Os dias posteriores à derrota para o Flamengo, e a consequente eliminação da Copa do Brasil, foram tensos no Grêmio. A frustração trazida pelo resultado levou muitos torcedores a fazerem uma série de críticas ao desempenho de jogadores, e até ao trabalho do técnico Renato. Onde antes era visto um somatório de virtudes, começaram a ser apontados defeitos em série. Para evitar que esse quadro gerasse uma crise, um bom resultado, hoje, contra o Corinthians, no Itaquerão, pelo Campeonato Brasileiro, era essencial. Pois ele aconteceu. Numa resposta imediata aos que viam tudo errado no clube, de uma hora para a outra, o Grêmio venceu o Corinthians por 1 x 0, na sua primeira vitória no estádio paulista desde que ele foi inaugurado, em 2014. Luan, com uma grande atuação, e Everton, foram os destaques do Grêmio no jogo. Com o resultado, o Grêmio voltou para o terceiro lugar na classificação do Brasileirão, embora o Inter possa retomar a posição amanhã, quando jogará com o Paraná, no Beira-Rio. Seja como for, o Grêmio venceu e apagou os focos de uma possível crise. Não há nada como as vitórias para sanear qualquer ambiente.
sábado, 18 de agosto de 2018
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Primeira convocação
Começou o ciclo da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2022. A primeira convocação do técnico Tite, que foi mantido no cargo, para o novo período, ocorreu hoje. Como de costume, a convocação de Tite teve altos e baixos. Entre os altos, a presença na lista de talentos emergentes no futebol brasileiro como Everton, do Grêmio, Lucas Paquetá, do Flamengo, e Pedro, do Fluminense. Os baixos são a insistência com jogadores da confiança do técnico, mas cuja presença na Seleção nunca se justificou, caso de Fagner, ou que já deram sua contribuição e deveriam abrir lugar para outro nomes, como Renato Augusto. Alguns jogadores de idade mais elevada que estiveram na Copa do Mundo na Rússia não foram convocados, o que é correto, mas, então, porque chamar veteranos como Tiago Silva e Filipe Luís? Uma novidade introduzida por Tite, e que prosseguirá nas convocações seguintes, foi a inclusão na lista de um jogador da categoria sub-20. O convocado, dessa vez, foi o goleiro Hugo, do Flamengo. O fato negativo que envolve a convocação é, mais uma vez, a não observância das datas Fifa pela CBF. Com isso, clubes brasileiros serão desfalcados de grandes jogadores em partidas importantes. Será o caso do Grêmio, que não terá Everton no Gre-Nal do Campeonato Brasileiro, e do Flamengo, que ficará sem Lucas Paquetá no primeiro jogo pelas semifinais da Copa do Brasil, contra o Corinthians. Ainda que Tite, pensando nisso, não tenha relacionado mais de um jogador de cada clube brasileiro presente na convocação, o prejuízo técnico é inegável .
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
O talento faz a diferença
Os "modernos" pensadores do futebol costumam encher a boca e inflar o peito para dizer que ele é um esporte coletivo. Em princípio, a afirmação é uma obviedade, pois o futebol é um enfrentamento de equipes, não de um indivíduo contra outro, como no tênis, por exemplo. Porém, o que está por trás do discurso dos modernosos não é essa evidência, mas a ideia de que as ações táticas e coletivas devem prevalecer sobre a técnica individual. O problema é que essa visão colide com a realidade. Ao longo dos tempos, o fascínio do futebol esteve alicerçado nos seus grandes valores individuais, capazes de empolgar multidões. Nomes como Pelé, o maior de todos, Garrincha, Maradona, Puskas, Cruijff, entre outros. Ontem, mais uma vez, ficou provado que, no futebol, o talento faz a diferença. Na sua primeira decisão sem Cristiano Ronaldo, que foi para o Juventus, o multicampeão Real Madrid foi derrotado. Na decisão da Supercopa da Europa, contra o Atlético de Madrid, seu freguês em jogos desse perfil, o Real Madrid perdeu por 4 x 2. Ninguém perde um jogador que detém o título de melhor do mundo, na atualidade, sem que isso gere consequências. O sucesso do Real Madrid nos últimos anos, empilhando títulos, estava fortemente alicerçado no brilho de Cristiano Ronaldo. O mesmo acontece com o Barcelona em relação a Messi. O futebol é um esporte coletivo, mas é o talento individual que age como fator de desequilíbrio. A transpiração de nada vale onde não houver inspiração.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Eliminação previsível
