dos que muito possuem. Os defensores da candidatura a presidente do senador Aécio Neves (PSDB-MG), já gestionam, inclusive, a formação de uma equipe econômica com os Pedros Malans e Gustavos Francos da vida, que fazem a alegria dos empresários e o terror do cidadão comum. Não vão levar. Com suas medidas de amplo alcance social, os atuais detentores do poder ainda terão um longo período de governo, com índices altos de popularidade. Aos seus opositores restará, ainda por muito tempo, chorar e espernear.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Tendência preocupante
O Grêmio perdeu, hoje, com o seu time B, para o Canoas, por 2 x 1, no Olímpico, pelo Campeonato Gaúcho. Somada com a de ontem, do time principal, para a LDU, é a segunda derrota consecutiva do Grêmio em dois dias seguidos. O ano mudou, mas a tendência do Grêmio de sofrer tropeços continua, tal e qual em 2012. Aliás, o Grêmio não conquista um título de expressão desde 2001, e até mesmo o Gauchão só ganhou por três vezes nesse período. A derrota tem se tornado frequente na vida do Grêmio, e isso é terrível para um clube grande. Nada parece alterar esse rumo. O Grêmio tem um técnico que é, reconhecidamente, um dos melhores do Brasil, e voltou a ser presidido pelo dirigente mais vitorioso da sua história, mas, ainda assim, os resultados negativos tornam a acontecer. O ano está apenas começando, é claro, e perder também faz parte do futebol, mas, para quem tem sede de conquistas como o Grêmio, começar enfileirando resultados positivos é muito importante para infundir confiança. Afora isso, o Grêmio precisa tirar proveito do fato de que seu maior rival, o Inter, tem perspectivas pouco promissoras para o ano que se inicia, pois jogará fora do seu estádio, que está em obras, seu técnico é uma aposta, seu time perdeu qualidade e o orçamento para o futebol diminuiu. Para o Grêmio, será fundamental classificar-se para a fase de grupos da Libertadores, impulso necessário para encaminhar-se a novos tempos de glória. Se não conseguir, se instalará uma enorme crise no clube, prolongando o jejum de títulos e fazendo com que a era da Arena comece com o espectro do fracasso.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Derrota
Em princípio, considero que não há resultado injusto em futebol, a não ser que ele seja determinado por erros de arbitragem. Portanto, não classificaria, como fizeram alguns companheiros de imprensa, a derrota do Grêmio para a LDU, por 1 x 0, hoje, em Quito, como injusta. Porém, é inegável que o placar do jogo não traduziu o que se viu em campo. Depois de um primeiro tempo em que a LDU teve muito maior posse de bola, mas sem levar grande perigo ao gol do Grêmio, o segundo tempo foi de amplo domínio gremista, inclusive mostrando, mesmo com a altitude, mais preparo físico que o adversário, por incrível que pareça. Faltou transformar essa superioridade em gols, o que só não aconteceu porque Marcelo Moreno, mais uma vez, não deu a resposta esperada. O outro atacante que começou o jogo, William José, confirmou a impressão que sempre tive sobre ele, e foi substituído por Vargas, no intervalo, depois de fazer um péssimo primeiro tempo. O Grêmio jogou uma boa partida e, afora os atacantes, só Elano apresentou uma atuação abaixo da média do time. Chamou a atenção o fato de que, mesmo depois de 30 dias de férias, Elano parece estar tão esgotado quanto no final de 2012. O gol da LDU foi, praticamente, uma fatalidade dentro da partida. Claro, há riscos para o Grêmio no segundo jogo. Como não fez gol fora de casa, se sofrer algum em seu estádio, ficará numa situação difícil, em função do saldo qualificado. No entanto, tudo indica que o Grêmio deva obter sua classificação para a fase de grupos da Libertadores, pois mostrou ser bem melhor, tecnicamente, do que a LDU.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Primeira convocação
