quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Afirmação
A vitória do Grêmio sobre o Bahia por 2 x 1, na noite de hoje, no estádio de Pituaçu, em Salvador, representa uma afirmação para o time. Pelo quarto jogo consecutivo, a contar do Gre-Nal, o Grêmio mostrou bom futebol e foi superior ao seu adversário na maior parte do tempo. Isso ocorreu até mesmo contra o Corinthians, no único desses quatro jogos em que o time foi derrotado. A queda de rendimento no segundo tempo não anula a excelente atuação da primeira etapa da partida. Foi algo, até certo ponto, natural, pela perturbação causada pelo pênalti desperdiçado por Douglas no final do primeiro tempo, e pela esperada reação do Bahia que, sendo derrotado em casa, precisava tentar reverter o resultado. Após esse conjunto de jogos, já dá para dizer, sem receio, que o Grêmio achou sua escalação e sua forma de jogar. No primeiro tempo, o Grêmio teve uma grande atuação, nenhum de seus jogadores atuou mal. No segundo tempo, alguns jogadores, como Escudero e Marquinhos, caíram de rendimento, mas, no balanço geral, foi uma vitória consistente e merecida. O resultado foi importante por vários motivos. O Grêmio se afastou da zona de rebaixamento, obteve sua segunda vitória fora de casa no Campeonato Brasileiro, e venceu duas partidas consecutivas, o que proporciona maior estímulo para o grupo de jogadores. A próxima partida do Grêmio, contra o São Paulo, no Olímpico, é dificílima, por ser um clássico nacional e pelo fato do adversário ter obtido melhores resultados jogando fora do que em casa. Afora isso, o São Paulo possui jogadores de muita qualidade, como Lucas, Casemiro, Rivaldo, entre outros, e um atacante, Dagoberto, que sempre marca gols nas partidas contra o Grêmio. Será um jogo, por certo, para levar um grande público ao Olímpico. O Grêmio já faz por merecer uma maior confiança do seu torcedor. A tempestade, longa e dolorosa, parece estar terminando. A bonança já começa a chegar para o Grêmio.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Uma defesa que preocupa
A vitória do Inter sobre o América Mineiro era mais do que previsível. Nem mesmo a goleada do clube mineiro sobre o Vasco por 4 x 1, no último domingo, o credenciava para obter um bom resultado no Beira-Rio. Porém, o resultado de 4 x 2 para o Inter no jogo de hoje á tarde, não ajudou em nada para afastar as preocupações com o desempenho de sua defesa. Em apenas 13 minutos, o Inter já goleava por 3 x 0, mas, a exemplo do que fez contra o Santos, a defesa vazou e tomou dois gols do lanterna do Campeonato Brasileiro. Dessa vez, nem mesmo o goleiro Muriel, que vinha tendo excelentes atuações, se salvou. Muriel falhou nos dois gols do América Mineiro. Rodrigo Moledo marcou um gol, mas isso Bolívar também fez contra o Santos. No entanto, também como Bolívar, Rodrigo Moledo não se mostrou um zagueiro seguro. O problema defensivo do Inter, como se vê, não estava concentrado apenas nas falhas do seu capitão. Sem ele, nos últimos dois jogos, o Inter sofreu três gols. O ataque do Inter divide a condição de mais positivo do Brasileirão com o Flamengo e o Botafogo, todos com 36 gols marcados. No entanto sua defesa é vazada em, praticamente, todos os jogos, já tendo sofrido 30 gols. Não faltará quem veja no esquema do técnico Dorival Júnior, sabidamente um ofensivista, uma das razões para o fraco desempenho defensivo do Inter, o que poderá fazer com que ganhe adeptos a idéia de colocar mais volantes no meio de campo. Menos mal para o Inter que, no jogo do próximo domingo, contra o Palmeiras, fora de casa, o atacante Kléber, do clube paulista, não irá jogar, por estar suspenso. Ainda assim, com a fragilidade defensiva que vem demonstrando, o Inter tem de encarar todo e qualquer jogo com muita preocupação. Para chegar na zona de classiificação para a Libertadores não basta marcar muitos gols, é preciso parar de tomá-los.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Redução da maioridade penal
