sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um novo mundo é possível

O Fórum Social Temático, que se realiza em Porto Alegre, afirma, no seu slogan, que um novo mundo é possível.. Visto pela direita como uma reunião de esquerdistas lunáticos, o Fórum Social Temático, na verdade, é um evento importante, durante o qual ocorrem seminários e debates que visam buscar a construção de um mundo mais justo, menos desigual, mais solidário, e que priorize o meio ambiente e a sustentabilidade. O capitalismo desenfreado de nossos dias, com seu incentivo ao consumismo, exploração predatória dos recursos naturais, ânsia desmesurada de lucros, e insensibilidade social, precisa ser confrontado por uma ideia alternativa. A própria crise da economia, que tanto afeta os Estados Unidos e a Europa, é a prova de que o modelo capitalista já não satisfaz, que novos rumos precisam ser vislumbrados. Não é mais tolerável conviver com a desigualdade extrema, com lucros estratosféricos para alguns e miséria absoluta para outros. O consumismo e a aquisição de bens materiais não podem continuar se sobrepondo a todo e qualquer outro valor. Os recursos naturais precisam ser preservados. Uma nova concepção de progresso, menos gananciosa e predatória, precisa ser elaborada. Os que se dizem pragmáticos desdenham de tais aspirações, mas elas não são devaneios, representam, isto sim, uma necessidade inadiável, de estabelecer novos parãmetros para o desenvolvimento. Um desenvolvimento que contemple justiça social e respeito ao meio ambiente. Sim, eu concordo com o entendimento de que um novo mundo é possível. Você pode até achar que eu sou um sonhador, mas, como diria John Lennon, eu não sou o único.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nova derrota

Jogando com seu time sub-23, pelo Campeonato Gaúcho, o Inter sofreu, essa noite, mais uma derrota para um clube do interior, dessa vez em pleno Beira-Rio. O adversário do Inter foi o Cerâmica, de Gravataí, clube que se profissionalizou há poucos anos, e que pela primeira vez participa da Primeira Divisão do Rio Grande do Sul. No domingo, jogando com seu time reserva, reforçado, apenas pelo goleiro titular, Muriel, o Inter, depois de estar vencendo por 2 x 0, perdeu para o Avenida, em Santa Cruz do Sul, por 3 x 2. Contra o Cerâmica, a história foi diferente. O Inter perdeu por 2 x 1. Depois de estar dois gols atrás no placar, conseguiu marcar um, mas não impediu a derrota. Em três jogos, até agora, pelo Gauchão, o Inter usou três times diferentes, ganhou uma partida e perdeu duas. Isso não parece muito preocupante, mas, se o Inter não se classificar para a fase de grupos da Libertadores, esses resultados poderão pesar negativamente. Afinal, nesse caso, o Campeonato Gaúcho seria a única competrição que restaria para o Inter até o mês de maio. A ideia de que os times do Interior são fracos e que, por isso, Grêmio e Inter tem condições de vencê-los com qualquer escalação que colocarem em campo não se sustenta. Se o Inter se classificar contra o Once Caldas, essas derrotas não causarão maior abalo. Em caso contrário, no entanto, serão mais um motivo para alimentar uma crise que seria inevitável. A verdade é que, no futebol, derrota alguma é totalmente inócua. Convém ao Inter olhar o Gauchão com um pouco mais de seriedade, para não se arrepender mais tarde.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vitórias para o gasto

