terça-feira, 28 de dezembro de 2021

A desfaçatez de Bolsonaro

A capacidade de cometer as mais variadas canalhices, por parte do presidente genocida Jair Bolsonaro, parece inesgotável. Depois de aproveitar o feriadão de Natal em Guarujá (SP), Bolsonaro se encontra em Santa Catarina para mais um período de folga, até o Ano Novo. O ex-capitão se mostra indiferente a tragédia causada pelas chuvas na Bahia, que já ceifou mais de 20 vidas. Não há previsão legal de férias para presidentes, embora seja comum que eles gozem folgas em finais de ano. Ocorre que, diante do que está acontecendo na Bahia, espera-se que o ocupante do principal cargo político do país esteja empenhado em buscar soluções para a aflitiva situação, não em desfrutar momentos de lazer. Como se isso já não bastasse, Bolsonaro prossegue no seu negacionismo em relação à pandemia de coronavírus, e afirmou que sua filha não irá tomar a vacina. A desfaçatez de Bolsonaro no trato desses e de outros assuntos é revoltante, mas isso só faz com que se sinta mais estimulado a continuar se comportando dessa forma. Sádico, Bolsonaro se alimenta do sofrimento alheio. O país precisa se livrar desse verme.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Uma escolha sem convicção

Depois de muitas idas e vindas, o Inter anunciou, hoje, o seu novo técnico, o uruguaio Alexander "Cacique" Medina. O problema é que parece ser uma escolha sem convicção. Medina era parte de uma lista com outros nomes, e quando parecia que tinha se tornado o preferencial, o Inter direcionou o seu foco para o português Paulo Sousa, técnico da seleção da Polônia. O Flamengo também mostrou interesse por Sousa, e o Inter, sem poder competir com o clube carioca, voltou a procurar Medina. Com um bom trabalho no Talleres de Córdoba (ARG), Medina não tem, no entanto, títulos, nem um currículo extenso. Constitui mais uma aposta, como outras que o clube tem feito recentemente. Num clube com um grupo que necessita acrescentar muita qualidade, mas não dispõe de recursos financeiros, as perspectivas para Medina não parecem das mais animadoras.

domingo, 26 de dezembro de 2021

Modismo

Muitos dos grandes clubes do futebol brasileiro seguem priorizando a contratação de técnicos estrangeiros. O grande êxito do português Jorge Jesus no Flamengo, em 2019, fez com que a busca por técnicos de fora virasse uma tendência. Com os títulos conquistados pelo também português Abel Ferreira no Palmeiras, essa preferéncia se intensificou. Porém, nem todos os técnicos estrangeiros foram bem sucedidos no Brasil. Trata-se de um modismo. O argentino fanfarrão Jorge Sampaoli não ganhou nem um título em seus trabalhos no Santos e Atlético Mineiro, chamando mais a atenção por seu histrionismo na área técnica. O português Jesualdo Ferreira e o argentino Ariel Holan tiveram trajetória meteórica no Santos, que só encontrou o seu rumo com Cuca, brasileiro que o levou ao vice-campeonato da Libertadores em 2020. O mesmo Cuca foi campeão brasileiro e da Copa do Brasil pelo Atlético Mineiro, em 2021, dando ao clube os títulos que Sampaoli não obteve. O Flamengo está por fechar a contratação do técnico da seleção da Polônia, o português Paulo Sousa, que também interessou ao Inter. Sem condições de disputar o técnico com o Flamengo, o Inter deverá trazer o uruguaio Alexander "Cacique" Medina, de bom trabalho no Talleres de Córdoba (ARG). Não há nenhuma garantia de que Sousa e Medina possam ter sucesso. O uruguaio, aliás, será o quarto técnico estrangeiro do Inter em pouco mais de dois anos. Antes dele, o argentino Eduardo Coudet, o espanhol Miguel Angel Ramirez, e o também uruguaio Diego Aguirre, trabalharam no clube. Nenhum deixou saudade. Foi o brasileiro Abel Braga, que esteve no Inter depois de Coudet e antes de Ramirez que conseguiu o melhor desempenho, sendo vice-campeão brasileiro em 2020. No Flamengo, se Jorge Jesus teve muito sucesso, o espanhol Domenéc Torrent ficou apenas três meses, por força de um mau trabalho. Nào é a nacionalidade dos técnicos que fará a diferença em termos de resultados. Ainda que óbvia, essa realidade segue sem ser percebida pelos clubes brasileiros.

