domingo, 3 de julho de 2011
Seleção fantasma
A Seleção Brasileira, sob o comando do técnico Mano Menezes, continua a ser uma equipe com um futebol que não empolga, burocrática, sem brilho nem imaginação. O técnico assumiu seu cargo há 11 meses, mas, nesse período, não se nota nenhuma evolução. Está certo que o empate em 0 x 0 com a Venezuela, na estréia da Seleção na Copa América, já é o terceiro jogo consecutivo sem vitória contra esse adversário, a comprovar que, como disse Mano Menezes antes da partida, a equipe não é mais uma "galinha morta", como no passado. Nos dois jogos anteriores contra a Venezuela, ainda sob o comando de Dunga, a Seleção Brasileira perdeu um e empatou o outro. Ainda assim, o resultado de hoje não se justifica. Uma equipe que possui jogadores do quilate de Paulo Henrique Ganso, Neymar e Robinho tinha obrigação de mostrar muito mais futebol. Afora nos primeiros minutos de jogo, quando teve um ímpeto maior, a Seleção Brasileira submeteu-se à marcação do adversário, não encontrando soluções para criar chances de gol. No segundo tempo, a atuação brasileira foi lastimável. Foi o primeiro jogo oficial da equipe com o atual técnico. Nos amistosos realizados até então, a Seleção também não empolgara. Jogou contra apenas três seleções de tradição e não venceu, perdendo para Argentina e França e empatando com a Holanda. Nem mesmo a falta de tempo para treinar, tantas vezes alegada por técnicos da Seleção Brasileira, pode ser usada como desculpa dessa vez. A Seleção chegou com bastante antecedência na Argentina e realizou vários treinos antes da estréia na Copa América. A verdade é que o trabalho de Mano Menezes já devia ter dado uma resposta mais positiva. Se a Seleção Brasileira não achar logo o seu futebol, a continuidade de Mano Menezes no cargo começará a correr perigo.
sábado, 2 de julho de 2011
Itamar Franco
O Brasil perdeu hoje mais do que um ex-presidente. Perdeu um homem digno e honrado, algo, atualmente, cada vez mais raro. Itamar Franco conseguiu construir uma longa e sólida carreira política sem enlamear-se, sem atropelar os principios éticos, sem corromper-se. Como presidente, em apenas dois anos de atuação, completando o mandato de Fernando Collor de Mello, que havia sido deposto, marcou indelevelmente sua passagem pelo cargo, como mentor do Plano Real. Seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, acabou por suceder-lhe no cargo de presidente, onde ficou por oito anos. Afora ser honesto e íntegro, o que já não é pouco, Itamar era um nacionalista. Era visível a sinceridade de seu amor ao país. Certa revista de circulação nacional, de linha editorial marcadamente direitista e americanófila, tentou por todos os meios desfazer da figura de Itamar. Tratava-o como um provinciano, um parvo, um inepto, de limitada condição intectual. Ora, a mesma revista sempre carregou nas críticas contra Leonel Brizola, outro nacionalista apaixonado. Os elogios de tal publicação sempre foram reservados para entreguistas como os economistas Roberto Campos e Maílson da Nóbrega ou para nulidades políticas como o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Esse tipo de crítica fomentada por interesses contrariados, no entanto, não deslustrou a imagem do grande homem que foi Itamar Franco que, certamente, morreu em paz e com a consciência do dever cumprido. Para todos que ainda prezam a retidão de caráter, deixa um exemplo e muita saudade.
