sábado, 24 de novembro de 2012
Emoção até o fim
O Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão teve, no seu final, a emoção que faltou na Série A. Na 1ª Divisão, faltando ainda duas rodadas para o término da competição, nesse e no próximo final de semana, os quatro primeiros colocados, que se classificam para a Libertadores, já estão definidos. Resta saber, apenas, quem será o vice-campeão, que entrará direto na fase de grupos da Libertadores, Grêmio ou Atlético Mineiro, com vantagem para o primeiro, que, momentaneamente, ocupa o 2º lugar. Na Série B, por sua vez, a emoção persistiu até a última rodada, encerrada hoje. Goiás e Criciúma disputavam o título, e três clubes lutavam por duas vagas para a 1ª Divisão, Atlético Paranaense, Vitória (BA) e São Caetano. A situação mais difícil era a do São Caetano, pois precisava vencer o Guarani, em Campinas, e torcer para que um dos outros dois perdesse. Para agravar a situação do São Caetano, o Guarani jogava em casa tentando evitar o rebaixamento para a 3ª Divisão. Pois quase que o São Caetano consegue a sua façanha. O São Caetano saiu na frente no placar, sofreu o gol de empate, mas ganhou o jogo por 2 x 1. Enquanto isso, Atlético Paranaense e Vitória, que jogavam em casa contra Paraná e Ceará, respectivamente, clubes que nada aspiravam, fizeram 1 x 0, mas cederam o empate, levando suas torcidas a viverem um filme de terror, pois a derrota de um dos dois, combinada com a vitória do São Caetano, faria com que perdessem a classificação para a 1ª Divisão para o clube paulista. Os empates, contudo, foram mantidos, o que fez com que houvesse um empate em pontos entre os três clubes. Porém, por terem obtido uma vitória a mais que o São Caetano, Atlético Paranaense e Vitória subiram para a 1ª Divisão, enquanto o São Caetano permanecerá na Série B. O Goiás, que ganhou, de virada, do Joinville, no Serra Dourada, ficou com o título, e o Criciúma, que empatou em 1 x 1 com o Avaí, na Ressacada, foi o vice-campeão. Uma rodada final cheia de emoção, pondo por terra os argumentos de quem diz que a fórmula de pontos corridos não é empolgante. Havendo equilíbrio entre os disputantes, a emoção se fará presente. Se o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão foi definido com antecedência, isso não é culpa da fórmula, mas do desequilíbrio técnico entre os participantes. O resultado final da 2ª Divisão contemplou, também, os interesses maiores do futebol. Atlético Paranaense e Vitória são clubes de grandes torcidas, ao contrário do São Caetano, que tem pouco apelo popular. Sejam bem-vindos de volta à elite do futebol brasileiro.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Saída em hora inesperada
A demissão do técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, anunciada hoje à tarde, pegou a todos de surpresa. O fato não vinha sendo cogitado pela imprensa. Mano saiu justamente no momento em que parecia ter achado uma escalação titular para a Seleção, com dúvidas apenas em relação ao goleiro e ao centroavante. O trabalho de Mano, em dois anos e três meses no cargo, nunca chegou a entusiasmar, mas, quando começava a mostrar alguma consistência, foi interrompido. Agora, a dúvida é saber quem será o próximo técnico. Conforme a imprensa, os nomes preferenciais são os de Tite, Muricy Ramalho e Felipão. O nome, contudo, só deverá ser divulgado em janeiro. Até lá, teremos muitas especulações. Seja como for, o tempo passa rápido e faltam, apenas, um ano e sete meses para o início da Copa do Mundo de 2014. O novo técnico não terá tempo a perder.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Ocaso
O sucesso é algo que, em princípio, todo artista busca. Há aqueles que o alcançam e o mantém ao longo de toda uma carreira. Outros, depois de um êxito fulgurante, caem no ostracismo. O cantor e compositor Belchior parece estar no segundo caso. Em apenas cinco anos, entre 1974 e 1979, Belchior saltou do anonimato para a fama, compondo músicas que se tornaram hinos de uma geração. O grande impulso em sua carreira ocorreu quando Elis Regina gravou, num mesmo disco, duas composições de sua autoria, "Como Nossos Pais" e "Velha Roupa Colorida". A primeira delas tornou-se um dos maiores clássicos do repertório da cantora. A partir daí, Belchior emplacou vários sucessos em gravações próprias. "Todo Sujo de Batom", "A Palo Seco", "Galos, Noites e Quintais", "Paralelas", "Divina Comédia Humana", "Apenas um Rapaz Latino-Americano", "Medo de Avião", foram alguns de seus muitos sucessos. "Mucuripe", composição de Belchior em parceria com Fágner foi gravada por Roberto Carlos. Passados esses cinco anos, no entanto, a fonte da inspiração de Belchior pareceu