domingo, 22 de janeiro de 2012

Derrota

O Inter, a exemplo do que fez o Grêmio ontem, também perdeu para um clube do interior, em jogo válido pelo Campeonato Gaúcho. Depois de abrir 2 x 0 no placar, no primeiro tempo, permitiu a virada em favor do Avenida, por 3 x 2, no segundo. Duas diferenças entre os jogos de Grêmio e Inter, no entanto, devem ser ressaltadas. O Grêmio jogou em casa, com seu time titular. O Inter teve apenas um titular em campo, o goleiro Muriel, e a partida foi fora de casa. Ainda assim, também a derrota do Inter, tal como a do Grêmio, não pode ser assimilada como algo natural. O time que o Inter colocou em campo, embora reserva, tinha jogadores de expressão, como Marcos Aurélio, recém contratado do Coritiba, e Jô, que ainda está devendo melhores atuações, mas é um atacante que já viveu bons momentos na carreira. Por mais desentrosado que estivesse o Inter, e cansado pela curta pré-temporada, uma derrota para um time modesto do interior, depois de ter aberto dois gols de vantagem, não é aceitável. O que ficou muito claro, definitivamente, é que Bolívar deveria encaminhar o final de sua carreira. Mais uma vez, Bolívar jogou muito mal, falhando em vários lances e, inclusive, cometendo um pênalti claro que não foi marcado pelo árbitro. Seu problema não é técnico, portanto não se trata de uma má fase. O zagueiro não tem mais condições físicas de jogar futebol em nível de competição, pois a idade agravou a sua já conhecida lentidão e ele não possui capacidade de recuperação nos lances de que participa. Foi evidente, tanto na derrota do Grêmio como na do Inter, a falta de condicionamento físico no segundo tempo dos jogos, devido ao pequeno tempo de preparação em comparação com os demais clubes participantes do Gauchão. Ainda assim, os resultados desse fim de semana não fazem jus aos altos investimentos dos dois clubes, que já iniciam o ano frustrando os seus torcedores.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Começo preocupante

O Grêmio fez seu primeiro jogo oficial do ano contra o Lajeadense, pela primeira rodada do Campeonato Gaúcho, e perdeu por 2 x 0, em pleno Olímpico. Uma autêntica ducha de água fria sobre o torcedor. As justificativas de que era apenas a primeira partida do ano, de que a pré-temporada foi curta, que a musculatura do time ainda está presa, que o Lajeadense está treinando há muito mais tempo, são consideráveis, mas, ainda assim, jogando na sua casa, com o apoio de mais de 18 mil torcedores, o Grêmio tinha obrigação de se impor e vencer a partida. As atuações dos jogadores estreantes não foram muito destacadas. Deles, quem mais caiu no gosto do torcedor foi Douglas Grolli, mas ficou evidente que ele ainda não tem condições de suprir a carência do Grêmio na posição e de que um zagueiro ainda precisa ser contratado, o que é admitido pelo próprio técnico Caio Júnior. Léo Gago confirmou que sabe e gosta de chutar forte de fora da área, mas não teve êxito em suas tentativas. Marco Antônio foi apenas discreto e acabou substituído. Kléber foi mal, sendo, inclusive, responsável, em parte, pelo segundo gol do Lajeadense. Entre os jogadores que já estavam no Grêmio, Mário Fernandes e Júlio César tiveram atuação razoável, Douglas fez bom primeiro tempo, mas decaiu no segundo. Miralles não aproveitou a chance que teve e jogou mal, sendo substituído no intervalo, por Leandro, que pecou pelo excessivo individualismo e, também não teve boa atuação. Caio Júnior, cuja carreira como técnico ainda não se firmou, não soube encontrar as soluções para o time, sendo superado taticamente pelo treinador adversário, Ben-Hur Pereira. Nem mesmo o fato de ficar boa parte do segundo tempo com um homem a mais, devido à expulsão de um jogador adversário foi aproveitado por Caio Júnior. Foi apenas o primeiro jogo, é verdade, e as coisas, por certo, deverão melhorar, mas começar um ano com derrota é muito ruim e o sofrido torcedor do Grêmio, há tanto tempo sem alegrias, não merecia passar por isso.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Times incompletos