Há alguns dias, abordei nesse espaço a defesa, feita por certas pessoas e grupos, da repressão como solução para o problema do vandalismo e da violência. Como se sabe, violência gera mais violência, num círculo vicioso que não traz qualquer benefício para a sociedade. No entanto, as idéias autoritárias e repressoras como forma de impor a lei e a ordem vão ganhando adeptos. Afora a apologia da força e da punição rigorosa aos transgressores da lei, os defensores de tais métodos desejam, também, a redução da maioridade penal. O autor de um artigo publicado no último domingo, num jornal de Porto Alegre, propõe que a maioridade penal seja reduzida dos atuais 18 anos para 12 anos! Conforme o articulista, ter 12 anos hoje é muito diferente do que ter a mesma idade em 1940. Era só o que faltava! Os presídios brasileiros, já superlotados, verdadeiros depósitos de seres humanos submetidos às condições mais degradantes, passariam a receber meninos mal saídos da infância. O discurso pró-repressão é enfático e escarnece dos que pensam em sentido contrário, que são classificados como a "turma dos direitos humanos", como se isso, em vez de meritório, fosse pejorativo. As medidas defendidas pelos partidários da repressão atuam, na verdade, contra as consequências, ignorando as causaas. Isso acontece não por desconhecimento, mas por estratégia. Atuar contra as causas que geram a violência, ameaçaria a manutenção do modelo de sociedade do qual tais pessoas se beneficiam. Elas desejam reprimir como forma de dissuadir os menos favorecidos a manifestarem inconformidade com a desigualdade social. Sua intenção é de que os mais pobres conformem-se com sua condição social, contentando-se com as migalhas que o Brasil, um dos países mais injustos e desiguais do mundo, lhes reserva. Sabem que a única maneira de abolir a violência é construir uma sociedade com oportunidades iguais para todos, ensino de qualidade, acesso ao sistema de saúde para toda a população, isto é, investimento prioritário no capital humano. Só que, se isso fosse feito, onde achar milhões de pobres coitados para servir como massa de manobra de seus discursos demagógicos? Onde encontrar eleitores incautos e desinformados para eleger os Bolsonaros da vida? Não, para os defensores da pancada educativa, povo que pensa é povo perigoso, que passa a ter o péssimo hábito de fazer reivindicações, de exigir seus direitos, de não aceitar ser capacho de ninguém. Por isso, querem o uso do cassetete, as chibatadas em praça pública, os presídios em condições subumanas, a redução da maioridade penal. Tudo para reduzir a violência, sem diminuir seus privilégios.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Pequena melhora
O adversário não era uma das grandes seleções do mundo. O cenário era o modesto estádio do Fulham, em Londres, com capacidade para apenas 25 mil pessoas. Descontados esses fatores, a vitória da Seleção Brasileira por 1 x 0 sobre Gana, na tarde de hoje, pelo horário brasileiro, mostrou alguma melhora na equipe, ainda que sutil. Não foi uma atuação entusiasmante da Seleção, mas o jogo proporcionou alguns fatos alentadores. Marcelo provou que é titular indiscutível, pois seu futebol é muito superior aos dos outros jogadores que foram testados na lateral esquerda. Ronaldinho mostrou que, se não é mais um jogador de ritmo constante, sua técnica privilegiada faz a diferença em muitos momentos da partida. Leandro Damião, autor do único gol do jogo, e com boa participação em vários outros lances, deixou claro que não pode ficar de fora de nenhuma convocação daqui por diante. A Seleção, portanto, ainda que de forma tímida, apresentou progressos, e, talvez, o técnico Mano Menezes possa respirar aliviado por algum tempo, sem sentir o seu emprego ameaçado. Hoje mesmo, a Seleção foi novamente convocada, para realizar dois jogos com a Argentina, um lá e outro aqui, ainda em setembro. Só foram convocados jogadores que atuam no país, o mesmo ocorrendo com a Argentina. Entre as principais novidades da lista, a primeira convocação de Mário Fernandes, do Grêmio. O jogador, que prefere ser zagueiro, foi chamado para a lateral direita, o que pode levá-lo a optar de vez por essa posição. Na lateral esquerda, Kléber, do Inter, está de volta à Seleção, o que é um tanto estranho, já que o jogador não vem tendo grandes atuações e, pela idade avançada, dificilmente irá jogar a Copa do Mundo de 2014. O Inter ainda teve dois outros jogadores convocados, Oscar e Leandro Damião, num justo reconhecimento à grande fase de ambos. Chamou a atenção, também, o fato de que o goleiro Victor, do Grêmio, mais uma vez, não foi chamado, o que pode significar que tenha saído dos planos de Mano Menezes. Serão dois bons jogos, no clássico de maior rivalidade do futebol mundial. Esperemos que eles possam ser o início de uma fase de afirmação da Seleção Brasileira.
