quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vitória magra e dias tranquilos

O jogo era contra o lanterna absoluto do Campeonato Brasileiro, ainda treinado por um técnico interino. O jogo se arrastava no 0 x 0, até que Oscar, já próximo ao final da partida, fez o gol da vitória do Inter sobre o Atlético Paranaense. Uma vitória, modesta, escassa. Não importa. Os três pontos obtidos valem tanto quanto os alcançados nas goleadas dos dois jogos anteriores, contra Figueirense e Atlético-MG. No futebol, principalmente em campeonatos de pontos corridos, o que importa é vencer. Já é a terceira vitória consecutiva do Inter que, agora, está em 4º lugar na tabela, dentro da zona de classificação para a Taça Libertadores da América. A velha gangorra volta a funcionar. Enquanto no Grêmio tudo é aflição, o Inter vive dias de calmaria.

Um novo técnico e um velho desempenho

Foi mais um filme de terror para a torcida do Grêmio. Na derrota de hoje para o Cruzeiro por 2 x 0, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), o Grêmio, que estreava seu novo técnico, Julinho Camargo, teve uma única chance de gol, com Leandro, aos 38 minutos do segundo tempo. Durante o jogo, teve o triplo de passes errados em relação ao Cruzeiro. Isso mesmo, o triplo! Mais uma vez, algumas atuações individuais foram comprometedoras. Fábio Rockembach, cujo prestígio junto á crônica esportiva segue sendo um mistério insondável para mim, entregou mais um gol de presente para o adversário. Gilberto Silva, tido e havido como capaz de dar um grande acréscimo ao meio de campo, fez uma estréia discretíssima, parecendo próximo da condição de ex-jogador. Escudero não jogou absolutamente nada, demonstrando que a falta de maior utilização dele pelo ex-técnico Renato não se devia a uma mera implicância. Marquinhos, novamente, se mostrou apático e desinteressado. Como se vê, o meio de campo inteiro do Grêmio não jogou bem, o que já ocorrera em outras ocasiões. Afora isso, André Lima, cujo retorno era tão ansiosamente esperado por muitos, mostrou-se completamente fora de ritmo de jogo, deixando inalterada a falta de poder ofensivo do time. A rigor, só os homens de defesa e o atacante Leandro tiveram atuações aceitáveis. O Grêmio parece estar parado no fundo do poço. Em apenas três rodadas, o Inter saiu de trás do Grêmio na classificação e livrou sete pontos de vantagem. Já são dez posições a separar os dois clubes na tabela, o Inter em 4º lugar e o Grêmio em 14º. Como vem acontecendo nos últimos dez anos, o Grêmio é um clube com uma magnífica e apaixonada torcida na busca desesperada por um time que esteja à altura das suas expectativas.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O mercenarismo no esporte