Uma aposta
A contratação de Julinho Camargo para técnico do Grêmio é uma aposta. Julinho ainda não é um nome consagrado no futebol e vinha trabalhando como auxiliar técnico do treinador do Inter, Falcão. As razões que levaram o presidente do Grêmio, Paulo Odone, a escolher Julinho estão longe de serem misteriosas. Em suas passagens anteriores pelo cargo, Odone fez apostas semelhantes, que se mostraram exitosas. Em seu primeiro mandato (1987-1990), o presidente gremista trouxe, em 1987, Luiz Felipe Scolari, então técnico do Juventude, para substituir o uruguaio Juan Mujica, que havia sido demitido em meio ao Campeonato Gaúcho. Luiz Felipe, em sua primeira passagem por um grande clube, conduziu o Grêmio ao título da competição e encaminhou uma carreira vitoriosa em que conquistou todos os títulos possíveis, inclusive a Copa do Mundo, com exceção do Mundial de Clubes, que por duas vezes disputou e perdeu. Já em seu segundo mandato (2005-2008), Odone contratou, quatro meses após assumir o cargo, o técnico Mano Meneses, que estava no Caxias, para o lugar de Hugo de León, que fora dispensado. Apenas cinco anos e quatro meses depois de chegar ao Grêmio, vindo de um clube do interior do Rio Grande do Sul, Mano Menezes era contratado como técnico da Seleção Brasileira. Há ainda outro exemplo nessa direção, ocorrido na administração do ex-presidente José Alberto Guerreiro (1999-2002). Em 2001, Guerreiro contratou o técnico Tite que, no ano anterior, havia sido campeão gaúcho pelo Caxias numa decisão contra o próprio Grêmio. Tite levou o Grêmio a conquista do seu último grande título até hoje, a Copa do Brasil de 2001. Não chegou à Seleção Brasileira como Luiz Felipe e Mano Menezes, mas trabalhou em grandes clubes e é o atual técnico do Corinthians, clube que, no momento, lidera o Campeonato Brasileiro. Esses exemplos, por certo, é que levaram Odone a se decidir por Julinho Camargo. Em vez de trazer um "medalhão " com altíssimo salário, opta-se por um técnico emergente, em busca de uma afirmação definitiva. Deu certo em outras ocasiões, não se pode saber se ocorrerá o mesmo agora. Uma coisa, porém, parece certa. Por ter trabalhado muitos anos nas categorias inferiores de Grêmio e Inter, Julinho certamente investirá mais nos jovens do que seus antecessores. Para dar um exemplo, Julinho já disse que gosta muito de Mithyuê, que foi seu jogador no time júnior do Grêmio e não vinha sendo aproveitado. O fato de ter sido, nos últimos dois meses e meio, auxilar técnico do treinador do Inter, não deve servir para que se menospreze sua contratação. Há algum tempo se diz que Julinho vem demonstrando ser um técnico de futuro. Agora, chegou a chance de prová-lo. Boa sorte, Julinho Camargo.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Estréia decepcionante
O futebol argentino, decididamente, não vive um bom momento. Dois de seus maiores clubes, o River Plate e o Boca Juniors, vivem péssima fase. O caso do River é ainda pior, pois culminou, no final de semana passado, com o seu rebaixamento, pela primeira vez, para a segunda divisão. Nesse contexto, a Copa América, que se iniciou hoje tendo a Argentina como sede, era a grande oportunidade de o país alcançar melhores dias no seu futebol. Afinal, o último título da seleção da Argentina foi nessa mesma competição, em 1993. Porém, numa prova de que as coisas não andam, mesmo, nada bem para os nossos vizinhos, a Argentina não passou de um empate com a modesta Bolívia, na abertura da Copa América. A Bolívia saiu na frente, com um incrível frango do goleiro argentino e o golaço de empate de Aguero apenas evitou um desastre ainda maior, que seria a derrota, mas sem evitar a enorme decepção dos argentinos. Por incrível que pareça, a Bolívia, historicamente limitada, tem sido a "touca" da Argentina, pois no jogo anterior entre as duas seleções, em La Paz, pelas eliminatórias da Copa de 2010, a equipe da casa goleou por 6 x 1. Pelo visto, ainda que a Argentina esteja sediando a competição, o que é uma considerável vantagem, a Seleção Brasileira surge, mais uma vez, como favorita para ficar com o título, o que apenas reafirmaria sua liderança no futebol continental nos últimos anos. Afinal, além de a Seleção Brasileira ser a atual detentora do título da Copa América, as duas últimas edições da Taça Libertadores, foram ganhas por clubes brasileiros.