Os principais campeonatos estaduais começarão nesse fim de semana, sem que os grandes clubes estejam com seus times definitivamente montados. Mesmo tendo tido o mês das férias do futebol para fazer a estruturação dos grupos de jogadores, os dirigentes ainda correm atrás de contratações. O Palmeiras, por exemplo, só agora apresentou seu primeiro reforço de nível, o atacante Barcos, vindo da LDU, do Equador. O São Paulo ainda tenta a contratação de Nilmar. O Inter, que na quarta-feira teve um jogo antecipado pelo Campeonato Gáucho, antes da abertura oficial da competição, está na iminência de perder seu melhor jogador, D'Alessandro, e vasculha o mercado atrás de um substituto. O Grêmio, o clube grande que mais contratou, ainda não fechou o seu ciclo de aquisições, e tenta trazer Giuliano e Rafael Tolói. Como se vê, os times serão montados durante os estaduais e só terão a sua formação definitiva quando do início da Copa do Brasil, em março, e do Campeonato Brasileiro, em maio. Até lá, com exceção dos clubes que estarão na Libertadores, restará aos torcedores se contentarem com insossos e anacrônicos campeonatos em que grandes clubes são misturados com outros de pouquíssima expressão. Não é algo muito entusiasmante, mas, para os que já estavam com saudade do futebol, representa a volta da rotina dos jogos. Tomara que essas competições sirvam, pelo menos, para os grandes clubes ajustarem seus times para disputas de maior nível.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Trinta anos sem Elis Regina

Os trinta anos da morte de Elis Regina, completados hoje, estão sendo lembrados em todo o país, como não poderia deixar de ser. Elis foi uma cantora extraordinária, ainda que afirmar que é a melhor de todas no Brasil possa constituir um juízo apressado, dado que o país tem intérpretes femininas de notável brilho, como Gal Costa, Maria Bethânia e Dalva de Oliveira, para só citar algumas. Afora sua grande capacidade vocal, Elis sabia escolher muito o bem o seu repertório. Em sua discografia, estão presentes composições de autores consagrados e de outros que eram desconhecidos, até ela lançá-los. Elis gravou músicas dos já então famosos Lennon e McCartney, Tom Jobim, Roberto e Erasmo Carlos, Chico Buarque de Holanda. Por outro lado ajudou a catapultar para o sucesso compositores ainda pouco conhecidos, como Ivan Lins e Belchior. O nível de seu repertório é de altíssima qualidade. Algumas músicas tiveram em Elis a sua intérprete definitiva, caso de "Como nossos pais", de Belchior, e "O bêbado e a equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, que, cantadas por outros, não causam o mesmo efeito no ouvinte. Ao longo do ano, por certo, Elis receberá muitas homenagens. Uma delas será feita por sua filha, Maria Rita, que irá interpretar músicas do repertório da mãe.  Dada a expressividade do período completado desde sua morte, trinta anos, e sua inegável qualidade como artista, as homenagens a Elis são mais do que justas. Por sinal, quero, desde já, apoiar a ideia do colunista do jornal "Correio do Povo", Juremir Machado da Silva, de dar o nome de Elis Regina à atual Avenida Castelo Branco, principal via de acesso a Porto Alegre. Dessa forma, seria desfeita uma injustificável deferência com um ditador e liberticida e, por outro lado, se estaria reverenciando a arte e a cultura. Nada mais indicado em se tratando da mais ilustre filha da cidade.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eliminações

Grêmio e Inter foram eliminados, hoje, da Taça São Paulo de Futebol Júnior. O Grêmio, que saiu perdendo mas chegou a empatar o jogo, acabou sendo goleado pelo Fluminense por 4 x 1. O Inter, depois de empatar em 1 x 1 com o Coritiba, perdeu por 4 x 2 nas cobranças de tiros livres da marca do pênalti. O Inter tem quatro títulos da Taça São Paulo, mas o último foi ganho em 1998. O Grêmio não tem nenhum título da competição. O máximo que alcançou foi o vice-campeonato, em 1991, quando, na decisão, a Portuguesa o goleou por 4 x 0. O desempenho de Grêmio e Inter na Taça São Paulo de 2012 demonstra que as categorias inferiores dos dois clubes, no momento, não possuem qualidade capaz de fazer com que possam fornecer jogadores para o grupo profissional. O caso do Grêmio é mais grave, pois ele o Palmeiras são os únicos grandes clubes brasileiros que ainda não ganharam a Taça São Paulo. Dada a tradição e a visibilidade que a competição possui, está na hora do Grêmio pensar em encará-la, daqui para a frente, com mais seriedade.