sábado, 25 de dezembro de 2021

Privatização inaceitável

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou, há dois dias, que a privatização do Banrisul é inevitável, e terá de avançar. A declaração de Leite é uma ignomínia, pois essa é uma privatização inaceitável, por vários aspectos. O maior deles é que o Banrisul é o principal banco do Estado, mesmo concorrendo com gigantes privados. Portanto, o velho argumento da ineficiência de orgãos estatais nào se aplica ao banco. Sua lucratividade é crescente, o que elimina um dis fatores semore argüidos quando se defendem privatizações, ou seja, de que a empresa é improdutiva. Ao assumir o cargo, Leite prometeu não privatizar o Banrisul, mas, agora, mudou o discurso. Disse que não privatizou o banco porque não teve tempo, já que tinha outras prioridades, mas espera eleger um governador que siga as suas ideias. Para a sorte da população, Leite não irá concorrer à reeleição. Cabe ao eleitorado do Rio Grande do Sul levar a esquerda de volta ao poder para impedir que iniqüidades como a venda do Banrisul sejam consumadas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

O Natal da fome

Pouco há a se comemorar no Natal de 2021 no Brasil. Por força de um governo genocida, insensível às necessidades sociais, esse é o Natal da fome. Milhões de brasileiros estão famintos, vítimas do desemprego e de uma inflação corrosiva. No seu horizonte, só há desesperança. Não será fácil erradicar esse quadro, e isso só poderá começar a ser feito quando o poder mudar de mãos. Países próximos ao Brasil já demonstraram qual é o caminho. A Argentina livrou-se de Maurício Macri e conduziu Alberto Fernandez ao poder. No Chile, Gabriel Boric venceu a extrema direita e trouxe uma promessa de novos tempos. O sinal está dado. Em novembro de 2022, o Brasil terá de acabar com o pesadelo deflagrado em 2018. Só um governo de esquerda poderá trazer perspectivas de se fazer um pais mais justo e menos desigual. O desatino eleitoral da última eleição presidencial não poderá se repetir. Só assim, os próximos natais não serão marcados pela fome e exclusão social.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Primeiros reforços

Depois de várias dispensas, o Grêmio anunciou, hoje, as suas primeiras contratações para 2022. Os primeiris reforços foram o lateral direito Orejuela, e o esquerdo Nícolas. Orejuela já jogara no Gŕêmio em 2020, emprestado pelo Cruzeiro. O Grêmio pretendia contratae o jogador em definitivo, pagando o preço estipulado, mas o Cruzeiro aumentou o valor, e o negócio nào.foi concretizado. Atualmente, Orejuela estava no São Paulo, e volta para o Grêmio, novamente, por empréstimo, de um ano de duração. Nícolas era reserva no Athletico Paranaense e, provavelmente, começará sua trajetória no Grêmio na mesma condição. Um dado favorável nas duas contratações é a idade dos jogadores. Os 26 anos de Orejuela e 24 de Nícolas representam uma quebra na tendência do Grêmio de contratar jogadores veteranos. O Grêmio necessita de muitas contratações, aliando quantidade com qualidade. Aguardam-se muitas novidades ainda antes do final do ano.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Embate revelador