Mais uma goleada do Inter
Em termos de assunto nos meios de comunicação, o Grêmio é a bola da vez. A saída de Renato e a busca de um novo técnico ocupam a maior parte dos noticiários esportivos. Porém, o futebol não para, e o Inter, jogando fora de casa, contra o Atlético Mineiro, obteve sua segunda goleada consecutiva no Campeonato Brasileiro. O Inter que, há duas rodadas, estava atrás do Grêmio na tabela, já livrou, agora, quatro pontos de vantagem sobre o seu maior rival. O entusiasmo dos colorados é compreensível, pelos bons resultados e pela crise do Grêmio, mas é bom ter cautela. Os dois times goleados pelo Inter são bastante modestos. O Figueirense faz boa campanha, mas isso não esconde suas limitações. O Atlético Mineiro é um grande clube, mas com um time sofrível. O clube parece viver uma crise interminável, a tal ponto que mesmo técnicos consagrados e caros, como Vanderlei Luxemburgo e Dorival Júnior, não conseguem colocá-lo no rumo das vitórias. Pelo que se viu em Atlético Mineiro 0 x 4 Inter, não dá para saber se o clube gaúcho é candidato ao título, mas não há dúvida de que seu adversário de ontem corre riscos de rebaixamento. No entanto, independentemente do que reserve o futuro, na permanente gangorra do futebol do Rio Grande do Sul, o presente é risonho para o Inter e aflitivo para o Grêmio. Como tem sido, na maior parte do tempo, nos últimos dez anos.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Ringo Starr no Brasil
Depois de Paul McCartney, que já esteve algumas vezes no Brasil, será a vez de Ringo Starr vir ao país. Ringo fará shows em seis cidades brasileiras, começando por Porto Alegre, no dia 10 de novembro. Não poderia haver notícia melhor para os beatlemaníacos como eu e outros tantos. Em termos de shows, Porto Alegre tem vivido tempos inigualáveis. Depois da vinda de Paul McCartney, em novembro de 2010, teremos, em 2011, a volta de Eric Clapton, dez anos depois de seu primeiro show por aqui, e Ringo se apresentando em Porto Alegre pela primeira vez. São artistas de notável qualidade, cujo brilho nem o tempo é capaz de afetar. Os sexagenários Paul e Clapton, e o septuagenário Ringo, continuam empolgando as platéias onde quer que se apresentem. Em termos musicais, por certo, Porto Alegre está vivendo a sua época de ouro, trazendo para cá artistas que se julgava que jamais passariam por aqui. Usufruir disso é sem dúvida, um privilégio do qual não se pode abrir mão. Welcome Ringo!
