sábado, 29 de setembro de 2018
Vitória no último momento
Um golaço quando o 0 x 0 parecia definitivo. Assim foi Fluminense 0 x 1 Grêmio, hoje, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro. Ao contrário do que se anunciava, Everton não começou o jogo, ficou no banco. O time reserva do Grêmio e o Fluminense fizeram um mau primeiro tempo. No segundo, o Grêmio voltou com maior ímpeto, mas também cedeu mais espaços para o Fluminense, o que tornou o jogo um "lá e cá", e fez com que a partida ganhasse em emoção. Porém, mesmo com esse desempenho dos dois times, o placar parecia que não ia ser movimentado. Foi quando, aos 47,5min, Everton, que havia entrado quando o jogo já se aproximava do final, fez um golaço de calcanhar. A vitória no último momento fez o Grêmio ficar em terceiro lugar na classificação, e confirmar que é candidato ao título. Everton, por sua vez, mostrou, novamente, que é um jogador diferenciado, capaz de de decidir uma partida com sua técnica. Atualmente, Everton é o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro. Com o resultado, o Grêmio segue vivo nas duas competições que disputa. O final do ano promete ser muito bom para os gremistas.
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Bolsonaro bateu no teto
As últimas pesquisas dos principais institutos mostram que o candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, estagnou nos índices de intenção de votos. Bolsonaro segue em primeiro lugar, mas Fernando Haddad, do PT, cresce a cada pesquisa e se aproxima de um empate. Tudo indica, portanto, que Bolsonaro bateu no teto, ou seja, chegou no limite do seu crescimento. Esse fato não chega a ser surpreendente. O eleitorado de direita, no Brasil, historicamente, se situa em torno de 30% do contingente total. Obviamente, na radicalização que se formou na política brasileira, Bolsonaro atraiu uma parte do eleitorado flutuante, que não apresenta fidelidade ideológica. No entanto, por sua inconstância, essa fatia do eleitorado é muito sensível a mudanças no panorama das campanhas. As constantes confusões envolvendo a chapa de Bolsonaro, com declarações desastradas do candidato a vice-presidente, general Hamilton Mourão, e do guru econômico, Paulo Guedes, geraram desgastes que comprometem um aumento das intenções de voto. Esse fator está longe de ser episódico ou reversível, pois denúncias sobre a conduta de Bolsonaro que estão sendo divulgadas pela imprensa corroem a imagem do candidato, que baseia grande parte do seu discurso na defesa da moral e dos "bons costumes". Nas projeções feitas para o segundo turno, Bolsonaro já perde para Haddad, Ciro Gomes (PDT), e Geraldo Alckmin (PSDB). Os defensores de Bolsonaro continuam a atuar fortemente nas redes sociais, mas sua candidatura já dá sinais de esgotamento.
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Só não é cômico por ser trágico
Não bastasse tudo o que representa em termos de boçalidade e obscurantismo, a chapa do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) está se caracterizando pela total falta de sintonia entre seus integrantes e auxiliares. O candidato a vice na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), tem dado uma série de declarações desastradas, todas elas marcadas pelo preconceito racial e de classe e por uma feroz demofobia. Suas falas acabam sendo desautorizadas por Bolsonaro, temeroso de que o boquirroto general ponha tudo a perder com seus excessos verbais. O mesmo acontece com o guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes. Várias declarações de Guedes foram, também, desautorizadas por Bolsonaro. Na verdade, não há nenhuma afinidade de pensamento entre os dois. Bolsonaro já admitiu nada entender de economia, e buscou em Paulo Guedes, um ultraliberal, um meio de obter apoio junto ao "mercado". A atuação de Bolsonaro como deputado federal mostra que, ao contrário de Guedes, ele é favorável a uma forte presença do Estado na economia. Mourão, por sua vez, depois que suas afirmações geram reações negativas, apela para o surrado expediente de culpar a imprensa, dizendo que elas foram "descontextualizadas". Tudo isso só não é cômico por ser trágico. Esse quadro mostra o descalabro em que se constitui essa chapa, e do caos que seria para o país se ela chegasse ao poder. O eleitor brasileiro não irá permitir isso. A queda de Bolsonaro nas pesquisas é contínua, e nas projeções de segundo turno ele já perde para seus três principais adversários. O Brasil não vai eleger um defensor da violência e do autoritarismo para presidente. A candidatura de Bolsonaro é apenas um pesadelo, mas que irá acabar em breve.