O esporte atrai e empolga multidões, serve de catarse para as muitas frustrações da existência, desperta paixões, constrói ídolos. Por isso mesmo, era inevitável que, com o passar do tempo, se tornasse um grande negócio, uma indústria milionária. O capitalismo exacerbado de nossos dias, em que o neoliberalismo reina solto, sem um contraponto como em outras épocas, fez do esporte mais uma enorme fonte de ganhos e lucros para poucos, às custas da paixão de muitos. Os salários pagos para os grandes nomes do esporte são, a cada dia, mais exorbitantes. Os chamados "empresários" e agentes de atletas faturam  gordas comissões. No futebol, especificamente, jogadores são transacionados por cifras estratosféricas. Os prêmios pagos em algumas competições são, também, espantosos. O ganhador de uma edição das 500 Milhas de Indianápolis, a mais famosa prova do automobilismo mundial, e o campeão do torneio de tênis de Wimbledon, o mais tradicional da modalidade, levam para casa mais de 1 milhão de dólares. Porém, há um lado menos nobre em tudo isso. O amor puro e simples ao esporte, a vontade de superar os próprios limites, de estabelecer recordes, de realizar grandes feitos, de ter o nome gritado pelo público, deu lugar, para grande parte dos esportistas, a uma desnfreada busca do enriquecimento, da "independência financeira" a qualquer custo. Um exemplo disso é o que acontece com a Seleção Brasileira de Basquete Masculino. O Brasil sempre teve grande tradição nesse esporte, chegando a ser bicampeão mundial. O basquete brasileiro, ao longo do tempo, revelou grandes jogadores como Amaury Pasos, Rosa Branca, Ubiratan, Hélio Rubens, Oscar, Marcel, entre tantos outros. Hoje, o basquete masculino brasileiro vive uma triste realidade, em que a classificação para a próxima Olímpiada, se for obtida, já representará uma façanha. Os motivos dessa decadência, por certo, tem a ver com o tema central desse texto. Não faltam ao Brasil grandes jogadores de basquete. O que ocorre é que eles jogam em equipes da NBA, já possuem dinheiro e fama. Dessa forma, o que antes era um orgulho, defender o Brasil numa competição, passa a ser visto como um fardo. Nenê e Leandrinho, dois dos melhores jogadores de basquete do país, ambos atuando na NBA, pediram dispensa da Seleção Brasileira de basquete masculino que irá disputar o torneio pré-olímpico, em Mar Del Plata, entre os meses de agosto e setembro, e que classificará duas equipes para a Olímpiada de 2012, em  Londres. Os dois jogadores alegaram motivos pessoais e contratuais para o pedido. Em outras ocasiões, já havia acontecido o mesmo, ou seja, os principais nomes do basquete brasileiro alegavam os mais variados motivos para não servir à Seleção. Não há, de parte de tais jogadores, nenhuma preocupação com os rumos do basquete brasileiro, eles só pensam nos seus próprios interesses. Triste retrato de uma época em que o esporte não é mais uma busca pela glória e pelo reconhecimento, mas tão somente mais um meio de enriquecer.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mediocridade

Encerrada a primeira rodada da Copa América, a marca que fica é a da mediocridade. Nos seis jogos realizados, apenas dois tiveram vencedor. Aconteceram quatro empates, dois deles por 0 x 0. As maiores decepções foram as três seleções mais tradicionais do continente, Brasil, Argentina e Uruguai. A Seleção Brasileira não passou de um empate sem gols com a modesta Venezuela, e a Argentina, que joga a competição em casa, apenas empatou em 1 x 1 com a sofrível Bolívia, saindo atrás no placar e só não perdendo o jogo por imperícia dos jogadores adversários nas conclusões. O Uruguai, por sua vez, também ficou no empate em 1 x 1 com o Peru, outra equipe fraca, e, a exemplo da Argentina, saiu atrás no marcador. O outro empate foi entre Paraguai e Equador, por 0 x 0. As únicas seleções a vencerem na primeira rodada da Copa América foram Colômbia e Chile. Porém, mesmo nesses jogos, o nível do futebol praticado deixou muito a desejar. A Colômbia venceu a Costa Rica por apenas 1 x 0, numa partida de baixíssimo nível técnico em que, mesmo com a vitória, sua equipe foi vaiada. O Chile ganhou do México de virada, por 2 x 1, mas, convém lembrar, a equipe mexicana participa da competição com um grupo com média  de idade de 22 anos, já que vários de seus principais jogadores foram deixados de fora da lista de convocados por problemas disciplinares. Se somarmos o visto até aqui na Copa América com o futebol apresentado pelos clubes na Libertadores de 2011, o panorama do futebol continental não é nada animador. Ainda que a próxima Copa do Mundo, em 2014, vá ser realizada no Brasil, o que por si só coloca a Seleção Brasileira como a principal favorita para o título e, pela proximidade, amplia as chances de Argentina e Uruguai, é bom não esquecer que, nas duas últimas ediçoes da competição, a taça ficou com uma equipe européia. O atual campeão mundial de clubes também é europeu, e o representante do continente americano na disputa foi derrotado nas semifinais por um clube africano. Está na hora de as seleções e clubes da América repensarem a estrutura do seu futebol, ou a vantagem da Europa se tornará ainda maior.