Os jogos de Grêmio e Inter, na noite de hoje, eram de competições e importâncias diferentes, mas as atuações dos dois times, e os resultados obtidos, estabelecem um fator comum entre ambos, o de terem jogado, apenas, para o gasto. O primeiro a entrar em campo foi o Grêmio, contra o Canoas, no Complexo da Ulbra,  pelo Campeonato Gaúcho. O Grêmio fez seu primeiro gol muito cedo, logo a 1 minuto de jogo, mas cedeu o empate, ainda no primeiro tempo. Mesmo o gol do Canoas tendo sido consequência de um erro grave da arbitragem, que não marcou um toque de mão, não se justifica que o Grêmio termine o primeiro tempo empatando com um adversário tão frágil. A entrada de Gabriel em lugar de Marco Antônio, no intervalo, melhorou o desempenho do Grêmio, e ele próprio marcou o gol de desempate, logo aos 5 minutos do segundo tempo. Marcelo Moreno, já nos minutos finais do jogo, ainda fez mais um gol, fechando o placar em 3 x 1 para o Grêmio. Uma vitória em que o Grêmio não fez mais que a sua obrigação, mas que, pelo empate parcial ocorrido, deixa antever que muito ainda há a ser realizado para que o time possa ser considerado confiável. Já o Inter teve um jogo muito mais importante, contra o Once Caldas, no Beira-Rio, pela Pré-Libertadores. O gol marcado cedo por Leandro Damião, num belo lançamento de D'Alessandro, deu a impressão de que o Inter poderia obter uma vitória fácil e encaminhar sua classificação. Porém, o tempo foi passando, o segundo gol não veio, e o Inter só não enfrentou maiores problemas porque o Once Caldas teve pouca presença ofensiva. A vitória foi alcançada e o Inter não levou gol em casa, fatos que são importantes. No entanto, o placar magro, de apenas 1 x 0, permite que o Once Caldas tenha grande possibilidade de reverter o confronto no segundo jogo. Vitória é sempre bom, e o Inter ganhou, mas o resultado não foi tranquilizador. O Inter terá de lutar muito para obter a classificação fora de casa. O Once Caldas ainda está muito vivo na Pré-Libertadores. Se os desempenhos de Grêmio e Inter foram semelhantes, seu futuro imediato é muito diferente. Enquanto o Grêmio só terá jogos mais exigentes quando estrear na Copa do Brasil, em março, o Inter, já na semana que vem, estará decidindo toda a sua perspectiva para 2012. Resta esperar para ver o que acontecerá com os dois daqui por diante.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Injustificável

Passados cinco dias desde a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, de 56 anos, seguem sendo dadas explicações para a recusa de atendimento por parte de dois hospitais de Brasília. Duvanier, que sofreu um enfarte, só conseguiu atendimento em um terceiro hospital, quando não foi mais possível salvar sua vida. O motivo da recusa dos dois primeiros hospitais, ambos particulares, foi de que não eram credenciados pelo plano de saúde de Duvanier, o Geap. Como Duvanier não tivesse dinheiro nem cheques para depositar uma caução, o atendimento lhe foi negado. Dessa forma, a propria Agência Nacional de Saúde concluiu que não houve erro do plano de saúde, nem negativa de cobertura. Duvanier não foi atendido pelos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Levado para o Hospital Planalto, foi, enfim, atendido, mas não resistiu e faleceu. A presidente Dilma Roussef determinou ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, uma rigorosa apuração do fato. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Procon do Distrito Federal. Ora, convenhamos, o fato ocorrido com Duvanier é um descalabro, e demonstra que o caos no sistema de saúde brasileiro não poupa nem mesmo pessoas que ocupam cargos importantes na administração federal. Não é possível que alguém numa situação de emergência, como é o caso de um enfarte, onde cada segundo desperdiçado no atendimento pode fazer a diferença entre a vida e a morte, deixe de ser socorrido por questões financeiras e burocráticas. Acima de tudo, médicos e hospitais tem o dever de tudo fazer para salvar a vida de quem lhes procura buscando atendimento. A argumentação da Agência Nacional de Saúde é inaceitável. Não me interessa saber se o plano de saúde de Duvanier era ou não conveniado com os dois hospitais que lhe negaram socorro. Também é irrelevante, para mim, o fato de que Duvanier não tinha dinheiro ou cheques para uma caução. A tarefa precípua de hospitais e médicos é salvar vidas. Ao negarem-se a fazê-lo, cometem um crime, e devem pagar por ele. Não se pode chegar a um tal nível de mercantilização da sociedade, em que até a vida de uma pessoa deixe de ser salva por falta de pagamento dos serviços clínicos. Tomara que Dilma Roussef não esmoreça na busca do esclarecimento do caso. Assim, a morter de Duvanier poderá servir, pelo menos, para que o sistema de saúde brasileiro seja revisto e se torne, senão mais eficiente, pois isso demanda tempo e investimentos, no mínimo, mais humano.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mico

