terça-feira, 24 de maio de 2011

Os setenta anos de um mito da música

Na data de hoje, 24/5, um mito da música, Bob Dylan, completa 70 anos. Dono de um estilo único, suas composições se caracterizam pelas letras longas e discursivas. Alguns dos maiores sucessos dos lendários anos 60 foram compostos por Dylan. Músicas como "Blowin in the Wind", "Like a Rolling Stone", "Mr.Tambourine Man". Trata-se de um artista singular. Alcançou o estrelato sem ser bonito e sem ter uma bela voz. Não adotou o comportamento marqueteiro de grande parte dos nomes famosos do mundo do espetáculo. Seu sucesso se deveu, essencialmente, a qualidade superior de seu trabalho como compositor. Não é do tipo que alcance a unanimidade. Sua música pode soar um tanto difícil para ouvidos mais acostumados aos ritmos balançantes do que às letras reflexivas. Porém, sem dúvida, foi o grande representante americano numa década marcada por fenômenos ingleses como os Beatles e os Rolling Stones. Nas décadas seguintes, não teve o mesmo êxito comercial dos anos 60, mas, ainda assim, emplacou sucessos como "Hurricane" e "Jokerman". O uso da harmônica, ou gaita de boca, como é popularmente conhecida, é outra de suas marcas registradas. Entre seus pares, sempre foi das figuras mais respeitadas e reverenciadas. Nos anos 90, inclusive, juntou-se a outros grandes nomes da música como George Harrison, Roy Orbison, Jeff Lyne e Tom Petty no grupo "Travelling Wilburys". Lançaram dois álbuns, o segundo deles já sem Orbison, que havia falecido. Com George, por sinal, compôs em parceria "I'd Have you Anytime", belíssima balada que abre o extraordinário álbum triplo do ex-beatle, "All Things Must Pass". Enfim, resta dar os parabéns ao mais novo setentão do meio musical e agradecer-lhe tudo o que já proporcionou para tantas gerações. Happy Birthday, Mr. Dylan!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Noção falsa de cidadania

Num país sufocado por tantos períodos de ditadura ou de simulacros de democracia, como foi o caso do Brasil ao longo de sua história, é natural que se busquem alargar os espaços de afirmação da cidadania. A liberdade de expressão e de manifestação é um dos pilares de um estado democrático de direito. Assim sendo, toda e qualquer declaração ou manifestação, em princípio, é legítima, não devendo ser censurada nem reprimida. Porém, é preciso que se verifique se possuem algum conteúdo ou propósito ou, simplesmente, são visões distorcidas sobre a vida em sociedade. Dois episódios recentes no país, ensejam essa reflexão. Primeiro o lançamento, já bastante comentado nos meios de comunicação, do livro "Por uma Vida Melhor", de vários autores, que defende a idéia de que não existe certo ou errado na língua portuguesa, mas que a norma culta é só mais uma entre as várias maneiras de alguém se expressar. Dessa forma, erros de concordância consagrados pelo uso, por exemplo, passariam a ser admissíveis. Os que com isso não concordam estariam incorrendo em "preconceito linguístico" na visão dos autores do livro que, incrivelmente, foi adotado nas aulas de português de 500 mil estudantes do ensino fundamental sob a chancela do Ministério da Educação! Outro episódio que vem chamando a atenção são as marchas pela liberação da maconha, que estão sendo realizadas em várias capitais do país. Os manifestantes se reúnem em locais públicos apresentando sua intenção de que o consumo da maconha seja liberado de quaisquer sanções. Os argumentos vão desde a teórica baixa toxicidade da maconha até o seu propalado uso para o tratamento de algumas doenças. Numa sociedade livre e democrática, todos tem o direito de se expressar e de reivindicar seja lá o que for. As marchas pela maconha, portanto, podem e devem ser realizadas sem nenhum constrangimento aos seus participantes. Um ou mais autores de um livro podem defender a idéia de que se tenha uma postura menos rígida em relação à expressão oral e escrita. Porém, o que fica evidente, nos dois casos, é o seu conteúdo equivocado, que não pode ser admitido pela sociedade. Não há nenhum benefício prático, para quem quer que seja, em se descriminalizar o consumo de maconha. As teses em contrário são construídas a partir de uma visão pueril e falsamente libertária do que seja a cidadania. Na mesma linha, contestar a norma culta do idioma  não é combater uma educação elitista ou a ocorrência de "preconceitos linguísticos", mas, sim, fazer a apologia da ignorância que, longe de libertar os menos favorecidos da rigidez das normas da gramática, os condenará a um permanente distanciamento do saber. Por essas e por outras, o Brasil até hoje, em que pese seu potencial imenso, não se afirmou como país. Por aqui, em vez de um país desenvolvido, continuamos optando por sermos folclóricos, como nas marchas da maconha, ou, simplesmente, patéticos, como no caso do livro que ensina errado e é distribuído pelo Ministério da Educação.

