quinta-feira, 14 de julho de 2022
Enxugando gastos
Pior do que errar é não fazer nada para corrigir. O Grêmio, finalmente, está enxugando gastos da sua folha de pagamentos, rescindindo contrato, ou negociando para outros clubes, com jogadores que não dão retorno técnico, apenas oneram o seu cofre. Com a saída de Benítez, que irá para o América Mineiro, o Grêmio não recuperará o que gastou com o empréstimo do jogador, esse valor já está perdido, mas se livrará do pagamento de um polpudo salário. Até o final do ano, essa economia deverá ser de R$ 2 milhões. A contratação de Benítez foi um grande equívoco, e partiu de uma iniciativa pessoal do vice-presidente de futebol Dênis Abrahão, que o considera um craque. Dênis, impressionado com a atuação de Benítez contra o Grêmio, jogando pelo São Paulo, no Campeonato Brasileiro de 2021, decidiu-se por sua contratação, sem levar em conta o seu histórico de carreira e sua conhecida falta de competitividade e, também, de regularidade, com suas frequentes lesões. Sem fazer, no Grêmio, nada que mereça ser lembrado, Benítez puxa a fila que deverá ter, em sequência, nomes como o de Thiago Santos, outro jogador de salário alto e mau desempenho. A diretoria do Grêmio errou em muitas contratações. Menos mal que está buscando reparar os erros cometidos, beneficiando, ao mesmo tempo, o desempenho do futebol e o saneamento financeiro.
quarta-feira, 13 de julho de 2022
A diferença
Campeão da Copa do Brasil em 2021, o Atlético Mineiro foi eliminado, hoje, nas oitavas de final, da atual edição da competição. Também ganhador do Campeonato Brasileiro no ano anterior, o Atlético está em quarto lugar, até agora, na edição desse ano da competição. Se o grupo de jogadores segue sendo muito bom, e até foi reforçado, o que explica a queda de rendimento? A diferença, tudo aponta para isso, está no técnico. Cuca, o técnico vitorioso de 2021, dono de um currículo invejável, deixou o clube, por questões pessoais. Seu substituto, o argentino Antônio Mohamed, de trajetória profissional bem mais modesta, não está se mostrando suficiente para o tamanho da tarefa que lhe foi atribuída. Depois de vencer o primeiro jogo por 2 x 1, no Mineirão, o Atlético perdeu por 2 x 0 para o Flamengo, hoje, no Maracanã, e foi desclassificado da Copa do Brasil. Não faltou raça ao Atlético em momento algum, mas sua atuação foi fraca, fato reconhecido pelo próprio Mohamed. Muito defensivo, o Atlético ofereceu espaço ao Flamengo. Hulk, de grande atuação no primeiro jogo, esteve muito apagado, pois a bola não chegava nele. Tido como candidato aos títulos de todas as competições de que participa nesse ano, o Atlético já caiu fora da Copa do Brasil, e não repete, no Brasileirão, o mesmo desempenho da edição anterior. Para não terminar o ano apenas com o título de campeão mineiro, o Atlético deveria pensar na possibilidade de buscar um técnico de capacidade mais comprovada.