domingo, 4 de setembro de 2011
Frustração
O sentimento que deve ter se apoderado da torcida do Inter, após o empate de hoje em 1 x 1 com o Ceará, no estádio Presidente Vargas, é o de frustração. Mais uma vez, o Inter não ganhou. Depois do banho de bola tomado no Gre-Nal, quando só não foi goleado em função de uma arbitragem horrorosa, e do incrível empate com o Santos, após estar vencendo por 3 x 0, o Inter não teve forças para ganhar do Ceará. Chegou a estar perdendo, em razão de um pênalti de Rodrigo Moledo sobre Osvaldo, que Washington cobrou. Como se percebe, a troca de zagueiros não mudou a rotina do Inter de cometer pênaltis. A diferença é que, dessa vez, o árbitro marcou, o que não ocorreu nos jogos contra Grêmio, Fluminense e Cruzeiro. O gol de empate, feito por Jô antes que se atingisse 1 minuto do 2º tempo, surgiu depois de uma falha terrível de Enrico, que atrasou uma bola erradamente. Se é verdade que o Ceará ganha a maioria dos jogos que faz em casa, e que, inclusive, goleou o Grêmio, o empate, nas atuais circunstãncias, foi um mau resultado para o Inter, que não tem conseguido vencer seus jogos. Os clubes que estão nas primeiras posições do Campeonato Brasileiro tem tropeçado seguidamente, mas o Inter não tira proveito disso e continua distante da zona de classificação para a Libertadores. Para quem tem uma folha de pagamento de 6 milhões de reais e um dos técnicos mais conceituados do país, é muito pouco. A vitória contra o América Mineiro, quarta-feira, no Beira-Rio, é obrigatória. Se ela não acontecer, o Inter passará a ser, apenas, um turista de luxo na competição.
Bom futebol
Mais do que a goleada de 4 x 0 sobre o Atlético Parananense, na tarde inusitadamente quente do Olímpico, foi o bom futebol do Grêmio que entusiasmou a torcida. Talvez tenha sido a melhor apresentação do Grêmio em 2011. O time fluiu, como há muito tempo não fazia. Escudero jogou demais, Douglas esteve muito bem tecnicamente e surpreendeu pela garra que demonstrou em todas os lances. André Lima desencantou e fez três gols, Saimon, mais uma vez, foi, praticamente, impecável, Fernando provou que não pode mais sair do time, e Júlio César se candidata a ser a melhor contratação do Grêmio no ano. Os dois primeiros gols, marcados por Escudero e André Lima, resultaram de jogadas coletivas primorosas. Mesmo tendo perdido para o Corinthians, o Grêmio jogou um bom futebol no Pacaembu. No Gre-Nal, só não goleou em função dos erros terríveis de arbitragem. Nas últimas três partidas, como se vê, o Grêmio jogou bem em todas, o que mostra que seu futebol está evoluindo. A torcida, antes desencantada, começa a ter esperança de dias melhores. O Grêmio ainda está muito atrasado na tabela, mas se continuar nessa progressão, pode melhorar muito a sua perspectiva dentro do Campeonato Brasileiro. Os próximos dois jogos serão muito difíceis. Primeiramente, contra o Bahia, fora de casa, situação em que só obteve uma vitória até agora. Depois, contra o São Paulo, no Olímpico, adversário que cumpre excelente campanha na competição. Será a chance de uma afirmação definitiva do Grêmio, ou da volta da aflição. Pelo futebol demonstrado nos três últimos jogos, há sobradas razões para se apostar na primeira hipótese.