Primeira rodada

Depois de uma longa espera, em que a chatice dos campeonatos estaduais era quebrada, de vez em quando, por jogos da Libertadores e da Copa do Brasil, finalmente começou o Campeonato Brasileiro, a melhor competição do calendário do futebol nacional e a única disputada pelo sistema mais justo de aferição de um campeão, o de pontos corridos. Já na primeira rodada, algumas surpresas. Várias derrotas de clubes mandantes, como foi o caso de Grêmio, Fluminense, Coritiba e Ceará. Um empate com gosto de derrota para o Inter, que não saiu do 1 x 1 com um time inteiramente reserva do Santos e, assim, continua com o tabu de jamais ter vencido na Vila Belmiro. Outra surpresa negativa foi o Cruzeiro. Considerado um dos favoritos para a conquista do título, foi derrotado pelo Figueirense, em Florianópolis. A derrota mais vexatória foi a do Atlético-PR, goleado pelo Atlético-MG, em Sete Lagoas (MG), por 3 x 0. Os resultados apenas comprovam o que já se sabia, isto é, de que há um grande nivelamento entre os participantes do campeonato. Tal fato, independentemente das limitações técnicas dos times, é garantia de uma competição parelha e emocionante até o seu final.

domingo, 22 de maio de 2011

Perspectiva amarga

Com a derrota por 2 x 1 de virada para o Corinthians no domingo à tarde, no Olímpico, o Grêmio começa a apresentar para a sua torcida um filme de terror. A perspectiva, num futuro imediato, não é promissora, muito antes pelo contrário. Há apenas duas semanas, com uma vitória por 3 x 2 no primeiro Gre-Nal da decisão do Campeonato Gaúcho, tudo parecia risonho para o Grêmio. O título de campeão gaúcho parecia certo. Porém, o título não veio, o clube começou o Campeonato Brasileiro perdendo em casa, fato que ocorreu pela primeira vez na história da competição, e Rodolfo sofreu uma fratura, tornando ainda mais carente um grupo que já não dispunha de muitas opções. Os reforços virão aos poucos, o que significa que será com o time atual que o Grêmio terá de buscar melhores resultados. O jogo de hoje escancarou as já conhecidas deficiências do time. Neuton, novamente, não jogou bem quando foi para a zaga, Adílson foi horroroso como sempre, Júnior Viçosa voltou à sua condição normal de atacante de limitados recursos. Até o badalado Fábio Rochemback esteve muito mal. O Grêmio parece caminhar para uma onda de desalento, e o fantasma do rebaixamento já começa a povoar o pensamento de alguns. Mais do que nunca, a tão propalada imortalidade se fará necessária para que o Grêmio possa viver melhores dias.

