quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Tutela
O maior dentre todos os problemas que, historicamente, afetam o Brasil, está na ação dos militares. Desde sempre, eles insistem em tentar estabelecer uma tutela sobre a sociedade brasileira. Consideram estar acima dos demais cidadãos, e de que lhes cabe restituir a ordem, quando entendem estar ela ameaçada. Ao longo da história do país, fomentaram crises, tentaram e promoveram golpes, praticaram toda a sorte de abusos e arbitrariedades. Lamentavelmente, o cidadão médio brasileiro compra a ideia de que cabe aos militares "salvar" o país de ameaças falsas e delirantes, nas quais acredita piamente. Não é verdade que exista um artigo da Constituição que estabeleça que as Forças Armadas são um poder moderador. Em vez de procurarem ajudar na pacificação do país, há militares que continuam a defender que se destitua o presidente Luíz Inácio Lula da Silva através de um golpe. Outros, como o chefe do Gabinete de Segurança Institucional do governo Temer, general Sérgio Etchegoyen, mostram-se melindrados com falas de Lula. O Brasil não pode ficar eternamente dependente dos humores dos fardados. Lula terá de se desdobrar, mas precisará despolitizar as Forças Armadas Ao contrário do que possam pensar muitos brasileiros incautos, não cabe aos militares instituir ou restituir a ordem pública. Seu papel é o de defender o país ante ameaças à sua integridade territorial e proteger suas fronteiras. Fora disso, lugar de militar é no quartel.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2023
A autonomia do Banco Central
Uma bobagem. Assim o presidente Luíz Inácio Lula da Silva classificou a autonomia do Banco Central. Lula foi sutil na sua declaração. Na verdade, a autonomia, ou independência, do Banco Central, é um absurdo. Antiga aspiração da elite conservadora, foi implantada em 2021, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro. Nada mais é do que um ardil da direita para que, mesmo num governo de esquerda, as políticas econômicas neoliberais e a propalada "austeridade fiscal" continuem prevalecendo. Como o mandato do presidente e diretores do Banco Central também é de quatro anos, mas não coincidente com os dos governos, suas decisões estariam livres de "pressões políticas". Conversa fiada. O atual presidente do banco, Roberto Campos Neto, tem mandato até 2025, quando o governo Lula já estará em seu penúltimo ano. Campos Neto é um neoliberal de carteirinha. Seu avô, Roberto Campos, era uma nefasta figura que foi ministro da Fazenda do governo Castelo Branco, o primeiro da ditadura militar. Como bem colocou Lula, a independência do Banco Central de nada está servindo, pois a inflação disparou. Governar é um ato político. Nada mais legítimo do que um governo influir na atuação do Banco Central. A ideia de "blindar" o Banco Central das ações do governo só favorece os grupos econômicos privilegiados de sempre, não serve aos interesses da maioria da população. Lula não deveria se limitar à crítica, mas tentar revogar essa medida.
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
Título com estreia apoteótica
Foi uma grande celebração. Hoje, na Arena, o Grêmio goleou o São Luiz de Ijuí por 4 x 1, e ganhou, pela quarta vez, a Recopa Gaúcha, um título com estreia apoteótica de Luís Suarez, que marcou três gols. Logo aos quatro minutos e meio de jogo, Luiz Suárez abriu o placar, levando a torcida do Grêmio ao êxtase. O São Luiz, que já havia exigido uma boa defesa de Breno, chegou a empatar, mas pouco depois Bitello colocou o Grêmio novamente na frente. A partir daí, foi só festa para o torcedor gremista. Luís Suarez marcou mais dois gols, totalizando três em 38 minutos, no melhor desempenho de sua carreira em um jogo de estreia. Afora os gols que marcou, Luís Suarez teve outras boas chances. Numa delas, pouco antes de ser substituído por Diego Souza, já no segundo tempo, deu uma cabeçada espetacular que exigiu uma grande defesa do goleiro adversário junto ao travessão. O público presente foi de 49.600 pessoas, mostrando que Luís Suarez será o trem pagador do futebol do Rio Grande do Sul em 2023. A expectativa, agora, é para a estreia do Grêmio no Campeonato Gaúcho, contra o Caxias, sábado, às 16h30min, no Francisco Stédile. Faltando quatro dias para o jogo, cinco mil ingressos já foram vendidos.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