Uma "treta" está agitando o país desde ontem. O que poderia ser apenas mais um fuxico do mundo do espetáculo mostrou-se como um embate revelador das tensões sociais brasileiras. Tudo começou quando o ator Ícaro Silva postou, no Twitter, um desmentido sobre os rumores de que participaria da próxima edição do programa "Big Brother Brasil". Silva declarou que jamais participaria de um programa de "entretenimento medíocre" como o "BBB", e pediu que respeitassem a sua trajetória. Pouco tempo decorrido depois, o ex-apresentador do "BBB", Tiago Leifert, reagiu ao "tuíte" de Silva com uma postagem raivosa. Leifert argumentou que Silva havia sido arrogante e que não fizera uma crítica construtiva, ofendendo aos que participaram do programa. Num assomo de prepotência, Leifert, que exaltara a grande audíência e o enorme faturamento comercial do "BBB", chegou ao ponto de argumentar que o programa é que teria pago o salário de Silva na Globo, e que o ator não deveria permanecer numa empresa que produz conteúdos que ele não aprecia. Hoje, Silva publicou uma tréplica vigorosa contra Leifert, na qual expressa que são o seu talento e esforço que garantem o seu salário, e estranhando que sua manifestação tenha gerado tão virulenta reação do ex-apresentador que, no entanto, não se pronunciou quando casos de racismo e homofobia ocorreram no programa. Dessa vez, Leifert não rebateu Silva, mas excluiu de seu grupo de seguidores todos os que apoiaram o posicionamento do ator, uma lista que inclui, entre outros, ex-participantes do programa, como é o caso de Graziele Massafera e Manu Gavassi, por exemplo. Não é a primeira vez que Leifert adota esse tipo.de postura. Anteriormente, criticara esportistas que fazem manifestações de cunho político. Filho de um poderoso diretor da Globo, branco, heterossexual, e de origem economicamente privilegiada, Leifert é a cara da casa grande brasileira. Porém, Silva, de origem pobre, negro, homossexual e sem padrinho para lbe abrir caminhos, recusa o papel de integrante da senzala. Tomara que outros tantos tenham a coragem de Silva, e não se curvem ao elitismo de figuras como Leifert.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

70 anos de uma paixão brasileira

Não parece crível, mas, na data de hoje, completam-se sete décadas que foi ao ar o primeiro capitulo de uma novela de tevê no Brasil. São 70 anos de uma paixão brasileira, iniciada com "Sua vida me pertence", da extinta Rede Tupi. Ainda não era uma novela diária, sua exibição se dava duas vezes por semana. Um outro fato, afora o pioneirismo, notabilizou "Sua vida me pertence", que foi o primeiro beijo na boca da teledramaturgia brasileira, trocado entre os atores Válter Forster e Vida Alves. As novelas prosseguiram com exibição irregular por mais de dez anos. Somente em 1963, "2-5499 ocupado", da extinta TV Excelsior, se tornaria a primeira novela diária da televisão brasileira. Nos primeiros tempos, as novelas no Brasil tinham temáticas distantes da realidade do país. Seus enredos remetiam a reinos medievais, histórias rocambolescas, sem conexão com o momento presente. Tudo mudou com "Beto Rockefeller", de 1968, da Rede Tupi. Com uma história contemporânea, retratando um ambiente brasileiro, revolucionou o gênero e tornou-se um enorme sucesso. A partir dos anos 70, as novelas se tornaram, definitivamente, o programa de tevê preferido dos brasileiros. Novelas como "Irmãos Coragem", "Selva de Pedra", "O Bem Amado", "Gabriela", "O Astro", "Dancin Days", todas da Rede Globo, tiveram audiências estrondosas, e consolidaram o gênero. Nas décadas seguintes, vieram outros grandes êxitos, como "Roque Santeiro", "Vale Tudo", "Terra Nostra", "Renascer", "Avenida Brasil". O tempo não para, e as novelas se adaptam às mudanças, mas sem perder o seu vigor. Muitas novelaa brasileiras foram exportadas para diversos países. Aos 70 anos, a novela brasileira segue cheia de vitalidade.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Fornecedores