Minha intenção, no dia de hoje, não era escrever sobre um assunto relativo ao futebol, afinal, esse blog ocupa-se, também, de outros assuntos. Porém, não pude deixar de fazê-lo ao saber que o Grêmio deu por encerrada a negociação para a contratação de Giuliano, sem conseguir adquirir o jogador. Trata-se de mais um dos tantos micos protagonizados pela atual diretoria do clube. Depois de, há exatamente um ano, ser motivo de chacota por providenciar até caixas de som para o anúncio da contratação de Ronaldinho, que acabou indo para o Flamengo, o Grêmio, novamente, faz um papelão. O Grêmio não fez segredo da sua intenção de contratar Giuliano e negociava sua aquisição há cerca de um mês. Alguns dias atrás, demonstrando que queria fechar de vez a transação, o Grêmio enviou para a Espanha, onde o clube de Giuliano, o Dnipro, da Ucrânia, realiza pré-temporada, uma verdadeira força-tarefa composta de três dirigentes. Não se tem notícia, ao menos no futebol brasileiro, de algo semelhante. Diante de tal fato, formou-se a convicção, na torcida e na opinião pública, de que o jogador seria contratado, pois não faria sentido deslocar tantas pessoas para o exterior senão houvesse a certeza da concretização do negócio. Na última sexta-feira, no entanto, os indícios de que as coisas não iam bem começaram a aparecer. Dois dos três dirigentes enviados à Espanha, o vice-presidente e o gerente de futebol, retornaram, e apenas o representante do departamento jurídico permaneceu, para dar continuidade às negociações. Hoje, por fim, o Grêmio anunciou em seu site oficial, que as tratativas para a vinda de Giuliano estavam encerradas, sem que o jogador fosse contratado. Giuliano seria adqurido por um grupo de empresários, o Grêmio nada gastaria. O referido grupo ofereceu ao Dnipro 8 milhões de euros pelo jogador. O clube ucraniano pediu 10 milhões de euros. Ora, sabendo-se que o Dnipro pagou algo entre 10 e 11 milhões de euros por Giuliano há apenas um ano, por que iria vendê-lo por um valor inferior, que resultaria em prejuízo financeiro? Se o Grêmio não tinha a certeza de que iria efetivar a contratação, porque enviou três dirigentes para a Espanha, num gasto com passagens e estadias que deve ter sido bastante significativo? Esse é mais um episódio que frustra e desencanta o torcedor do Grêmio. Fica cada vez mais difícil acreditar que o Grêmio possa obter, em 2012, uma volta aos tempos das grandes conquistas. Com os componentes da atual diretoria, tudo que o Grêmio tem colhido são fracassos em campo e humilhações fora dele. Depois de mais essa trapalhada, que resultou em outro sonho não realizado pelo torcedor, não convém alimentar ilusões. O Grêmio de Odone e Pelaipe segue na rota do insucesso, para desalento de sua apaixonada torcida.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Derrota