Início morno e previsível

O início do Campeonato Gáucho, com o jogo antecipado Novo Hamburgo x Inter, foi absolutamente previsível. O Inter confirmou seu favoritismo e ganhou por 1 x 0, o jogo foi de baixo nível técnico, Guiñazu bateu a vontade e não foi expulso, e um pênalti em favor do Novo Hamburgo deixou de ser marcado. Como se vê, nenhuma novidade nessa competição anacrônica e desqualificada que é o Gauchão, a exemplo de todos os outros campeonatos estaduais. Em termos do futebol jogado, muito pouco a destacar. A dupla de ataque do Inter, Leandro Damião e Dagoberto, tida como mortífera por muitos, nesse primeiro jogo oficial, não funcionou. Os dois jogadores estiveram muito apagados. João Paulo mostrou que, se D'Alessandro for mesmo embora, o Inter não tem um substituto em casa e vai ter de recorrer ao mercado. Bolatti, que ia sobrar do banco e acabou ficando na reserva, teve seu nome gritado pelo torcedor, entrou e, para desgosto de seus críticos, na imprensa e no clube, jogou bem melhor que Josimar, que teve uma atuação inexpressiva. O Inter não jogou bem mas ganhou, porque o Novo Hamburgo mostrou-se um time fraco e a arbitragem, novamente, sonegou a marcação de um pênalti para um adversário do atual campeão gaúcho. O Novo Hamburgo, por sua vez, deve ficar atento a possibilidade de fazer um mau campeonato e, até, correr risco de rebaixamento. Com exceção de Clayton, um jovem e qualificado meiocampista, o restante do time é muito fraco, e não autoriza expectativas otimistas. Foi um começo insosso, bem de acordo com o nível da competição.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Bom gosto

Uma discussão que constantemente toma conta das mais diversas rodas é sobre o nível de qualidade do que é transmitido pelos meios de comunicação. A televisão, em particular, recebe muitas críticas de alguns setores que consideram a qualidade do que é veiculado pelas emissoras como muito baixa. Nesses primeiros dias de 2012, esse debate voltou a ter destaque. Tudo porque está sendo levada ao ar a 12ª edição do execrável "Big Brother Brasil" e as lutas de "MMA" ganharam mais visibilidade, sendo, agora, transmitidas pela Rede Globo. Pessoalmente, considero o "Big Brother Brasil" um lixo absoluto, e não acompanhei nenhuma de suas edições. Também não tenho interesse algum pelas lutas de "MMA". Os que criticam tais programas são os mesmos que não se conformam com o sucesso do cantor Michel Teló e de sua música "Ai, se eu te pego", de que, diga-se de passagem, igualmente não gosto. Porém, a idéia, defendida por alguns, de que se deva controlar o que os meios de comunicação transmitem, em nome do bom gosto e da defesa de "valores essenciais da sociedade" é muito perigosa. Na verdade, essa situação, como tantas outras, não se resolve com leis ou decretos. Se grande parte do povo brasileiro concede expressiva audiência para programas ruins como o "BBB", assiste um esporte violento como o MMA, e reverencia nulidades artísticas como Michel Teló, isso apenas reflete sua escassa condição instrucional e cultural, que não lhe permite formar um senso crítico. A ideia de controlar o que os meios de comunicação transmitem parte de algumas premissas equivocadas. Uma delas é que a programação da televisão deveria dar preferência ao que é educativo, artístico, cultural e informativo. Tal pensamento demonstra desconhecimento sobre o que caracteriza a essência da televisão. A televisão é, fundamentalmente, um meio de entretenimento. Nada impede que, eventualmente, sejam levados ao ar programas que se encaixem nos quatro itens propostos. No entanto, a natureza da televisão como veículo é, basicamente, distrativa. Afora isso, em nome do bom gosto, ou seja lá do que for, o que se está propondo, mais uma vez, é um processo de tutela intelectual da população, com alguns poucos decidindo o que todos devem assistir. Não deixa de ser curioso que tais medidas de controle da programação sejam propostas por pessoas, em grande parte, ligadas à esquerda, que tanto sofreram com a censura oficial nos tempos do regime militar. O bom gosto não é algo que se desenvolva por decreto. Depende de uma educação de qualidade e do acesso aos bens culturais. No dia em que isso for provido ao povo brasileiro, ele próprio, sem necessidade de leis, rejeitará os "BBB's", "MMA's" e Michéis Telós da vida. Afinal, estará dotado de senso crítico. Trata-se de um processo longo, cujos resultados demoram a ser alcançados. Porém, é o caminho que deve ser seguido. Controlar o que é transmitido pelas emissoras é tentar, mais uma vez, tutelar os cidadãos, o que nenhuma intenção, por melhor que seja, torna justificável.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Uma visão muito peculiar

