domingo, 9 de outubro de 2011

Festa vermelha

Foi uma vitória afirmativa do Inter, como há muito tempo não se via. Hoje à tarde, no Beira-Rio, o Inter goleou o Vasco, até então o líder do Campeonato Brasileiro, por 3 x 0, e poderia ter sido mais. O placar ainda estava em 1 x 0 quando João Paulo, do Inter, cometeu um pênalti claro sobre Diego Rosa, do Vasco. O árbitro não só não marcou o pênalti, como ainda deu cartão amarelo para Diego Rosa, por simulação. Uma dupla injustiça. Porém, erros de arbitragem à parte, a produção do Inter em campo foi tamanha que, provavelmente, venceria o jogo de qualquer maneira. O goleiro do Vasco, Fernando Prass, mesmo levando três gols, foi um dos melhores jogadores em campo, praticando grandes defesas. O Vasco, afora uma bicicleta de Diego Souza, não levou quase perigo para o goleiro do Inter, Muriel. D'Alessandro, Andrezinho e João Paulo tiveram atuações destacadas, e Índio reafirmou sua condição de zagueiro goleador. O Inter venceu com sobras e voltou a ter esperanças de classificação para a Libertadores, embora esteja três pontos atrás do chamado "G5". O próximo jogo, no entanto, contra o São Paulo, em Barueri, será dificílimo. Se, contudo, o Inter obtiver um bom resultado, suas chances se ampliarão bastante, pois o jogo seguinte, contra o Avaí, no Beira-Rio, parece ser uma vitória quase certa. Na eterna gangorra Gre-Nal, esse fim de semana foi o inverso do anterior. Na semana passada, o Grêmio ganhara e o Inter perdera. Agora, foi o contrário. O que chama a atenção é que o derrotado foi sempre o clube que jogou fora de casa. O que deixa claro para os dois clubes que eles nada conseguirão de melhor no Brasileirão se não vencerem jogando como visitantes. Momentaneamente, todavia, a festa está do lado vermelho, e as preocupações retornaram para o lado azul. Até quando? Só as próximas rodadas dirão.

sábado, 8 de outubro de 2011

A cara do Grêmio

Há um ditado popular que expressa que o peixe morre pela boca. Trata-se de verdade reconhecível por qualquer pessoa, mas há quem teime em falar demais. Após a vitória do Grêmio sobre o Santos por 1 x 0, na quarta-feira, no Olímpico, o presidente Paulo Odone e o técnico Celso Roth não pouparam críticas aos treinadores anteriores do clube, em 2011, e fizeram a exaltação do atual trabalho. Odone recorreu ao seu velho discurso e disse que, agora, o time tinha "cara de Grêmio" e que é desse jeito "que se põe faixa". Afora o lamentável ataque ao maior ídolo do clube, Renato, Odone se esqueceu de algumas coisas fundamentais. O Grêmio acabara de ganhar um jogo, apenas, e por escasso 1 x 0. O Campeonato Brasileiro ainda teria vários jogos pela frente e o próximo adversário, o Coritiba, fora de casa, seria dificílimo. Portanto, não havia sentido em fazer um desabafo como se o Grêmio já tivesse conquistado algo de significativo nesse momento. Não conquistou e, provavelmente, não conseguirá fazê-lo. A prova está no jogo de hoje à tarde contra o Coritiba, na casa do adversário. O Grêmio perdeu por 2 x 0, de forma inapelável, sem conseguir criar uma única chance de gol durante todo o jogo. A saída por lesão de Brandão, ainda no primeiro tempo, foi a desculpa ouvida no vestiário para o mau resultado. Porém, não há o que justifique uma atuação tão ridícula como a do Grêmio no jogo de hoje. A falta de atacantes, em função das lesões, fez com que Diego Clementino fosse escalado e Yuri Mamute, de apenas 16 anos, tivesse de fazer sua estréia no segundo tempo. Isso em nada absolve os dirigentes do Grêmio. Pelo contrário, demonstra sua imprevidência ao não terem reposto os atacantes que deixaram o clube, quer fossem titulares, como Jonas e Borges, ou alternativas de grupo, como Júnior Viçosa e Lins. Dessa forma, o Grêmio não poderia ter tido melhor sorte contra o Coritiba. Foi amplamente batido, sem esboçar reação em qualquer momento. Odone adora falar na "cara do Grêmio". Pois, hoje, ela foi vista. Uma cara muito feia, de quem, há dez anos, caminha do nada para o lugar nenhum, sem conquistar grandes títulos, sem honrar sua grandeza, sem dar esperanças de dias melhores ao seu torcedor, apostando nas mesmas e equivocadas soluções, repetindo, cansativamente, desculpas esfarrapadas que todos conhecem.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Futebol inconvincente