terça-feira, 12 de julho de 2022
Lei tardia
A Nova Lei Geral do Esporte, que irá à votaçào no Senado, tem aspectos positivos e negativos, conta com apoio dos grandes clubes brasileiros, mas deveria ter sido proposta antes da aprovação das execráveis SAF's. Num aspecto, essencialmente, a lei tardia poderá corrigir uma monstruosidade criada pela nefanda "Lei Pelé", que prejudicou terrivelmente os clubes. Pelo atual dispositivo legal, os clubes, caso queiram rescindir o contrato de um jogador, precisam pagar todo o valor previsto, até o final do mesmo. Ocorre que, com o fim da "Lei do Passe", os jogadores podem assinar um pré-contrato com outro clube quando faltarem seis meses para o fim do compromisso vigente. Dessa forma, ao fim do contrato, o jogador pode ir para um novo clube, sem que o anterior nada receba. Para evitar isso, os clubes se viram forçados a firmar contratos longos, estipulando altas multas rescisórias. Uma armadilha para os clubes, pois jogadores de altos salários e contratos longos, se tivessem seu compromisso rescindido, receberiam todo o valor anteriormente acordado. Essa medida privilegiava os interesses dos jogadores, mas favorecia a que os clubes sofressem enormes rombos financeiros. Com a Nova Lei do Esporte, os clubes poderão firmar outras fórmulas de indenização. Afora isso, caso o jogador se transfira para outro clube por um salário maior do que vinha recebendo, seu empregador anterior fica desobrigado de lhe fazer qualquer pagamento adicional. Se o valor do salário for menor, o clube anterior terá de pagar, apenas, a diferença entre as duas quantias. Essas medidas estão sendo repudiadas pelos jogadores, que estão protestando antes das partidas. O protesto é apenas a defesa da manutenção de um privilégio extremamente danoso aos clubes. A lei, é claro, tem muitos outros itens, entre eles um absurdo adicional noturno para os jogadores, mas o de maior repercussão, sem dúvida, é o que rege as rescisões de contrato, que já deveria ter sido aplicado há muito tempo.
segunda-feira, 11 de julho de 2022
Sempre beneficiado
Um fato cansativamente rotineiro. Hoje, no Beira-Rio, o Inter venceu o América Mineiro por 1 x 0, pelo Campeonato Brasileiro, com um gol irregular aos 49 minutos do segundo tempo. Nenhuma novidade. O Inter é sempre beneficiado por "erros" de arbitragem. No lance em questão, que foi revisado pelo VAR, Moisés fez o gol depois de Rodrigo Moledo ter raspado na bola. Conforme o comentarista de arbitragem do Sportv, Paulo César Oliveira, se fosse comprovado que Moledo tocou na bola antes dela chegar em Moisés, o gol teria de ser anulado. O VAR verificou o lance por vários minutos, e concluiu que o gol foi legal. Um escândalo! Pelas imagens de tevê, mesmo antes da análise do VAR, ficou evidente que o zagueiro do Inter havia tocado na bola. De que adianta ter um instrumento valioso como o VAR se um "erro" tão grotesco é praticado? Seguidamente, torcedores, e cronistas identificados com o Inter, reclamam de supostos prejuízos da arbitragem contra o clube. Uma atitude cínica. No balanço de benefícios e prejuízos da arbitragem em relação ao Inter, os primeiros sempre tiveram uma esmagadora vantagem.
domingo, 10 de julho de 2022
A desfaçatez de Bolsonaro
O país ainda está sob o impacto do assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda pelo agente penitenciário Jorge Guaranho, ocorrido ontem em Foz do Iguaçu (PR). Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos, e teve sua festa invadida por Guaranho. A festa era temática, com decorações alusivas ao PT e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Guaranho entrou na festa sem ser convidado, fez provocações contra Arruda, que o expulsou e jogou pedras contra o seu carro. O agente penitenciário disse que voltaria, o que, efetivamente, aconteceu. Gritando "aqui é Bolsonaro", Guaranho disparou contra Arruda, que acabou morrendo. Também alvejado, Guaranho sobreviveu, e está internado em um hospital de Foz do Iguaçu, sob custódia policial. O fato teve ampla repercussão, recebendo o repúdio de muitos políticos, dos mais variados partidos. Porém, o inspirador do fato violento tentou tirar o corpo fora. O presidente genocida Jair Bolsonaro, em manifestação pelas redes sociais, não se solidarizou nem enviou condolências à família de Arruda. O ex-capitão declarou que dispensa o apoio de quem pratica violência contra opositores. Acrescentou que quem pratica a violència é a esquerda, e pediu que a polícia investigue o caso e também os que ficam 24 horas por dia inventando calúnias contra a sua pessoa. Rechaçou a ideía de que suas manifestações incitem a violência. Afirmou que os atos violentos da esquerda pesam muito mais que qualquer declaração distorcida ou tirada de contexto. A desfaçatez de Bolsonaro é repugnante. Canalha, é do tipo que mata e vai chorar no enterro. O Brasil precisa se livrar desse monstro. Os atos intimidatórios contra a oposiçào vem se acumulando e, agora, já resultaram num assassinato. A esquerda nào pode ficar prostrada diante desse quadro. Tem de ir às ruas e garantir a realização das eleições para varrer do poder Bolsonaro e sua corja.
