- Está claro que o governo Jair Bolsonaro, em termos práticos, já acabou. Alguns aliados começam a pular do barco, como é o caso do empresário Paulo Marinho, um dos maiores entusiastas da campanha do ex-capitão e suplente do senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP). Marinho afirmou que Flávio foi alertado por um policial federal, cujo nome não revelou, sobre investigações envolvendo seu assessor, Fabrício Queiroz, que comprometiam sua família e que seriam concluídas durante o segundo turno das eleições, o que poderia prejudicar a candidatura de seu pai. Esse é um indício de que o barco bolsonarista já está fazendo água. Daqui por diante, outras denúncias desse tipo deverão surgir. Paralelamente a isso, as carreatas em favor de Bolsonaro, em Brasília, com a sua presença, continuam. O governo brasileiro está desmoralizado internacionalmente, e não tem mais nenhuma chance de recuperação. O fato de Bolsonaro ainda permanecer no cargo é o prolongamento de uma agonia. Os que permitem isso têm de ser considerados seus cúmplices no genocídio que ele está causando ao agir em desacordo com a ciência em relação à pandemia de coronavírus.
domingo, 17 de maio de 2020
O prolongamento de uma agonia
sábado, 16 de maio de 2020
A volta do futebol
Com o reinicio do Campeonato Alemão, hoje, ocorreu o retorno dos jogos de futebol após a eclosão da pandemia de coronavírus. A volta do futebol, no entanto, se deu em condições especiais. As partidas são realizadas com portões fechados, sem a presença de torcedores. Os jogadores trazem de casa os seus uniformes. No caso de acontecerem gols, não há contato físico nas comemorações. Em alguns momentos, o jogo se parece com uma partida do período de férias, com finalidade beneficente, dada a ausência de uma marcação mais cerrada, e poucas bolas divididas, para evitar o contato físico. Mesmo com tantas diferenças em relação ao futebol com que se está acostumado, os jogos tiveram bons momentos e muitos gols. Só um deles acabou empatado por 0 x 0. Certamente, os jogos de hoje causaram estranhamento tanto para quem deles participou quanto para as pessoas que os assistiram. Não é uma situação desejável, mas é um recomeço, e isso é importante. Em breve, outros campeonatos irão ser retomados. Tomara que esse quadro seja temporário, e que ainda em 2020 os torcedores possam voltar aos estádios.
sexta-feira, 15 de maio de 2020
Desgoverno
O pedido de demissão do ministro da Saúde, Nélson Teich, apenas 28 dias depois de assumir o cargo é um retrato fiel do descalabro que vive o país. O Brasil está entregue a um desgoverno. No momento em que vive os terríveis efeitos da pandemia de coronavírus, que está causando a morte de mais de oitocentas pessoas por dia, o país se vê nas mãos de um presidente, Jair Bolsonaro, que só se preocupa com sua permanência no cargo. A insistência de Bolsonaro em recomendar o uso da cloroquina como remédio contra a doença, e sua obsessão em pôr fim ao confinamento, tornaram inviável a continuidade de Teich como ministro da Saúde. O uso da cloroquina contra o coronavirus não tem respaldo da comunidade médica. A medicação não tem qualquer efeito benéfico contra a doença, e ainda apresenta uma série de efeitos colaterais. Em relação ao confinamento, a medida é cada vez mais necessária, dado o crescente número de mortes, com a possibilidade de se ampliar para um "lockdown", ou seja, um fechamento total. Uma flexibilização do confinamento, nesse momento, é uma atitude genocida. O Brasil vive uma tragédia sanitária que só tende a se ampliar, pois quem deveria zelar pelo país e por sua população, age em sentido contrário. O próximo ministro da Saúde, provavelmente, não será um médico, mas sim alguém disposto a aceitar todas as imposições de Bolsonaro para a área. Nenhum médico deverá concordar com isso, até porque sofreria sanções dos seus conselhos profissionais por agir em desacordo com as orientações científicas. O impeachment de Bolsonaro não é uma questão política, é a única chance de salvar o país do maior genocídio da sua história.