Os amistosos se sucedem, mas o futebol da Seleção Brasileira continua sem convencer. Sejam os adversários modestos ou mais qualificados, a produção da Seleção é, invariavelmente, insuficiente. No jogo de hoje à noite, contra a Costa Rica, não foi diferente. Mesmo diante de um adversário de pouca expressão, a Seleção Brasileira rendeu pouco. No primeiro tempo, a equipe brasileira chutou uma única bola ao gol, com Fred. O pior é que sequer foi uma jogada trabalhada, mas uma sobra de bola. No segundo tempo, a Seleção aumentou um pouco a sua produção e, quando o jogo parecia que iria ficar no empate, conseguiu a vitória por 1 x 0. Ainda é muito pouco para o que se espera de uma Seleção Brasileira. Agora, virá outro amistoso, contra o México, na terça-feira. Tomara que a Seleção consiga mostrar um melhor futebol. O problema é que a cada jogo, transfere-se essa expectativa para a partida seguinte, e nada acontece. Está cada vez mais difícil acreditar que Mano Menezes consiga ter êxito como técnico da Seleção Brasileira.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Apresentação memorável

O show de Eric Clapton, hoje à noite, em Porto Alegre, merece, sem nenhum exagero, a classificação de memorável. O show é relativamente curto, tem apenas uma hora e meia de duração. O bis tem apenas uma música. Bem diferente, portanto, do show de Paul McCartney, em 2010, com suas quase três horas de duração e quatro músicas no bis. Clapton também não interage com a platéia como Paul, limitando-se ao "thank you" ou a um "obrigado", carregado de sotaque. Mas, então, porque o show foi memorável? Porque Clapton é um gênio da guitarra, seu domínio do instrumento é fantástico. Clapton esbanja virtuosismo em longos solos que extasiam a platéia. Seu desempenho vocal também é digno de nota, pela maneira como se entrega à interpretação. Os músicos que o acompanham, o baixista Willie Weeks, o baterista Steve Gadd e o tecladista Chris Stanton são muito qualificados, assim como as backing vocals Michelle John e Sharon White. Clapton é arredio ao contato com o público e se esquiva da imprensa, mas, no que interessa, a qualidade de seu show, seu desempenho é brilhante. O rosto já não esconde a passagem do tempo. Clapton está com 66 anos. Porém, as mãos continuam ágeis, dedilhando as cordas de uma guitarra como só um gênio é capaz de fazer. Pode ter sido a última apresentação de Clapton em Porto Alegre. Se você não foi, não sabe o que perdeu.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Novas perspectivas

A vitória do Grêmio de 1 x 0 sobre o Santos, hoje à noite no Olímpico, em jogo atrasado da 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, abre novas perspectivas para o clube na competição. O Grêmio está, agora, apenas um ponto atrás de seu maior rival, o Inter, e a uma distância de cinco pontos da zona de classificação para a Taça Libertadores da América. A ameaça de rebaixamento praticamente inexiste e a hipótese de classificação para a Libertadores, ainda que permaneça remota, já não é uma cogitação delirante. No jogo de hoje, o Grêmio procurou pressionar o Santos desde o início. Já aos 20 segundos do primeiro tempo, teve uma falta perigosa a seu favor. Criou, logo a seguir, outras chances de gol e, aos 8 minutos, fez 1 x 0. A partir daí, ao longo do jogo, teve várias oportunidades de ampliar o placar. O Santos, passado o susto inicial com o ímpeto do Grêmio, também criou muitas chances, mas não soube transformá-las em gols. Foi um jogo de boa qualidade, só decidido no apito final do árbitro, mas o Grêmio venceu com méritos, por ter sido o melhor time em campo, fato reconhecido até pelo técnico adversário. Todos no Grêmio jogaram bem, individual e coletivamente. O próximo jogo do Grêmio será dificílimo, contra o Coritiba fora de casa, e o time não contará com Douglas. As recentes vitórias contra o Bahia e o Avaí provam, no entanto, que jogar fora de casa já não é um drama para o Grêmio como em tempos recentes. O Grêmio, mais uma vez, dá a impressão de ter engrenado e, se isso se confirmar, sonhos que antes pareciam inatingíveis poderão se tornar realidade.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Soberania