Aconteceu a confirmação do que estava encaminhado. O Grêmio perdeu para o Flamengo por 1 x 0, hoje, no Maracanã, e foi eliminado da Copa do Brasil. Uma eliminação previsível, pois, ao não vencer o primeiro jogo, na Arena, e sofrer o gol de empate nos acréscimos, o Grêmio deixou o Flamengo em vantagem para obter a classificação. A atuação do Grêmio não foi ruim, e, como de costume, foi sua a maior posse de bola. Porém, o Grêmio esteve sem força ofensiva e, com exceção de um chute de Everton para o alto, não concluiu ao gol. Vários jogadores estão em crise técnica. André continua sem dar resposta, mas o técnico Renato insiste em conservar a sua titularidade. Mais uma vez, Jael entrou no segundo tempo, e produziu mais que André no período em que esteve em campo. Ramiro está em péssima fase, e sua condição de titular não se justifica mais. Luan continua apagado. Arthur faz muita falta, sem ele a condição técnica do Grêmio decaiu. Não foi uma desclassificação injusta ou desonrosa, mas o Grêmio tem que identificar onde errou para fazer as necessárias correções. Afinal, o Grêmio ainda tem duas importantes competições em andamento, Campeonato Brasileiro e Libertadores, para buscar ampliar o seu rol de títulos.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Novidade velha
O Partido Novo, uma das tantas legendas que surgem no país do dia para a noite, numa absurda proliferação, tem um candidato a presidente. Seu nome é João Amoedo. O partido e seu candidato vendem a ideia do "novo", mas representam, na verdade, o que há de mais arcaico na política brasileira. O que divulgam, portanto, é uma novidade velha. Amoedo e seu partido defendem o carcomido ideário de direita que propõe o encolhimento do tamanho do Estado, a venda de estatais, a "flexibilização" das leis trabalhistas e a submissão ao mercado. Não por acaso, Amoedo é o candidato a presidente que tem o maior patrimônio pessoal declarado. Milionário, suas propostas visam a manutenção de um país voltado para o interesse dos ricos, em detrimento da grande massa desassistida. Como o Partido Novo não tem o número mínimo de deputados federais exigido pela lei eleitoral, Amoedo não pode participar dos debates televisivos entre os candidatos. Menos mal, já basta ter de aturar Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e Álvaro Dias, todos eles energúmenos de direita. No Rio Grande do Sul, o Partido Novo possui um candidato a governador. Chama-se Mateus Bandeira. Ex-diretor do Banrisul, ele defende a privatização do banco, o que seria um atentado ao interesse público. O Banrisul é um banco altamente lucrativo e competitivo, motivo de orgulho para a população do Rio Grande do Sul. Partido nanico, o Novo não deverá ter muita receptividade dos eleitores. Na verdade, o bom seria que o partido, tão rápido quanto apareceu, saísse de cena, pois nada de bom tem a oferecer.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Uma goleada de presente
Poucas vezes se viu algo assim no futebol. O Inter ganhou uma goleada de presente. Sim, é isso mesmo. Com três falhas grotescas da defesa adversária, o Inter goleou o Fluminense por 3 x 0, hoje, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O Inter não precisou fazer qualquer esforço para obter o resultado. Depois de obrigar Marcelo Lomba a fazer uma grande defesa para evitar um gol de Marcos Júnior, o Fluminense perdeu-se em campo e começou a ofertar chances de gol ao Inter com falhas defensivas patéticas. Todos os gols saíram no primeiro tempo. No segundo, o Fluminense tentou, de maneira atabalhoada, fazer gols, mas não conseguiu. Afora a forma desordenada como se lançou ao ataque, o Fluminense não deu sorte. Bolas na trave e novas grandes defesas de Marcelo Lomba impediram que o Fluminense pelo menos diminuísse a desvantagem. Com a vitória, o Inter se consolida como um disputante das primeiras posições do Brasileirão. O Fluminense, ao contrário, depois de esboçar uma reação com a chegada do técnico Marcelo Oliveira, voltou a cair de produção e parece que irá lutar muito mais para evitar a proximidade da zona de rebaixamento do que aspirar a conquista de posições mais significativas na classificação.
domingo, 12 de agosto de 2018
Facilidade
Uma vitória esperada, mas que saiu melhor do que a encomenda. O Grêmio goleou o Vitória por 4 x 0, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, e o resultado surpreendeu pela facilidade com que foi alcançado. Com seu time reserva, o Grêmio já vencia por 2 x 0 aos 20 minutos do primeiro tempo. Foram dois gols em cada tempo, num jogo que poderia receber vários adjetivos, como chocolate, passeio, banho de bola, massacre, entre outros. O Grêmio mostrou um futebol rápido e envolvente, que tonteou o Vitória. Em alguns momentos, o Grêmio fazia uma verdadeira blitz sobre o adversário, que ficava atônito. Numa atuação coletiva brilhante, foram muitos os destaques individuais. O maior deles foi Douglas, mas Matheuzinho, Paulo Miranda e Pepê também se sobressaíram. Com o resultado, o Grêmio ganha em ânimo e confiança para o difícil jogo contra o Flamengo, quarta-feira, pela Copa do Brasil, que definirá um dos semifinalistas da competição. Por enquanto, o Grêmio segue vivo nas três competições que disputa.