sábado, 21 de maio de 2011

A singular visão da direita

A revista "Veja" é uma eficiente porta-voz do pensamento de direita no Brasil. Sua linha editorial expressa exemplarmente os pilares do pensamento neoliberal, sua muito própria visão do mundo e da sociedade. Isso ficou, mais uma vez, comprovado na edição que acaba de chegar às bancas. Os dois escândalos que envolveram figuras públicas no Brasil e no exterior nos últimos dias, em torno do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antônio Palocci Filho, e do ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, foram tratados com brandura pela publicação. Nenhuma novidade. Palocci sempre foi visto pela revista como uma figura moderna e arejada, mesmo pertencendo aos quadros do PT, partido que "Veja" detesta. Isso porque, Palocci não tem um passado de "guerrilheiro" ou "terrorista" como José Dirceu, José Genoíno e a presidente Dilma Roussef. Para a publicação, "esquerdista light" tudo bem, "radical de esquerda", nem pensar. "Veja" chega a expressar que Palocci conquistou o mundo empresarial brasileiro por ser "um raro elemento de racionalidade em Brasília". Resta saber o que a revista entende por "racionalidade". Na mesma linha, a publicação define Strauss-Khan como um dos mais lúcidos e eficientes chefes do FMI. Em outra oportunidade, "Veja" chegou a entrevistar, nas "páginas amarelas", o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tido, então, como um exemplo de administrador austero e eficiente. O que se passou depois com o referido político é desnecessário relembrar. Assim é o mundo pela singular visão da direita. O que importa é ser "moderno", eficiente', "arejado", "racional". A ética? Ora, a ética é só um detalhe.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O inferno pessoal de Strauss-Khan

O episódio que envolveu o ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, de 62 anos, acusado, nos Estados Unidos, de crime sexual contra uma camareira de hotel de 32 anos, chama a atenção pelo efeito devastador que gerou na vida do indiciado. Preso dentro de um avião que o levaria de volta à França, Strauss-Khan foi levado para a prisão na Ilha de Rikers (EUA), de onde saiu após pagar uma fiança de US$ 1 milhão. O executivo também renunciou ao cargo que ocupava no FMI. Como se não bastasse, o ocorrido ainda tirou de Strauss-Khan, líder nas intenções de voto, a possibilidade de se eleger presidente da França em 2012. O agora ex-dirigente do FMI ficará em prisão domiciliar até a data do julgamento, com monitoramento eletrônico e sob supervisão de um guarda armado que será pago com o seu dinheiro. Sua esposa alugou um apartamento num prédio de alto luxo para que Strauss-Khan cumprisse a prisão domiciliar, mas os demais moradores, ao tomarem conhecimento do fato, pediram a direção do condomínio
que não o aceitasse como inquilino, pois não desejam tê-lo como vizinho. Em poucos dias, um homem rico e poderoso, vê-se reduzido a um pária social, uma figura indesejável. Tudo por não controlar seus instintos. O executivo já havia se envolvido em outro episódio constrangedor, ao ser descoberto que mantinha um caso com uma subordinada no FMI, fato que acabou tendo por consequência a saída da funcionária. O poder e a fortuna alcançados por alguns indivíduos faz com que eles, muita vezes, tenham a sensação de serem onipotentes e permanentemente impunes. No caso em questão, isso não aconteceu. Independentemente do que venha a ocorrer no julgamento, Strauss-Khan é um homem marcado. Não poderá mais recuperar o antigo prestígio. Mesmo que venha a ser absolvido, como homem público já está condenado. Terá como consolo o dinheiro, mas estará afastado das esferas do poder.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Emenda pior que o soneto