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Zebras
A Copa do Brasil será decidida entre Corinthians e Cruzeiro. Será, portanto, uma decisão entre "zebras", já que seus adversários nas semifinais da competição, Flamengo e Palmeiras, respectivamente, possuem times tecnicamente superiores. Corinthians e Cruzeiro souberam encaminhar suas classificações ainda no primeiro jogo. O Corinthians, ao empatar com o Flamengo, no Maracanã, em 0 x 0, e o Cruzeiro ao surpreender o Palmeiras, no Allianz Parque, e vencer por 1 x 0. Nos jogos de hoje, fizeram valer o mando de campo, e classificaram-se para a decisão. No Itaquerão, o Corinthians abriu o placar cedo, mas logo tomou o gol de empate. O gol da vitória por 2 x 1 veio no segundo tempo, evitando que a classificação fosse decidida na loteria dos tiros livres da marca do pênalti. O Cruzeiro, no Mineirão, mostrou-se pragmático na busca do que lhe convinha. Saiu na frente no placar ainda no primeiro tempo. Sofreu o empate logo no início do segundo, mas continuou seguro em campo, e teve sua tarefa facilitada pelo Palmeiras, que mostrou pouco ímpeto ofensivo para quem precisava vencer obrigatoriamente. Assim, o jogo terminou empatado em 1 x 1, resultado que foi suficiente para o Cruzeiro se classificar. O favorito para o título é o Cruzeiro, atual campeão e que possui um time superior ao do Corinthians. Porém, não se deve duvidar da capacidade de superação do Corinthians que, mesmo com times de pouco brilho, é o atual campeão brasileiro e bicampeão paulista.
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Povo só nos treinos
O apartheid social brasileiro, cada vez mais cruel e desumano, conseguiu privar as camadas mais pobres da população até mesmo da frequência aos estádios de futebol, um esporte essencialmente popular. Em nome de um maior conforto, e da adaptação ao chamado "padrão Fifa", os estádios brasileiros encolheram. Hoje, nenhum estádio brasileiro é capaz de comportar a presença de 100 mil pessoas ou mais. Os setores populares, por conseguinte, foram eliminados. Nos estádios recentemente construídos, e nos antigos que foram reformados para a Copa do Mundo de 2014, todos os assentos são numerados e, obviamente, o preço do ingresso ficou fora do alcance dos mais pobres. Até mesmo clubes marcadamente populares como Flamengo e Corinthians cobram um valor médio de ingresso que afasta as pessoas de menor poder aquisitivo da possibilidade de irem aos jogos. O Corinthians, como medida paliativa, tem promovido, esporadicamente, a realização de treinos abertos, com acesso franqueado ao torcedor. Hoje, num desses treinos, o Itaquerão recebeu um público de 38 mil pessoas. São torcedores que gostariam de ir aos jogos, mas não conseguem devido ao alto preço dos ingressos. Os estádios, que antes eram um espaço democrático, abrigando pessoas de diferentes segmentos da população, hoje tornaram-se restritos e elitizados. Povo só nos treinos, parece ser o slogan dos administradores do futebol na atualidade. Ser pobre, no Brasil, não é, apenas, uma condição socioeconômica. Antes de tudo, é um estigma, pois todas as portas são fechadas aos menos aquinhoados financeiramente num país que, a cada dia, se mostra mais envolto pela demofobia.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
O crescimento de Haddad
A pesquisa do Ibope sobre as intenções de voto para a eleição presidencial, divulgada hoje, mostra um fato de grande destaque. A subida nos índices do candidato do PT, Fernando Haddad, é vertiginosa. O crescimento de Haddad é constante, seus números aumentam a cada nova pesquisa. Porém, no levantamento que veio a público hoje, Haddad alcançou um desempenho fulgurante. Haddad já está com 22% das intenções de voto, contra 28% do primeiro colocado, Jair Bolsonaro (PSL), que estagnou em relação à pesquisa anterior, e o dobro da preferência comparativamente a Ciro Gomes (PDT), que caiu para 11%. Marina Silva (Rede) parece definitivamente fora da disputa, pois seu índice despencou para 5%. Na projeção de segundo turno, Haddad já abriu 9 pontos sobre Bolsonaro, 46% a 37%. A transferência de votos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para Haddad está se confirmando. Mais uma vez, a esperança está vencendo o medo. O Brasil não ficará entregue à boçalidade de Bolsonaro. O bom senso acabará prevalecendo. A tendência pró-Haddad aumenta de forma constante. O discurso sereno de Haddad está ganhando terreno contra as declarações exaltadas de Bolsonaro. O eleitor não quer um aventureiro como presidente, mas um administrador experiente e de competência comprovada. Haddad preenche esses requisitos.
domingo, 23 de setembro de 2018
Sócio do apito amigo
Não há jogo em que o Inter não receba um benefício da arbitragem. Os erros de arbitragem em seu favor se sucedem. Contra o Cruzeiro, um gol legítimo do adversário foi anulado. No jogo com a Chapecoense, o pênalti desperdiçado por Leandro Damião não existiu. Hoje, no empate em 1 x 1 com o Corinthians, no Itaquerão, o gol do Inter foi marcado em flagrante impedimento. O Inter é sócio do apito amigo, nenhum outro clube é tão beneficiado por equívocos de arbitragem. Porém, mesmo com tanto auxílio, o Inter já caiu para o terceiro lugar na classificação. Na reta final da competição, o Inter parece ter chegado ao seu limite técnico.