O futebol brasileiro sempre foi um manancial de bons jogadores. Não é por acaso que a Seleção Brasileira é a única que disputou todas as Copas do Mundo, e a maior vencedora da competição, com cinco titulos. Porém, a globalizaçào econômica fez com que os talentos revelados pelos clubes fossem cada vez mais jovens para o exterior. A partir daí, os clubes brasileiros tornaram-se meros fornecedores de mão-de-obra para outros países. Com o dinheiro obtido vendendo suas revelações, os grandes clubes brasileiros pagam contas e repatriam veteranos que não interessam mais aos futebol de fora do país. Nem mesmo o Flamengo, clube saneado financeiramente, foge desse figurino. Revelações como Vinícius Júnior, Lucas Paquetá e Reinier foram vendidos depois de fazerem poucos jogos pelo clube. Com parte do dinheiro, em 2019, o Flamengo trouxe os rodados Rafinha e Felipe Luís, de longa trajetória na Europa. O Atlético Mineiro, que ganhou o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil em 2021, trouxe nomes como Hulk e Diego Costa, outros experientes jogadores com extensa carreira em clubes estrangeiros. Esse quadro segue imutável. Ainda durante o ano que está por se encerrar, o Flamengo trouxe outro veterano, David Luiz. O Corinthians repatriou Renato Augusto e William. Para o próximo ano, o Fluminense já anunciou as contratações de Felipe Melo e William Bigode. O São Paulo contratou Rafinha, que já havia estado no Grêmio. Enquanto isso, Vanderson, revelação do Grêmio, foi vendido para o Mônaco, mantendo uma prática do clube que, em anos recentes, negociou jovens como Wallace, Tetê, Diego Rosa, Pedro Rocha, Éverton Cebolinha e Pepê. O triste panorama atual do futebol brasileiro é feito de reforços de 33 anos (Renato Augusto), 34 (David Luiz), 35 (William Bigode), 38 (Felipe Melo). Enquanto isso, os clubes que os adquirem vendem as pérolas que revelam em suas categorias inferiores. Um quadro que, lamentavelmente, não tem perspectivas de mudança, pois é determinado pela macroeconomia.

domingo, 19 de dezembro de 2021

Notícia alentadora

Pode-se gostar, ou não, do vice-presidente de futebol do Grêmio, Dênis Abrahão. Porém, é inegável que Abrahão não se presta a ser uma figura decorativa, e exerce seu cargo com ampla autoridade. A reafirmação dessa condição se deu, hoje, com o desmentido sobre uma possível contratação. O goleiro Fernando Miguel, de 35 anos, que jogou o Campeonato Brasileiro pelo Atlético Goianiense, mas pertence ao Vasco, teve sua contratação pelo Grêmio especulada pela imprensa, pois o clube desejaria contar com um jogador experiente para a posição. O jogador teria, também, a simpatia do técnico Vágner Mancini. Ouvido a respeito, Abrahão negou veementemente a informação e disse que o Grêmio não procura goleiros, pois conta com dois jovens estupendos para a posição. Sem dúvida, é uma notícia alentadora. Assim deve agir um vice-presidente de futebol. Cabe ao ocupante do cargo estabelecer a política de futebol do clube. O fato de o técnico indicar um jogador não significa que ele deva, necessariamente, ser contratado. Se Abrahão tivesse ocupado o cargo no tempo em que Renato era o técnico do Grêmio, muitas contratações erradas poderiam não ter ocorrido. A prioridade de Abrahão, por enquanto, é a contratação de centroavantes, no que está certíssimo. Com a devoluçào de Borja ao Palmeiras, e a dispensa de Diego Souza, o Grêmio só conta com o limitadíssimo Churin para a posição. A tarefa de evitar o rebaixamento do Grêmio no Campeonato Brasileiro não foi cumprida por Abrahão, que assumiu quando faltavam, apenas 14 jogos para o final da competição. Agora, iniciando um trabalho de reestruturação do grupo, terá a chance de mostrar sua competência.