secar. Depois de tantas músicas de sucesso num período tão curto, seus discos já não tinham o mesmo êxito comercial. Os próprios lançamentos começaram a escassear. Porém, com tantas músicas na memória das pessoas, concentrou-se na realização de shows, que o fizeram permanecer em evidência. Nos últimos anos, contudo, Belchior, literalmente, saiu de cena. Em 2009, o programa "Fantástico", da Rede Globo, deu conta de que Belchior estava sumido. O cantor e compositor foi localizado no Uruguai e disse não entender o porquê da preocupação com o seu paradeiro. Agora, três anos depois, o noticiário revela que Belchior abandonou um hotel no Uruguai devendo seis meses de diárias não pagas, e deixando para trás, no quarto que ocupava com sua mulher, alguns pertences pessoais. Dias depois dessa revelação pela imprensa, Belchior e sua mulher foram vistos em Porto Alegre, no bairro Moinhos de Vento. Algumas das pessoas que avistaram o casal disseram ter a impressão de que eles caminhavam sem rumo certo. O que está acontecendo com Belchior é um tanto intrigante. Parece claro que ele enfrenta dificuldades financeiras, mas isso não chega a ser de todo compreensível, já que pessoas ligadas ao meio musical garantem que há grande interesse por shows de Belchior, o que lhe garantiria uma boa fonte de renda. Particularmente, sou um grande admirador da obra de Belchior e, por isso, lamento que, sendo ele tão talentoso, viva tamanho ocaso em sua trajetória.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Bicampeã
A Seleção Brasileira perdeu por 2 x 1 para a Argentina, hoje, na Bombonera, pelo Superclássico das Américas. Como havia ganho o primeiro jogo, no Brasil, pelo mesmo placar, a decisão foi para os tiros livres da marca do pênalti. Aí, de forma emocionante, a Seleção venceu por 4 x 3, conquistando o bicampeonato da competição. O Superclássico das Américas é uma reedição da antiga Copa Roca, cuja última disputa aconteceu em 1976. O jogo transcorria morno, num 0 x 0 que garantia o título para a Seleção. Foi aí que, já próximo do final da partida, o árbitro marcou um pênalti, inexistente, para a Argentina, que saiu na frente no placar. A Seleção reagiu, e empatou logo depois. O resultado já parecia definitivo, e o título conquistado, quando a Argentina, num contra-ataque, fez o gol da vitória. A Seleção parecia mais cansada e psicologicamente abatida, mas a perda das duas primeiras cobranças pela Argentina acabou sendo decisiva. Mesmo com Carlinhos errando a sua cobrança, a Seleção venceu por 4 x 3 e obteve o bicampeonato. A competição não chega a ser das mais importantes, e as duas equipes só contaram com jogadores que atuam nos dois países, mas a Seleção mostrou empenho e motivação, e a torcida brasileira presente ao estádio voltou a vibrar e a se identificar com ela. Isso é o que fica de mais importante.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
A saída de Fernandão
O que era especulado acabou se confirmando, hoje, e Fernandão não é mais o técnico do Inter. Ainda ontem, o presidente do clube, Giovanni Luigi, garantia a continuidade de Fernandão, mas as pressões em contrário eram muito fortes, e o técnico foi demitido. Fernandão concedeu uma longa entrevista de despedida do cargo, na qual, em determinado momento, chorou, quase não conseguindo prosseguir. O choro de Fernandão foi motivado pela lembrança de que, num momento em que não tinha zagueiros para escalar, o volante Ygor se prontificou a jogar improvisado na função, o que foi recusado por outro jogador. Esse jogador, cujo nome não foi revelado por Fernandão, seria o argentino Bolatti. Some-se a isso a informação de que a demissão de Fernandão teve como um dos motivos o temor de que os jogadores boicotassem o técnico no Gre-Nal da última rodada do Campeonato Brasileiro e se pode ter uma ideia do quadro aterrador que vive o vestiário do Inter. Na verdade, a contratação de Fernandão havia sido um evidente equívoco. Fernandão não tinha experiência anterior na função e pegou o "bonde andando", após a demissão de Dorival Júnior, o que exigiria alguém mais experiente. Mais uma vez, Osmar Loss foi convocado para ser o técnico interino, que treinará o Inter nos dois jogos que lhe restam no Brasileirão. Resta a curiosidade de saber como o time irá se comportar em campo. Se o rendimento aumentar consideravelmente, a ideia de que os jogadores não vinham se empenhando ganhará ainda mais força. Seja como for, o vestiário do Inter, há muito tempo, clama por uma varredura. O que, no entanto, não deverá acontecer. Giovanni Luigi, com seu estilo leniente, por certo não irá realizá-la. Por sinal, é Luigi o maior responsável por tudo que vem acontecendo ao Inter. Não fora ter ganho dois campeonatos gaúchos, sua administração nada teria a mostrar. Ainda assim, é muito pouco em comparação com seus antecessores Fernando Carvalho e Vitório Píffero. Isso não impediu que Luigi fosse reeleito pelo Conselho Deliberativo do Inter para mais dois anos de mandato, sem que os associados pudessem votar. Uma decisão difícil de entender fora dos conchavos políticos do clube.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Limites
