sábado, 15 de junho de 2019
Só esforço
Venezuela e Peru não conseguiram superar suas limitações no jogo que marcou a estreia das duas equipes na Copa América. O empate em O x O, hoje, na Arena, não chegou a ser um mau jogo, pois não faltou empenho de nenhum dos lados, mas foi só esforço, faltou capacidade técnica para transformar as oportunidades em gols. Com esse empate, a tendência de a Seleção Brasileira ficar em primeiro lugar no grupo torna-se ainda mais clara. Peru e Venezuela irão disputar duramente o segundo lugar. A Bolívia, que foi goleada pelo Brasil, ontem, parece ser uma mera participante da competição, sem chances de obter uma classificação para as quartas de final. No jogo de hoje, Guerrero foi a grande decepção. Esperava-se bem mais do centroavante do Peru, mas sua atuação foi opaca. A Venezuela confirmou que seu futebol está em evolução, mas ainda há um longo caminho a percorrer antes de se tornar uma equipe afirmada.
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Perdas
Num só dia, o Brasil perdeu dois homens de grande destaque em seus ramos de atividade. As perdas em questão foram as do jornalista Clóvis Rossi e do produtor musical André Midani. Clóvis Rossi era um ícone do jornalismo brasileiro. Numa longa e exitosa trajetória, foi de repórter à colunista, sempre se mantendo como uma referência para os que abraçavam o jornalismo como profissão. Num momento em que o jornalismo brasileiro está tão pobre de princípios, a ausência de Clóvis Rossi torna-se ainda mais sentida. André Midani, francês de nascimento, radicou-se no Brasil e marcou época como diretor da Polygram e, posteriormente, da Warner. Com exceção de Roberto Carlos, que rechaçou todas as suas investidas para trocar de gravadora, teve sob contrato os maiores nomes da música brasileira, como Tom Jobim, Gilberto Gil, Belchior, Erasmo Carlos, Elis Regina, Maria Bethânia, entre tantos outros. Era um apaixonado pela Bossa Nova, e um estrangeiro encantado pelo Brasil. Clóvis Rossi e André Midani, dois grandes profissionais que se vão, deixando um trabalho profícuo e reconhecido.
Deu para o gasto
A estreia da Seleção Brasileira na Copa América não foi espetacular, tampouco decepcionante. A Seleção goleou a Bolívia por 3 x 0, hoje, no Morumbi, e sua atuação deu para o gasto. O primeiro tempo terminou empatado em 0 x 0, o que resultou em vaias da torcida. No segundo, a Seleção abriu o placar com um gol de pênalti, de Phelippe Coutinho. A partir daí, a equipe se soltou. Pouco depois, Phelippe Coutinho marcou mais um gol. Para fechar com chave de ouro, Everton, que havia entrado um pouco antes, fez um golaço, que encerrou o placar. Diante de um adversário fraco, a Seleção fez o que lhe cabia e estreou com uma goleada. Os próximos jogos, contra Peru e Venezuela, também não deverão apresentar um grau de dificuldade maior. A Seleção só será verdadeiramente testada a partir das quartas de final. Por enquanto, o futebol sem brilho da Seleção será suficiente para terminar em primeiro lugar no seu grupo.
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Um avanço em meio aos retrocessos
A decisão do Supremo Tribunal Federal, por oito votos a três, de criminalizar a homofobia e a transfobia é uma grande notícia. A medida representa um avanço em meio aos retrocessos que o país vive depois que começou a ser governado pela extrema direita. Há poucos dias, o presidente energúmeno Jair Bolsonaro, numa convenção de uma igreja evangélica, criticou a intenção do STF de criminalizar a homofobia. Bolsonaro disse, na ocasião, que o Estado é laico, mas ele é cristão e evangélico. Declarou, também, que ao pretender tomar essa atitude, o STF estava querendo legislar, o que não é o seu papel. Porém, o STF ignorou a fala de Bolsonaro, e tomou uma decisão histórica. Numa época em que o Brasil está caminhando para o obscurantismo, a criminalização da homofobia e da transfobia é um avanço civilizatório. Agora, essas posturas irão equivaler ao crime de racismo. O Brasil é um dos paises que mais mata homossexuais. Urgia que fosse tomada uma medida contra a discriminação sofrida pela comunidade LGBT. Demorou, mas o Supremo Tribunal Federal se posicionou, e não lavou as mãos. Tomou a atitude certa. A porção civilizada da sociedade brasileira agradece.
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Erro escandaloso
Nada é capaz de melhorar a arbitragem brasileira, nem mesmo o VAR. A vitória do Inter por 3 x 1 contra o Bahia hoje à noite no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, foi marcada por um erro escandaloso de arbitragem. O gol que abriu o placar, marcado por Rodrigo Lindoso para o Inter, foi feito em flagrante impedimento. O árbitro Paulo Alves Júnior, do Paraná, havia anulado o lance, mas, chamado pelo VAR no fone intercomunicador, validou o gol, sem revisar no vídeo. A arbitragem brasileira comprova, mais uma vez, que não há tecnologia capaz de compensar sua histórica ruindade. Afora isso, como Paulo Alves Júnior, que cometeu um erro que levou o jogo Botafogo 0 x 1 Palmeiras a ficar sub judice, continua apitando sem que a questão tenha sido decidida no tribunal? Não é cabível fazer qualquer análise técnica do jogo, que teve um erro monstruoso de arbitragem influindo diretamente no resultado. Chama a atenção, também, o fato de o Inter, repetidamente beneficiado por erros de arbitragem, continuar nessa condição com a utilização do VAR. Com o que aconteceu, hoje, o Brasileirão está manchado.