As exigências da FIFA para a realização da Copa do Mundo de 2014 despertaram, em algumas pessoas, reações de um nacionalismo exacerbado. Exige-se que a presidente Dilma Roussef afirme a soberania do Brasil diante da instituição que comanda o futebol mundial. Itens como o Estatuto do Idoso e a proibição de venda de bebidas de álcool nos estádios, que a FIFA quer que tenham sua aplicação suspensa durante a Copa de 2014, são defendidos com unhas e dentes por tais pessoas. Ora, antes de partir para um discurso radical, é preciso ponderar algumas coisas. Se é verdade que a FIFA, em seu caderno de encargos, estipula muitas exigências para os países organizadores de Copas, a ponto de parecer que assume o controle dos mesmos durante a realização da competição, também é fato que ninguém é forçado a aceitar isso. Se não quiser se submeter às exigências da FIFA, basta que o país não se candidate a organizar uma Copa. Um país, ao postular ser a sede de uma Copa do Mundo, sabe, de antemão, de todos os requisitos que terá de cumprir caso seja escolhido para realizar a competição. A questão do ingresso mais barato para idosos é socialmente justa e pode até ser objeto de uma negociação, mas, no que diz respeito à venda de bebidas nos estádios a FIFA tem toda a razão em não ceder. Primeiro, porque entre seus patrocinadores está uma cervejaria, e, em segundo lugar, porque tais leis, que só são aplicadas em alguns estados, não em todos, são demagógicas e ineficientes. Não se proíbe as pessoas de beberem baixando leis. Os torcedores, impedidos de adquirir bebidas nos estádios, bebem em bares situados no entorno. Com isso, os torcedores deixam para entrar no estádio próximo ao horário de início do jogo, o que causa tumulto nos portões de acesso, como se viu, por exemplo numa partida entre Grêmio e Cruzeiro, no Olímpico, pelas semifinais da Libertadores de 2009. O Brasil, ao se candidatar para sediar a Copa de 2014, sabia de todos os itens que teria de cumprir. Não é hora de bravatas nacionalistas, e, sim, de honrar o compromisso assumido.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O lucro no ensino