O Inter, a exemplo do que fez o Grêmio ontem, também perdeu para um clube do interior, em jogo válido pelo Campeonato Gaúcho. Depois de abrir 2 x 0 no placar, no primeiro tempo, permitiu a virada em favor do Avenida, por 3 x 2, no segundo. Duas diferenças entre os jogos de Grêmio e Inter, no entanto, devem ser ressaltadas. O Grêmio jogou em casa, com seu time titular. O Inter teve apenas um titular em campo, o goleiro Muriel, e a partida foi fora de casa. Ainda assim, também a derrota do Inter, tal como a do Grêmio, não pode ser assimilada como algo natural. O time que o Inter colocou em campo, embora reserva, tinha jogadores de expressão, como Marcos Aurélio, recém contratado do Coritiba, e Jô, que ainda está devendo melhores atuações, mas é um atacante que já viveu bons momentos na carreira. Por mais desentrosado que estivesse o Inter, e cansado pela curta pré-temporada, uma derrota para um time modesto do interior, depois de ter aberto dois gols de vantagem, não é aceitável. O que ficou muito claro, definitivamente, é que Bolívar deveria encaminhar o final de sua carreira. Mais uma vez, Bolívar jogou muito mal, falhando em vários lances e, inclusive, cometendo um pênalti claro que não foi marcado pelo árbitro. Seu problema não é técnico, portanto não se trata de uma má fase. O zagueiro não tem mais condições físicas de jogar futebol em nível de competição, pois a idade agravou a sua já conhecida lentidão e ele não possui capacidade de recuperação nos lances de que participa. Foi evidente, tanto na derrota do Grêmio como na do Inter, a falta de condicionamento físico no segundo tempo dos jogos, devido ao pequeno tempo de preparação em comparação com os demais clubes participantes do Gauchão. Ainda assim, os resultados desse fim de semana não fazem jus aos altos investimentos dos dois clubes, que já iniciam o ano frustrando os seus torcedores.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Começo preocupante

O Grêmio fez seu primeiro jogo oficial do ano contra o Lajeadense, pela primeira rodada do Campeonato Gaúcho, e perdeu por 2 x 0, em pleno Olímpico. Uma autêntica ducha de água fria sobre o torcedor. As justificativas de que era apenas a primeira partida do ano, de que a pré-temporada foi curta, que a musculatura do time ainda está presa, que o Lajeadense está treinando há muito mais tempo, são consideráveis, mas, ainda assim, jogando na sua casa, com o apoio de mais de 18 mil torcedores, o Grêmio tinha obrigação de se impor e vencer a partida. As atuações dos jogadores estreantes não foram muito destacadas. Deles, quem mais caiu no gosto do torcedor foi Douglas Grolli, mas ficou evidente que ele ainda não tem condições de suprir a carência do Grêmio na posição e de que um zagueiro ainda precisa ser contratado, o que é admitido pelo próprio técnico Caio Júnior. Léo Gago confirmou que sabe e gosta de chutar forte de fora da área, mas não teve êxito em suas tentativas. Marco Antônio foi apenas discreto e acabou substituído. Kléber foi mal, sendo, inclusive, responsável, em parte, pelo segundo gol do Lajeadense. Entre os jogadores que já estavam no Grêmio, Mário Fernandes e Júlio César tiveram atuação razoável, Douglas fez bom primeiro tempo, mas decaiu no segundo. Miralles não aproveitou a chance que teve e jogou mal, sendo substituído no intervalo, por Leandro, que pecou pelo excessivo individualismo e, também não teve boa atuação. Caio Júnior, cuja carreira como técnico ainda não se firmou, não soube encontrar as soluções para o time, sendo superado taticamente pelo treinador adversário, Ben-Hur Pereira. Nem mesmo o fato de ficar boa parte do segundo tempo com um homem a mais, devido à expulsão de um jogador adversário foi aproveitado por Caio Júnior. Foi apenas o primeiro jogo, é verdade, e as coisas, por certo, deverão melhorar, mas começar um ano com derrota é muito ruim e o sofrido torcedor do Grêmio, há tanto tempo sem alegrias, não merecia passar por isso.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Times incompletos