A sociedade se solidifica com o compartilhamento de valores em comum entre os indivíduos. Porém, dada a diversidade e heterogeneidade humanas, esses valores são preponderantes, jamais consensuais. Isso é muito bom, pois, em caso contrário, teríamos uma construção social claustrofóbica, incapaz de abrigar a necessária pluralidade de ideias e comportamentos. Com o avançar do tempo, e a mudança cada vez mais acelerada dos costumes, esses pilares conceituais vão se tornando cada vez mais frágeis. Tudo parece caminhar na direção de que nada é definitivo ou inquestionável. Num mundo onde o dinheiro parece ser o único parâmetro, tudo pode ser vendido, sem restrições ou pudores de qualquer espécie. No entanto, será que é assim mesmo? Teríamos atingido um estágio civilizatório onde todas as restrições foram removidas e tudo pode ser transacionado? Uma matéria da edição dessa semana da revista "Veja" coloca esse assunto em discussão. Tendo como mote o caso da catarinense Ingrid Migliorini, de 20 anos, que pôs em leilão a sua virgindade, a revista propõe a reflexão sobre a ideia de que tudo pode ser vendável. A posição de "Veja" é de que valores familiares, ideais e senso cívico são inegociáveis, mas, cada vez mais, há quem defenda o contrário. Tenho uma visão libertária em termos de moral e costumes, mas entendo que a comercialização indiscriminada de qualquer coisa, incluindo venda de órgãos, bebês, cobaias humanas e de sangue para transfusões, degrada a condição humana. O ser humano, numa condição assim, se despe da sua dignidade, e se torna apenas mais um objeto. Por incrível que pareça, contudo, há quem defenda o contrário. O economista Gary Becker, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1992, é a favor do comércio de órgãos! Para Becker, a venda de órgãos acabaria com o mercado negro, reduziria a espera por transplantes, evitaria a morte de muitas pessoas e não teria impacto considerável nos custos médicos globais desse tipo de procedimento clínico. O jurista americano Richard Posner, por sua vez, acha que a venda de bebês eliminaria a burocracia envolvida no processo de adoção e reduziria filas de espera em orfanatos. Posner argumenta, também, que as crianças sairiam ganhando, por serem criadas em lares com melhores condições econômicas. Felizmente, outras figuras intelectualmente tão respeitáveis quanto Becker e Posner, tem uma visão oposta. Uma delas é o filósofo Michael Sandel, da Universidade de Harvard. Sandel reconhece que o mercado produz riquezas materiais, mas afirma que sua lógica não pode dominar todas as relações entre as pessoas. Não se pode, declara Sandel, explicar todo e qualquer comportamento humano em termos puramente econômicos, pois essa visão desconsidera os valores morais, as atitudes e as complexidades das relações entre as pessoas. Não é à toa que Sandel é um filósofo. Tivesse a filosofia um maior peso no mundo atual, e, certamente, essa mercantilização da vida não estaria no patamar em que se encontra. Trata-se de mais uma demonstração de quão aviltante pode ser uma sociedade que valoriza apenas o lucro e as vantagens materiais, e da capacidade quase inesgotável do capitalismo de promover a degradação do ser humano.
domingo, 18 de novembro de 2012
Rotina
Nada de novo aconteceu nos resultados da dupla Gre-Nal nos jogos de hoje, pelo Campeonato Brasileiro. O Grêmio, depois de estar perdendo por 2 x 0, reagiu e empatou em 2 x 2 com a Portuguesa, no Canindé, dando prosseguimento a sua boa campanha na competição e mantendo o 2º lugar, que dá classificação direta para a Libertadores. O Inter perdeu por 2 x 0 para o Corinthians, no Beira-Rio, mostrando-se, mais uma vez, pouco animado, mesmo com as constantes reuniões para mobilizar o grupo. Na verdade, os resultados espelham o momento dos dois clubes. O Grêmio segue motivado no Brasileirão, pois tem o objetivo de ser vice-campeão para obter a classificação direta para a Libertadores. O Inter, por sua vez, nada mais aspira na disputa e, por isso, se arrasta num cumprimento de tabela melancólico. Ainda que tenha sofrido, na quinta-feira, uma eliminação traumática na Copa Sul-Americana, o Grêmio vive um presente bem melhor, e tem um futuro mais promissor do que o Inter.