Na chamada "sociedade de mercado", tudo deve visar ao lucro. Em tal modelo de sociedade, a livre iniciativa não pode ser ameaçada e o Estado não deve interferir no mercado. Com a prevalência do modelo capitalista, ditada pelo fim da Guerra Fria, vivemos tempos em que tudo é privatizável, mesmo coisas que antes eram de nítida responsabilidade estatal. É o caso, por exemplo, das estradas. Sua construção e conservação são deveres óbvios do poder público, mas, nos dias tresloucadamente neoliberais de hoje, o indefeso cidadão é obrigado a pagar os execráveis pedágios, que assaltam o seu bolso, enriquecem as concessionárias do serviço, e, o que é pior, não garantem, mesmo assim, estradas em boas condições. Nessa ânsia do lucro fácil às custas dos cidadãos desprotegidos, nem mesmo o ensino, antes dotado de uma condição de idealismo, escapou. As consequências disso já se fazem sentir no Chile, país que se deixou seduzir pelas idéias privatistas. Há mais de quatro meses, o Chile enfrenta a maior crise educacional de sua história. Não é difícil entender o porquê. O sistema educacional chileno, tão elogiado pelos direitistas, resulta em universidades com um alto custo em proporção á renda da população. O governo chileno investe nas universidades apenas 0,3% do PIB, um dos menores índices dentre todos os países do mundo. Com isso, os cidadãos e as empresas gastam 1,7% do PIB com o ensino superior. Para poderem formar os filhos, muitas famílias recorrem a empréstimos. O governo do Chile criou um financiamento para estimular o ingresso dos jovens pobres e de classe média nas faculdades, porém a taxa de juros cobrada é elevada. A consequência é que os estudantes se formam devendo quantias exorbitantes. Afora isso, o crédito cobre apenas parte das mensalidades e, para financiarem o restante, as famílias também acabam acumulando divídas. O fato do Chile ter o melhor resultado da América Latina no último Pisa, teste de qualidade da educação, não absolve o perverso sistema de ensino do país. Os estudantes chilenos se rebelaram contra os que transformaram a nobre tarefa do ensino em apenas mais uma forma de obter lucro. Uma das faixas dos manifestantes chilenos expressava: "Não mais educação de mercado". Camila Vallejo, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile disse: "Mostramos para o mundo que nossa educação não era o exemplo que se pensava". Camila e seus companheiros de luta exigem a proibição do lucro no ensino, no que estão absolutamente certos. Apesar de publicações de direita, como a revista brasileira "Veja", entenderem que isso poria abaixo um sistema de ensino  que é "o mais bem-sucedido da região", não se pode negar que a nobre tarefa de educar e a vil busca do lucro são absolutamente incompatíveis. A demonstração do quanto era falaciosa a idéia de que o Chile tinha um sistema educacional modelar, por certo, deverá servir para conter novos ímpetos privatistas em outros países. Educação é dever do Estado, não uma atividade mercantil como qualquer outra.

domingo, 2 de outubro de 2011

Panorama desigual

Os resultados de Grêmio e Inter, hoje à tarde, pelo Campeonato Brasileiro, geraram uma tímida esperança, de um lado, e um grande desalento, de outro. O Inter jogou primeiro, às 16 horas, na Arena da Baixada, contra o Atlético Paranaense. Enfrentando um adversário que está na zona de rebaixamento, o Inter não conseguiu se impor e perdeu, ao natural, por 2 x 0. Nem mesmo o fato de ter tido um gol de Jô injustamente anulado, quando o jogo ainda estava 0 x 0, serve de atenuante para o Inter. Afinal, o lance de Jô ocorreu no segundo tempo e, no primeiro tempo, o árbitro deixou de marcar um pênalti claríssimo de Nei, prejudicando o Atlético. O Inter só não foi goleado porque Nieto, autor dos dois gols do Atlético, ambos de cabeça, perdeu duas chances claras de gol por não ter a mesma eficiência com os pés. O resultado foi péssimo para o Inter, em todos os aspectos. A derrota foi para um clube que está na parte de baixo da tabela, e a distância da zona de classificação para a Libertadores, que era de um ponto, passou para cinco pontos, em consequência das vitórias obtidas por Flamengo e Fluminense na rodada. Afora isso, se o Grêmio ganhar o jogo atrasado contra o Santos, ficará apenas um ponto atrás do Inter, abrindo a perspectiva de ultrapassar o seu maior rival na reta final do Campeonato Brasileiro. No jogo, o Inter, como um todo, não foi bem, e até o goleiro Muriel, que faz um grande campeonato, esteve numa má jornada. Bolívar voltou do mesmo modo como tinha saído, ou seja, jogando mal. Ricardo Goulart continua sem dizer a que veio, tal e qual na época de Falcão como técnico. Jô, em que pese o gol mal anulado, está muito longe de suprir a ausência de Leandro Damião. O próximo jogo do Inter, mesmo sendo no Beira-Rio, será dificílimo, pois o adversário, o Vasco, é líder isolado do Brasileirão. Aliás, nas próximas partidas, o Inter irá enfrentar outros clubes situados na parte de cima da tabela, o que permite prever dias díficeis pela frente. Mais tarde, no Olímpico, o Grêmio viveu uma situação em tudo diferente da do seu rival. Marcou um gol cedo, logo aos 4 minutos do primeiro tempo e enfrentou um adversário, o Cruzeiro, com pouco poder ofensivo, o que fez com que sua vitória não fosse ameçada, em momento algum. O segundo gol, marcado novamente aos 4 minutos, só que do segundo tempo, tornou a vitória ainda mais tranquila. Nem mesmo a má atuação de Brandão foi capaz de atrapalhar o triunfo do Grêmio. Os demais jogadores tiveram boas atuações. Rafael Marques confirmou sua condição de zagueiro goleador, e Júlio César, Fernando, Marquinhos e Escudero, foram os grandes destaques individuais. Os 2 x 0 sobre o Cruzeiro abrem novas perspectivas para o Grêmio no Campeonato Brasileiro. Se ganhar o jogo atrasado contra o Santos, na quarta-feira, o Grêmio ficará a cinco pontos de distância da zona de classificação para a Libertadores. Caso o time consiga uma sequência de bons resultados, o que antes parecia impossível, a participação na Libertadores de 2012, poderá se concretizar, já que os primeiros colocados do Brasileirão tem tropeçado com frequência.  Portanto, desânimo de um lado, otimismo contido de outro, foram as consequências dos resultados de hoje à tarde para a dupla Gre-Nal.