A revista "Veja", da Editora Abril, segue, de forma cada vez mais ardorosa, com a defesa irrestrita do capitalismo. Na edição dessa semana, a revista traz na capa o milionãrio brasileiro Eike Batista. "Veja" afirma que Batista é um ídolo dos novos milionários brasileiros. Tais milionários, segundo a publicação, são pessoas que trabalham muito, competem honestamente, orgulham-se de "gerar empregos" e não se envergonham da riqueza. O exibicionismo desvairado de Eike Batista, que mantém dois carros de luxo, um Mercedes-Benz e um Lamborghini, no hall de entrada de sua casa, é louvado pela revista, em vez de condenado por tão estúpida ostentação. "Veja" chega a afirmar que muitos já consideram Batista "a maior personalidade do Rio de Janeiro". O empresário prognosticou que, já em 2015 ou 2016, será o homem mais rico do mundo. Ao longo da matéria, são feitos elogios em cascata ás virtudes do capitalismo e é exaltado o fato de que os novos milionários não tem vergonha de serem ricos. Conforme a publicação," o Brasil, finalmente, vem se livrando do preconceito contra a riqueza e o sucesso". O curioso é que, na mesma edição da revista, uma matéria aborda o "engessamento dos empregos", causado pela excessiva rigidez da legislação trabalhista brasileira. "Veja" condena o fato de que a lei impede a redução do salário dos funcionários, o que, em períodos de crises agudas, permite a manutenção dos empregos. O aumento do aviso prévio, recentemente instituído, o alto custo da formalização do emprego, a multa para a demissão sem justa causa, o excesso de processos trabalhistas e o entrave à livre negociação entre patrões e empregados, também são fortemente criticados por "Veja" como fatores inibidores da geração de novos postos de trabalho. Trata-se de uma visão de mundo muito peculiar. Para um lado, a garantia de cumprimento dos contratos, do direito ao lucro e à propriedade, de um enriquecimento sem culpas. Para o outro, redução salarial, ausência de indenização nas demissões sem justa causa, diminuição de direitos, flexibilização das leis trabalhistas. O pior é que tal receituário, absurdamente elitista e socialmente predatório, é tido como moderno, em contraposição à busca de garantia dos direitos dos trabalhadores, vista como ultrapassada. Se ser moderno é viver no modelo de sociedade preconizado por "Veja", prefiro voltar para a Idade da Pedra.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Balanço

No dia 1º de janeiro, a presidente Dilma Roussef completou o seu primeiro ano no cargo. Apesar do desgaste no campo político, com a demissão de sete ministros, seis deles por práticas indevidas no exercício do cargo, o balanço é positivo. O país continua sólido economicamente, com boa geração de empregos e expansão da classe média. Os programas sociais seguem cumprindo a tarefa de minorar as consequências da pobreza extrema, cuja erradicação é uma das metas do atual governo. A popularidade de Dilma, em consequência disso, já é mais alta que a de seu antecessor, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, até então o presidente mais popular da história do Brasil. Se os resultados, de um modo geral, são bons, por outro lado, há muito para se fazer. Dilma deveria diminuir o número de ministérios. Não é possível uma administração séria com 38 ministérios, grande parte deles sem nenhuma função prática. O preenchimento de cargos do primeiro escalão tem de ser feito levando-se em conta a capacidade dos escolhidos, e não apenas obedecendo ao loteamento ditado pela governabilidade. Setores como saúde, educação e segurança continuam em situação muito ruim, necessitando maciços investimentos para sua melhoria. A infraestrutura do país também está em condição precária. Estradas esburacadas e sem conservação, transporte público urbano deficiente e aeroportos subdimensionados são alguns dos problemas a exigir urgente solução, ainda mais com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olímpíadas de 2016. O Brasil tem avançado muito, mas os desafios são enormes. Dilma tem de aproveitar o imenso respaldo popular que as pesquisas lhe conferem para tomar as medidas necessárias na busca de um país melhor.Usando sua capacidade gerencial, aliada a sua grande popularidade, Dilma tem tudo para levar o Brasil para tempos cada vez melhores, e conseguir reeleger-se, em 2014, sem maior dificuldade.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O som do verão

Depois de um dia sem postagem, devido a problemas técnicos (é, a internet também falha), retorno abordando um dos temas palpitantes, por assim dizer, dos últimos dias. O verão, por ser uma estação quente, descontraída, em que boa parte das pessoas estão em férias, presta-se para situações e fatos tão alegres quanto fugazes. Assim, há os chamados amores de verão, que não sobrevivem a volta da rotina pós-férias. Também em outras áreas tal condição efêmera se apresenta. É o caso da música. Os sucessos musicais de verão costumam ser tão alegres quanto descartáveis. Já houve, em épocas passadas, sucessos de verão como a discoteca e a lambada que, após um enorme êxito, logo caíram no esquecimento. Não deverá ser diferente com Michel Teló e a sua "Ai se eu te pego", música que está tomando conta das rádios em todo o Brasil e cuja repercussão já chegou ao exterior, com o cantor sendo recebido por jogadores do Real Madrid. Os críticos, como não podia deixar de ser, estão "torcendo o nariz" para a falta de qualidade da música em questão. Trata-se, também, de uma discussão de verão. Teló vai aproveitar a fama e o dinheiro que lhe serão proporcionados por sua música de sucesso, mas, no próximo verão, outro artista, com um trabalho tão ou mais carente de qualidade, irá dominar a programação das rádios. O verão é intenso, fugaz, descompromissado, inconsequente. Não serve para alimentar discussões mais sérias. Nessa estação do ano, tudo passa como uma onda, tal como as do mar. Com "Ai, se eu te pego", não será diferente.