Renato
Renato não é mais o técnico do Grêmio. Se pediu para sair, como vem sendo divulgado, ou foi demitido, tanto faz. Desde o início, ficou claro que o presidente do Grêmio, Paulo Odone não tinha em Renato o técnico dos seus sonhos. Odone é adepto da idéia de que existe um futebol à moda gaúcha, feito de superação, garra, sacríficio e, principalmente, marcação forte e cuidados defensivos. Renato é a antítese de tudo isso. Afora isso, Renato tem um estilo descontraído, folgazão, na linha "chopinho em Ipanema e Leblon", como disse o próprio presidente em sua entrevista após o jogo contra o Avaí. Também isso não combina com Odone, um homem vaidoso e apreciador da hierarquia. Odone se viu obrigado a manter Renato, contratado pela administração anterior, porque o técnico pegou o Grêmio na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro de 2010 e o classificou para a Libertadores, sem contar que é o maior ídolo da história do clube. Tudo que o presidente esperava era que se criasse uma oportunidade para a saída de Renato, o que acabou acontecendo com o desastroso empate em 2 x 2 com o Avaí, em pleno estádio Olímpico. Todos imaginavam uma vitória fácil do Grêmio, quem sabe, até, por goleada, mas ela não veio. Pior, aos 4 minutos do primeiro tempo, o Avaí fez 1 x 0. O Grêmio, a partir daí, mostrou-se um time confuso, sem esquema, cada um jogando por si, com atuações individuais calamitosas, como foi o caso, especialmente, de Lúcio e William Magrão. No segundo tempo, mesmo ficando com um jogador a mais em campo, o Grêmio sofreu o segundo gol, numa falha grotesca de Fábio Rockembach. A entrada de Miralles, que fez sua estréia, melhorou um pouco a produção do time que, no entanto, conseguiu apenas o empate, nos acréscimos, contra o lanterna do Brasileirão. O desfecho não poderia ser outro senão a saída de Renato, que não estava conseguindo fazer o time reagir. A culpa da diretoria por tudo o que vem acontecendo com o Grêmio dentro de campo em 2011 também é evidente, pois não deu a Renato um material humano qualificado, deixando de repor perdas como as de Paulão e Jonas, e não contratando reforços no início do ano. Porém, tudo isso é passado. O Grêmio precisa seguir em frente e, para isso, é muito importante a definição do novo técnico. Dentre os nomes que vem sendo cogitados, Celso Roth seria uma escolha absurda, e Adílson Batista uma insanidade. O melhor, entre os especulados, é Cuca, ainda que não tenha conquistado grandes títulos. Já quanto a Renato, no coração do torcedor nada mudou. Sua relação com a torcida e o clube segue indestrutível, como bem demonstraram suas lágrimas na entrevista de despedida. Renato é, e continuará sendo, o maior ídolo da história do Grêmio.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Documentos sumidos
A política, no Brasil, é, decididamente, o reino da desfaçatez. Essa é a conclusão a que se pode chegar depois da declaração do ministro da Defesa, Nélson Jobim, de que os documentos referentes à ditadura miltar (1964-1985) desapareceram. Jobim fez tal revelação ao argumentar que a proposta de acabar com o sigilo eterno de documentos secretos brasileiros não deverá criar polêmica em relação ao regime militar. "Não há documentos. Nós já levantamos e não tem. Os documentos já desapareceram, foram consumidos á época, então não há problema algum em relação a essa questão", disse Jobim. Convenhamos, é o tipo de história que não dá para aceitar como verdadeira. Alguém até poderia imaginar que os militares trataram de sumir com os documentos para não deixarem rastros de seus atos e evitar um julgamento futuro. Porém, é óbvio que está se sonegando ao povo brasileiro o acerto de contas com o pior período político da história do país. Ao afirmar que os documentos desapareceram, o governo tenta silenciar de vez as vozes que clamam para que se passe a limpo o período da ditadura fardada. Outros países que enfrentaram ditaduras militares, como Uruguai e Argentina, estão, até hoje, acertando suas contas com esse passado nebuloso. O Brasil, mesmo sendo governado por uma ex-ativista de esquerda que lutou contra a opressão do regime militar, insiste em não encarar a situação de frente e nega-se a revelar os arquivos daquela época. Não há quem, em sã consciência, acredite na história da carochinha de Jobim. As conveniências das forças de direita, que argumentam que a anistia concedida em 1979 foi para os dois lados e que é preciso esquecer o passado para seguir em frente, mais uma vez se impuseram sobre o interesse maior do país e de seus cidadãos. Como bem demonstram Uruguai e Argentina, antes de seguir em frente, é preciso acertar as contas com o passado, até para evitar que a iniquidade de uma ditadura possa vir a se repetir. A afirmação de Jobim é ridícula pela sua óbvia falta de veracidade. A atitude do governo, ao sustentar tal blefe, é vergonhosa, pelo aleijume moral que impõe ao país, que vê estabelecida a permanente impunidade dos monstros da ditadura.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Reconhecimento externo