Renato no Atlético Paranaense

A ida de Renato para o Atlético Paranaense, confirmada hoje, é uma aposta ousada do técnico. Renato vai trabalhar no lanterna absoluto do Campeonato Brasileiro, após oito rodadas disputadas. É verdade que Renato assumiu como técnico do Grêmio, em 2010, com o clube também na zona de rebaixamento e já quase no final do primeiro turno do Brasileirão. Talvez seja esse o fato que o anime nessa nova empreitada. Renato, ao ir para o Atlético-PR, também desmente seus detratores, quando dizem que ele não aguenta a saudade da praia. Assim como Porto Alegre, Curitiba não tem praia e é ainda mais fria que a capital do Rio Grande do Sul. Afora isso, as informações dão conta de que Renato teria aceitado um salário bem menor do que o que recebia no Grêmio. Pelo visto, o técnico está com muita vontade de trabalhar, pois acertou um  novo emprego menos de uma semana depois de deixar o Grêmio. Porém, provando que é, mesmo, muito esperto, Renato não fará sua estréia oficial no novo clube no próximo jogo, quarta-feira contra o Inter, em Porto Alegre. Nessa partida, o clube paranaense terá, ainda, um técnico interino, e Renato fará apenas observações. Sua estréia será no jogo seguinte, contra o Avaí, outro clube que está na zona de rebaixamento, na Arena da Baixada. A idéia parece bastante conveniente, mas Renato não deve esquecer que foi o mesmo Avaí, no Olímpico, que abreviou sua permanência no Grêmio. De qualquer forma, Renato merece toda a sorte do mundo e, se conseguir no Atlético-PR algo semelhante ao que obteve com o Grêmio no ano passado, calará, mais uma vez, a boca de seus críticos.

domingo, 3 de julho de 2011

Seleção fantasma

A Seleção Brasileira, sob o comando do técnico Mano Menezes, continua a ser uma equipe com um futebol que não empolga, burocrática, sem brilho nem imaginação. O técnico assumiu seu cargo há 11 meses, mas, nesse período, não se nota nenhuma evolução. Está certo que o empate em 0 x 0 com a Venezuela, na estréia da Seleção na Copa América, já é o terceiro jogo consecutivo sem vitória contra esse adversário, a comprovar que, como disse Mano Menezes antes da partida, a equipe não é mais uma "galinha morta", como no passado. Nos dois jogos anteriores contra a Venezuela, ainda sob o comando de Dunga, a Seleção Brasileira perdeu um e empatou o outro. Ainda assim, o resultado de hoje não se justifica. Uma equipe que possui jogadores do quilate de Paulo Henrique Ganso, Neymar e Robinho tinha obrigação de mostrar muito mais futebol. Afora nos primeiros minutos de jogo, quando teve um ímpeto maior, a Seleção Brasileira submeteu-se à marcação do adversário, não encontrando soluções para criar chances de gol. No segundo tempo, a atuação brasileira foi lastimável. Foi o primeiro jogo oficial da equipe com o atual técnico. Nos amistosos realizados até então, a Seleção também não empolgara. Jogou contra apenas três seleções de tradição e não venceu, perdendo para Argentina e França e empatando com a Holanda. Nem mesmo a falta de tempo para treinar, tantas vezes alegada por técnicos da Seleção Brasileira, pode ser usada como desculpa dessa vez. A Seleção chegou com bastante antecedência na Argentina e realizou vários treinos antes da estréia na Copa América. A verdade é que o trabalho de Mano Menezes já devia ter dado uma resposta mais positiva. Se a Seleção Brasileira não achar logo o seu futebol, a continuidade de Mano Menezes no cargo começará a correr perigo.

