sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Paixão nacional

O Brasil parou na noite de hoje. Estava sendo exibido o último capítulo de "Avenida Brasil", novela de um sucesso estrondoso, que mesmerizou a audiência durante meses. Não é de hoje que as novelas de televisão mostram essa capacidade de magnetizar o público. Talvez em nenhum outro país esse gênero de programa televisivo alcance tamanha repercussão. A novela surgiu praticamente junto com a televisão no Brasil. A primeira emissora brasileira, a Tupi, de São Paulo, foi inaugurada em 1950 e, já em 1951, a primeira novela ia ao ar. Ao contrário das novelas atuais, que são exibidas de segunda à sábado, a primeira tinha apenas dois capítulos por semana. A telenovela, que buscou sua inspiração inicial nas novelas de rádio, também de grande sucesso popular, foi, aos poucos, se consolidando no gosto do público. O primeiro grande sucesso do gênero talvez tenha sido "O Direito de Nascer", levada ao ar no início dos anos 60. A partir daí, até os dias de hoje, tivemos uma sucessão de novelas com grande êxito de audiência. Os setores mais intelectualizados da sociedade brasileira, ainda hoje, torcem o nariz para esse fenômeno. As novelas são consideradas, por tais grupos, como um produto culturalmente pobre e alienante. Há outros que entendem que as novelas exercem uma influência nefasta sobre o público, por difundir ideias licenciosas e comportamentos vulgares. Tanto num caso como no outro o que se manifesta é o preconceito. Como tudo que alcança grande repercussão, as novelas atraem a crítica dos invejosos e dos eternos ranzinzas. A verdade, e o ocorrido com "Avenida Brasil" só reafirma isso, é que a novela é uma paixão do povo brasileiro. Se há algo que o Brasil faz bem são as telenovelas. Sua qualidade de produção é cada vez melhor. Há várias décadas já tornaram-se um produto de exportação, sendo vendidas para países de todos os continentes. Por mero ranço ideológico, há quem manifeste desprezo às novelas. Não há razão para isso. Trata-se basicamente de uma forma de entretenimento, e que, ao contrário do viés alienante que lhe é atribuído, muitas vezes leva o público a importantes reflexões sobre as mazelas do país. Com ou sem opositores, o sucesso das novelas no Brasil permanecerá por muito tempo. Até mesmo os jornais do exterior repercutiram o fato de que o país iria parar na noite de hoje para assistir ao final de uma novela. Isso só mostra a qualidade do trabalho da equipe que a realizou, desde o autor, passando pelos atores, diretores e equipe técnica. Uma prova de que os brasileiros são capazes de realizações de alto nível, ao contrário do que pensam os propagadores do complexo de vira-latas que tanto assola o país ao longo de sua história.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Os vetos de Dilma

A presidente Dilma Rousseff vetou nove artigos do novo Código Florestal Brasileiro, aprovado pelo Congresso Nacional. Não cabe, aqui, citar em detalhes os vetos de Dilma, pois tornaria o texto muito extenso e pormenorizado. O que deve ser destacado é que, com sua atitude, a presidente atingiu diretamente os interesses de médios e grandes proprietários rurais, que eram flagrantemente beneficiados pelo novo código. A proposta original do código, aliás, foi reabilitada pelos vetos de Dilma, já que havia sido modificada durante sua tramitação no Congresso Nacional, favorecendo os médios e grandes proprietários e comprometendo a preservação ambiental. Por medidas como essa é que Dilma, a exemplo de seu antecessor e padrinho político, Luís Inácio Lula da Silva, obtém índices altíssimos de popularidade e de aprovação ao seu governo. Erros e malfeitos ocorrem em todos os governos, e no de Dilma isso também acontece. O que concede credibilidade a um governante é a coerência entre o discurso e a prática e a fidelidade aos seus princípios. Com seus vetos, Dilma mostra-se alinhada com sua trajetória histórica de esquerda. A bancada ruralista, é claro, já reclamou contra a decisão de Dilma. O vice-líder do DEM na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), disse que a presidente está querendo legislar por decreto e quer que seus vetos sejam julgados pelo Congresso. Isso, no entanto, não deverá acontecer. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) declarou que não há espaço na pauta para o julgamento dos vetos, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o Código Florestal Brasileiro é uma página virada. Por essas e por outras é que a direita brasileira, apoiada pela imprensa conservadora, ataca frontalmente o governo. Afinal, é a primeira vez na história do país que seus interesses estão sendo contrariados.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Desolação

