quarta-feira, 3 de abril de 2019

Empate frustrante

O Inter se encaminhava para uma noite festiva, hoje, contra o River Plate, no Beira-Rio, pela Libertadores. Afinal, tinha 100% de aproveitamento na competição e jogava em casa com o maior público desde que o estádio foi reformado. Com 30 minutos de jogo, já vencia por 2 x 0, o que reforçava a expectativa positiva. Porém, ainda no primeiro tempo, o River Plate descontou, com um gol de pênalti. No segundo, com várias providências táticas, o River Plate chegou ao empate, numa bela cobrança de falta. A partir daí, o River Plate assumiu o controle do jogo, mas o resultado se manteve até o final. Foi, sem dúvida, um empate frustrante para quem teve a vitória nas mãos. Mesmo sem ter vencido, o Inter continua como líder isolado do grupo, e sua classificação para as oitavas de final está muito bem encaminhada. O torcedor, no entanto, não ficou satisfeito, pois contava com a vitória. O técnico do Inter, Odair Hellmann, após o jogo, voltou a ser contestado pelos torcedores que, na sua maioria, sempre o julgaram como estando abaixo das necessidades do clube. A grandeza do adversário, entretanto, ameniza os efeitos do resultado, e o Inter não sofrerá abalos no seu planejamento de futebol.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Bolsonaro tirou o corpo fora

A reforma da Previdência é a grande bandeira do ministro da Economia, Paulo Guedes. A princípio parecia ser, também, o principal objetivo do governo Jair Bolsonaro. Porém, o ex-capitão dá sinais de que não é bem assim. Mesmo depois de ter sido cobrado publicamente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que se empenhasse mais pela aprovação da reforma, Bolsonaro tirou o corpo fora ao dar uma declaração em sentido contrário. Disse que não vai se meter na discussão da reforma, já que a decisão de aprovar a proposta é do Congresso. O que se depreende da postura de Bolsonaro é que o presidente não quer ter sua popularidade arranhada por buscar a aprovação de uma reforma que é sabidamente nefasta para os trabalhadores brasileiros. Bolsonaro acrescentou que espera que a proposta não seja muito desidratada, e que sua aprovação ocorra até junho. Ao adotar essa postura, Bolsonaro quer se desvincular das repercussões negativas e transferiu a responsabilidade de aprovar a reforma para o Congresso. Essa atitude de Bolsonaro deverá irritar Rodrigo Maia e muitos outros deputados federais, o que fará com que a reforma possa até, não sair. A proposra mais prioritária de Paulo Guedes não é vista da mesma forma pelo seu chefe. Pelo visto, o assunto ainda irá se arrastar por um bom tempo, o que é muito benéfico para os brasileiros, que ainda tem esperança de que a reforma não seja aprovada.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Desgoverno

O momento que o Brasil está vivendo é estarrecedor. O país está entregue a um desgoverno. As supostas autoridades governamentais produzem, em série, declarações absurdas e propõem medidas que encaminham o país para o caos social. Com apenas três meses desde que tomou posse, o governo do presidente Jair Bolsonaro já mostrou que é inviável. Nem mesmo o respaldo militar será capaz de fazer com que Bolsonaro chegue ao final do mandato. Seu despreparo para ocupar o cargo é mais do que evidente, e suas ações desastradas aumentam em progressão geométrica. Ninguém irá suportar carregar esse fardo pelo período integral do mandato. Na verdade, Bolsonaro, por ter tido o respaldo das urnas, está sendo usado para fazer o serviço sujo de destruição das leis trabalhistas e o desmonte da Previdência, antigos sonhos do empresariado brasileiro. Uma vez que tais objetivos sejam alcançados, Bolsonaro será descartado, sem que isso represente uma melhora, pois seria substituído pelo vice-presidente Hamilton Mourão, uma figura igualmente nefasta. O Brasil vive um pesadelo, presidido por um desequilibrado, com uma equipe ministerial composta por pessoas que, na sua maioria,  oscilam entre o ridículo e o patético, sem nenhuma qualificação para as funções que exercem. O governo Bolsonaro tudo faz para acabar com qualquer perspectiva de futuro para o Brasil. Porém, o próprio governo é um projeto fadado ao fracasso. Como e  quando o governo irá desabar não se sabe, mas, a cada dia, fica mais clara a inevitabilidade de que isso ocorra.

domingo, 31 de março de 2019

Gols perdidos

Uma velha máxima do futebol expressa que "quem não faz leva". O Caxias comprovou isso, mais uma vez, ao perder por 2 x 1 para o Inter, hoje, no Francisco Stédile, pelas semifinais do Campeonato Gaúcho. O Inter começou o jogo com apenas dois titulares, Marcelo Lomba e Patrick. O volume ofensivo do Caxias foi bom, o que levou Marcelo Lomba a ser muito exigido. Porém, ainda que o goleiro tenha se destacado, os gols perdidos pelo Caxias foram erros imperdoáveis. Nada menos do que três "gols feitos", foram desperdiçados pelo Caxias. O resultado praticamente definiu a classificação do Inter para a decisão do Gauchão, pois venceu o primeiro jogo, e o segundo será no Beira-Rio. Mais uma vez, no entanto, o Inter não jogou um bom futebol. Até agora, em 2019, os resultados do Inter têm sido bem melhores que a sua produção.