sábado, 2 de julho de 2011

Itamar Franco

O Brasil perdeu hoje mais do que um ex-presidente. Perdeu um homem digno e honrado, algo, atualmente, cada vez mais raro. Itamar Franco conseguiu construir uma longa e sólida carreira política sem enlamear-se, sem atropelar os principios éticos, sem corromper-se. Como presidente, em apenas dois anos de atuação, completando o mandato de Fernando Collor de Mello, que havia sido deposto, marcou indelevelmente sua passagem pelo cargo, como mentor do Plano Real. Seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, acabou por suceder-lhe no cargo de presidente, onde ficou por oito anos. Afora ser honesto e íntegro, o que já não é pouco, Itamar era um nacionalista. Era visível a sinceridade de seu amor ao país. Certa revista de circulação nacional, de linha editorial marcadamente direitista e americanófila, tentou por todos os meios desfazer da figura de Itamar. Tratava-o como um provinciano, um parvo, um inepto, de limitada condição intectual. Ora, a mesma revista sempre carregou nas críticas contra Leonel Brizola, outro nacionalista apaixonado. Os elogios de tal publicação sempre foram reservados para entreguistas como os economistas Roberto Campos e Maílson da Nóbrega ou para nulidades políticas como o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Esse tipo de crítica fomentada por interesses contrariados, no entanto, não deslustrou a imagem do grande homem que foi Itamar Franco que, certamente, morreu em paz e com a consciência do dever cumprido. Para todos que ainda prezam a retidão de caráter, deixa um exemplo e muita saudade.

Uma aposta

A contratação de Julinho Camargo para técnico do Grêmio é uma aposta. Julinho ainda não é um nome consagrado no futebol e vinha trabalhando como auxiliar técnico do treinador do Inter, Falcão. As razões que levaram o presidente do Grêmio, Paulo Odone, a escolher Julinho estão longe de serem misteriosas. Em suas passagens anteriores pelo cargo, Odone fez apostas semelhantes, que se mostraram exitosas. Em seu primeiro mandato (1987-1990), o presidente gremista trouxe, em 1987, Luiz Felipe Scolari, então técnico do Juventude, para substituir o uruguaio Juan Mujica, que havia sido demitido em meio ao Campeonato Gaúcho. Luiz Felipe, em sua primeira passagem por um grande clube, conduziu o Grêmio ao título da competição e encaminhou uma carreira vitoriosa em que conquistou todos os títulos possíveis, inclusive a Copa do Mundo, com exceção do Mundial de Clubes, que por duas vezes disputou e perdeu. Já em seu segundo mandato (2005-2008), Odone contratou, quatro meses após assumir o cargo, o técnico Mano Meneses, que estava no Caxias, para o lugar de Hugo de León, que fora dispensado. Apenas cinco anos e quatro meses depois de chegar ao Grêmio, vindo de um clube do interior do Rio Grande do Sul, Mano Menezes era contratado como técnico da Seleção Brasileira. Há ainda outro exemplo nessa direção, ocorrido na administração do ex-presidente José Alberto Guerreiro (1999-2002). Em 2001, Guerreiro contratou o técnico Tite que, no ano anterior, havia sido campeão gaúcho pelo Caxias numa decisão contra o próprio Grêmio. Tite levou o Grêmio a conquista do seu último grande título até hoje, a Copa do Brasil de 2001. Não chegou à Seleção Brasileira como Luiz Felipe e Mano Menezes, mas trabalhou em grandes clubes e é o atual técnico do Corinthians, clube que, no momento, lidera o Campeonato Brasileiro. Esses exemplos, por certo, é que levaram Odone a se decidir por Julinho Camargo. Em vez de trazer um "medalhão " com altíssimo salário, opta-se por um técnico emergente, em busca de uma afirmação definitiva. Deu certo em outras ocasiões, não se pode saber se ocorrerá o mesmo agora. Uma coisa, porém, parece certa. Por ter trabalhado muitos anos nas categorias inferiores de Grêmio e Inter, Julinho certamente investirá mais nos jovens do que seus antecessores. Para dar um exemplo, Julinho já disse que gosta muito de Mithyuê, que foi seu jogador no time júnior do Grêmio e não vinha sendo aproveitado. O fato de ter sido, nos últimos dois meses e meio, auxilar técnico do treinador do Inter, não deve servir para que se menospreze sua contratação. Há algum tempo se diz que Julinho vem demonstrando ser um técnico de futuro. Agora, chegou a chance de prová-lo. Boa sorte, Julinho Camargo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Estréia decepcionante