quinta-feira, 14 de maio de 2020
Descaramento
A reunião, realizada hoje, do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, com figurões do empresariado paulista, é simplesmente escandalosa. No encontro, Bolsonaro, em tom inflamado, disse aos empresários que eles precisatm pressionar o governador de São Paulo, João Dória Júnior, a não decretar um "lockdown", ou seja, um confinamento total, nos próximos dias. Porém, o descaramento maior foi de Guedes, que, ao dirigir-se aos empresários, referiu-se ao fato de que eles são financiadores de campanhas, e que possuem "acesso" junto aos parlamentares, fator que deveriam usar para conseguir a quebra do confinamento. Em tempo algum se viu uma autoridade pública ser tão explícita na sua canalhice. Na reunião, Bolsonaro declarou que governadores e prefeitos, ao não cumprirem o que determinam decretos presidenciais, estão incorrendo em "desobediência civil", mais uma das tantas tolices saídas de sua boca. Absurdamente, Bolsonaro chegou a declarar que os empresários eram seus "patrões". O ex-capitão insistiu, também no uso da cloroquina contra o coronavírus, o que não está de acordo com as recomendações científicas. Mais do que nunca, Bolsonaro aposta no confronto, e ignora as mortes pelo coronavírus no país, que chegam a quase mil por dia. Desoladoramente, o Brasil está entregue à própria sorte em meio a uma tragédia sanitária.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
Os 70 anos da Fórmula 1
A data de hoje é um marco histórico para o automobilismo mundial. Ela marca os 70 anos da Fórmula 1. Nesse dia, em 1950, era realizado o primeiro grande prêmio de um campeonato da categoria, o da Inglaterra, no autódromo de Silverstone. O primeiro campeonato daquela que se tornaria a principal competição do automobilismo mundial teve apenas seis corridas, todas na Europa, mais a adição das 500 milhas de Indianápolis, embora os carros utilizados nessa prova fossem diferentes dos usados no Velho Continente. Ainda nos seus primórdios, a Fórmula 1 conheceria um dos seus maiores mitos, o argentino Juan Manuel Fangio, cinco vezes campeão da competição, feito que só foi superado entre os anos 90 e 2000 pelo alemão Michael Schumacher, que obteve sete títulos. No ano em curso, o campeonato ainda não foi iniciado, em função da pandemia de coronavírus, mas será uma edição histórica, pois, afora a comemoração dos 70 anos da categoria, há a possibilidade de que o inglês Lewis Hamilton, o atual campeão, iguale o número de conquistas de Schumacher. Ao longo dessas sete décadas a Fórmula 1 conheceu grandes campeões, e outros pilotos igualmente notáveis, ainda que não tenham ganho o título. Figuras lendárias como os já citados Fangio, Schumacher e Hamilton, e ainda Stirling Moss, Giuseppe Farina, John Surtees, Graham Hill, Jim Clark, Jack Brabham, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Clay Regazzoni, Nikky Lauda, Alain Prost, Gilles Villeneuve, Nélson Piquet, Ayrton Senna, Fernando Alonso, Sebastian Vettel. A Fórmula 1, aos 70 anos, mostra-se sólida, e pronta para continuar encantando os seus milhões de apreciadores.
terça-feira, 12 de maio de 2020
A confirmação
O conteúdo do vídeo da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril já é conhecido, ao menos em parte. Nele, há a confirmação do que fora denunciado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ou seja, de que o presidente Jair Bolsonaro decidira trocar o diretor-geral da Polícia Federal e o superintendente do órgão no Rio de Janeiro para proteger sua família e seus amigos de investigações. Como faz habitualmente, Bolsonaro negou as acusações, dizendo que em momento algum da reunião falou em Polícia Federal. Como se fosse necessário! Diante de mais esse fato, é de se perguntar o que falta para que seja instaurado o processo de impeachment do ex-capitão. A cada dia, se acumulam os crimes praticados por Bolsonaro no exercício do cargo, nas mais diversas tipificações. Nem sequer a metade do mandato de Bolsonaro foi completada, o que torna evidente que é impossível que o mesmo seja cumprido integralmente. Dessa forma, quanto mais tempo levar para que seja destituído, o preço a ser pago pelo país se tornará insuportavelmente alto, como já ocorre com as vidas perdidas para a epidemia de coronavírus, tragédia sanitária tratada com desdém por Bolsonaro. O Brasil não pode mais arcar com os danos causados por um presidente insano. O país está acéfalo, sem governo. Os poderes Legislativo e Judiciário tem o dever de cumprir o seu papel, e aliviar o país da presença de Bolsonaro. A hora é agora, não dá mais para adiar.
segunda-feira, 11 de maio de 2020
Realismo
A pandemia de coronavírus, ainda longe de arrefecer, está gerando diferentes reações nos vários estamentos da sociedade. A dificuldade de encarar um fato tão assustador, leva muitos para diversas formas de escapismo. Sem que o problema tenha sido superado, já surgem os que querem fazer previsões sobre como será o mundo pós-pandemia. Acumulam-se, então, os que apelam para o chavão de que o mundo nunca mais será o mesmo. Bobagem. Não é hora de especular como será o mundo depois da pandemia, pois ninguém tem a certeza de que irá sobreviver a ela. O importante, nesse momento, é ver a situação com realismo. A doença está matando milhares de pessoas, e o achatamento da curva de infectados ainda está longe de acontecer. Diante desse quadro, é preciso tomar as medidas profiláticas indispensáveis, respeitar o confinamento, por parte dos cidadãos, e dotar o sistema de saúde dos recursos financeiros e equipamentos necessários para o combate à doença, no que tange ao poder público. O Brasil vive uma tragédia sanitária, e superar esse drama deve ser a única prioridade de todos. Não é hora de especular como será o futuro. O presente já é um desafio suficientemente pesado.