A alegação, por parte do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antônio Palocci Filho, de que não foi o único ex-ministro a enriquecer, é o que se pode classificar de uma emenda pior do que o soneto. Palocci se referia a sua condição de ex-ministro da Fazenda que, após deixar o cargo, aumentou em 20 vezes o seu patrimônio pessoal, num período de apenas quatro anos. Como exemplo, citou nomes como os de Pedro Malan, Armínio Fraga e Henrique Meirelles, que passaram pelo Ministério da Fazenda ou presidiram o Banco Central e são homens ricos. O que Palocci esqueceu de observar é que todos os três citados já trabalhavam no mercado financeiro antes de exercerem cargos no governo e de que suas fortunas não foram construídas após deixarem tais funções, pois já eram ricos antes de assumí-las. Palocci, por sua vez, é médico por formação, e seu patrimônio só se multiplicou após sua saída do Ministério da Fazenda. Afora isso, o fato atual já é a terceira situação nebulosa que Palocci enfrenta em sua trajetória política. Antes de ser ministro do governo Lula, Palocci foi prefeito de Ribeirão Preto (SP), tendo sua administração manchada por denúncias sobre a existência de uma máfia da coleta de lixo no município. Posteriormente, já como ministro da Fazenda de Lula, envolveu-se no caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, episódio que resultou em sua saída do cargo. Agora, reabilitado de seu ostracismo ao voltar para a cena política no mais importante cargo do governo da presidente Dilma Roussef (PT), já se vê, novamente, numa condição de extremo desgaste público. O pior de tudo é que a sociedade ficará sem as respostas necessárias para entender tão súbito enriquecimento. Palocci afirma que todo o patrimônio que possui está devidamente declarado para a Receita Federal. A fortuna foi obtida com a prestação de serviços de consultoria por parte da empresa Projeto, de propriedade do ministro. Seria fundamental saber-se que serviços de consultoria foram esses e para quais empresas foram prestados, mas os mesmos são protegidos por uma absurda cláusula de confidencialidade, que só favorece a que se pratiquem toda a sorte de falcatruas, em detrimento do interesse público. Palocci, que exercia o cargo de deputado federal no período em que enriqueceu, de 2006 a 2010, argumentou, também, não haver proibição quanto a parlamentares exercerem atividade empresarial. Resta saber se pode ser considerado aceitável alguém sair do governo num dia e, no seguinte, começar a prestar consultoria para empresas privadas valendo-se dos conhecimentos que adquiriu sobre o funcionamento das estruturas de poder e, paralelamente, ainda exercer um cargo de representação popular, como o de deputado federal. Talvez nada disso seja ilegal, como alega Palocci, mas, convenhamos, é, absolutamente, imoral.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O país real e as ilhas da fantasia

Para o cidadão comum, que constitui a imensa maioria da população brasileira, aquele que sacoleja em ônibus lotados para ir trabalhar, enfrenta filas para marcar consultas médicas, vê o minguado salário acabar antes do fim do mês e mora em áreas desassistidas pela segurança pública, certas notícias veiculadas pelos meios de comunicação devem parecer surrealistas. No meio político, principalmente, citam-se ganhos e gastos de altas somas como se fosse algo extremamente banal. Agora, por exemplo, o noticiário tem dado conta de que o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antônio Palocci Filho, num período de apenas quatro anos, entre 2006 e 2010, aumentou em 20 vezes o seu patrimônio, que passou de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões! A empresa de consultoria Projeto, de sua propriedade, comprou, no final de 2010, um apartamento em São Paulo por R$ 6,6 milhões. Nem é o caso de se abordar o quão suspeita é essa acumulação de riqueza em tão breve espaço de tempo. Afinal, como muto bem colocou o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, só há duas formas de enriquecer rapidamente: recebendo uma herança ou ganhando na loteria. Independentemente da origem lícita ou não de tais somas, o que é espantoso é o alcance das cifras. O noticiário político dá conta, também, de que um único jantar oferecido pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB - AP) ao ministro César Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça, para 60 convidados, custou a quantia de R$ 23,9 mil, que foi paga pelo Senado. Após a revelação da conta pela ONG Contas Abertas, Sarney ressarciu o Senado. Um único jantar a um custo equivalente ao de um carro popular! Passando-se para o noticiário esportivo, tudo segue na mesma toada. Fica-se sabendo, por exemplo, que o técnico do São Paulo, Paulo César Carpegiani, será mantido no cargo, apesar dos resultados insatisfatórios que vem obtendo. O que isso tem de mais? Acontece que Carpegiani permanecerá não porque o clube tenha apreço por seu trabalho, mas pelo fato de sua dispensa implicar no pagamento de uma multa rescisória de R$ 1 milhão, da qual o técnico já informou de que não abre mão. A política e o futebol estão de costas para o país real. São, efetivamente, ilhas da fantasia.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O terceiro turno da eleição