Vitória tranquilizadora
Antes do jogo, parecia improvável que o Grêmio pudesse vencer o Botafogo, hoje, no Engenhão. Afinal, o clube carioca era o quarto colocado no Campeonato Brasileiro, e o Grêmio lutava para se afastar da zona de rebaixamento. Ganhar era fundamental para que o Gremio pudesse atravessar sem turbulência o período de parada para a realização da Copa América. Num jogo em que teve oito desfalques e terminou a partida com uma dupla de zaga improvisada, o Grêmio venceu o Botafogo por 1 x 0, sem brilho, mas com eficiência. Foi uma vitória tranquilizadora. Agora, o Grêmio terá uma parada de um mês para treinar e recuperar jogadores lesionados, visando retornar ao bom futebol de tempos atrás. As duas vitórias seguidas antes da paralisação do Brasileirão proporcionarão ao Grémio um ambiente calmo para o período de recondicionamento, sem cobranças da torcida, nem provocações dos adversários. Enfim, depois de várias semanas tumultuadas, o Grêmio pode, novamente, viver uma rotina sem pressões.
terça-feira, 11 de junho de 2019
Condenação política
A divulgação, pelo site "The Intercept", de conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança, e o procurador Deltan Dallagnol, deixam claro o que só os fanáticos de direita não admitiam, ou seja, a Operação Lava-Jato condenou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva à prisão ao arrepio da lei e sem provas consistentes. O que se vê é uma condenação política, em vez de jurídica. A relação estabelecida entre o juiz e o procurador, evidenciada pelos áudios revelados, é juridicamente deplorável. Moro, Dallagnol e seus asseclas pisotearam às regras do Direito e agiram politicamente, para impedir que Lula concorresse ao cargo de presidente. Também agiram para evitar a v vitória do candidato do PT na eleição presidencial, Fernando Haddad. A nomeação de Moro para ministro do governo Bolsonaro já era uma evidência do acordo para prejudicar Lula. Num país verdadeiramente democrático, Moro e Dallagnol já teriam afastados de seus cargos. No Brasil absurdo em que se está vivendo, tudo vai acabar em pizza, e os dois ainda serão homenageados.
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Sorteio
Mais uma vez, não se concretizou a possibilidade de um confronto entre Grêmio e Inter na atual edição da Copa do Brasil. A exemplo do que ocorreu nas oitavas de final, o sorteio das quartas de final da competição apontou outros adversários para a dupla Gre-Nal. Com isso um enfrentamento entre os dois clubes só poderá ocorrer, eventualmente, na decisão. Nas quartas de final, Grêmio e Inter irão jogar contra Bahia e Palmeiras, respectivamente. Embora tenha pego um adversário mais fraco, o Grêmio terá a desvantagem de fazer o segundo jogo fora de casa. O Inter terá de enfrentar o mais difícil adversário dentre todos os que eram possíveis, mas fará o segundo jogo no Beira-Rio. Numa perspectiva realista, Grêmio e Inter terão sérias dificuldades para prosseguir na competição. O Grêmio não está jogando bem e terá de decidir a classificação para as semifinais fora de casa. O Inter fará o segundo jogo no Beira-Rio, mas isso poderá valer pouco diante de um adversário que lhe é superior.
domingo, 9 de junho de 2019
Lembrando os velhos tempos
A Seleção Brasileira tem sido, há algum tempo, uma fonte de decepções para os torcedores. Ao contrário do futebol técnico e envolvente de outras épocas, suas apresentações se tornaram burocráticas e sem brilho. Com isso, o prestígio da Seleção junto aos torcedores foi diminuindo até estabelecer uma relação de quase indiferença. Porém, no amistoso de hoje, em que a Seleção goleou Honduras por 7 x 0, no Beira-Rio, a equipe acabou lembrando os velhos tempos. A fragilidade do adversário não serve como justificativa para o resultado. Afinal, em 2001, a Seleção foi eliminada da Copa América por Honduras. Em 2015, em outro amistoso entre as duas equipes, também no Beira-Rio, a Seleção venceu por apenas 1 x 0, e com uma má atuação. Hoje, jogando sem sua maior estrela, Neymar, a Seleção se impôs desde o início, fazendo o primeiro gol cedo e construindo a goleada com facilidade. Vários jogadores se destacaram, entre eles Gabriel Jesus e Phillipe Coutinho. A Seleção mostrou um futebol envolvente, com bom nível técnico. O público, de apenas 16 mil pessoas, reflete o afastamento dos brasileiros da Seleção, de uns tempos para cá. No entanto, se o desempenho de hoje tornar-se regra, e não exceção, a Seleção irá, aos poucos, resgatar o carinho dos brasileiros.
sábado, 8 de junho de 2019
Vitória fundamental
O Grêmio precisava vencer, hoje, de qualquer maneira. O adversário, o Fortaleza, era modesto, e a saída da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro não podia mais ser adiada. Embora jogando no Francisco Stédile, o mando de campo era do Grêmio. O objetivo foi alcançado. A vitória fundamental foi obtida com um gol de Pepê, aos 44 min e 40 seg do segundo tempo. Mais uma vez, o Grêmio não jogou bem. O técnico Renato errou, novamente, ao retirar Felipe Vizeu no segundo tempo e dar mais uma chance para André. Ainda assim, o Grêmio ganhou. Por enquanto era isso o mais importante, independentemente do nível do futebol apresentado. Agora, resta esperar um outro bom resultado contra o Botafogo, quarta-feira, no Engenhão, e utilizar a parada para a realização da Copa América de modo a recuperar o desempenho de outros tempos. Material humano para atingir essas metas não falta.
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