O novo técnico da Seleção Brasileira, Luís Felipe Scolari, o Felipão, fez sua primeira convocação, para o amistoso contra a Inglaterra, no dia 6 de fevereiro, em Wembley. No meu entender, foi uma convocação irregular, com grandes acertos, mas, também com equívocos. Entre os acertos, a volta de Hernanes, que jamais deveria ficar de fora de qualquer chamada, Arouca, que agora estará numa Seleção "quente" e não apenas com jogadores que atuam no Brasil, a manutenção de Ramires que, comprovando sua qualidade, já está trabalhando com seu terceiro técnico na equipe brasileira, e a permanência de nomes que se destacaram na era Mano Menezes, como Diego Alves e Hulk. Entre os equívocos, as voltas de Júlio César e Ronaldinho, e as presenças de Dante, Miranda e Leandro Castán. Júlio César vive um má fase que já se estende por cerca de três anos, o que ocasionou sua saída do Internazionale, de Milão (ITA) e sua ida para o modesto Queen's Park Rangers (ING), lanterna do Campeonato Inglês, onde, por sinal, já é reserva. Ronaldinho, ainda que tenha feito um bom Campeonato Brasileiro, em 2012, pelo Atlético Mineiro, jamais brilhou na Seleção tanto quanto nos clubes, e estará com 34 anos quando da realização da próxima Copa do Mundo. Dante, embora jogue no grande Bayern de Munique, é um desconhecido do torcedor, lhe falta identificação com o futebol brasileiro. Miranda e Leandro Castán também jogam em clubes de destaque na Europa, Atlético de Madri (ESP) e Roma (ITA), respectivamente, mas são zagueiros apenas medianos. Alex, do Paris Saint Germain (FRA) e Dedé, do Vasco, por exemplo, são bem melhores. Portanto, a convocação foi apenas razoável. Resta esperar para ver o rendimento em campo, e torcer para que, com o tempo, Felipão aprimore suas listas de convocados.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Cantilena
O leitor deste espaço talvez já esteja cansado de verificar a frequência com que abordo este tema, mas é impossível deixar de fazê-lo. Refiro-me à insistência, igualmente cansativa, com que a imprensa conservadora brasileira identifica pretensões golpistas e antidemocráticas por parte do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e do PT. Tais fantasmas nunca foram mais do que isto, ou seja, assombrações. As "ameaças à democracia e ao estado de direito" são apenas delírios de grupos inconformados com a perda do poder. As mais novas "denúncias" dos fiscais da ética política dão conta de que Lula que ser "rei" e estaria interferindo em administrações de "correligionários que lhe devem o cargo", como afirma a revista "Veja", maior porta-voz do direitismo brasileiro. Lula estaria, segundo a publicação, reunindo-se em horário de expediente com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e membros do seu secretariado, para traçar diretrizes da administração. A revista trata o fato como escandaloso. Não vejo o porquê. Goste-se dele ou não, Lula é o maior líder político brasileiro da atualidade. Se Haddad, sabidamente, é um dos tais correligionários que lhe devem o cargo, porque Lula iria se eximir de influir em sua administração como prefeito? Dizer que Lula está transgredindo normas ao proceder assim é um argumento desesperado de quem tenta de todas as formas desacreditar a imagem do ex-presidente e do governo do PT no plano federal, e fracassa continuadamente neste intento. A revista chega ao ponto de, num tom raivoso e genérico, destituído de objetividade, afirmar que o ex-presidente, quando no poder, sempre demonstrou prazer em fazer aquilo que a Constituição, as leis, a liturgia do cargo e o bom-sendo proibiam. Outra "ameaça" captada no ar pela imprensa conservadora foi a de que Lula teria sinalizado para a presidente Dilma Rousseff que gostaria de voltar ao cargo, o que a impediria de concorrer à reeleição. Duas coisas devem ser esclarecidas sobre isto. A primeira é que tal hipótese não passa de uma especulação. A segunda é que ela nada tem de ilegal. Lula cumpriu dois mandatos sucessivos como presidente, o máximo que a Constituição autoriza, e não praticou o golpe de emendar a Carta Magna para obter um terceiro mandato, embora fosse líquido e certo que o conseguiria, se assim o desejasse. Agora, depois de cumprido um período com outro ocupante no cargo, nada impede que Lula concorra novamente ao posto. A cantilena contra Lula e o PT prossegue, mas nada tem obtido de prático, a não ser, provavelmente, esgotar a paciência dos leitores.
Assinar:
Postagens (Atom)