A derrota do Inter para o Figueirense, por 2 x 1, em pleno Beira-Rio, estabelece, para o clube, um quadro de absoluta desolação. Depois de perder, no sábado, para o lanterna absoluto do Campeonato Brasileiro, o Atlético Goianiense, no Serra Dourada, o Inter foi batido, também, pelo vice-lanterna, e o que é pior, dentro de sua casa. Em ambos os jogos, o Inter saiu vencendo, ou seja, permitiu que os adversários ganhassem de virada. As declarações do técnico Fernandão, e do vice-presidente de futebol, Luciano Davi, soam patéticas, demonstrando a falta de rumo do clube nesse momento. O Inter fazia uma campanha insatisfatória. Agora, ela já começa a ser vexatória. A cada dia, os resultados evidenciam a necessidade de mudanças profundas no Inter. Para o ano que vem, será preciso fazer alterações radicais. Não dá para manter a mesma base de time por mais um ano. Vários jogadores já cumpriram o seu ciclo, não havendo razão para que permaneçam. O Inter do novo ano não poderá ser apenas mais um remendo numa base vitoriosa mas já envelhecida. Terá de ser um time renovado. Só assim as vitórias poderão retornar. Por enquanto, resta ao torcedor sofrer com a sucessão de fiascos, e sonhar com dias melhores.

Montanha-russa

O empate do Grêmio em 2 x 2 com o Fluminense, hoje à noite, no Engenhão, levou seus torcedores, a exemplo do que já havia acontecido no domingo, a viverem uma montanha-russa de emoções. O Grêmio jogou melhor, praticamente, durante toda a partida. Ainda no primeiro tempo, poderia ter feito gols. No início do segundo tempo, finalmente, abriu o placar, mas não sustentou a vantagem, permitindo o empate numa falha de marcação, após uma cobrança de escanteio. Um pouco depois, sofreu a virada, num chute de longa distância de Rafael Sóbis. Mesmo que o chute tenha sido forte e bonito, houve falha do goleiro Marcelo Grohe, pois ele estava adiantado e a bola foi na sua direção. Como se não bastassem esses terríveis erros, Marcelo Moreno, que estava no banco, foi expulso 43 segundos depois de entrar em campo, por uma cotovelada em Rafael Sóbis. O cenário que se apresentava para o Grêmio era desastroso. Afinal, perdia o jogo e tinha um homem a menos. No entanto, o Grêmio mostrou capacidade de reação, e o que poderia se transformar numa goleada do Fluminense acabou num empate. Ficou a impressão, ainda, de que se o jogo durasse mais alguns minutos, o Grêmio conseguiria virar a partida, novamente. Em termos de classificação, o resultado foi pouco útil, pois o Grêmio continua 11 pontos atrás do Fluminense, e, agora, restam, apenas, sete rodadas para o final do Campeonato Brasileiro. Porém, o Grêmio soube reagir à adversidade, o que mantém seu ânimo em alta para os jogos que faltam até o encerramento do Brasileirão.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Com cara de Seleção