A cidade onde tudo acontece
O Rio de Janeiro é, na minha opinião, a mais linda cidade do mundo. Depois que alguém a conhece, é quase impossível não chegar a essa conclusão. Não há outra cidade que possa reunir tantas belezas naturais ao mesmo tempo, belas praias em plena área urbana, floresta, morros, paisagens luxuriantes. Junte-se a isso um povo com a vocação para o prazer e o contentamento, e se está diante, também, de um lugar que é uma festa permanente. A cidade onde tudo acontece. Com seu enorme apelo turístico, o Rio recebe visitantes o ano inteiro, não só no verão. Em qualquer época do ano, ao circular por suas ruas, nos depararemos com pessoas falando os mais diferentes idiomas. Estive no Rio durante quatro dias e, mais uma vez, pude comprovar o seu encanto irresistível, sua beleza ímpar, a população local e os visitantes partilhando o compromisso de desfrutar o que de bom a vida pode oferecer. Afora sua atrações de sempre, hoje, a cidade foi movimentada pela Parada Gay, com toda a sua descontração e irreverência. Um dia lindo, ensolarado, de praias lotadas. Porém, o Rio não é só um belo cenário. Também é um pólo cultural, onde está centrada grande parte da produção musical, cinematográfica, teatral e literária do país. Numa comprovação desse fato, o tradicional Festival de Cinema de Tribeca terá uma edição no Rio já em 2013. O Rio é um manancial permanente de atividades. Uma cidade que é um antídoto contra a depressão.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Eliminação cruel
A eliminação do Grêmio na Copa Sul-Americana se deu de forma cruel. O Grêmio saiu na frente no placar, e só seria eliminado se sofresse três gols. Pois foi exatamente o que aconteceu. O último gol, de pênalti, ocorreu já nos acréscimos. Duro demais! O pênalti, embora a revolta dos jogadores do Grêmio, existiu. A culpa pela derrota de 3 x 1 do Grêmio para o Millonarios (COL), no El Campin, em Bogotá, ontem, não é da arbitragem. Um time que obtém um resultado parcial, embora estivesse perdendo, que ainda lhe era favorável, não pode permitir uma reversão nos acréscimos. Ao apelarem para os chutões, os jogadores do Grêmio facilitaram a tarefa do adversário. Deviam era ter mantido a posse de bola, enervando o Millonarios. O técnico do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo, mais uma vez, cometeu erros num jogo decisivo. Novamente, começou o jogo com três volantes e apenas um atacante, o quer nunca deu certo. Pior, ao ter a sorte de sair na frente no placar, manteve o esquema até o final. A saída de Kléber, lesionado, poucos minutos depois de entrar em campo, também resultou de um erro de Luxemburgo. Não havia nenhuma razão para tirar Marcelo Moreno e colocar Kléber, que vinha de lesão e não tem correspondido tecnicamente. O resultado foi uma ducha de água fria na, até então, eufórica torcida gremista. A partir dele, a renovação de contrato de Luxemburgo pode já não ser tão certa quanto parecia.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Empate
A Seleção Brasileira empatou em 1 x 1 com a Colômbia, hoje, em New Jersey (EUA), mostrando um bom futebol e deixando escapar a vitória, que seria de virada, numa desastrada cobrança de pênalti de Neymar. A Seleção terminou o primeiro tempo perdendo por 1 x 0, mas soube reagir no segundo, com um belo gol de Neymar. O jogo foi de boa qualidade, e a Colômbia é uma equipe que realiza boa campanha nas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2014, o que faz com que o resultado não seja um tropeço como muitos possam imaginar. A Seleção Brasileira, como vem acontecendo nos últimos jogos, tem mostrado evolução. Os jogadores, agora, estão aplicados, o que não acontecia antes. Um reparo que pode ser feito, no entanto, é a insistência do técnico da Seleção, Mano Menezes, em não escalar um centroavante de ofício na equipe titular. Um atacante com "faro de gol" é um recurso de que não se deve abrir mão. Mesmo sem vencer, contudo, a Seleção demonstrou que seu futebol está em crescimento e, ao menos por hora, Mano Menezes não deve estar com o cargo ameaçado. O que deve ser lamentado é que, tendo sido o milésimo jogo da história da Seleção, a equipe não tenha obtido uma vitória para ressaltar tão expressiva marca.
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