Os principais campeonatos estaduais começarão nesse fim de semana, sem que os grandes clubes estejam com seus times definitivamente montados. Mesmo tendo tido o mês das férias do futebol para fazer a estruturação dos grupos de jogadores, os dirigentes ainda correm atrás de contratações. O Palmeiras, por exemplo, só agora apresentou seu primeiro reforço de nível, o atacante Barcos, vindo da LDU, do Equador. O São Paulo ainda tenta a contratação de Nilmar. O Inter, que na quarta-feira teve um jogo antecipado pelo Campeonato Gáucho, antes da abertura oficial da competição, está na iminência de perder seu melhor jogador, D'Alessandro, e vasculha o mercado atrás de um substituto. O Grêmio, o clube grande que mais contratou, ainda não fechou o seu ciclo de aquisições, e tenta trazer Giuliano e Rafael Tolói. Como se vê, os times serão montados durante os estaduais e só terão a sua formação definitiva quando do início da Copa do Brasil, em março, e do Campeonato Brasileiro, em maio. Até lá, com exceção dos clubes que estarão na Libertadores, restará aos torcedores se contentarem com insossos e anacrônicos campeonatos em que grandes clubes são misturados com outros de pouquíssima expressão. Não é algo muito entusiasmante, mas, para os que já estavam com saudade do futebol, representa a volta da rotina dos jogos. Tomara que essas competições sirvam, pelo menos, para os grandes clubes ajustarem seus times para disputas de maior nível.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Trinta anos sem Elis Regina

Os trinta anos da morte de Elis Regina, completados hoje, estão sendo lembrados em todo o país, como não poderia deixar de ser. Elis foi uma cantora extraordinária, ainda que afirmar que é a melhor de todas no Brasil possa constituir um juízo apressado, dado que o país tem intérpretes femininas de notável brilho, como Gal Costa, Maria Bethânia e Dalva de Oliveira, para só citar algumas. Afora sua grande capacidade vocal, Elis sabia escolher muito o bem o seu repertório. Em sua discografia, estão presentes composições de autores consagrados e de outros que eram desconhecidos, até ela lançá-los. Elis gravou músicas dos já então famosos Lennon e McCartney, Tom Jobim, Roberto e Erasmo Carlos, Chico Buarque de Holanda. Por outro lado ajudou a catapultar para o sucesso compositores ainda pouco conhecidos, como Ivan Lins e Belchior. O nível de seu repertório é de altíssima qualidade. Algumas músicas tiveram em Elis a sua intérprete definitiva, caso de "Como nossos pais", de Belchior, e "O bêbado e a equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, que, cantadas por outros, não causam o mesmo efeito no ouvinte. Ao longo do ano, por certo, Elis receberá muitas homenagens. Uma delas será feita por sua filha, Maria Rita, que irá interpretar músicas do repertório da mãe.  Dada a expressividade do período completado desde sua morte, trinta anos, e sua inegável qualidade como artista, as homenagens a Elis são mais do que justas. Por sinal, quero, desde já, apoiar a ideia do colunista do jornal "Correio do Povo", Juremir Machado da Silva, de dar o nome de Elis Regina à atual Avenida Castelo Branco, principal via de acesso a Porto Alegre. Dessa forma, seria desfeita uma injustificável deferência com um ditador e liberticida e, por outro lado, se estaria reverenciando a arte e a cultura. Nada mais indicado em se tratando da mais ilustre filha da cidade.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eliminações

Grêmio e Inter foram eliminados, hoje, da Taça São Paulo de Futebol Júnior. O Grêmio, que saiu perdendo mas chegou a empatar o jogo, acabou sendo goleado pelo Fluminense por 4 x 1. O Inter, depois de empatar em 1 x 1 com o Coritiba, perdeu por 4 x 2 nas cobranças de tiros livres da marca do pênalti. O Inter tem quatro títulos da Taça São Paulo, mas o último foi ganho em 1998. O Grêmio não tem nenhum título da competição. O máximo que alcançou foi o vice-campeonato, em 1991, quando, na decisão, a Portuguesa o goleou por 4 x 0. O desempenho de Grêmio e Inter na Taça São Paulo de 2012 demonstra que as categorias inferiores dos dois clubes, no momento, não possuem qualidade capaz de fazer com que possam fornecer jogadores para o grupo profissional. O caso do Grêmio é mais grave, pois ele o Palmeiras são os únicos grandes clubes brasileiros que ainda não ganharam a Taça São Paulo. Dada a tradição e a visibilidade que a competição possui, está na hora do Grêmio pensar em encará-la, daqui para a frente, com mais seriedade.