sábado, 1 de outubro de 2011

O fenômeno das redes sociais

As chamadas "redes sociais" já são um fato inseparável da vida de muitas pessoas. Orkut, Facebook e Twitter, entre outras, tem milhões de adeptos espalhados pelo mundo. A rede social de maior popularidade, no momento, é o Facebook, que já tem 800 milhões de usuários. Só no Brasil, são 28 milhões. Fenômeno típico dos tempos atuais, as redes sociais permitiram que pessoas retomassem contato com parentes e amigos dos quais estavam afastados. Esse é o lado bom da situação. Permite o reencontro, via computador, de pessoas que há muito não se comunicavam. Alguém que esteja no Brasil, por exemplo, pode trocar mensagens e até conversar no "bate-papo" com um parente, amigo ou colega que esteja em outro país. Isso, sem dúvida, é revolucionário, pois, antes, tal tipo de contato só podia ser feito por telefone, a um custo proibitivo. Hoje, uma pessoa pode estar "on line" com várias outras, ao mesmo tempo, espalhadas pelas mais diferentes localidades. Tudo isso é inovador e entusiasmante. Porém, é preciso que se tenha em mente que nada substitui o contato pessoal. Não podemos nos limitar em ficar atrás da tela de um computador. Corremos o risco de substituir o contato humano pela amizade virtual. As redes sociais são um ótimo meio de localizar pessoas, mas esse deve ser apenas um instrumento para que elas se reencontrem, e não a única forma de se relacionarem. O extenso grupo de "amigos" que cada um possui nas redes sociais, precisa sair do contato virtual para o real. A rede social é um meio, não um fim em si mesma. Bater papo "on line" é divertido, mas, sempre que possível, deve-se buscar o encontro pessoal. O homem, sabemos todos, é um ser social. Não pode esconder-se da vida atrás da tela de um computador.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Boas ideias

A Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados acatou uma emenda proposta pelo PPS, prevendo que os municípios com mais de 100 mil habitantes possam ter segundo turno nas eleições. Atualmente, a legislação prevê segundo turno somente nos municípios com mais de 200 mil habitantes. Outra mudança proposta prevê a redução de oito para quatro anos do mandato de senador. As duas medidas serão apresentadas por meio de emenda à Constituição. Tratam-se de duas boas proposições. O segundo turno foi uma das melhores medidas já implantadas nas eleições brasileiras. Ele permite que a vontade do eleitor se expresse de maneira mais fiel, evitando que um candidato de segmentos minoritários da sociedade se beneficie da divisão de votos entre candidatos de um mesmo espectro ideológico para ganhar uma eleição. A redução do mandato dos senadores também é uma medida que seria muito bem vinda. Os demais mandatos eletivos, de vereadores, prefeitos, deputados, governadores e presidente, são de, apenas, quatro anos. Não há razão, portanto, para conferir um mandato tão longo para os senadores. Na política, a renovação é algo sempre benéfico, o que não combina com mandatos exageradamente longos. O relatório da reforma política será votado no dia 5 de outubro, um dia após o ato público em favor da mesma. Agora, resta torcer para que o bom senso prevaleça sobre as forças do atraso, permitindo com que as duas elogiáveis proposições sejam aprovadas.