sábado, 3 de setembro de 2011
A repressão como solução
Certas pessoas e grupos são mesmo renitentes quanto às suas idéias, as quais permanecem congeladas, imunes ao passar do tempo. É o que acontece com os que enxergam o mundo pela ótica da direita. Para eles, a sociedade está sempre vitimada pela desordem e ameaçada por vândalos e bandidos. A solução mágica que defendem, para acabar com tal estado de coisas, é intensificar a repressão. Sonham com uma polícia feroz e intimidatória, toques de recolher, prisões indiscriminadas, penas rigorosas. Tudo para que se obtenha a "paz social". Nem é preciso dizer que os atingidos por tais medidas serão sempre os mais pobres e desassistidos na escala social, vistos como vagabundos e meliantes. Afinal é preciso proteger as "pessoas de bem", seriamente ameaçadas por tal turba. Assim, ao mesmo tempo em que vociferam contra Cuba e seu "regime cruel", os liberticidas escolhem como modelo ideal países que aplicam a dureza da lei contra os transgressores. Depois de muito pesquisar, por certo, um colunista de jornal de Porto Alegre, famoso por seu direitismo fóbico, apontou Cingapura como um exemplo de país onde a lei e a ordem imperam. O cronista mostrou-se particularmente entusiasmado com o "canning", uma punição que consiste em "taquaraços" nas nádegas de quem pratica pequenos crimes. Não, você não leu errado. É isso mesmo. O colunista exalta a agressão física como forma de coibir a prática de pequenos delitos, ou seja, propõe a bárbarie institucionalizada para manter a ordem. Só mesmo a liberdade de expressão, plenamente assegurada no Brasil de nossos dias, permite que alguém use do espaço privilegiado de uma coluna de jornal para defender idéias tão medievais! O ônus da democracia é que, para que seja total e irrestrita, tem de dar espaço, até mesmo, para os que a querem solapar.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O dinheiro da saúde
Certas coisas, no Brasil, são irritantemente recorrentes. Uma delas é a idéia de se criar um imposto para arrecadar recursos para o setor da saúde. O tal tributo já existiu, era a execrável Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em muito boa hora extinta pelo Congresso Nacional. A contribuição de "provisória" não tinha nada, pois foi mantida indefinidamente pelo governo federal, que tentou, por todos os meios, evitar sua extinção, o que, felizmente, não conseguiu. A presidente Dilma Roussef disse que o problema da CPMF é que seus recursos foram desviados para outros fins, mas que haverá necessidade de criar uma nova fonte de financiamento para a saúde. Dilma ressaltou, no entanto, que os recursos vindos dessa fonte tem que ser destinados exclusivamente para a saúde. Permito-me discordar da presidente. O Brasil não precisa de novos impostos, e nem os quer. Como toda "contribuição" compulsória, a CPMF constituiu-se num assalto ao bolso do cidadão, pois era recolhida a cada movimentação bancária que fosse por ele realizada. Como bem admitiu Dilma Roussef, o dinheiro arrecadado foi desviado para outras finalidades, e não há garantia alguma de que, com um novo imposto, não fosse acontecer o mesmo. A velha cantilena de que faltam verbas para a saúde e de que é preciso criar novas fontes de recursos para o setor não convence mais ninguém. Os investimentos necessários no país, não só para a saúde, mas, também, para outros setores essenciais como educação e segurança, estariam plenamente garantidos, mesmo sem nenhum meio adicional de arrecadação, desde que o ralo da corrupção e do desperdício de dinheiro fosse fechado no país. Governar é buscar soluções criativas para os problemas que se apresentam, sem buscar a saída fácil de atacar o bolso dos cidadãos. A saúde brasileira está um caos, mas não será um novo tributo que vai resolver a questão. Se, no entanto, o governo persistir na idéia de criação de uma nova fonte de recursos para a saúde, que o faça, por exemplo, taxando as grandes fortunas, ou destinando para o setor parte dos lucros estratosféricos das instiuições bancárias, mas deixe o bolso dos brasileiros livre de assaltos.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Homenagem descabida