O futebol argentino, decididamente, não vive um bom momento. Dois de seus maiores clubes, o River Plate e o Boca Juniors, vivem péssima fase. O caso do River é ainda pior, pois culminou, no final de semana passado, com o seu rebaixamento, pela primeira vez, para a segunda divisão. Nesse contexto, a Copa América, que se iniciou hoje tendo a Argentina como sede, era a grande oportunidade de o país alcançar melhores dias no seu futebol. Afinal, o último título da seleção da Argentina foi nessa mesma competição, em 1993. Porém, numa prova de que as coisas não andam, mesmo, nada bem para os nossos vizinhos, a Argentina não passou de um empate com a modesta Bolívia, na abertura da Copa América. A Bolívia saiu na frente, com um incrível frango do goleiro argentino e o golaço de empate de Aguero apenas evitou um desastre ainda maior, que seria a derrota, mas sem evitar a enorme decepção dos argentinos. Por incrível que pareça, a Bolívia, historicamente limitada, tem sido a "touca" da Argentina, pois no jogo anterior entre as duas seleções, em La Paz, pelas eliminatórias da Copa de 2010, a equipe da casa goleou por 6 x 1. Pelo visto, ainda que a Argentina esteja sediando a competição, o que é uma considerável vantagem, a Seleção Brasileira surge, mais uma vez, como favorita para ficar com o título, o que apenas reafirmaria sua liderança no futebol continental nos últimos anos. Afinal, além de a Seleção Brasileira ser a atual detentora do título da Copa América, as duas últimas edições da Taça Libertadores, foram ganhas por clubes brasileiros.

Mais uma goleada do Inter

Em termos de assunto nos meios de comunicação, o Grêmio é a bola da vez. A saída de Renato e a busca de um novo técnico ocupam a maior parte dos noticiários esportivos. Porém, o futebol não para, e o Inter, jogando fora de casa, contra o Atlético Mineiro, obteve sua segunda goleada consecutiva no Campeonato Brasileiro. O Inter que, há duas rodadas, estava atrás do Grêmio na tabela, já livrou, agora, quatro pontos de vantagem sobre o seu maior rival. O entusiasmo dos colorados é compreensível, pelos bons resultados e pela crise do Grêmio, mas é bom ter cautela. Os dois times goleados pelo Inter são bastante modestos. O Figueirense faz boa campanha, mas isso não esconde suas limitações. O Atlético Mineiro é um grande clube, mas com um time sofrível. O clube parece viver uma crise interminável, a tal ponto que mesmo técnicos consagrados e caros, como Vanderlei Luxemburgo e Dorival Júnior, não conseguem colocá-lo no rumo das vitórias. Pelo que se viu em Atlético Mineiro 0 x 4 Inter, não dá para saber se o clube gaúcho é candidato ao título, mas não há dúvida de que seu adversário de ontem corre riscos de rebaixamento. No entanto, independentemente do que reserve o futuro, na permanente gangorra do futebol do Rio Grande do Sul, o presente é risonho para o Inter e aflitivo para o Grêmio. Como tem sido, na maior parte do tempo, nos últimos dez anos.