domingo, 10 de maio de 2020
A dualidade de Teich
O nível de ridículo e insanidade dos ministros do governo Jair Bolsonaro parece não ter limites. Numa postagem feita nas redes sociais, hoje, o ministro da Saúde, Nélson Teich, registrou que vivia uma dualidade de sentimentos, em que se faziam presentes a alegria pelo Dia das Mães e a tristeza pelos mais de dez mil mortos pela pandemia de coronavírus. Teich não levou em conta que muitas das vítimas fatais da doença eram mães, e que, entre as que permanecem vivas, várias delas perderam filhos na pandemia. Afora isso, em função do confinamento, um grande número de mães, principalmente as mais idosas, ficaram afastadas de seus filhos no dia de hoje. A dualidade de Teich não faz nenhum sentido. Sua manifestação é a expressão clara da falta de caráter. No Brasil atual, refém de um governo genocida e indiferente aos interesses da população, não há motivo para alegria. Nesse momento tão cruel que vive o país só há lugar para a tristeza, que, a cada dia, se torna mais profunda.
sábado, 9 de maio de 2020
Little Richard
Um dos pioneiros do rock, ícone que influenciou várias gerações de artistas e grupos do gênero. Assim foi Little Richard, que faleceu, hoje, aos 87 anos. Na segunda metade dos anos 50, formou, junto com Elvis Presley e Chuck Berry, o grupo dos primeiros mitos do rock. Seu jeito gutural de cantar fascinava Paul McCartney, por exemplo, que fez o vocal principal da regravação pelos Beatles de "Long Tall Sally", um dos maiores sucessos de Richard. Sua postura no palco, dançando freneticamente e entretendo o público com suas performances, inspirou Mick Jagger, dos Rolling Stones. Sua maneira espalhafatosa de se vestir e a maneira singular de tocar piano tiveram grande influência sobre Elton John. Como se não bastasse tudo isso, ao saber da morte de Richard, Brian Wilson, dos Beach Boys, disse que ele lhes ensinou o que era o rock. Com algumas interrupções, em função de guinadas em seu comportamento e modo de vida, sua carreira foi longa, só se encerrando aos 80 anos, por motivos de saúde. Ainda que ela tenha tido períodos de altos e baixos, por razões artísticas e pessoais, Little Richard é um integrante do panteão de nomes imortais do rock.
sexta-feira, 8 de maio de 2020
Os 50 anos de Let It Be
Na data de hoje, há 50 anos, era lançado o que seria o último disco dos Beatles, "Let It Be". Não foi o que se pode chamar de um fato festivo, pois, vinte e oito dias antes, Paul McCartney havia anunciado o fim do grupo. Na verdade, embora tenha sido o último disco a ser lançado, "Let It Be" foi o penúltimo a ser gravado, em janeiro de 1969, antes de "Abbey Road", de setembro do mesmo ano. Originalmente, era parte do projeto "Get Back", que incluía a volta dos Beatles aos shows, que não eram realizados desde 1966. A insatisfação com a qualidade do trabalho que estava sendo realizado, e as várias desavenças entre os membros do grupo, fez com que o projeto fosse abandonado no meio do caminho. O material, no entanto, foi retomado no ano seguinte, e entregue ao produtor Phil Spector, que recebeu autorização para fazer um disco. Por isso, "Let It Be" é o único trabalho do grupo que não foi produzido por George Martin. Porém, o resultado não agradou aos Beatles, principalmente Paul. Como pôde trabalhar o material livremente, sem a interferência dos quatro músicos, que já estavam em carreiras próprias, Spector adicionou recursos e efeitos sonoros que não os agradaram. Na lindíssima balada "The Long And Winding Road", de Paul, por exemplo, Spector adicionou um coro feminino, o que deixou seu autor inconformado. Mais de trinta anos depois, Paul, com a concordância de George Harrison e Ringo Starr, colocou no mercado "Let It Be Naked", a gravação original do disco, sem as adições sonoras de Spector, e com a inclusão de "Don't Let Me Down", faixa que havia sido deixada de lado pelo produtor. Por todas essas razões, "Let It Be" não é um dos melhores discos do grupo, mas está longe de ser um trabalho fraco. A faixa título, "Get Back" e "The Long And Winding Road" são três clássicos. O disco, inclusive, ganhou o prêmio "Grammy". Os 50 anos de "Let It Be" merecem ser comemorados, assim como deve ser festejada qualquer obra do melhor grupo musical de todos os tempos.
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