Empate insosso

A irritação do técnico do Grêmio, Renato, após o empate em 0 x 0, hoje, com o São Luiz, no 19 de Outubro, pelas semifinais do Campeonato Gaúcho, é plenamente justificável. O Grêmio, que teve apenas dois titulares em campo, Paulo Víctor e Kannemann, jogou um futebol sem inspiração, de muitos toques mas sem profundidade, e chutou pouco ao gol. A consequência foi um empate insosso, resumido por Renato no argumento de que faltou "tesão". O destaque negativo do jogo foi Jean Pyerre, que se mostrou lento e enfeitado, sem se comprometer com a partida e sendo desarmado com frequência. O técnico se impacientou, especialmente, com duas chances de gol perdidas, por Thaciano e Pepê. O resultado não compromete a classificação do Grêmio para a decisão do Gauchão, pois a segunda partida será realizada na Arena, mas a vantagem de jogar por empates com gols é do São Luiz. Ainda assim, o Grêmio segue invicto na competição, e com apenas um gol sofrido. Caso se classifique para a decisão do campeonato estadual, fará o segundo jogo na Arena, qualquer que seja o seu adversário. Em resumo, o Grêmio continua sendo o grande favorito para a conquista do título.

sábado, 30 de março de 2019

Fracassos consecutivos

O futebol brasileiro vem colecionando vexames nas competições de categorias inferiores. Depois da péssima campanha da Seleção Brasileira Sub-20 no Campeonato Sul-Americano da categoria, hoje foi a vez da equipe Sub-17 pagar mico. A Seleção Brasileira Sub-17 foi goleada por 3 x 0 pela Argentina e foi eliminada do Campeonato Sul-Americano. Nunca antes a equipe brasileira havia ficado de fora da fase decisiva da disputa, da qual é a maior campeã, com 12 títulos. Como será o país sede do Mundial da categoria, em outubro, o Brasil participará da competição, mesmo ficando de fora do hexagonal decisivo do Sul-Americano. Os fracassos consecutivos das diversas seleções do país, mostram que o futebol brasileiro precisa repensar seus rumos. A qualidade técnica do futebol jogado no Brasil está em queda livre. O trabalho de formação de novos jogadores tem de ser reformulado visando um retorno às origens, com a técnica e a improvisação que caracterizaram a época áurea do futebol brasileiro, encantando o público ao redor do mundo. A ênfase nos esquemas táticos e na preparação física tirou o brilho técnico que sempre foi o diferencial do futebol praticado no país. Esse quadro tem de ser revertido o quanto antes, sob pena de o futebol brasileiro ir, continuadamente, se encaminhando para a irrelevância. Para o único país que disputou todas as Copas do Mundo e que é o maior ganhador da competição, com cinco títulos, isso é inaceitável. Antes que seja tarde, é preciso salvar o futebol brasileiro.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Brincando de ser presidente

A cada dia fica mais claro o despreparo do presidente Jair Bolsonaro para exercer o cargo. Sem nenhuma qualificação para ocupar tão alto posto, Bolsonaro está brincando de ser presidente, e o país paga caro por tamanho descalabro. O governo Bolsonaro é um caos absoluto, com ministros tresloucados e incompetentes, declarações desastrosas de autoridades que são desmentidas posteriormente, ausência absoluta de propostas e de uma ação coordenada. Bolsonaro prefere exprimir-se por meio das redes sociais, e age como se ainda estivesse em campanha, dividindo o país em vez de buscar a conciliação, como se espera de um presidente. Em apenas três meses desde que se iniciou, o governo Bolsonaro tem metido os pés pelas mãos e transformado o Brasil numa nau desgovernada. Parte dos eleitores de Bolsonaro e o chamado "mercado" já perceberam o erro em que incidiram ao lhe darem seu voto. Por mais que tenha sustentação militar, o governo Bolsonaro está fadado ao fracasso, não há possibilidade de que venha a dar certo. Sua derrocada é, apenas, uma questão de tempo. O problema é saber o que virá depois. A simples queda de Bolsonaro e sua substituição pelo vice-presidente Hamilton Mourão de nada adiantaria para o país. O ódio irracional de uma parcela do eleitorado, que elegeu Bolsonaro a despeito de todas as evidências de que se tratava de um candidato totalmente desqualificado, colocou o país num beco sem saída.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Cumprindo tabela