sábado, 9 de julho de 2022
O delírio eleitoral de Moro
O ex-juiz Sérgio Moro é uma das maiores fraudes de que se tem notícia na história do país. Falso paladino anticorrupção, Moro foi o responsável pela condenação à prisào, do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, por suposto recebimento, nunca provado, de propinas de empreiteiras. Depois de cumprir a tarefa que lhe fora delegada pelos golpistas de extrema-direita que queriam tomar o poder no país, impedindo Lula de concorrer, Moro renunciou à magistratura, e aceitou ser ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, de olho numa indicação para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Porém, o entendimento de Moro e Bolsonaro durou pouco tempo. Com pouco mais de um ano no cargo, Moro pediu demissão. A partir daí, empenhou-se em levar adiante seus sonhos eleitorais. Primeiramente, Moro tentou ser a "terceira via" na eleição presidencial, o candidato de quem não quer votar em Lula, nem em Bolsonaro. A pretensão se mostrou inviável, logo na largada. Moro, então, começou a cogitar concorrer a senador por São Paulo, mas a transferência de seu domicílio eleitoral foi considerada irregular. O ex-juiz, então, permaneceu com seu domicílio eleitoral no Paraná, e cogita concorrer a governador ou senador. No entanto, as pesquisas de intenção de voto, para ambos os cargos, não são animadoras para Moro. Na verdade, o delírio eleitoral de Moro é evidente. Sua imagem desgastou-se, e deverá remeter-lhe ao ostracismo. Com seus julgamentos contra Lula anulados, e o fim da Operação Lava-Jato, Moro tornou-se um personagem da cena política que, muito rapidamente, será esquecido.
sexta-feira, 8 de julho de 2022
Vitória convincente
Demorou, mas, enfim, o Grêmio jogou uma boa partida no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Hoje, na Arena, o Grêmio venceu o Náutico por 2 x 0, e obteve uma vitória convincente, em que o placar poderia ser ainda mais amplo, e sem ter sido ameaçado pelo adversário. O Grêmio mostrou ímpeto ofensivo, ainda que continue chutando pouco ao gol. Com exceçâo de Campaz, os demais jogadores estiveram bem. Geromel e Ferreira foram os maiores destaques. Gabriel Teixeira fez seu melhor jogo pelo Grêmio. Bruno Alves voltou a mostrar seu lado de zagueiro goleador. Nícolas, mais uma vez, serviu seus companheiros para os gols. A distância para o quinto colocado começa a aumentar, o que diminui a tensão do grupo. Os resultados paralelos dos outros integrantes do G4 também têm ajudado. O Bahia empatou em 1 x 1 com o Vila Nova,e sua vantagem sobre o Grêmio caiu para, somente, um ponto. Aos poucos, o Grêmio parece se encaminhar para um melhor desempenho, e a volta para a Primeira Divisão poderá ocorrer sem tantos sobressaltos.