Argumento definitivo
A volta de jogadores para um clube onde viveram bons momentos, em geral, não é recomendável. O retorno se dá anos depois da saída, quando o jogador talvez já não possa corresponder a um alto nível de expectativa. O que dizer, então, de trazer de volta um jogador que, depois de um período de brilho, saiu do clube por dois anos de constantes más atuações? Esse é o caso de Luan, que parte da torcida do Grêmio gostaria que voltasse ao clube. Após deixar o Grêmio, Luan fracassou rotundamente no Corinthians, e repetiu o desempenho no Santos, onde jogou por empréstimo. Perguntado sobre a possibilidade do retorno de Luan ao Grêmio, o vice- presidente de futebol do clube, Paulo Caleffi, apresentou um argumento definitivo, ainda que pareça duro. Caleffi disse que o Grêmio não é um local de reabilitação, e que Luan não dá nenhuma demonstração de que possa render satisfatoriamente, de modo a justificar o esforço por sua eventual contratação. Tomara que, agora, os torcedores gremistas que apoiavam a volta de Luan desistam de alimentar essa possibilidade. O vice-presidente de futebol do Grêmio foi claro,definitivo, não fez rodeios. Luan não voltará ao Grêmio, pois nada traria de proveito ao clube. Encerrem-se, de uma vez por todas, as especulações em torno dessa possibilidade.
domingo, 15 de janeiro de 2023
Recomeço
O futebol de clubes está de volta no Brasil, com o início dos campeonatos estaduais. Em função da Copa do Mundo ter sido realizada no final do ano, os clubes brasileiros estavam sem jogar partidas oficiais desde novembro, o que faz com que seja um recomeço diferente. Os jogadores cumpriram suas férias regulamentares e voltaram aos treinos ainda em 2022, tendo apenas um recesso para o Natal e Ano Novo. Com isso, houve mais tempo para a preparação física dos jogadores e montagem dos grupos. Com outros, como o do Estado do Rio de Janeiro, já iniciados, começou, nesse fim de semana, o Campeonato Paulista. No próximo, será a vez do Campeonato Gaúcho. O Campeonato Mineiro está com seu começo suspenso por decisão judicial. Alguns resultados das primeiras rodadas mostram que os grandes clubes ainda vão precisar de tempo para exibir o seu melhor futebol. Exemplos disso são o empates em O x 0 de Palmeiras e São Paulo com, respectivamente, São Bento de Sorocaba e Ituano, e as derrotas do Corinthians para o Red Bull Bragantino, e do Botafogo para o Audax-RJ, ambas por 1 x 0. Os campeonatos estaduais, em geral pouco atrativos, deverão ser um aperitivo para as competições mais importantes que virão depois. Um deles, em particular, chama a atenção. O Gauchão, com a presença de Luís Suárez no Grêmio, deverá ter estádios lotados nos jogos do clube.
sábado, 14 de janeiro de 2023
Minimização
Menos de uma semana depois dos atos terroristas de Brasília, já há quem, dentro ou fora da imprensa, busque diminuir a extrema gravidade da situação. Nessa tentativa de minimização, argumentam que as punições devidas estão sendo feitaa, mas que a vida precisa seguir e o "mais importante" é a definição da agenda econômica do novo governo. Obviamente, tais pessoas ecoam as preocupações do "mercado" com os rumos económicos que o país irá tomar. Fingem nào compreender que, por mais que tenha buscado um arco de alianças para obter a tão falada governabilidade, o governo do presidente Luíz Inácio Lula da Silva tem uma inspiração de esquerda. Logo, medidas como, por exemplo, privatizações, são impensáveis num governo de orientação esquerdista. Empresas estatais não são um sorvedouro de dinheiro e ninhos de corrupção, como gostam de propalar os neoliberais. São estratégicas, e constituem um património público, que não pode ser trocado por moedas podres, como aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso. Os ataques ao estado democrático de direito são, sim, prioritários no atual momento do país. A economia há de ser adequadamente tocada pelo governo, sem se deixar levar pelas pressões de quem teve seu projeto derrotado na eleição e insiste na ladainha neoliberal.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
Justificativa calhorda