A revista "Veja", de linha editorial claramente neoliberal, dedica-se, há anos, a tarefa de combater tudo que entenda ser de esquerda. Suas matérias procuram incutir nos leitores o temor de uma "sovietização" do Estado brasileiro, com a abolição da democracia e da liberdade de imprensa. Os partidos e políticos de esquerda, principalmente os do PT, são retratados em suas páginas como criminosos liberticidas. Apesar de todo o empenho da publicação, Luiz Inácio Lula da Silva elegeu-se duas vezes presidente da República e fez sua sucessora no cargo, Dilma Roussef. O fato não foi bem assimilado pela revista que, parece, resolveu criar uma espécie de terceiro turno da eleição, aludindo a supostas conexões do governo petista com as organizações terroristas Al Qaeda e Farc. Nem o fato de que na prática, nos oito anos de governo de Lula, nada foi feito que comprometesse os fundamentos do Estado democrático de direito, é levado em conta por "Veja". A publicação insiste em sustentar que o governo quer silenciar a imprensa, dominar o aparelho de Estado, eternizar-se no poder. O conteúdo das matérias das últimas ediçoes, de tão delirante, se encaminha para o folclórico. Infelizmente, para os seus editores, todo esse empenho de convencimento da revista tem se revelado de efeito nulo. Lula, apesar de toda a carga desferida pela publicação contra ele, tornou-se o presidente de mais altos índices de popularidade da história do país. Sua sucessora no cargo, Dilma Roussef, vai pelo mesmo caminho. "Veja" criou uma realidade paralela, tentando estabelecer um terceiro turno de uma eleição já encerrada.  Enquanto isso, na vida real, fora das fantasias tresloucadas da revista, a oposição se mostra cada vez mais desarticulada, e o partido mais à direita do espectro político, o DEM, caminha para a extinção. A vontade do eleitor é soberana e ele não se deixa assustar por falsos fantasmas.

domingo, 15 de maio de 2011

Outras decisões

As outras decisões de campeonatos estaduais que aconteceram no fim de semana só apresentaram uma surpresa, que foi a conquista do título de campeão baiano pelo Bahia de Feira. O Vitória, que havia empatado o primeiro jogo fora de casa, jogava por um empate no Barradão para conquistar o pentacampeonato. Saiu na frente no placar, mas permitiu a virada e perdeu o título. Com isso, o veteraníssimo técnico Antônio Lopes, que foi mantido no cargo pelo Vitória mesmo após o rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 2010, deveria pensar, seriamente, em se aposentar. O Atlético Mineiro não soube fazer valer o seu favoritismo, após a vitória no primeiro jogo, e perdeu o titulo do Campeonato Mineiro para o Cruzeiro, um resultado normal, pois a "Raposa" tem um time bem melhor do que o do "Galo". O Santos apenas confirmou o que todos já esperavam e conquistou o bicampeonato paulista, ganhando do Corinthians por 2 x 1. O Santa Cruz, mesmo perdendo por 1 x 0 para o Sport, foi campeão pernambucano, o que não ocorria desde 2006 e, dessa forma, impediu o adversário de obter o hexacampeonato estadual, feito que continua exclusivo do Náutico. A destacar, o público excepcional no estádio do Arruda: 62 mil pessoas! O resultado mais insólito foi o do Campeonato Catarinense. O clube campeão, o Chapecoense, foi rebaixado no ano passado e deveria ter disputado a segunda divisão em 2011. Isso só não aconteceu porque o Hermann Aichinger desistiu de participar do campeonato da primeira divisão e o Chapecoense entrou no seu lugar. No Campeonato Goiano, o Atlético Goianiense confirmou o seu favoritismo e foi campeão com dois empates de 1 x 1 com o Goiás. No geral, afora o título do Bahia de Feira e a curiosa conquista do Chapecoense, os campeonatos estaduais tiveram, em 2011, resultados normais.