Há um ditado que expressa que "santo de casa não faz milagre". Muitas vezes os méritos de pessoas ou instituições não são reconhecidos pelos que lhe são mais próximos. Esse reconhecimento, quando acontece, vem de longe, daqueles que, livres das amarras do preconceito, da inveja, e de interesses contrariados, são capazes de comprovar a eficiência de um trabalho. Parece ser esse o caso da indicação do brasileiro José Graziano da Silva para diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Graziano assumirá o cargo no início de 2012 e nele permanecerá até 31 de julho de 2015. Engenheiro agrônomo, Graziano foi o encarregado, no governo Lula, de implantar o Programa Fome Zero, cuja meta era ser o principal projeto de transferência de renda no Brasil. O programa foi massacrado impiedosamente pela grande imprensa, mas, como se pode ver agora, muito mais por ranço ideológico. Afinal, se o Fome Zero fosse tão ruim e mal executado como afirmavam os veículos mais poderosos da imprensa brasileira, o responsável pelo programa não seria eleito para um cargo tão relevante como o de diretor-geral da FAO. A tarefa de Graziano no novo cargo não será fácil, pois ele terá o desafio de erradicar ou reduzir a fome no mundo em um momento de alimentos caros que colocam a vida de milhões de pessoas em risco..Conforme dados da ONU, o mundo tem cerca de 1 bilhão de pessoas famintas. As 92 pessoas que votaram em Graziano levaram em conta a experiência do Brasil em ações de combate á fome. Para frustração dos detratores do governo Lula na imprensa brasileira, é mais uma prova da eficiência de várias medidas de sua administração. Para se ter uma idéia da relevância do fato, basta dizer que José Graziano da Silva será o primeiro latino-americano a exercer o cargo. Mais uma vez, o reconhecimento veio do exterior. Por aqui, a cegueira ideológica, a inveja, e os interesses mesquinhos, impedem que isso aconteça. Graziano declarou que está convencido de que erradicar a fome é uma meta razoável e alcançável. Os que nele votaram, por certo, também acreditam. Enquanto isso, setores da imprensa brasileira preocupam-se mais em fustigar o governo com denúncias de desvios éticos. Graziano estará à frente de um organismo que tem um orçamento de 1 bilhão de dólares e já disse que a sua prioridade será o combate à fome. Resta desejar boa sorte para o futuro diretor-geral da FAO.
domingo, 26 de junho de 2011
O rebaixamento do River Plate
Apesar de o regulamento do Campeonato Argentino ser feito sob medida para impedir que os maiores clubes do país sejam rebaixados, o River Plate caiu para a segunda divisão. Os sinais de que isso poderia acontecer eram cada vez mais visíveis. O River Plate, clube que mais vezes ganhou o Campeonato Argentino, vinha, nos últimos anos, realizando péssimas campanhas. Na verdade, só não caíra antes porque o rebaixamento, na Argentina, é realizado calculando-se a média do desempenho do clube nos últimos três anos. Ocorre que o Ríver Plate vem mal há anos seguidos e nem um regulamento tão camarada serviu para que pudesse escapar da queda para a segunda divisão. Por outro lado, é melhor assim. Um clube não pode permanecer na primeira divisão beneficiado por artíficios de regulamento. Se está mal, que seja rebaixado e busque sua recuperação dentro de campo, como já fizeram vários grandes clubes brasileiros. O sofrimento da torcida vai ser grande, as gozações dos torcedores do Boca Juniors, maior rival do River Plate, que nunca foi rebaixado, serão muitas, mas, nessas horas, passado o choque da queda, os torcedores formam uma corrente de solidariedade em torno do clube, ajudando-o a se reerguer. Com o Ríver Plate, não há de ser diferente. O clube é um gigante temporariamente combalido, mas cuja história gloriosa é muito maior que qualquer crise.
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