A canalhice dos bolsonaristas não tem limite. Mentirosos compulsivos que são, estão, agora, apresentando a justificativa calhorda de que os autores dos atos bárbaros de domingo em Brasília eram "infiltrados", ou seja, pessoas não pertencentes ao grupo. Os terroristas, com revoltante desfaçatez, tentam se colocar na posição de vítimas. As atrizes Regina Duarte e Cássia Kiss, bolsonaristas notórias, abraçaram o argumento em postagens nas suas redes sociais. Depois de todos os horrores vistos no domingo, os vândalos ainda tentam se eximir de culpa, e transferir para outros as responsabilidades por seus crimes contra o estado democrático de direito. A Justiça brasileira não pode titubear. O momento que vive o país é gravíssimo. Sendo assim, é preciso cortar o mal pela raiz, prendendo o ex-presidente genocida Jair Bolsonaro. Tipificação jurídica para tanto não falta, dados os inúmeros crines praticados pelo ex-capitão. Agora que Bolsonaro não tem mais o recurso do foro privilegiado, deve ser processado e condenado com celeridade, pois representa uma ameaça à ordem institucional, a qual tenta, permanentemente, sabotar. Será um erro se, na tentativa de evitar a reação de seu "gado", Bolsonaro for poupado de severas condenações. Colocar Bolsonaro atrás das grades é imperativo, e impostergável.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2023
Golpismo
Mesmo diante dos horrores vistos no domingo, em Brasília, os sabotadores da democracia não arrefecem. Para manter acesa a chama do golpismo, senadores bolsonaristas articulam a candidatura de Rogério Marinho (PL/RN) para presidente do Senado, na eleição que ocorrerá após o fim do recesso parlamentar. Caso consigam eleger Marinho, os bolsonaristas tentarão levar adiante o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Como se vê, a democracia continua extremamente ameaçada no país. Seus detratores não dão trégua. Pouco tempo após os atos bárbaros, o ex-presidente genocida Jair Bolsonaro postou um vídeo, apagado duas horas depois, em que reafirma que as eleições foram fraudadas e aponta o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral como responsáveis pela sua derrota. Dentro e fora do governo, Bolsonaro sempre tem a intenção de manter seus apoiadores radicais, mais conhecidos como "gado", mobilizados. Por terem total desprezo para com a democracia e as instituições, o ex-capitão e seus asseclas operam para manter o país em permanente ameaça de convulsão. São adeptos do quanto pior, melhor. Apostam na destruição dos pilares civilizatórios, e alimentam-se dos seus escombros.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
Punições drásticas
Os atos bárbaros perpetrados por bolsonaristas radicais, no domingo, em Brasília, não podem ser tratados com brandura. A gravidade do que aconteceu exige que se apliquem punições drásticas aos envolvidos. Uma pesquisa do Instituto Datafolha revelou que 93% dos brasileiros reprovam os ataques de domingo, mas só 46% são favorâveis a que todos os participantes sejam presos. A postura é equivocada. A preservação do estado democrático de direito só será possível se as medidas tomadas contra os terroristas forem extremamente enérgicas. Na mesma pesquisa, 77% se mostram favoráveis a prisão dos financiadores dos ataques. A discrepância entre os dados não é aceitável. O rigor da punição deve ser o mesmo para quem fomentou os atos e para executores dos mesmos. Não há inocentes no que ocorreu domingo. Todos os envolvidos, sem nenhuma exceção devem ser punidos. Agir de modo contrário seria compactuar com fascistas que querem destruir a democracia e implantar um regime autoritário.
terça-feira, 10 de janeiro de 2023
Comida ruim
A desfaçatez dos radicais bolsonaristas não tem limites. Os que estão detidos pela Polícia Federal, em Brasília, reclamaram da comida ruim que lhes teria sido servida. As refeições servidas aos arruaceiros foram as mesmas dos restaurantes comunitários da capital federal, simples mas perfeitamente consumíveis. Também não faltaram fake news nas redes sociais alegando maus tratos e condutas desumanas para com os detidos. O curioso é serem reclamações que partem de quem detesta os direitos humanos. Depois de toda a bárbarie que perpetraram no domingo, ainda se acham em condições de reclamarem da qualidade da comida! O tratamento que está sendo dispensado aos terroristas nada tem de cruel. Podem usar o próprio celular e recebem atendimento médico e psicológico. Não há nada que lhes caracterize como vítimas. Pelo contrário, são traidores da pátria, algozes da democracia. Devem ser julgados e condenados, com rigor.
Assinar:
Postagens (Atom)