Tendo nascido no município de Rio Grande (RS), terra pela qual sou apaixonado, não posso ficar indiferente ao fato de que o prefeito Fábio Branco (PMDB) pretende construir uma estátua para homenagear Golbery do Couto e Silva, o execrável mentor do abjeto golpe militar de 1964. Golbery, infelizmente, também nasceu em Rio Grande, o que deveria ser encarado como uma nódoa pela municipalidade, e não como algo a ser exaltado. O pior é que, à exceção de um vereador do PC do B, os demais aprovaram a proposta. Rio Grande tem muitos filhos ilustres, nas mais diversas atividades, mas esse não é o caso de Golbery. Só grandes personalidades, autoras de feitos magníficos, são merecedoras de tão grandiosa homenagem como a de ter erigida uma estátua em local público. O nefasto Golbery, ao contrário, merece ser relegado ao rodapé da história, como um dos artífices de uma ditadura militar que interrompeu o ciclo democrático do país, perseguiu, prejudicou, torturou e assassinou pessoas que lutavam por um Brasil mais justo. Num país que, há 26 anos, retomou a caminhada democrática, a construção de tal monumento constitui-se num acinte, uma afronta inaceitável para todos os que buscaram o retorno ao estado de direito, alguns até com o sacrifício da própria vida. Caso a estúpida idéia venha a se concretizar, Rio Grande será motivo de comentários em todo o país, e talvez até no exterior, não para receber elogios pela iniciativa, mas como motivo de chacota pelo apreço despropositado por uma figura repugnante e desprezível da história do Brasil.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Empate com sabor de derrota
O que dizer de um time que está ganhando um jogo por 3 x 0 e, faltando 15 minutos para o final da partida a contar da marcação do terceiro gol, permite o empate em 3 x 3? Foi o que aconteceu com o Inter no jogo dessa noite, no Beira-Rio, contra o Santos. Obviamente, um empate nessas circunstãncias tem gosto de derrota. A torcida do Inter, inconformada, já encontrou, nos zagueiros Bolívar e Índio, os culpados pelo resultado indigesto. Aliás, isso não representa nenhuma novidade. Há muito tempo, a imprensa vem destacando o fato de que a dupla de zaga titular do Inter é formada por jogadores veteranos, lentos e sem poder de recuperação. Incrivelmente, o Inter se nega a admitir verdade tão evidente e continua a prestigiar Bolívar e Índio, numa eterna homenagem ao seu passado de ganhadores dos maiores títulos da história do clube. O Inter vem pagando um preço alto por tamanha teimosia. Tido e havido, antes do início do Campeonato Brasileiro, como um dos candidatos naturais ao título da competição, o Inter se encontra, atualmente, exatamente no meio da tabela, em 10º lugar. O Inter sofre gols em quase todos os jogos. Hoje, havia marcado três, sem sofrer nenhum, quando, em apenas dez minutos, levou o mesmo número de gols. Só mesmo a derrota do Grêmio para o Corinthians, ocorrida um pouco antes, pode ter amenizado um pouco o dissabor da torcida do Inter com o resultado do jogo contra o Santos. Por falar nisso, Borges marcou dois gols contra o Inter e consolidou-se na artilharia do Brasileirão, o que torna cada vez mais difícil para os dirigentes do Grêmio explicar a saída do jogador. Afora o empate da maneira como ocorreu, o Inter terá muitos desfalques para o seu próximo jogo, fora de casa, contra o Ceará. Infelizmente, pelos resultados obtidos na abertura do segundo turno, os clubes do Rio Grande do Sul parecem poder aspirar pouca coisa no restante da competição.
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