sábado, 11 de agosto de 2018
A confissão de Gebran Neto
A edição da revista "Veja" que começou a circular no fim de semana traz, na coluna "Radar", a informação de que o desembargador Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, sediado em Porto Alegre, confessou para amigos que desconsiderou a lei ao revogar o habeas corpus que o plantonista Rogério Favreto havia concedido, no dia 8 de julho, durante o recesso do Judiciário, ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba, determinando a sua libertação. Gebran Neto alegou que agiu assim para evitar um mal maior, que seria a libertação de Lula. A confissão de Gebran Neto seria estarrecedora em qualquer país minimamente civilizado, mas esse não é o caso do Brasil. Um desembargador, em vez de zelar pelo estrito cumprimento das leis, como é dever de qualquer agente do Direito, revela que atropelou a norma jurídica para evitar um "mal maior", fazendo com que a subjetividade dos seus conceitos ideológicos se sobreponha a ela. O Brasil vive uma situação caótica, entre outros tantos fatores, porque o seu Poder Judiciário está apodrecido. Uma outra prova disso foi o reajuste de 16% nos seus vencimentos que os magistrados brasileiros se autoconcederam nessa semana. Como ficou ainda mais evidente pela confissão de Gebran Neto, o Judiciário brasileiro é parte ativa do golpe que derrubou uma presidente legitimamente eleita para instalar no poder uma quadrilha que está destruindo os direitos dos trabalhadores e entregando o país para o capital estrangeiro.
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
O mau momento dos técnicos emergentes
O futebol brasileiro vinha mostrando, nos anos mais recentes, um acentuado processo de surgimento de novos técnicos, que foram tomando o lugar dos chamados "medalhões", até mesmo nos grandes clubes. Enquanto veteranos como Felipão, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho, Cuca e Joel Santana iam saindo de cena, nomes como Roger Machado, Jair Ventura, Eduardo Batista, Zé Ricardo e Fernando Diniz surgiam como o necessário sopro de renovação na função de técnico. Os integrantes mais jovens da imprensa esportiva saudaram o fato com entusiasmo, pois viam na nova geração de técnicos a modernização do futebol brasileiro, deixando para trás os motivadores e dando lugar aos estudiosos. Porém, parece que essa postura foi um tanto açodada. Em 2018, os técnicos emergentes têm fracassado, e os veteranos estão em alta, novamente. Roger Machado, que despertou grande simpatia da imprensa de todo o país por seu trabalho no Grêmio em 2015, foi demitido pelo Palmeiras e substituído pelo veteraníssimo Felipão. No Santos, Jair Ventura nada mostrou, e acabou dispensado. Seu substituto é o experiente Cuca. Zé Ricardo apareceu como um nome promissor no Flamengo, mas sucumbiu a uma sequência de maus resultados. Pouco depois, foi para o Vasco. Acabou pedindo demissão quando sentiu que não teria condições de reverter os resultados ruins que se avolumavam. Agora, fará uma terceira tentativa, no Botafogo. Fernando Diniz, o mais "revolucionário" da geração de novos técnicos, foi despedido pelo Atlético Paranaense, ao colocar o clube na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Após sua saída, o Atlético Paranaense subiu de rendimento. Eduardo Batista foi demitido, hoje, pelo Coritiba, após o empate em 0 x 0 com o Sampaio Corrêa, em pleno Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. O mau momento dos técnicos emergentes mostra que é preciso cautela ao apostar as fichas nos novatos, e que ainda é cedo para condenar os veteranos à aposentadoria.
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Debate revelador
A influência dos debates televisivos sobre os eleitores é relativa. A cristalização de posições por significativas porções do eleitorado faz com que as fragilidades expostas pelos candidatos sejam, muitas vezes, ignoradas. Porém, se entre os indecisos eles forem um fator de encaminhamento do voto, a direita deve refrear seu entusiasmo. Hoje, na Rede Bandeirantes, foi realizado o primeiro debate entre os candidatos a presidente. Foi um debate revelador, pelo que expôs das limitações dos candidatos conservadores. Cada um a seu modo, Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) mostraram toda a sua precariedade. Bolsonaro fracassou na forma e no conteúdo. Na forma porque era visível o seu nervosismo e insegurança. No conteúdo, por sua falta de argumentos, sua incapacidade de aprofundar qualquer questão. Suas considerações finais foram patéticas. Alckmin e Meirelles foram duas faces da mesma moeda. Sem nenhum carisma e empatia, limitaram-se a fazerem autoelogios por supostas grandes realizações nos cargos que ocuparam. Os candidatos de esquerda se saíram melhor. Guilherme Boulos (PSOL) se mostrou desenvolto e incisivo. Ciro Gomes (PDT) esteve seguro e afirmativo. Ter sido evitado pelos demais candidatos evidenciou o quanto é temido nos enfrentamentos. Em relação aos demais participantes, pouco há a destacar. Cabo Daciolo (Patriota) é uma figura ridícula, cuja presença num debate gera apenas constrangimento. Álvaro Dias (Podemos) fugiu de uma pergunta sobre feminicídio. Marina Silva (Rede), foi a mesma de sempre, com um discurso recheado de boas intenções, mas tangenciando as questões mais polêmicas. O grande beneficiado do debate foi quem esteve ausente dele, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Diante da fragilidade, evidenciada no debate, da maioria dos seus oponentes, a chance de vencer a eleição é enorme, quer seja ele mesmo o candidato ou Fernando Haddad concorrendo com o seu apoio.
Assinar:
Postagens (Atom)