quinta-feira, 7 de julho de 2022
Uma Copa em sede imprópria
A cada dia fica mais evidente a total falta de sentido da escolha do Catar como sede da próxima Copa do Mundo. País sem nenhuma tradição e expressão no esporte mais popular do mundo, o Catar só foi escolhido porque a Fifa, há muito tempo, deixou de ser uma imstituição esportiva, e se transformou, apenas, num balcão de negócios. O Catar nunca se classificou para uma Copa do Mundo, só disputará a de 2022 por ser a sede da competição. O país é muito pequeno, o que fará com que todos os estádios onde serào realizados jogos fiquem muito próximos, algo raramente visto em Copas anteriores, com exceção da primeira, em 1930, no Uruguai. O elevado calor do país levou a que, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo seja realizada no final do ano, quando as temperaturas no Catar são mais amenas, e não entre junho e julho, como de hábito. A construção dos estádios para a próxima Copa foi cercada de denúncias de condições de trabalho dos operários análogas à escravidão, com carga horária excessiva, e um número de mortos calculado em mais de seis mil. Como se tudo isso não bastasse, o Catar já anunciou que não permitirá, nos estádios, a presença de bandeiras ou faixas referentes ao movimento LGBTQIA+ e a venda de bebidas alcoólicas. Não é por acaso que 48% dos alemães gostariam que sua seleção não participasse da Copa no Catar. O mais absurdo de tudo isso é que a Inglaterra, o país que criou o futebol, tem o melhor campeonato nacional de clubes da atualidade, e dispõe dos mais modernos estádios do mundo, só tenha sediado a Copa do Mundo em 1966, e não se tenha perspectiva de que possa abrigar a competição novamente, já que as próximas edições serão na Américas do Norte e do Sul respectivamente. O mundo terá uma Copa em sede imprópria em 2022, porque o futebol, sob a liderança da Fifa, não se rege mais por critérios esportivos, mas, somente, por interesses financeiros.
quarta-feira, 6 de julho de 2022
Feudo brasileiro
O futebol brasileiro tem dominado a Libertadores há anos. De 2017 para cá, só em 2018 o campeão da competição não foi brasileiro. Desde então, também, apenas brasileiros e argentinos chegaram na decisão. As duas últimas decisões da Libertadores foram entre clubes do Brasil. Em 2020, Palmeiras x Santos. Em 2021, Palmeiras e Flamengo. Na atual edição da Libertadores, River Plate e Boca Juniors, os dois mais tradicionais clubes argentinos, já foram eliminados nas oitavas de final, o que deve facilitar, ainda mais, a vida dos clubes brasileiros. Na Copa Sul-Americana, o panorama é semelhante. A mais recente edição foi decidida entre Athletico Paranaense e Red Bull Bragantino. A América do Sul está se tornando um feudo brasileiro no futebol. O maior poderio financeiro dos clubes brasileiros está tornando muito desigual a relação com os dos demais países. O que antes eram competições muito duras, viraram um palco para os clubes brasileiros desfilarem sua superioridade.
terça-feira, 5 de julho de 2022
Reversão
O que parecia ser difícil, aconteceu. Hoje, no Beira-Rio, o Inter goleou o Colo-Colo por 4 x 1, de virada, fez a reversão do confronto, pois perdera o primeiro jogo por 2 x 0, e se classificou para as quartas de final da Copa Sul-Americana. O fato de ter saído perdendo, pode dar um tom pretensamente épico a vitória do Inter, mas não foi isso o que ocorreu. O Colo-Colo abriu o placar cedo, mas não soube sustentar a vantagem, permitindo a virada do Inter ainda no primeiro tempo, em desatenções da defesa, e demonstrando, mais uma vez, muitas limitações técnicas. Com um tempo inteiro para buscar os dois gols que faltavam, era óbvio que o Inter não iria deixar a chance escapar. O precário preparo físico do Colo-Colo, já percebido no primeiro jogo, também pesou, e o Inter alcançou o seu objetivo. Tendo em vista a baixa qualidade técnica da Copa Sul-Americana, o Inter tem chances de vencer a competição, cujo campeão não deverá ser o melhor, mas o menos pior dos participantes.
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