Na rota do título
Para alguns, a derrota do Grêmio no Gre-Nal o havia retirado da disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Para o desconsolo desses analistas, o Grêmio obteve duas vitórias consecutivas após o Gre-Nal, e já está apenas quatro pontos atrás do líder, que é o São Paulo. Portanto, o Grêmio continua na rota do título do Brasileirão. Embora esteja em quinto lugar na classificação, o Grêmio está embolado com os quatro primeiros colocados. Hoje, na Arena, o Grêmio venceu o Ceará por 3 x 2, num jogo emocionante em que esteve duas vezes atrás no placar. A ausência de Everton no jogo contra o Palmeiras, no Allianz Parque, poderá ser decisiva e comprometedora para os interesses do Grêmio, mas o fato é que o título é possível, e não há porque jogar a toalha. No jogo de hoje, o Grêmio, mesmo apresentando defeitos que lhe fizeram sofrer dois gols, mostrou capacidade de reação e soube vencer a partida. O Grêmio é obstinado, não desiste facilmente.
sábado, 22 de setembro de 2018
Duas faces de uma mesma moeda
Se os dados da última pesquisa do Ibope para a eleição de governador do Rio Grande do Sul estiverem corretos, uma situação inédita está por acontecer. Pela primeira vez, desde que foi instituído o segundo turno nas eleições, ele seria disputado por dois candidatos do mesmo campo ideológico, no caso, o da direita. A pesquisa aponta, em primeiro lugar, o governador José Ivo Sartori (MDB), candidato à reeleição, e, em segundo, Eduardo Leite (PSDB). Ambos são duas faces de uma mesma moeda. Defendem a diminuição do tamanho do Estado, a venda de patrimônio público por meio de privatizações, que o governo não "atrapalhe" quem quer "empreender". Seguem a mesma cartilha com ideias que só geram mais desemprego, aumentando o já intolerável fosso social. No que tange à liderança de Sartori, trata-se de algo incompreensível. Sartori é, sem nenhuma dúvida, o pior governador do Rio Grande do Sul em todos os tempos. Atrasou o salário do funcionalismo durante todo o seu governo, extinguiu fundações de grande importância para o Estado, administrou para os poderosos e virou as costas para os mais necessitados. A possibilidade de que seja reeleito só pode ser explicada por um surto de insanidade coletiva. O segundo colocado na pesquisa, Eduardo Leite, é o típico caso de tentar levar o eleitor a comprar gato por lebre. Leite é jovem e tem cara de bom moço, o que impressiona eleitores mais desavisados. Por trás de sua aparência confiável, no entanto, está a mesma sanha neoliberal carregada de demofobia seguida por Sartori. Dois candidatos de direita no segundo turno seria uma tragédia para o futuro do Rio Grande do Sul. Ainda dá tempo para o eleitor cair em si, e evitar esse desfecho desastroso.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
A inexplicável convocação de Everton
O técnico da Seleção Brasileira, Tite, anunciou hoje mãos uma convocação, dessa vez para amistosos contra Arábia Saudita e Argentina. A lista apresenta a manutenção de jogadores da chamada anterior, a volta de alguns que haviam ficado de fora, e algumas novidades incompreensíveis, mas nada foi pior do que a inexplicável convocação de Everton, do Grêmio. Melhor jogador em atividade no Brasil, Everton ficará de fora do jogo contra o Palmeiras, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro, em que o clube paulista e o Grêmio poderão estar disputando as primeiras posições da competição. Tite já havia causado um enorme prejuízo ao Grêmio quando convocou Everton para dois amistosos inexpressivas da Seleção, contra Estados Unidos e El Salvador. Everton jogou poucos minutos nas duas partidas, e desfalcou o Grêmio contra o Santos, na Vila Belmiro, e o Inter, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. Privado de Everton, o Grêmio só conquistou um ponto nesses dois jogos. A convocação de Everton fica ainda mais injustificável por ter sido ele o único jogador de um clube brasileiro a ser chamado, Dessa vez. Gaúcho que é, Tite conhece muito bem a realidade local. Sendo assim, é inexplicável que retire do Grêmio o seu melhor jogador num Gre-Nal para que ele participe de amistosos irrelevantes, e o faça, novamente, agora. Vários cronistas do centro do país condenaram a convocação de Everton, pelos motivos já expostos aqui. O bom mocismo de Tite dessa vez foi deixado de lado, em detrimento do clube que o lançou para a fama.
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