quinta-feira, 19 de novembro de 2020
Diferenças
O Brasil,lamentavelmente, não segue os bons exemplos de seus vizinhos. Argentina e Uruguai também enfrentaram ditaduras militares, mas souberam punir os responsáveis para evitar que o mal se repita. No Brasil, a ditadura segue sendo negada por seus artífices, que permanecem impunes. Na economia, não é diferente. A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a criação de um imposto sobre grandes fortunas. O projeto ainda terá de ser votado pelo Senado daquele país. No Brasil, a ideia é rejeitada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sob o argumento de que geraria fuga de investidores do país. O mesmo Guedes insiste no retorno da CPMF, o que ninguém deseja, e quer criar um imposto sobre o PIX, modalidade de pagamento bancário recém criada. Guedes só pensa em onerar as pessoas e defender o grande empresariado. As diferenças entre o Brasil e seus vizinhos mostram o quanto é preciso avançar para que o país seja menos injusto e desigual. Em vez de minorar o desastroso quadro social do país, é seguida uma cartilha neoliberal importada dos Estados Unidos que só gera mais miséria. O brasileiro precisa se dar conta dessa realidade antes de escolher a quem dar o seu voto, ou essa situação nunca irá mudar.
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
Eliminação cruel
A desclassificação do Inter nas quartas de final da Copa do Brasil era, de certa forma, esperada. Porém, ao vencer o América Mineiro, hoje, no Independência, por 1 x 0, com um gol aos 49 minutos do segundo tempo, e perder na cobrança de tiros livres da marca do pênalti, o Inter teve uma eliminação cruel. O torcedor, que já estava desesperançado com o que via, criou novo ânimo após o gol marcado poucos segundos antes do encerramento do jogo. No entanto, foi apenas uma postergação do sofrimento. A derrota nos tiros livres, que já estava nas cobranças alternadas, tirou o Inter da competição. O Inter foi desclassificado por um clube da Segunda Divisão, e isso torna o fato ainda mais doloroso para o torcedor. O futuro imediato do Inter não parece nada animador.
Bom futebol
Mais uma boa atuação. Esse foi o destaque na vitória do Grêmio por 2 x 0 sobre o Cuiabá, hoje, na Arena, pelas quartas de final da Copa do Brasil. A classificação para as semifinais estava virtualmente garantida, após a vitória por 2 x 1 no primeiro jogo, fora de casa. A curiosidade, portanto, era saber se o Grêmio iria repetir o bom futebol exibido nos jogos mais recentes. Repetiu. Jean Pyerre, novamente, teve um desempenho exuberante. Matheus Henrique e Darlan jogaram muito bem. Pepê também jogou em alto nível. Diego Souza marcou os dois gols do jogo. O Grêmio está crescendo na hora certa, com boas perspectivas em todas as três competições que disputa.
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Vitória tranquila
Foi melhor do que se esperava. Num jogo que se projetava como difícil, a Seleção Brasileira venceu o Uruguai por 2 x 0, no Centenário, pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2022, no Catar,com gols marcados ainda no primeiro tempo. Sem fazer uma atuação brilhante, a Seleção teve uma vitória tranquila, e ganhou com naturalidade, sem sofrer maiores ameaças. A verdade é que, mesmo sem jogar um futebol brilhante, a Seleção sobra em relação aos seus adversários sul-americanos. Na edição anterior das Eliminatórias, para a Copa de 2018, a Seleção, depois de uma má campanha com o técnico Dunga, deslanchou após sua substituição por Tite. De lá para cá, segue se impondo sobre as demais seleções sul-americanas. O problema é o enfrentamento com seleções europeias, que, praticamente ficou inviabilizado pelo calendário do Velho Continente, desde a última Copa. A Seleção corre o risco de chegar no Catar sem parâmetro no enfrentamento com os europeus. Em 2018, isso já lhe custou caro.
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
A boa notícia das eleições
Se apresentaram como fator negativo a vitória de candidatos "centristas" e velhos caciques da política, as eleições.municipais realizadas ontem também tiveram fatos positivos para serem destacados. A boa notícia das eleições que mais se sobressai é o fracasso rotundo do.presidente Jair Bolsonaro como cabo eleitoral. A maioria dos candidatos apoiados pelo ex-capitão foi rejeitada nas urnas. Ao saber disso, Bolsonaro tratou de apagar suas postagens de apoio aos candidatos fracassados. A força do bolsonarismo se esvaiu em apenas dois anos. Se a esquerda ainda encontra resistências de uma parte dos eleitores, a popularidade de Bolsonaro está derretendo. Há, portanto, um vácuo que, nesse momento, está, indesejavelmente, sendo ocupado por políticos do chamado "centrão", de tão triste práticas. O caminho para uma vitória da esquerda em 2022 é árduo, mas existe. O processo de conquista do eleitor tem de começar o quanto antes. Não há tempo a perder.