Depois de ter goleado o Juventude por 6 x 0 no primeiro jogo do confronto pelas quartas de final do Campeonato Gaúcho, era evidente que o Grêmio já estava, antecipadamente, classificado para as semifinais. Portanto, no segundo jogo, hoje, na Arena, o Grêmio estava, apenas cumprindo tabela. O resultado final, empate em 0 x 0, deixou isso ainda mais evidente. O curioso é que o Grêmio, ao contrário do que se esperava, jogou com o seu time titular. Mesmo sem jogar com grande intensidade, e diante de um adversário inteiramente retrancado, o Grêmio só não venceu por que, como historicamente acontece no Gauchão, sofreu um prejuízo decisivo com um erro de arbitragem. No segundo tempo, Diego Tardelli fez um belo gol, que foi equivocadamente anulado por um impedimento inexistente. O Grêmio continua invicto na competição, com dez vitórias e três empates, e apenas um gol sofrido. As próximas semanas serão, no entanto, complicadas para o Grêmio, que terá que jogar pelas semifinais do campeonato estadual em meio a partidas pela Libertadores, onde está mal na classificação e precisa se recuperar. Para agravar a situação, a imprevidência do clube, ao não contratar zagueiros para compor o grupo, está forçando a escalação de jogadores improvisados, já que Geromel e Paulo Miranda estão lesionados, e Kannemann recém retornou da Seleção Argentina. O quadro ficou ainda mais problemático após o jogo de hoje, pois até um dos jogadores que vinha sendo improvisado na zaga, o fraquíssimo Marcelo Oliveira, sofreu uma lesão grave e deverá ficar afastado por um longo tempo. Contra adversários de maior peso, isso poderá vir a custar muito caro para o Grêmio.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Surpresa negativa

O Inter se classificou para as semifinais do Campeonato Gaúcho, como era esperado, mas não da forma tranquila que se presumia. A derrota do Inter por 1 x 0 para o Novo Hamburgo, hoje, em pleno Beira-Rio, foi uma surpresa negativa, que manteve a possibilidade de uma reversão até o final do jogo, já que um segundo gol do adversário levaria a definição da classificação para os tiros livres da marca do pênalti. A atuação do Inter foi muito fraca e, como não poderia deixar de ser, aconteceram vaias da torcida após o final do jogo. Afora a derrota em si, o Inter sofreu um prejuízo bem maior. Como os pontos continuam sendo somados nas fases eliminatórias, caso o Grêmio vença o Juventude amanhã, na Arena, garantirá que, no caso de uma eventual decisão do Gauchão em dois grenais, o segundo será no seu estádio. A razão disso é que, se vencer o Juventude, o Grêmio abrirá dez pontos de vantagem sobre o Inter na classificação geral, diferença que não poderá ser superada nas semifinais. A classificação foi alcançada, mas o resultado do jogo frustrou o torcedor.

terça-feira, 26 de março de 2019

Dois tempos muito diferentes

Poucas vezes uma equipe apresentou desempenhos tão contrastantes durante um jogo como ocorreu, hoje, com a Seleção Brasileira. Na vitória por 3 x 1, de virada, sobre a República Tcheca, na Eden Arena, em Praga, a Seleção fez um péssimo primeiro tempo, com um rendimento ainda pior do que o da partida contra o Panamá. Porém, com as substituições feitas no segundo tempo, tudo se modificou. Foram dois tempos muito diferentes. Até o intervalo, a Seleção nada mostrara, permitia que a República Tcheca tomasse conta do jogo e obtivesse a vitória parcial, mas as entradas de Everton, David Neres e Gabriel Jesus mudaram o rumo da partida. Se o gol de empate foi um presente do adversário, numa incrível falha defensiva, os outros dois resultaram de belas jogadas, com técnica e velocidade, dignas da tradição do futebol brasileiro. Everton e David Neres mostraram condições de obter um lugar na convocação para a Copa América. Gabriel Jesus marcou dois gols, o que deverá lhe trazer confiança depois de um longo período de desempenhos insatisfatórios. O técnico da Seleção Brasileira, Tite, terá que repensar alguns titulares que considera indiscutíveis. Há jovens valores que estão merecendo um lugar na equipe, e medalhões, como Philippe Coutinho, por exemplo, que acumulam más atuações.