A goleada da Seleção Brasileira por 4 x 0 sobre o Japão, hoje, em Breslávia, na Polônia, parece apontar novos rumos para a equipe. Ainda que o Japão esteja longe de ser um adversário fortíssimo, também não é uma seleção desprezível. Na semana passada, por exemplo, ganhou da França, em Paris. Se antes não se tinha ideia de qual era a equipe titular da Seleção, agora ela já parece ter sua definição encaminhada. Com a entrada de Kaká, a lacuna existente no meio de campo pode, finalmente, estar sendo preenchida. Com exceção do goleiro, posição ainda em aberto, a defesa parece estar escalada, com Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo. Daniel Alves e Marcelo estão machucados, mas, quando voltarem, serão titulares, sem discussão. O meio de campo achou sua dupla de volantes, Paulinho e Ramires, ambos em excelente fase de suas carreiras. Com Kaká e Oscar nas meias, o setor apresenta um alto nível técnico. No ataque, Neymar dispensa considerações. O único senão é a presença de Hulk, um atacante vigoroso e esforçado, mas sem o padrão técnico dos demais jogadores. O técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, está optando por uma equipe sem um centroavante de ofício, com o que não concordo. Acho imprescindível a presença de um centroavante, e entendo que o técnico deve passar por cima de qualquer atrito pessoal e convocar Fred que é, indiscutivelmente, o melhor do país. O que fica do jogo de hoje, contudo, é que, com todas as ressalvas que se façam em relação ao nível de exigência da partida, a Seleção Brasileira apresentou  uma ideia de conjunto, mostrou identidade. Depois de mais de dois anos sob o comando de Mano Menezes, a Seleção Brasileira, enfim, tem uma cara.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O escândalo das arbitragens

O Campeonato Brasileiro de 2012 já vinha chamando a atenção pelo péssimo nível das arbitragens, num patamar nunca antes visto. Porém, depois da rodada do último fim de semana, o que parecia apenas fruto da má qualidade dos árbitros já dá margem a desconfianças de que algo mais grave esteja por trás de tal quadro. Os erros cometidos pelo árbitro Niélson Nogueira Dias (PE) no jogo entre Fluminense 2 x 1 Ponte Preta, em São Januário, são intoleráveis, pois determinaram o resultado da partida e praticamente definiram quem será o campeão do Brasileirão. O Fluminense perdia o jogo até os 38 minutos do segundo tempo quando o árbitro, que já havia expulsado um jogador da Ponte Preta, marcou um pênalti inexistente para o clube carioca. Poucos minutos depois, inverteu uma falta em favor da Ponte Preta, marcando-a para o Fluminense que, nesse lance, obteve o gol da vitória. No jogo entre Atlético Mineiro 2 x 1 Sport, no Independência, um pênalti claro em favor do clube pernambucano, aos 48 minutos do segundo tempo, não foi marcado pelo árbitro Flávio Rodrigues Guerra (SP), influindo diretamente no resultado. Os árbitros dessas partidas, e o bandeirinha Bruno Boschilia (PR), que trabalhou no jogo Flamengo 1 x 1 Cruzeiro, no Engenhão, e marcou um impedimento inexistente num gol do rubro-negro foram suspensos, o que já havia ocorrido com outros que haviam errado anteriormente. O efeito prático dessas suspensões, contudo, não parece ser relevante. Afora isso, os clubes que foram prejudicados não recuperarão seus pontos. Os erros sucessivos e cada vez mais graves das arbitragens já mancharam o campeonato de maneira irremediável. Mais cedo ou mais tarde, por mais que a Fifa resista à ideia, terá de ser implementado no futebol o auxílio eletrônico às arbitragens, a exemplo do que ocorre em outros esportes. Por mais cara e de difícil implementação que seja essa medida, ela terá de ser tomada, ou a credibilidade do futebol ficará totalmente comprometida.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um dia de sonhos e frustrações