domingo, 15 de novembro de 2020
Voto insensato
O eleitorado brasileiro confirmou, mais uma vez, sua triste tendência para o conservadorismo. A lição sobre o desatino que foi a eleição do insano Jair Bolsonaro para presidente, pelo visto, não foi aprendida pelos eleitores nos pleitos municipais realizados hoje. Se é verdade que os candidatos apoiados por Bolsonaro, em geral, fracassaram, evidenciando a perda de popularidade do ex-capitão, a preferência dos eleitores, na maioria dos casos, foi por nomes de uma direita mais "suave" ou, até mesmo, de centro. A esquerda, no entanto, foi pouco votada. Foi o que se pode definir como um voto insensato. Num país de enorme crise econômica, vivendo a omissão do governo federal no enfrentamento à pandemia de coronavírus, com direitos trabalhistas sendo surrupiados, a Previdência Social sendo desmontada, o povo escolhe eleger seus algozes, e recusa a mudança que só os candidatos de esquerda poderiam promover. Como bem conceituou o célebre escritor Lima Barreto, o Brasil não tem povo, apenas público. Sem dúvida, pois um povo luta por seus direitos, enquanto o público assiste passivamente à destruição dos mesmos.
sábado, 14 de novembro de 2020
Ladeira abaixo
Desde a saída abrupta do técnico Eduardo Coudet, prenunciavam-se tempos difíceis para o Inter. O rendimento do Inter, mesmo com Coudet, já vinha caindo, tanto que, no último jogo do técnico, apenas empatou em 2 x 2 com o Coritiba, em pleno Beira-Rio. Três dias depois, novamente em casa, na estreia de seu novo técnico, Abel Braga, o Inter perdeu para o América Mineiro, pela Copa do Brasil, e se complicou na competição. Hoje, na Vila Belmiro, o Inter perdeu para o Santos por 2 x 0, pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma derrota constrangedora, pois o Santos estava desmontado pelo grande número de jogadores com coronavírus, tendo de escalar vários garotos. Nos minutos iniciais do segundo tempo, o Inter parecia ter se encontrado no jogo, e deu esperança de poder vencer a partida. Porém, esse bom momento não teve efeito prático, e ao sofrer um gol, o Inter não encontrou forças para reagir. Em queda técnica, e visivelmente abalado pela saída de Coudet, o Inter parece estar indo ladeira abaixo.
Decolou
O campeão voltou. Os torcedores do Grêmio certamente gritariam essa frase, hoje, na Arena, caso pudessem entrar no estádio. O Grêmio venceu o Ceará por 4 x 2, e jogou um futebol como nos melhores tempos sob orientação do técnico Renato. Como o próprio Renato vivia dizendo que aconteceria, o Grêmio "decolou". Conforme o técnico, as duas últimas atuações do Grêmio no Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, no Maracanã e, diante do Ceará, foram as melhores do ano. No jogo de hoje, a atuação do Grêmio só não foi irreparável devido aos erros defensivos que proporcionaram dois gols para o adversário. Afora isso, foi uma atuação brilhante. A maior posse de bola, os toques envolventes, tudo fez lembrar o Grêmio dos títulos da Copa do Brasil de 2016 e Libertadores de 2017. Agora, já são quatro vitórias consecutivas do Grêmio no Brasileirão, e uma perspectiva de poder disputar o título da competição. As promessas do técnico do Grêmio, pelo visto, não eram bravatas. A decolagem do Grêmio virou realidade.
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
Futebol burocrático
A Seleção Brasileira continua sem conseguir satisfazer o menos exigente dos torcedores. Hoje, no Morumbi, a Seleção venceu a Venezuela, pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, mas sua atuação deixou muito a desejar, apresentando um futebol burocrático. A equipe careceu de criatividade e ousadia. Diante de um adversário modesto, não fez gols no primeiro tempo. No segundo, marcou apenas um, o que foi suficiente para lhe dar a vitória, mas gera preocupação na projeção de suas possibilidades contra oponentes mais fortes. Na partida contra o Uruguai, fora de casa, na terça-feira, a Seleção terá de jogar muito mais para poder ganhar. A verdade é que, sob a orientação do técnico Tite, a Seleção não entusiasma ninguém. Dessa forma, a perda do encanto pelo que já foi um dos maiores orgulhos do país só se acentua.
quinta-feira, 12 de novembro de 2020
Os excessos verbais de Bolsonaro
Depois de um período em que ficou, relativamente, contido, o presidente Jair Bolsonaro voltou a disparar a sua metralhadora de boçalidades. O ex-capitão, entre outras "perolas", saudou a suspensão do desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, e chamou de maricas os brasileiros que "exageram" as consequências da pandemia, pois todos vão morrer um dia. As declarações de Bolsonaro são, rotineiramente, grosseiras, vulgares, chulas, e desrespeitosas. Elas são o retrato fiel de quem as profere, um ser abjeto, truculento, estúpido, de baixa instrução e sem cultura. Muitos argumentam que as declarações disparatadas de Bolsonaro são uma tática diversionista para tirar o foco dos fracassos de seu governo, e das acusações que pesam contra seus filhos. Não importa. O país não pode aceitar passivamente os excessos verbais de Bolsonaro, nem tolerar o fato de ser governado por um tresloucado. Há fatos suficientes para embasar o seu impeachment, tanto que dezenas de pedidos nesse sentido estão sobre a mesa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ). Em vez de soltar notas de repúdio às declarações de Bolsonaro, Rodrigo Maia deveria dar andamento a pelo menos um de tantos pedidos. Notas de repúdio são mero exercício para marcar posição. O Brasil precisa de medidas práticas para se livrar de Bolsonaro.
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