O empate do Grêmio com o Botafogo em 1 x 1, hoje, no Olímpico, causou uma enorme frustração no seu torcedor. O resultado, combinado com as vitórias de Fluminense e Atlético Mineiro, deixou o Grêmio, novamente, em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. Agora, o Grêmio está 11 pontos atrás do Fluminense, o que torna a conquista do título quase impossível. O pior para a torcida do Grêmio é que os resultados parciais chegaram a ser inteiramente favoráveis. O Atlético Mineiro estava perdendo para o Sport, no Independência, e só virou o jogo no final. O mesmo aconteceu na partida entre Fluminense e Ponte Preta, em São Januário. Caso os resultados iniciais persistissem, o Grêmio, com uma vitória, ficaria com três pontos a mais que o Atlético Mineiro e diminuiria para seis pontos a sua desvantagem para o Fluminense. Como se não bastassem as viradas de seus concorrentes, o Grêmio permitiu o empate ao Botafogo já no final do jogo. Uma enorme ducha de água fria, que, afora a decepção do torcedor, deve ter abalado o ânimo do grupo. Porém, mais do que nunca, o jogo do Grêmio contra o Fluminense, na próxima quarta-feira, no Engenhão, é decisivo. Se ganhar, o Grêmio diminui um pouco sua distância para o adversário, impede que o Atlético Mineiro também amplie sua diferença sobre ele, atualmente de dois pontos, e evita a aproximação de clubes que estão atrás na tabela. A boa notícia é que titulares importantes, cujas ausências foram muito sentidas hoje, estarão de volta. O empate contra o Botafogo foi um baque, mas nada está perdido. O título, embora cada vez mais distante, ainda não está decidido, e a classificação para a Libertadores continua muito bem encaminhada. Não é hora para o Grêmio se deixar abater. O Brasileirão ainda pode trazer muitas alegrias para o clube.

sábado, 13 de outubro de 2012

Hecatombe

A derrota do Inter para o Atlético Goianiense, lanterna do Campeonato Brasileiro, por 3 x 1, de virada, hoje, no Serra Dourada, é um desastre de imensas proporções. O Inter acumula erros desde 2011, mas insiste em não reconhecê-los, no que é seguido pela imprensa esportiva do Rio Grande do Sul que, historicamente simpática ao clube, sempre trata de tapar o sol com a peneira quando se trata de apontar os equívocos nele praticados. Os problemas do Inter não são de agora. O clube já havia cometido um erro brutal quando, no final de 2010, renovou o contrato de Celso Roth, técnico do maior vexame não só do Inter mas de um clube brasileiro em toda a história, a derrota para o Mazembe, do Congo, pelas semifinais do Mundial de Clubes daquele ano. Roth iniciou o trabalho em 2011, mas, ainda durante a primeira fase da Libertadores, foi demitido. Veio Falcão que, mesmo tendo sido campeão gaúcho, ficou, apenas, três meses no cargo. O Inter ainda seria treinado, no ano passado, pelo interino Osmar Loss, até que veio Dorival Júnior. Como o Inter conseguiu, na última rodada do Brasileirão, classificar-se para a Pré-Libertadores, parecia que estava tudo bem. Não estava. Uma análise mais detalhada da campanha do clube naquela competição mostraria que ele teve mais sorte que juízo. Afinal, das 38 rodadas, apenas em três delas o Inter alcançou o quarto lugar. Uma delas foi a última, o que lhe valeu a ida para a Libertadores. Porém, em 17 rodadas, o Inter esteve em 7º lugar. Em 2012, o que era ruim ficou pior. O Inter ficou o campeonato inteiro oscilando entre o 5° e o 8° lugares, sempre insistindo, com a concordância da imprensa, de que iria entrar na zona de classificação para a Libertadores. A goleada de 3 x 0 sobre o Atlético Mineiro, na quarta-feira passada, serviu para sustentar o discurso fantasioso, pois fez o Inter diminuir sua diferença para o 4º colocado. Hoje, finalmente, a máscara caiu. Não há mais como sustentar um discurso esperançoso, dizer que o Inter não vai jogar a toalha. Não há mais toalha, ela já caiu das mãos do Inter faz tempo. As possibilidades matemáticas do Inter se classificar para a Libertadores existem, mas não são mais que um exercício de ficção dos mais delirantes. Seria preciso vencer sete jogos e empatar um nos oito que faltam. A realidade é que 2012 acabou para o Inter. Dentro de campo resta-lhe, somente, cumprir tabela. Fora dele, buscar, na eleição para presidente do clube, que terá seu primeiro turno em novembro, a retomada do caminho que leva ás vitórias. Não é crível que a sujeira continue a ser empurrada para debaixo do tapete. O Inter, há muito tempo, necessita de mudanças. A derrota para o Atlético Goianiense é uma hecatombe. A partir dela, um novo rumo será inevitável.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Esforço inútil

Várias vezes abordei aqui matérias publicadas pela revista "Veja", destacando sua linha abertamente direitista. Muitos talvez considerem minha conduta persecutória à publicação, e entendam que ela tem o direito de proceder dessa forma. Respeitosamente, não concordo com essa visão. "Veja" é a revista semanal de informação brasileira de maior tiragem, mais de 1 milhão de exemplares. A própria publicação gaba-se de ser a 3ª maior revista semanal de informação do mundo. Ora, um veículo de comunicação desse porte não pode se mostrar tão faccioso e panfletário. A objetividade jornalística fica longe de suas páginas, sempre carregadas de um ódio fóbico à esquerda e de uma louvação ao neoliberalismo. O mais curioso é que todo esse esforço tem sido infrutífero. Com toda a sua carga contra o PT, "Veja" não conseguiu evitar que Luís Inácio Lula da Silva se elegesse duas vezes presidente, nem que fizesse de Dilma Rousseff a sua substituta no cargo. No entanto, apesar dos reiterados fracassos, a revista não desiste. Temerosa de que o PT consiga vencer a eleição para prefeito de São Paulo, o que fortaleceria, ainda mais, o projeto de poder do partido, "Veja" procurou bombardear a candidatura de Fernando Haddad desde o início. Haddad era apresentado como um candidato de índices baixíssimos de intenção de voto. Porém, abertas as urnas, Haddad chegou ao segundo turno junto com José Serra, o candidato preferido da revista. As primeiras pesquisas já indicam que Haddad deverá ganhar a eleição. "Veja", então, como não poderia deixar de ser, assumiu abertamente sua defesa de Serra. O apoio do execrável pastor Silas Malafaia à Serra não é criticado por "Veja". Em sua edição on-line, quem é atacado é Haddad que estaria desrespeitando o direito de Malafaia de, em nome de sua "fé", atacar o "kit-gay", criado pelo Ministério da Educação, para distribuição nas escolas, no período em que Haddad era o responsável pela pasta. Na verdade, tratava-se de um kit anti-homofobia, iniciativa bastante pertinente nos tempos atuais. Em suas matérias e nos textos de seus colunistas, "Veja" continua engajada na tarefa de desalojar o PT do poder, colocando a direita, novamente, em seu lugar. Pelo que estão a demonstrar as pesquisas para o 2º turno da eleição para prefeito de São Paulo, esse esforço, mais uma vez, deverá mostrar-se inútil.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mais um amistoso sem valor

Em mais um amistoso sem nenhum proveito técnico, a Seleção Brasileira goleou o Iraque, hoje, em Malmöe, na Suécia, por 6 x 0. Diante de adversário tão fraco, qualquer avaliação fica prejudicada, mas o jogo serviu, pelo menos, para que Oscar mostrasse, mais uma vez, sua técnica exuberante, Kaká, em seu retorno, jogasse um grande futebol, Neymar e Lucas, ainda que em lampejos, exibissem sua qualidade, Hulk reafirmasse sua vocação para fazer gol. O próximo amistoso, terça-feira, contra o Japão, também não será um grande teste, mas, por certo, apresentará um grau de exigência maior. Ainda assim, estará muito longe do nível que se espera dos adversários da Seleção Brasileira, para que se possa verificar sua potencialidade.